Plano de Negócios: Tire a Ideia do Papel da Forma Correta

Você sempre sonhou em ter o seu próprio negócio. Em um certo dia, você tem o seu momento de Eureka e identifica a oportunidade perfeita para Empreender: você encontra a solução ideal para uma demanda ainda não suprida pelo mercado.

Entretanto, é fundamental que antes de seguir em frente com essa ideia e captar recursos para a implementação da mesma, você faça um  Plano de Negócios.

Pois, de acordo com o Estudo Causas Mortis do SEBRAE, a falta de planejamento é o principal fator determinante para o sucesso ou fracasso das empresas.

Dos empreendedores que fecharam as portas com menos de dois anos de Empresa, mais de 50% não fizeram um Plano de Negócios.

Por isso, antes de abrir um Empreendimento, é preciso analisar se ele é, de fato, viável.

Então, ao fazer um Plano de Negócios, você conseguirá entender se as ideias de negócio que teve são de fato viáveis.

Mas o que é um Plano de Negócios?

Um plano de Negócios é um documento de Planejamento, capaz de demonstrar a viabilidade de um Empreendimento do ponto de vista da estratégia, mercado, operações e da gestão financeira.”

SEBRAE

Ele tem um propósito de descrever o que é ou o que pretende ser a sua empresa e traz uma lógica que permite refletir sobre os diversos aspectos do Empreendimento.

Pois, planejar-se e saber aonde deseja chegar é essencial para abrir um Negócio de Sucesso.

Além de servir como um Instrumento de Planejamento, o Plano de Negócios pode servir também como um Instrumento de Diagnóstico, quando é observada a evolução da empresa para cada aspecto definido no plano.

Assim, é possível realizar um acompanhamento comparativo, entre o previsto e o que vem sendo realizado, tomando medidas para corrigir desvios.

Também, ele pode servir como uma Ferramenta de Financiamento, visto que ele é o documento a ser mostrado para terceiros quando a obtenção de capitais é almejada.

Esse plano é importante para:

  1. Organizar ideias
  2. Orientar a expansão da empresa
  3. Apoiar a gestão do negócio, seja em seus números ou estratégias
  4. Facilitar a comunicação entre sócios, empregados,  clientes, investidores, fornecedores e parceiros
  5. Captar recursos sejam financeiros, humanos ou parcerias

Além disso, o Plano de Negócios deve ser escrito para vários públicos, sendo esse  escolhido de acordo com o objetivo final do Plano.

Alguns dos principais públicos-alvos dessa ferramenta são:

  • Empresa: para conhecer mais o mercado que a Empresa atua
  • Parceiros: para criar estratégias conjuntas
  • Banco: para obter empréstimos e ter acesso a serviços financeiros
  • Fornecedores: para conceder crédito para compra e negociar formas de pagamento
  • Cliente: para vender o benefício do produto  
  • Funcionários: para melhorar a comunicação interna e gerar comprometimento dos colaboradores.

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Como fazer um Plano de Negócios?

Com base na Metodologia do SEBRAE, descrevemos os 6 passos para criar um Plano de Negócios.

Lembre-se que esse planejamento é um dos fatores determinantes para o sucesso do seu Empreendimento!

Por isso, atente-se a cada passo e tenha em mente a importância do mesmo para a sua empresa.

1. Análise de Mercado

Uma das principais componentes do Plano de Negócios é a Análise de Mercado.

Ela vai ajudar a você a compreender o mercado onde vai atuar. Afinal, é essencial que você entenda as necessidades dos seus clientes, concorrentes e fornecedores.

Análise dos clientes:

Identificação do segmento de clientes que você vai atender. É importante responder às perguntas: quem está comprando o meu produto? O que está comprando e porque está comprando.

No final da pesquisa, é necessário ter definido hábitos de compra, renda, nível cultural, onde moram o seus clientes e estilo de vida.

Pois, isso será essencial para decidir os canais de distribuição, as políticas de preço e as estratégias de marketing.

Análise de Concorrência:

Com uma análise de concorrência bem estruturada e baseada em dados, você conseguirá entender como seus concorrentes atuam e como se diferenciar deles.

Análise dos Fornecedores:

Também é preciso manter o cadastro atualizado dos fornecedores, além de fazer uma comparação de preços.

Para isso, é importante consultar preços, qualidade, condições de pagamento, quantidade mínima e prazo de entrega.

O levantamento dessas informações pode ser feito por meio da elaboração de questionários, entrevistas e conversas com clientes potenciais, ou por análise da concorrência.

As informações coletadas vão traçar um retrato do mercado e indicar se a empresa está indo na direção do que desejam os futuros clientes. 

2. Plano de Marketing

Um plano de marketing é um documento escrito que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing.

Para a criação dele, é possível utilizar-se de algumas ferramentas, como a Análise S.W.O.T e os 4p’s de Marketing.

Por fim, é importante também constar no Plano de Marketing a definição da Logomarca.

Análise S.W.O.T

O primeiro passo para fazer um plano de Marketing é fazer uma Análise de Ambiente e identificar as Oportunidades, Ameaças, Forças e Fraquezas do seu Empreendimento.

Isso pode ser feito a partir da ferramenta FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) ou em Inglês, SWOT.

Quando analisar o ambiente externo (ameaças e oportunidades do Negócio), será feito o estudo dos:

  • concorrentes,
  • consumidores,
  • fatores políticos,
  • econômicos,
  • sociais,
  • culturais,
  • legais,
  • tecnológicos.

Já no ambiente interno, será feita a análise das forças e fraquezas do seu Negócio, tais como:

  • localização,
  • recursos humanos e financeiros,
  • tecnologia disponível,
  • etc.  

Essa análise é muito importante, pois ela determinará os caminhos do Plano de Marketing e as importantes decisões para o sucesso do seu negócio.

4P’s de Marketing

Após fazer uma Análise S.W.O.T, faz-se necessário definir os 4P’s de Marketing, ou seja, os 4 elementos básicos que compõe qualquer estratégia de marketing: Preço, Praça, Produto, Promoção.

Essas são as definições fundamentais que uma empresa deve fazer para atingir um determinado público-alvo.

  • Preço: refere-se a quanto e como será cobrado do cliente. Para fazer essa precificação, é importante levar em consideração os seus custos e despesas fixas, a margem de lucro e o preço da concorrência.
  • Praça ou Ponto: refere-se ao local que o produto estará disponibilizado. Neste caso, pode ser online ou em lojas físicas.
  • Produto: refere-se às características e atributos que o produto ou serviço da sua empresa terá. Aqui deve-se decidir tamanhos, cores e funcionalidades de maneira geral do que está sendo oferecido.
  • Promoção: refere-se às estratégias de divulgação utilizadas. Isso vai envolver tanto estratégias on-line, como o Marketing Digital, e estratégias off-line como anúncios em jornais, rádio, outbus, entre outros.

Definição da Marca

A Marca da Empresa deve ser clara, distinta e bem definida em relação aos seus concorrentes para garantir uma larga vantagem sobre eles.  

Geralmente, a logomarca é formada por um nome e um símbolo, sendo as pesquisas de mercado e público-alvo fontes de criação, permitindo que ela ganhe uma identidade e seja a tradução da imagem da sua empresa.

Porém, antes de criar a marca, é importante que se faça a pesquisa e o registro da mesma no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Essa pesquisa serve para verificar se já existe o registro de alguma empresa no mesmo ramo ou em ramos similares de atividade do seu negócio com o mesmo nome.

3. Plano Operacional

O plano operacional define como a empresa irá desenvolver e comercializar os seus produtos e serviços.

Ele descreve os processos para produzir, vender ou executar serviços.

Por isso, nesta seção, devem ser relacionados os equipamentos e materiais utilizados, quantidade de pessoas e o tempo demandado para cada etapa.

Ainda, nele é determinado também a  capacidade produtiva  da empresa, que é referente a quanto a empresa pode produzir, vender ou prestar serviços em um determinado período.

Essa capacidade é influenciada por fatores como:

  • número de funcionários
  • produtividade dos equipamentos
  • disponibilidade dos fornecedores
  • capacidade de distribuição e armazenamento

Relacione também nessa parte os cargos e as qualificações para ocupá-los, descrevendo o perfil procurado. Isso vai auxiliar você na etapa de Recrutamento e Seleção da equipe.

4. Plano Financeiro

O Plano Financeiro é uma das partes mais importantes do Plano de Negócios, afinal, descobrir se o Negócio é financeiramente viável é um dos fatores determinantes para a abertura do mesmo.

Pois, não adianta fazer todo o esforço para abrir um Empreendimento se ele não trouxer o retorno esperado.

O plano financeiro apresenta em números todas as ações planejadas. Nele, deverá apresentar:

  • O investimento para implementação da empresa;
  • Os custos pré-operacionais: identificação do que será necessário para que a empresa seja aberta, como aluguel, reforma do espaço e as taxas de registro;
  • O valor dos equipamentos, móveis e veículos. Esses são considerados investimentos fixos. Nesse momento, deve ser observada a necessidade imediata de cada item ou até mesmo se alguns deles podem ser alugados ou terceirizado;
  • Recursos financeiros para financiar os clientes na venda a prazo e pagar fornecedores (o capital de giro);
  • Análise comparativa de receitas e custos (Fixos e variáveis);

Este levantamento permitirá construir o Demonstrativo de Resultado, um dos relatórios gerenciais mais importantes do plano financeiro.

Ainda, nele a Receita e Despesas são postas lado a lado, para avaliar se a empresa irá operar potencialmente com lucro ou prejuízo. 

Por fim, o plano financeiro possibilita a criação de indicadores financeiros, como por exemplo:

  • ponto de equilíbrio (faturamento mínimo para que não se tenha prejuízo)
  • prazo de retorno de investimento (tempo necessário para que seja recuperado o capital investido)
  • lucratividade (ganho da relação entre o lucro e a receita total).  

Com um Plano Financeiro feito é importante lembrar que os dados financeiros precisam ser analisados constantemente para que você possa continuar a tomar decisões assertivas.

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5. Análise Estratégica

A estratégia é a combinação dos fins que a empresa busca e os meios utilizados para isso.

Os fins devem originar os meios, ou seja, a definição da meta deve dar origem a ação.

Ao estabelecer estratégias, avalie os pontos fracos e fortes da sua empresa e as oportunidades e ameaças da sua empresa. Para isso, você pode analisar a sua Análise S.WO.T, feita para o plano de Marketing lá em cima!

Depois dessa análise, faz-se necessário a definição da Visão da Empresa, que nada mais é do que uma frase que resume a estratégia na totalidade.

Pois, é a visão que diz onde você vai querer estar em alguns anos.

Pode ser no viés financeiro, como, por exemplo: “Atingir R$2 milhões de faturamento por ano daqui a 5 anos”.

Ou no viés de mercado, como “Tornar-se referência no mercado de Carnes de Recife”.

É fundamental, entretanto, que essa visão seja mensurável.

Com a visão definida, está na hora de criar metas e indicadores para desdobrar a estratégia da empresa. A criação das Metas deve ser feita com o critério SMART:

  • Specific (específica): tornar a meta livre de ambiguidades. É importante que ela seja muito clara para que todos possam entender.
  • Measurable (mensurável): tudo deve ser mensurável para que possa ser gerenciado. É importante criar indicadores para tornar a meta mensurável.
  • Attainable (alcançável): não adianta criar uma meta impossível de se atingir. É essencial que a meta seja alta o suficiente para que haja um grande esforço da equipe, mas ela precisa ser alcançável.
  • Relevant (relevante): é importante colocar metas que terão impacto nas métricas principais (como por exemplo faturamento e satisfação de clientes).
  • Time-bound (temporal): estabelecer o prazo para a realização das metas é essencial. Parafraseando Jeremy Wright, “Uma tarefa sem prazo é uma tarefa que nunca será feita”.

Antes de criar cada meta, é importante se perguntar: para alcançar a visão almejada, que ações devem ser tomadas?  

Para cada meta criada, é importante possuir indicadores. Esses poderão ser criados em planilhas. Os indicadores vão servir para medir se as metas estão sendo cumpridas no período certo para que a visão possa ser atingida.

Exemplo: um indicador financeiro mensal poderá estabelecer o quanto a empresa deve faturar no mês e o quanto faturou de fato. Dessa maneira, será possível saber o quão perto de chegar no objetivo de faturamento final a empresa está. 

6. Criação do Sumário Executivo

Nesse, antecipam-se aspectos importantes do plano para fornecer uma ideia sobre cada sessão. Por ser um resumo, é a última parte a ser escrita. Deverá conter uma breve descrição da empresa, contendo:

  • O que é o negócio e os diferenciais competitivos;
  • A missão: Essa deve responder à pergunta: “o que nós fazemos?”. De forma resumida em uma frase, a missão deve representar o propósito da empresa, o por quê desta existir.
  • O perfil dos Empreendedores;
  • Os produtos e serviços e seus principais benefícios;
  • O segmento de clientes que será atendido;
  • A localização;
  • Investimento total;
  • Os indicadores financeiros;
  • A forma jurídica;
  • Enquadramento tributário;

O Sumário Executivo deve ser simples e conciso, contendo no máximo três páginas e deve despertar o interesse do leitor. É importante destacar as conclusões mais importantes e fornecer uma visão geral e clara do plano.

Ao seguir todos os passos para a criação do Plano de Negócios, você estará pronto para começar o seu Negócio de maneira assertiva!



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