Pessoa trabalhando com os efeitos da pandemia na gestão financeira

Efeitos da pandemia na gestão financeira das empresas

Já estamos vivendo com a pandemia causada pelo Coronavírus há mais de 14 meses, e é natural que ela continue impactando a realidade das empresas, considerando que muitas delas não possuíam uma gestão financeira estruturada e adequada para um cenário de crise como esse.

Em uma pesquisa feita no segundo semestre de 2020, pela startup americana Intuit Quickbooks, desenvolvedora de sistemas de gestão para escritórios contáveis e empresas – foi identificado que 72% das empresas consultadas tiveram que mudar a forma como gerenciam as finanças do seu negócio em virtude da pandemia, e seu impacto na economia.

Apenas 5% dessas empresas, optaram por contratar um especialista ou uma empresa terceirizada que fosse focada na área financeira, deixando notória a preocupação das empresas em manter um bom gerenciamento dos seus recursos monetários.

Uma certeza que temos, é que o orçamento de 2021 deve ser recalculado e reanalisado, e, a partir de agora, deve levar em consideração as consequências financeiras decorrentes do cenário pandêmico.

Enquanto são poucos os sinais de recuperação da economia, você, gestor, deve se atentar a como ajustar o fluxo de caixa, sem desconsiderar as novas tendências de mercado, e inovações no seu modelo de negócio, para superar esse período de crise.

Hoje, neste post iremos falar sobre os principais efeitos na gestão financeira das empresas causados pela pandemia, e quais são as melhores ações a serem tomadas nesse cenário.

Como a pandemia atingiu a gestão financeira das empresas?

Considerando que o surgimento da pandemia causada pelo Coronavírus foi um evento abrupto, e sem muita precisão sobre as consequências que seriam geradas, a probabilidade de uma empresa ter conseguido criar um plano de contingência para um período tão extenso, e ter se precavido à crise, é muito baixa.

O processo de tomada de decisão dos negócios precisou ser mais ágil, e exigiu prontamente algumas ações como:

  • Ações preventivas, e protetivas para os colaboradores como a aquisição de unidades de álcool em gel, máscaras, face shields, equipamentos para aferição de temperatura, além de limpeza da estrutura física das empresas;
  • Auxílio financeiro para os colaboradores que estão trabalhando remotamente;
  • Redução de viagens e/ou eventos externos;
  • Alteração nas rotinas de colaboradores, de modo a evitar aglomerações em ambientes comuns como refeitórios, recepção, etc.;
  • Revisão de custos com férias, horas-extras, dentre outros custos de pessoal;
  • Rodízio de equipe na jornada de trabalho;

Essas medidas foram necessárias para proteger os colaboradores, sendo as pessoas que fazem o negócio funcionar, assim como os clientes. E após mais de um ano com o uso dessas medidas, considerando a chegada de novas “ondas”, com grandes números de infecções e mortes, é natural que o planejamento financeiro da empresa seja fortemente impactado, fazendo com que os gestores analisem qual a melhor forma de alocar os seus recursos, sem prejudicar sua operação.

Devemos salientar que o controle financeiro de uma empresa não se trata apenas de entrada e saída de dinheiro. Existem preocupações como o pagamento da folha de pessoal, e todos os outros envolvidos na cadeia de valor do negócio, além da gestão de estoque e atividades afins que também são impactadas com o novo cenário.

O que fazer para minimizar esses efeitos?

Apesar de o cenário ser desfavorável, existem ações que podem ser tomadas, de modo a minimizar o impacto negativo da crise no seu negócio. Iremos listar os principais a seguir:

  1. Redução de custos

A redução dos custos da empresa é uma ação iminente nesse período, e ela vai depender muito do modelo de negócio da empresa, e repensar alguns fatores, como:

  • Quantidade de pessoas em trabalho remoto;
  • Custo atual com a estrutura física;
  • Custo atual com imobilizados;
  • Contratos com fornecedores que podem ser renegociados;
  • Análise de contas básicas como energia, água, e internet, para entender se há a possibilidade de reduzir;
  • Revisão dos tipos de bonificações dadas aos funcionários. 

É fundamental que o gestor busque adaptar alguns processos como o de avaliação de desempenho e bonificação dos funcionários, para a atual realidade, e isso requer criatividade para equilibrar o custo-benefício dessas ações.

Além disso, sabemos que os fornecedores são partes vitais na cadeia de valor de qualquer produto ou serviço, e são responsáveis por boa parte dos custos envolvidos no processo de produção. Por isso, é necessário buscar ter um bom relacionamento com estes, de modo que ambas as partes analisem a viabilidade econômica da parceria, para que nenhuma saia prejudicada.

Ações como prolongar prazos de pagamento, reduzir o número de ativo no estoque, custos com armazenamento, custo com compras que não sejam pensadas considerando a demanda, são necessárias para otimizar a distribuição de recursos financeiros na empresa.

  1. Criação de um comitê de crise

O cenário da crise muda constantemente, e é interessante que haja um grupo de pessoas na empresa, sendo uma delas necessariamente especializada em finanças, para traçar planos de ação e replanejar recursos, se necessário.

A criação de um comitê como esse, se justifica pelo fato de que as decisões precisam ser tomadas de forma mais rápida, sob pressão e urgência, e que, mesmo assim, devem ter o maior nível de embasamento e segurança possível.

Dentre as principais atribuições do comitê podemos citar:

  • Estar atento às notícias para identificar possíveis riscos ao negócio;
  • Levantamento de informações sobre a situação enfrentada tanto ao nível local, quanto ao nível nacional;
  • Traçar planos de ação de contingência;
  • Traçar cenários pessimistas, realistas e otimistas para os próximos meses;
  • Acompanhar os resultados dos planos colocados em prática, e fazer os devidos ajustes
  • Criação de políticas para mitigar os riscos operacionais aos colaboradores;
  • Analisar os investimentos nas ações citadas anteriormente, de modo a optar pelo modelo que proporcionar o melhor custo-benefício a empresa;
  • Criação dos protocolos de segurança necessários;
  1. Adaptação dos demonstrativos contábeis

As saídas de recursos em decorrência da prevenção à Covid-19 provocam alterações em indicadores como capacidade de produção e volume de vendas.

Conforme a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), devido a essas alterações, os custos fixos da empresa passam a abarcar mais gastos que não aconteceriam em um cenário “normal”, afetando o custo por mercadoria vendida.

Esses custos adicionais, advindos da crise pandêmica, comumente não são diluídos no valor final do produto ou serviço, devem ser considerados como despesas, e não como custos.

Essa ação possibilitará que a empresa seja mais transparente sobre os custos decorrentes da pandemia nos seus demonstrativos, além de fazer com que esses não afetem o preço de venda final do produto.

  1. Fazer simulação de cenários

Existe uma forma simplificada de prever a recuperação da economia, e projetar cenários, idealizada pelos ecônomos para empresas que sejam planejar seus próximos passos.

Ele consiste em planejar um cenário otimista, em formato de V, no qual a economia passará por uma piora brusca na crise, mas que brevemente se recuperará, como o que ocorreu na China, que tomou medidas drásticas e voltou a aquecer sua economia.

O próximo cenário a ser planejado é em formato de U, demonstrando uma retomada mais lenta da economia, com fechamento de empresas e alta taxa de desemprego, com períodos mais longos de isolamento social e novas “ondas”.

E o último cenário é em formato de L, que indica uma grande recessão, com poucas previsões de melhora.

Com esses três cenários a empresa deve desenhar planos de ação adequados para cada um, antecipando-se dos desafios que virão, o objetivo é se preparar com os insumos disponíveis.

Ao longo do post falamos sobre os efeitos causados pela pandemia nos negócios, para que você, gestor, tenha todas as informações e insumos necessários para não deixar seu negócio despreparado! Nós da FCAP Jr. Consultoria estamos dispostos a te ajudar no que for preciso para passar por esse momento!

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