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1. Validar modelo de negócio

Você sabe como Melhorar a Gestão Financeira da sua Empresa?

A área financeira é uma das mais importantes em uma gestão empresarial, mas ainda é uma das que mais sofre com erros. Em pesquisa do Sebrae sobre o fechamento de empresas nos primeiros cinco anos, foi constatado que 55% delas não haviam elaborado um plano de negócios, 50% não haviam determinado o valor do lucro pretendido e 39% não sabiam o capital de giro necessário.

Percebemos que os erros na gestão financeira podem ser graves e causar até mesmo o fim de uma empresa. Por isso, essa postagem traz algumas dicas importantes para melhorar essa gestão e evitar complicações, além de reduzir custos desnecessários.

Saber precificar o seu produto ou serviço

Por mais simples que pareça, esse ainda é um erro muito comum. É importante levar diversos fatores em consideração no momento de precificar, como os custos de material, mão-de-obra, marketing, horas trabalhadas e a porcentagem de lucro. Muitas empresas pecam nesse quesito e acabam tendo prejuízo. Também é importante citar os descontos, que nem sempre são uma boa estratégia, se não forem bem pensados. Apesar de facilitar a venda, é necessário vender mais e investir mais tempo para ter o lucro desejado.

Mapear os processos financeiros

Um bom mapeamento de processos é essencial, mas não é o suficiente. É preciso definir os indicadores para mensurar os resultados e, é claro, realizar mudanças com base no que for percebido em análises periódicas. Se o custo por aquisição de cliente está muito alto, por exemplo, é necessário fazer um estudo dos motivos e pensar em novas estratégias para reduzir esse custo. Outro exemplo é se for encontrado algum gasto desnecessário e que poderia ser substituído por algum outro recurso mais viável. Para realizar esses processos e mudanças, a organização das equipes faz toda a diferença!

Ter um planejamento financeiro

Nada deve ser feito antes de um planejamento completo. Dessa forma, é possível ter um melhor controle de gastos, se preparar para imprevistos, ter uma definição exata de recursos, objetivos bem definidos e até mesmo a quantidade necessária de trabalho para atingir esses objetivos e o lucro necessário.

A gestão tributária também é um fator fundamental para esse planejamento, para que não haja qualquer inconsistência junto aos órgãos públicos e, é claro, para evitar as multas, que são um dinheiro perdido que poderia ter sido investido na empresa de forma muito mais eficiente. Para isso, os responsáveis precisam estar cientes de todos os impostos que recaem sobre seus produtos, serviços e sobre o regime tributário adotado por ela.

Ter um capital de giro bem definido

Outro fator essencial para qualquer empresa, mas que segue sendo negligenciado em muitas delas. O capital de giro é o que permite bancar o funcionamento da empresa de forma saudável, pensando em transações feitas a prazo, como compras pagas no cartão de crédito por clientes, pagamento de despesas operacionais e fornecedores, manutenção de estoques e outras necessidades.

Por isso, uma empresa não consegue ter muito tempo de vida sem planejar esse custo e acaba se perdendo em dívidas e atrasos.

Separar as despesas pessoais e do negócio

Esse é outro erro muito comum entre empreendedores. É necessário fazer essa separação de forma honesta, para que não haja problemas no futuro. Finanças pessoais e empresariais não podem se confundir! O mesmo vale para os lucros. Aliás, fica para a próxima dica…

Reinvestir parte dos lucros

Não adianta enxergar todos os lucros da empresa apenas como dinheiro entrando em caixa. É essencial que parte desse lucro seja reinvestida na própria empresa, seja em novos equipamentos, em capacitação profissional ou em outras necessidades. Na era em que vivemos, a inovação e a busca por conhecimento deve ser constantes, ou a empresa vai ficar para trás e pode acabar indo a falência. Por sinal, a falta de atualização também foi um problema identificado na pesquisa do Sebrae citada no início desse texto. Você não vai correr esse risco, não é?

Utilizar ferramentas financeiras

Para facilitar todos esses pontos citados, existem diversas ferramentas tecnológicas que podem ajudar na gestão financeira e que são ótimos investimentos para a empresa. Essa dica também pode ser unida a anterior, pois os funcionários precisam estar capacitados para utilizar essas ferramentas de forma que o tempo de trabalho possa ser reduzido e que a gestão possa ser mais exata.

Esperamos ter ajudado e desejamos que sua empresa tenha uma excelente saúde financeira e que, dessa forma, possa impulsionar seus resultados. 

A área financeira é uma das mais importantes em uma gestão empresarial, mas ainda é uma das que mais sofre com erros. Em pesquisa do Sebrae sobre o fechamento de empresas nos primeiros cinco anos, foi constatado que 55% delas não haviam elaborado um plano de negócios, 50% não haviam determinado o valor do lucro pretendido e 39% não sabiam o capital de giro necessário.

Percebemos que os erros na gestão financeira podem ser graves e causar até mesmo o fim de uma empresa. Por isso, essa postagem traz algumas dicas importantes para melhorar essa gestão e evitar complicações, além de reduzir custos desnecessários.

Saber precificar o seu produto ou serviço

Por mais simples que pareça, esse ainda é um erro muito comum. É importante levar diversos fatores em consideração no momento de precificar, como os custos de material, mão-de-obra, marketing, horas trabalhadas e a porcentagem de lucro. Muitas empresas pecam nesse quesito e acabam tendo prejuízo. Também é importante citar os descontos, que nem sempre são uma boa estratégia, se não forem bem pensados. Apesar de facilitar a venda, é necessário vender mais e investir mais tempo para ter o lucro desejado.

Mapear os processos financeiros

Um bom mapeamento de processos é essencial, mas não é o suficiente. É preciso definir os indicadores para mensurar os resultados e, é claro, realizar mudanças com base no que for percebido em análises periódicas. Se o custo por aquisição de cliente está muito alto, por exemplo, é necessário fazer um estudo dos motivos e pensar em novas estratégias para reduzir esse custo. Outro exemplo é se for encontrado algum gasto desnecessário e que poderia ser substituído por algum outro recurso mais viável. Para realizar esses processos e mudanças, a organização das equipes faz toda a diferença!

Ter um planejamento financeiro

Nada deve ser feito antes de um planejamento completo. Dessa forma, é possível ter um melhor controle de gastos, se preparar para imprevistos, ter uma definição exata de recursos, objetivos bem definidos e até mesmo a quantidade necessária de trabalho para atingir esses objetivos e o lucro necessário.

A gestão tributária também é um fator fundamental para esse planejamento, para que não haja qualquer inconsistência junto aos órgãos públicos e, é claro, para evitar as multas, que são um dinheiro perdido que poderia ter sido investido na empresa de forma muito mais eficiente. Para isso, os responsáveis precisam estar cientes de todos os impostos que recaem sobre seus produtos, serviços e sobre o regime tributário adotado por ela.

Ter um capital de giro bem definido

Outro fator essencial para qualquer empresa, mas que segue sendo negligenciado em muitas delas. O capital de giro é o que permite bancar o funcionamento da empresa de forma saudável, pensando em transações feitas a prazo, como compras pagas no cartão de crédito por clientes, pagamento de despesas operacionais e fornecedores, manutenção de estoques e outras necessidades.

Por isso, uma empresa não consegue ter muito tempo de vida sem planejar esse custo e acaba se perdendo em dívidas e atrasos.

Separar as despesas pessoais e do negócio

Esse é outro erro muito comum entre empreendedores. É necessário fazer essa separação de forma honesta, para que não haja problemas no futuro. Finanças pessoais e empresariais não podem se confundir! O mesmo vale para os lucros. Aliás, fica para a próxima dica…

Reinvestir parte dos lucros

Não adianta enxergar todos os lucros da empresa apenas como dinheiro entrando em caixa. É essencial que parte desse lucro seja reinvestida na própria empresa, seja em novos equipamentos, em capacitação profissional ou em outras necessidades. Na era em que vivemos, a inovação e a busca por conhecimento deve ser constantes, ou a empresa vai ficar para trás e pode acabar indo a falência. Por sinal, a falta de atualização também foi um problema identificado na pesquisa do Sebrae citada no início desse texto. Você não vai correr esse risco, não é?

Utilizar ferramentas financeiras

Para facilitar todos esses pontos citados, existem diversas ferramentas tecnológicas que podem ajudar na gestão financeira e que são ótimos investimentos para a empresa. Essa dica também pode ser unida a anterior, pois os funcionários precisam estar capacitados para utilizar essas ferramentas de forma que o tempo de trabalho possa ser reduzido e que a gestão possa ser mais exata.

Esperamos ter ajudado e desejamos que sua empresa tenha uma excelente saúde financeira e que, dessa forma, possa impulsionar seus resultados. 

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1. Validar modelo de negócio 5. Gestão Estratégica

Competitividade empresarial: 7 dicas matadoras

Você tem preocupação com o futuro da sua empresa? Está sem alternativas para pôr em prática? Não se preocupe, a competitividade empresarial é isso. O primeiro passo para qualquer ação é conseguir enxergar o problema.

Depois disso, é necessária disciplina para assegurar que a teoria funcione na prática. A execução é tão importante quanto o planejamento.

Preparei essa lista com alguns planos de ação que podem ser de grande utilidade se postos em prática na sua empresa:

  • Conheça sua competição

Quem são meus principais concorrentes? Qual o perfil de cliente que atendo? Qual o potencial de crescimento do meu negócio? Se não conseguir responder essas perguntas, algo está errado.

Num mercado cada vez mais competitivo, o mínimo que se espera de uma organização que se preze, é a consciência do panorama instalado. É preciso compreender quais oportunidades a organização pode estar perdendo, quais as principais forças e pontos de melhoria e, principalmente, as grandes ameaças para a atuação da empresa perante o mercado.

Neste conteúdo apresentamos a análise SWOT, ferramenta que o auxiliará na visualização e solucionamento das dores de posicionamento da sua empresa. Em síntese, SWOT é um acrônimo em inglês, e significa S-Forças (Strenghts); W-Fraquezas (Weaknesses); O-Oportunidades (Opportunities) e T-Threats (Ameaças).

Não menos importante, é o domínio para com seu público alvo. Todo prestador de serviço deve ser um especialista que entenda as dores dos seus clientes e como solucioná-las. Além disso, entender novos desejos do mercado e percepções externas acerca do comportamento e hábito do consumidor é primordial para a renovação da estratégia empresarial. Para isso, o desenvolvimento de uma pesquisa de mercado é uma alternativa muito assertiva.

competitividade empresarial - busca de concorrentes

  • Análise de dados

Num mundo, mais do que nunca, vulnerável a mudanças repentinas, o valor da informação chega a ser inestimável. Por isso, ter uma base para compilar toda informação é essencial.

Alguns softwares mais elaborados são bem completos e podem agregar bastante, mas não descarte as planilhas, por mais que demandem um trabalho manual e, consequentemente, mais esforço, podem ser tão úteis e práticas para o objetivo final.

A ideia da análise de dados baseia-se na ideia de que a tomada de decisão tem maiores chances de ser assertiva quando se leva em consideração dados reais e não percepções e elementos imensuráveis. E, voltando à questão das mudanças repentinas, o alto volume de informação num curto espaço de tempo pode ser perigoso se a empresa não possuir um controle da informação e dos dados eficiente, o que ocasionará em disfunção na tomada de decisão eficiente.

O ideal é estruturar a gestão para o controle e monitoramento por indicadores, como por exemplo analisar o fluxo de caixa.

  • Tenha seus processos mapeados

É comum que as operações de uma empresa absorva muitos focos com o passar do tempo. Um mapeamento de processos permite que seja visualizada toda a operação empresarial, todo o ciclo de vida de um produto ou serviço.

É possível também, perceber quem são os responsáveis por cada atividade e, a partir disso, buscar pontos de melhoria para reduzir esforços desnecessários, deslocamentos muito esticados, desperdícios de recursos, entre outros. Preparamos aqui um infográfico sobre este tema!

  • Benchmarking e inovação

O termo inglês benchmark, em tradução direta, significa referência. Trata-se de uma tática empresarial utilizada para correção de falhas, melhorar comunicação dos colaboradores, enxergar erros e evitar novos.

Com o benchmarking é possível avaliar o passado, trabalhar com o presente e prever o futuro. Em síntese, é uma análise interna ou externa de oportunidades a serem exploradas, seja analisando concorrentes diretos ou não.

A ideia é averiguar o que de bom está sendo praticado pelo mercado.

Esta prática deve ser contínua e constante, e não pode ser encarada como um esforço pontual em um determinado período, nenhuma mudança considerável acontece da noite pro dia.

Além disso, é importante compreender que nem tudo que outra empresa faz irá funcionar em outra organização e, por isso, é imprescindível discernir o que é aplicável no cenário da sua organização.

A comparação entre produtos similares é natural e sempre irá acontecer, mesmo que de forma inconsciente. Por isso o benchmarking é importante, pois trata-se da estruturação de uma coisa que, querendo ou não, irá acontecer.

Uma estratégia interessante seria a criação de um setor exclusivamente dedicado à inovação e análises inteligentes de mercado, para que se formem especialistas que garantam o ciclo de renovação da organização.

  • Gestão de pessoas

No âmbito corporativo, o centro de tudo são as pessoas. Todo processo, a nível operacional, tático ou estratégico, depende de pessoas para ser executado. Um profissional desmotivado pode ser um elemento maléfico pois, além de provavelmente não cumprir com suas funções como deveria, contamina o resto da equipe.

Outro plano de ação é a realização de análises periódicas de habilidades dos colaboradores. É preciso que as pessoas certas estejam nos lugares certos.

Pode acontecer de um funcionário não estar rendendo bem em sua função atual, mas se, de repente, for realocado para outro setor, pode reverter o cenário. É mais interessante (por já estar alinhado com a cultura da empresa) e barato que se desenvolva talentos dentro da empresa do que buscar externamente.

Pesquisas de clima organizacional e avaliações de desempenho são outras ferramentas interessantes para o setor de gestão de pessoas da empresa.

Medir a satisfação e felicidade no trabalho é essencial, qualquer disfunção nesse indicador pode ser preocupante e acarretar em problemas nas demais áreas. Já as avaliações de desempenho, servem para que o rendimento daquele funcionário seja mensurado e, posteriormente, um feedback seja fornecido a ele, mostrando os pontos de melhoria e elogiando os pontos fortes.

Numa organização moderna, ter as pessoas certas nos lugares certos é um pré requisito.

competitividade empresarial gestão de pessoas

  • Revise seu modelo de negócios

A zona de conforto é e sempre será uma ameaça constante para qualquer organização. É comum que empresas tracem metas e objetivos, atinjam-os e, logo em seguida, entrem numa esfera de acomodação.

O mundo dos negócios está cada vez mais voraz, não dando brecha para uma empresa acomodada. Para isso, a reinvenção deve ser periódica. Uma simples revisão no modelo de negócio da empresa pode fazer total diferença, postamos um conteúdo aqui sobre a ferramenta Canvas, que pode auxiliar você na montagem do modelo de negócio da sua empresa. 

Numa revisão, oportunidades que antes passavam despercebidas podem surgir, determinados esforços despendidos podem ser cortados, entre diversos outros fatores.

  • Experiência do cliente

É inegável que nos últimos anos a mudança do foco de atuação no mundo corporativo mudou e continua mudando. Essa alteração de foco é nosso sentido de que antes as ações giravam em torno do lucro, e nos dias atuais as atenções têm se voltado para o cliente. Mais especificamente: o sucesso do cliente. Aqui, o que antes era o foco (o lucro), hoje é encarado como uma consequência. 

Num cenário cada vez mais competitivo, não é incomum encontrar diversas empresas de um mesmo segmento na mesma região, o que vai diferenciar uma da outra é justamente a preocupação com o cliente. O intuito aqui é entregar o máximo de valor em todo ponto de contato com o consumidor, muito ligado à ideia de que o “seu (cliente) sucesso é o meu (empresa) sucesso”. 

Segundo Philip Kotler, fidelizar um cliente é entre 5 e 7 vezes mais barato do que captar um novo. O cuidado na entrega de um produto ou serviço de qualidade é a forma de prospecção mais efetiva, pois é um mesmo esforço para duas finalidades: entregar o produto final pro cliente e fidelizar ou assegurar um marketing boca a boca eficiente a partir da qualidade que foi apresentada.

competitividade empresarial experiência do cliente

Conclusão

Podemos perceber que essas 7 dicas já podem te nortear para agora mesmo começar a implementar novas melhorias em seu processo e dar continuidade ao crescimento da organização.

Porém, caso ainda esteja sem saber por onde começar, a consultoria empresarial é uma excelente saída para facilitar o processo de decisão e também adquirir experiência, entre em contato conosco!

 

 

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Cauda Longa: uma nova estratégia para o seu negócio!

Cauda Longa: uma nova estratégia para o seu negócio!

Você já ouviu falar no Modelo Cauda Longa? Conhece empresas que o utilizam e entende a sua definição por completo? Neste conteúdo, falaremos sobre esse tipo de estratégia e quais são as suas principais peculiaridades.

Mas antes, entenda um pouco mais sobre o que é Modelo de Negócios!

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O que é um modelo de negócio?

Modelo de negócio pode ser definido como a forma pela qual sua empresa produz e entrega valor para os seus clientes. Em outras palavras, pode ser considerado um tipo estratégia que procura o êxito do negócio.

É basicamente a estruturação dos elementos que constituem a forma como a sua empresa atua. Portanto, possuir um modelo compatível com o seu negócio é essencial para aproximar a sua empresa do sucesso em matéria de vendas.

Nesse artigo, falaremos sobre o Modelo Cauda Longa (ou Long Tail).

Como funciona o Modelo Cauda Longa?

Podemos dizer que a Cauda Longa é o inverso do Princípio de Pareto, também conhecido como a regra do 80/20, que afirma que, para muitos eventos, aproximadamente 80% dos efeitos vêm de 20% das causas.

Para entender melhor, utilizaremos o exemplo abaixo:

Uma loja “x” vende camisas de todos os tipos super-heróis, entretanto as camisas do Homem-Aranha e do Capitão América são vendidas em maior quantidade do que qualquer outra do estabelecimento.

Dessa forma, pode-se concluir que a loja lucra com todos os seus produtos, mas possui algumas camisas específicas que são mais populares do que outros itens. A venda desses produtos em larga escala é responsável por grande parte do faturamento.

Portanto, a loja não pode cometer o erro de possuir a mesma quantidade de estoque para todos os produtos e sim, fabricar em maior escala o que possui mais demanda e em menor escala aqueles itens que vendem menos.

Aplicando o Princípio de Pareto para a realidade de diversas empresas, podemos dizer que às mesmas costumam ter 80% de seu faturamento decorrente de apenas 20% do seu portfólio de produtos.

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Diferente de Pareto, o Modelo Cauda Longa atua vendendo uma grande diversidade de produtos de nicho. Em outras palavras, são produtos que vendem pouco individualmente mas que possuem uma grande capacidade de gerar um enorme valor em vendas quando em conjunto.

Isso ocorre porque cada cliente possui as suas diferenças e particularidades. Desse modo, surge a ideia de oferecer diversos tipos de produtos, métodos de distribuição e diferente preços para que seja possível atender todas às necessidades.

Além disso, esse tipo de modelo realiza vendas de produtos populares, também conhecidos como “hits”, que são poucos, mas vendidos em grandes quantidades.

Como saber se essa é a estratégia ideal para o meu negócio?

Vimos que esse tipo de modelo se utiliza da estratégia de que produtos de baixa demanda conseguem, em conjunto, se assemelhar ou até mesmo ultrapassar o volume de vendas de poucos produtos considerados “hits”. Ele troca o tradicional padrão de mercado de massa, por um mercado segmentado formado por múltiplos nichos.

Entretanto, isso apenas é possível quando a empresa possui um canal de vendas com dois fatores:

  • Alta escala;
  • Baixo custo de distribuição.

Sendo assim, é essencial saber que esse modelo só é viável na internet, pois demanda uma estrutura que possa disponibilizar um abundante volume de produtos com fácil acesso para uma grande quantidade de pessoas.

Certo, então é só seguir esses passos que o seu negócio vai funcionar? Não!

Apesar da Cauda Longa ser uma ótima opção de modelo de negócio, é preciso entender que dentro dele podem existir algumas dificuldades, como:

  • Grande quantidade de produtos e fornecedores

Lidar com uma grande quantidade de produtos e fornecedores pode ser um problema se você não se organizar. É preciso fazer o controle de todas as operações que envolvem o fornecedor e a empresa. Portanto, surge a necessidade de possuir um controle de estoque bem estruturado.

Você pode acessar nosso material sobre controle de estoque clicando aqui.

  • Depender somente de produtos de nicho 

É importante saber que apesar da Cauda Longa abrir espaço para incluir diversos produtos de nicho, não é recomendado abandonar os “hits” ou “best-sellers”. Isso ocorre pois basear às vendas em produtos não muito populares pode ser um risco, devido a incerteza da quantidade de pessoas que podem se interessar por eles.

 

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Case de sucesso

Um dos empreendimentos mais conhecidos pelo seu sucesso com o Modelo Cauda Longa é a editora “Lulu”, fundada em 2002 por Bob Young.

Nessa plataforma online, qualquer pessoa pode virar um autor um livro, publicá-lo e vendê-lo. Dessa forma, a “Lulu” permite a edição de livros de pessoas que não são muito conhecidos no mercado.

O êxito desse empreendimento se dá pela grande quantidade de autores que ele possui. Como a “Lulu” funciona com pedidos sob demanda, os livros são impressos através de pedidos realizados previamente, o que previne custos caso algum livro fracasse nas vendas.

O que importa, de fato, nesse modelo de negócios, é a oportunidade de possibilitar que qualquer autor publique seu livro. Isso faz com que existam vários livros que vendem pouco individualmente mas, quando em conjunto, acumulam um alto nível de faturamento, equivalente aos livros best-sellers.

Essa é a genialidade do modelo Cauda Longa.

Conclusão

Agora que você já conhece a Cauda Longa, é interessante saber que existem vários outros modelos de negócios que podem se adequar a realidade da sua empresa.

Ficou com alguma dúvida ou quer entender mais sobre esse assunto? A FCAP JR. Consultoria pode te ajudar a aplicar a melhor estratégia para o seu negócio!

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1. Validar modelo de negócio

Startups: Tudo o que você Precisa Saber

Google, Uber e Paypal. Você certamente conhece alguma dessas empresas, mas sabe o que elas têm em comum? Todas elas já foram Startups! Com ideias disruptivas e um modelo de negócios valioso, essas empresas conseguiram investimentos milionários para  inovar no seu mercado de atuação e hoje são verdadeiros gigantes.

 

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Mas o que é, de fato, uma startup?

Apesar de já existir há algum tempo como sinônimo de começar algo (“to start-up”), o termo ganhou a conotação atual quando começou a ser difundido nos Estados Unidos durante a década de 90. Em tradução livre, o Cambridge dictionary define “start-up” como uma pequena empresa que acaba de ser iniciada. Entretanto, isso não é o bastante para caracterizá-las.

As Startups estão imersas em um ambiente de incertezas. Além disso, por estarem em estágio inicial,  a inovação é mais estimulada e existe maior incentivo para arriscar ao testar possibilidades, ajustando o produto ou serviço da melhor forma.

Para facilitar ainda mais o seu entendimento, iremos separar alguns atributos que toda startup possui, além do fator da incerteza e da inovação por trás da ideia. São eles:

Modelo de Negócios

É como a empresa gerará valor. Nenhuma startup possui um modelo de negócios consolidado, porque ainda encontra-se na fase de teste, ficando difícil saber se será algo que realmente irá funcionar. A ferramenta mais usada é o Business Model Canvas (BMC) que é um template bastante visual que permite organizar as informações da melhor forma.

Escalável

Crescer cada vez mais dentro da sua proposta. Aumentar a receita em um ritmo mais acelerado do que os custos a fim de tornar o empreendimento algo extremamente lucrativo. É esse fator da escalabilidade uma das justificativas para que grande parte das Startups estejam relacionadas à tecnologia. Afinal, entre manter um negócio como a Netflix ou ter uma rede de locadoras como a Blockbuster, o primeiro torna-se muito mais vantajoso, não é verdade?

Repetível

Poder replicar o produto de forma ilimitada e vendê-lo diversas vezes. Isso quer dizer que o mesmo produto é oferecido ao cliente, sem muitas customizações. O fato da personalização ser reduzida é o que garante a repetibilidade. Em seu estágio inicial, a empresa pernambucana de geolocalização In Loco, por exemplo, oferecia apenas um tipo de serviço para os seus consumidores. Apenas quando foi conquistando investimentos e comprovando a eficácia do que era oferecido, começou a diversificar o seu portfólio.


Por ter essas características, as Startups são consideradas apenas uma fase pelo qual as empresas passam. Após ter o seu modelo de negócios validado e a partir do momento que alcançam a escalabilidade através de uma receita sustentável, deixam de ser denominadas assim.

Diagnóstico

Um conceito bastante difundido hoje é o de Lean Startup ou “Startup Enxuta”. Criado por Steve Blank, professor da Stanford University, é uma forma de simplificar e sistematizar a criação de uma empresa. Essa metodologia visa filtrar as etapas usadas para começar um negócio e eliminar os processos desnecessários. Com isso, possibilita um maior espaço para a experimentação. É constituído de três pilares:

Business Model Canvas, que já explicamos anteriormente.

Desenvolvimento ágil: Quando não há perda de recursos nem de tempo, pois o produto é desenvolvido de maneira iterativa, ou seja repetidas vezes, e incremental, que corresponde a possibilidade de desenvolver. Na metodologia tradicional o produto já deve estar pronto para validação junto aos investidores.

Minimum Viable Product ou Mínimo Produto Viável (MVP): É uma versão inicial  que permite ao empresário testar o produto de forma mais econômica e rápida. Mediante o MVP, será possível introduzir a sua proposta no público-alvo e receber feedbacks, além de obter informações do mercado.

Você pode estar se perguntando o que fazer para desenvolver essa ideia. Bem, para uma Startup crescer e impulsionar os seus resultados é necessário ter capital. E a melhor forma de adquirir esse investimento é através de programas. Vejamos quais são as principais.

Aceleradoras

As Aceleradoras selecionam empresas que possuem alto potencial de crescimento baseando-se no seu modelo de negócios para que virem sócias do empreendimento e venham a possuir retorno quando a empresa crescer.

Nesse tipo de programa, os empresários das Startups ganham suporte de empreendedores mais experientes, que irão utilizar de metodologias de aceleração, e de parceiros, que irão fornecer seus produtos ou serviços gratuitamente ao acelerado.

Além disso, é comum que as aceleradoras façam um investimento chamado de “dinheiro de sobrevivência“, para que o acelerado possa financiar o seu empreendimento e sua vida pessoal enquanto o programa ainda está em andamento.

Incubadoras

As incubadoras são projetos governamentais que apoiam Startups de acordo com a necessidade do setor ou da região. Para fazer parte, é preciso ter um plano de negócios detalhado da empresa a fim de ter a verba pública aprovada. Normalmente, o apoio é realizado por consultores.

O programa possui uma lógica que pode ser dividida em quatro etapas: modelagem de negócios, lançamento do produto e maturação do negócio. Dependendo do resultado final de cada Startup, pode-se manter a empresa no programa por mais um período, conhecido como associação, onde o negócio continuará sendo acompanhado de perto.

Investidor Anjo 1

São pessoas físicas que decidem investir do seu próprio dinheiro por acreditarem no potencial de retorno da Startup. Além de dar o aporte financeiro, também fornece suporte com a sua rede de contatos e experiência.

 

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Agora você já está mais familiarizado com o mundo das Startups, correto? Vimos a definição do termo, as suas características, a modalidade enxuta e as formas de conseguir desenvolver o negócio. É interessante lembrar que cercar-se de conhecimento antes de dar os primeiros passos é crucial para garantir o seu sucesso. Por isso, a  FCAP JR. Consultoria pode te ajudar! Basta clicar aqui para solicitar uma reunião de diagnóstico gratuita.

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Franquias: Conheça os 4 Principais Modelos

Deseja conhecer mais o sistema de franquias ou tem dúvidas sobre como ele funciona? Este é o artigo certo para você! Além de entender o conceito, você terá a oportunidade de aprender sobre as diferentes modalidades de franquias existentes no mercado.

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) prevê para este ano um crescimento de 9% a 10% no faturamento para o setor de franquias devido a recuperação da economia brasileira. Portanto, é um ótimo momento para você se informar. Vamos compreender melhor o conceito!

Definição

Sabe aquela loja ou restaurante famoso que você encontra em qualquer shopping center? Já se perguntou como alguém consegue administrar tantas unidades? Não existe mistério. Esses estabelecimentos são, na verdade, franquias.

O termo franquia é usado para denominar as empresas que surgem a partir da concessão de um benefício. Em outras palavras, é uma espécie de licença que permite replicar um negócio já existente.

É uma estratégia comum entre empresários que veem potencial no seu empreendimento e visam expandir as suas operações.  O processo de franchising ocorre entre o proprietário original, ou franqueador, e a pessoa interessada, que é o franqueado. As partes devem formalizar tudo em um contrato e, respeitando a legislação, tem relativa liberdade de adaptar o acordo as suas necessidades.

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Tipos de Franquia

Todos já ouviram falar sobre franquias, mas o que a maioria das pessoas desconhece são as diferenças, não só contratuais como também de modelo. Cada empresa adota um tipo de formato de acordo com sua realidade, abaixo, encontram-se os quatro modelos mais comuns no Brasil.

Franquia Unitária

Essa é a modalidade mais comum. O franqueado tem o direito de abrir e administrar a loja dentro de um ponto comercial previamente determinado pelo franqueador. Nesse caso, não há permissão de instalar outra franquia da mesma marca na área, mas é possível combinar outras franquias unitárias no mesmo ponto. Isso depende apenas da capacidade financeira do franqueado e do consentimento da empresa franqueadora.

Franquia Master

A franquia master é utilizada por empresas que desejam expandir as suas atividades em países de grande extensão territorial. A formatação desse modelo de franquia varia, mas em todos eles o master franqueado estará presente. Essa figura tem os direitos de implantação e operação da franquia em uma determinada região, sendo a peça fundamental para a o sucesso da empresa no mercado estrangeiro. Já que a área de atuação é extensa, o master franqueado pode subfranquear unidades da sua própria franquia.

Por isso, uma de suas obrigações é oferecer suporte e  treinamentos, além de buscar novas oportunidades no mercado. Devido a essas responsabilidades, o master franqueado tem o direito de participação nas receitas.

Franquia de Desenvolvimento de Área

Ocorre quando o franqueador concede a exclusividade sobre um território para um terceiro. No acordo, é estabelecido um número de unidades que devem ser abertas, todas sob administração direta do franqueado. É justamente essa impossibilidade de subfranquear a marca que diferencia essa modalidade da franquia master.

Além disso, as franquias de desenvolvimento de área são mais utilizadas para locais de médio ou baixo porte, enquanto a franquia master é indicada para áreas com maior extensão, como o Brasil.

Microfranquias

As microfranquias são o modelo mais acessível de franquias, pois contam com investimento inicial mais acessível quando comparado com as outras modalidades. O valor de referência para uma microfranquia varia todos os anos e é estabelecido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). No último levantamento, realizado em 2017, a quantia era de até 90 mil reais. 

Podemos perceber que as microfranquias são uma opção extremamente atrativa para pessoas que desejam ser donos do próprio negócio. Na verdade, a questão financeira é apenas uma das vantagens. O franqueado ainda conta com pessoas experientes lhe dando suporte e a oportunidade de trabalhar com uma marca já conhecida pelo mercado.

Considerações Finais

Além de ser uma estratégia eficiente, o franchising abre as portas para novos empreendedores investirem em negócios já consolidados. Os benefícios são facilmente visíveis, porém assim como outras empresas, as franquias apresentam os mesmos desafios no dia a dia.

Logo, é muito importante que você esteja familiarizado com o seu mercado e tenha conhecimento dos potenciais riscos na hora de mergulhar nesse universo. Lembre-se: um dos fatores que garante o sucesso do seu negócio é estar sempre atualizado e em busca de novas informações.

Esperamos que tenha gostado do conteúdo! Caso surja qualquer dúvida, os nossos consultores estarão à sua disposição. Ficaremos felizes em te ajudar.

Se você pensa em abrir um negócio, clicando aqui você pode baixar um E-book gratuito “Como Abrir um Negócio: Da Gestão à burocracia”.

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Como Definir o Ponto Comercial Ideal

Definir a localização estratégica do sua Empresa é o primeiro passo para a estruturação de um novo negócio. Selecionar o Ponto Comercial significa definir o local mais adequado e favorável para o seu negócio, fundamentado em um estudo que embasa a decisão a partir de conhecimento de mercado, estratégia e viabilidade. A estratégia então é se estabelecer onde seus clientes se encontram, de forma a direcionar a visualização do seu produto às pessoas que os consomem.

Como escolher o Ponto Comercial ideal

Primeiramente, a escolha do Ponto comercial deve levar em consideração quatro grande referenciais, os chamados 4 P’s : Ponto, Preço, Produto e Propaganda.

Ponto : Onde você oferta seu produto. É nesta parte da segmentação em que se pensa em todos os melhores e mais efetivos possíveis canais de distribuição da sua marca. Ou seja, o local ideal para desenvolver seu comércio, seja esse em espaço físico ou E-commerce.

Preço : Por quanto você oferta seu produto. Mas por assim dizer, qual o valor agregado ao seu produto? Qual a média de preço do seu produto no mercado? Qual o nível de aceitação do seu público, referente ao preço do seu produto? Perguntas como essas devem embasar seu estudo sobre a viabilidade financeira da sua empresa; como engatar o seu negócio de forma lucrativa e prevenir prejuízos.

Produto : O que você oferta. Esse ponto engloba todas as exigências e demandas do seu produto que suprem as expectativas do consumidor. É importante então, o estudo dos parâmetros de qualidade do mercado em que pretende ser inserido, a fim de obter retorno e reconhecimento.

Propaganda : Como irá promover sua marca. Como destacar sua marca? Como chamar a atenção do consumidor? É baseado nas estratégias de divulgação, com o propósito de fazer com que a empresa saia do anonimato e se torne conhecida.

O equilíbrio entre esses 4 pilares concebe um negócio lucrativo e sustentável. Um ponto de venda estratégico representa não só a localização física do comércio mas o conjunto de diversas variáveis que implicam no sucesso do local, como tráfego de pedestres, número de concorrentes nas redondezas e condições de estacionamento.

A escolha do Ponto Comercial começa com o estudo da região dos possíveis locais, isso é, análise do mercado e da área em que se pensa estabelecer o comércio. Deve ser levado em consideração, o perfil do consumidor que você deseja conquistar e a concorrência das proximidades. É muito importante primeiramente levar esses pontos em consideração:

  • A loja é de fácil acesso?
  • Olhe o mapa da cidade e detecte os locais com maior necessidade e abertura para seu comércio (Nem sempre as áreas mais nobres serão as mais opções mais adequadas ao seu negócio).
  • O local favorece a compra por impulso? ( se atente também de que lado da calçada as pessoas andam: o consumidor precisa passar na frente do local para se interessar)
  • O fluxo diário de pedestres é favorável?
  • A área tem outros comércios/concorrentes?
  • Estacionamento será um empecilho para que o cliente pare na sua loja?

É necessário também se atentar a esses pontos:

Lojas em frente a ponto de ônibus.
Lojas em últimos andares de prédio.
Lojas em locais perigosos e de pouca fiscalização.

Após a breve análise do mercado, a definição do Ponto Comercial Ideal dá-se por:

Estudo do público

Para uma melhor estratégia de captação de cliente, é necessário saber para quem você está vendendo. Quem são seus consumidores? Quais são seus gatilhos de compra? Como os conquistar?

A Pesquisa de Mercado entra diretamente nessa demanda de compreensão e percepção do consumidor. É realizada com o intuito principal, de prover informações sobre um grupo específico e garante assim, a representação do cliente real, já que fornece informações qualitativas (estilo de vida, hábitos, características…) e quantitativas (potencial de mercado, participação da empresa…).

Uma das vertentes da Pesquisa de Mercado é o Focus Group, que é um modelo de pesquisa presencial, categorizada como qualitativa, em que pessoas previamente selecionadas são reunidas para discutir sobre um assunto em questão e prover assim, insumos para um estudo mais incisivo de tendências e comportamentos.

Conheça a concorrência

Consiste na coleta de dados dos concorrentes, para a elaboração de planos de ação que façam sua empresa se destacar das demais. Parte do princípio da diferenciação de mercado, que viabiliza a vantagem competitiva e permite, por comparação, a constante análise e otimização do seu próprio negócio. O processo de Análise de Concorrência se dá em 3 principais passos :

Identificação dos concorrentes

Defina quais são as empresas similares ao seu negócio e que competem direta ou indiretamente com seu negócio. Considere os concorrentes diretos aqueles que têm mesma faixa de preço, oferecem o mesmo produto e têm demanda e público-alvo similares.

Já os indiretos, seriam aqueles que não necessariamente oferecem o mesmo produto mas que pertencem ao mesmo nicho de mercado, podendo servir de “segunda” opção ao seu consumidor.

Levantamento de Informações

A etapa mais importante do processo, a coleta de dados qualitativos para elaboração da análise. Por ser uma etapa de extrema importância e precisão, existem estratégias para a obtenção de amostras precisas ; Cliente oculto ( método de pesquisa que consiste em se passar por um cliente real na empresa investigada, para obter informações fidedignas sobre atendimento, preço, qualidade e etc. Normalmente usado quando se tem uma pequena seleção de empresas) ou Análise digital (analisa o desempenho das empresas investigadas nas redes sociais, envolvendo marketing digital e outros métodos de interação).

Esse método é muito interessante, pois o público que se faz presente nas redes sociais dos concorrentes, muito provavelmente também é o público-alvo da empresa que investiga. Observe a frequência com que postam, nível de interação com o público, meio de comunicação usado, postagens de melhor desempenho e tudo que possa gerar insumos para o entendimento da estratégia digital.

Análise

A fase da análise é a parte onde compilam-se as informações e cruzam-se os dados para conseguir conclusões assertivas. Para obtenção de qualquer inferência realmente válida, os dados precisam ser cruzados e só assim analisados, com a ajuda de ferramentas como S.W.O.T ( ferramenta que ajuda na visualização das fraquezas e forças de uma empresa).

Compare mais de um local

Provavelmente a decisão do ponto comercial é entre mais de um local, considerando diferentes vantagens e desvantagens. É importante sempre comparar questões importantes entre eles, e ponderar de forma realista qual deverá ser o local ideal considerando seus empecilhos e viabilidades.

A empresa GeoMaps de consultoria Geográfica em conjunto com a FCAP JR. Consultoria, oferece o serviço de Mapeamento sistemático, que obtém informações geográficas e válidas da melhor localização para estabelecimento de novos negócios, de acordo com as necessidades do contratante.

Isso é, a partir dos dados geográficos obtidos, conseguem inferir informações importantes e relevantes para a empresa contratante, como por exemplo um ponto de maior foco de concorrentes. A partir disso, é identificada então a localização ideal para o estabelecimento do novo negócio.

Importante mencionar também:

Acesso

Se coloque no lugar do seu cliente. Você pararia na sua loja? É muito importante levar em consideração as prioridades do cliente, o local deve ser adequado e adaptado às necessidades e características do mesmo. É nesse momento que deve ser levada em conta, por exemplo, a situação de estacionamento; se seu público costuma chegar ao local de veículo próprio, é uma ótima ideia investir em um estacionamento.

Converse com o antigo proprietário

Procure saber o motivo da saída do proprietário anterior, se seus motivos podem ser contornados e não trarão prejuízos para o seu negócio atual.

Visibilidade

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Nem todos os negócios começam conhecidos o suficiente, ao ponto dos clientes irem até o local de forma voluntária. Em um novo negócio, é importante que sua loja esteja visível pois as chances de atrair novos potenciais consumidores é maior.

O estudo do Público e do Mercado para o estabelecimento de um novo negócio é de extrema importância pois garante embasamento nas decisões e segurança nos investimentos. A FCAP JR. Consultoria oferece em seu portfólio os serviços de GeoMarketing, Pesquisa de Concorrência e Focus Group. Basta clicar aqui para contatar nossos consultores, e saber mais sobre como embasar assertivamente suas decisões de negócios e impulsionar resultados.

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1. Validar modelo de negócio

Você sabe o que é um Focus Group e Como Isso Pode Embasar suas Decisões de Negócio?

O Focus Group, ou “discussão em grupo”, é um modelo de pesquisa de mercado presencial, categorizada como qualitativa, em que pessoas previamente selecionadas são reunidas para discutir sobre um assunto em questão e prover assim, insumos para um estudo mais incisivo de tendências e comportamentos. Os participantes são estimulados, por um moderador, a interagir e responder perguntas pré estabelecidas, fomentando assim uma discussão e interação entre os participantes.  

As pessoas selecionadas seriam “amostragens” de um público real, isso é, representativos de uma quantidade factual. Muitas empresas usam dessa metodologia para conhecer seu consumidor e testar a aceitação de um produto antes de ser lançado no mercado.

Por exemplo, uma empresa alimentícia pode providenciar uma discussão em grupo com intuito de testar a aceitação de um novo produto em uma determinada área e a determinados consumidores. Essa empresa então pode usar o Focus Group para conseguir insumos de conhecimento sobre o tal produto e assim direcionar assertivamente suas vendas.

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Para que serve o Focus Group?

O Focus group é um método muito usado por empresas para conseguir compreender o pensamento e a percepção do grupo representativo, independente da empresa contratante. A partir dos diálogos e interações entre as pessoas do grupo, pode-se extrair materiais de estudo palpáveis, ao expor tendências de comportamento e pensamento transparecidos pelos membros da amostragem.   

Por que usar o Focus Group?

  • Possibilita a elaboração de novas ideias a partir do que se foi constatado nas pesquisas. O método, por ser de extremo cunho psicológico, possibilita o entendimento de demandas e motivações pessoais dos participantes, que podem apontar uma padronização de consumo e permitir criação de novas vertentes que abordam essas demandas de compra.  
  • O focus Group pode ser uma ferramenta de marketing sutil e quase invisível, com a finalidade de fornecer ao desenvolvedor, as preferências de mercado sob um aspecto puramente psicológico. Por que e como algumas marcas conseguem atrelar seu produto/serviço a qualidade e primor? A intenção é justamente entender o que se passa na cabeça do consumidor ao comprar o determinado produto; seus gatilhos de compra e outros aspectos que despertam desejo.
  • Esse modelo de pesquisa também se caracteriza por estabelecer uma maior compreensão dos hábitos de consumo. É um modelo de pesquisa de mercado de baixo custo, rapidez de fornecimento de dados e alta credibilidade de resultados.

Desvantagens do Focus Group:

  • Os insumos obtidos das discussões em grupo servem apenas como escopo para estudos mais direcionados da área em questão. Portanto, não se tiram conclusões definitivas dos Focus Group, uma vez que se trata de uma representação do cenário tangível, mas são efetivos ao fornecer rumo e orientações às pesquisas fundamentadas.
     
  • É de conhecimento científico o fenômeno observance interference ou “interferência do observador”, e constata que a mera presença de um moderador ou observador pode ser um elemento influenciador.
  • Os participantes podem se sentir pressionados por estarem em um ambiente com outras pessoas, por insegurança ou receio de julgamentos.
  • A interferência pode também ser simplesmente pelo fato do participante estar ciente de seu envolvimento em um pesquisa Focus Group.   

Como funciona?  

Existem diversas maneiras de conduzir um Focus Group, sendo esse modelo flexível e adaptável aos termos do propósito do estudo. Muitas empresas escolhem esse método por extrair a essência do anseio dos consumidores, podendo então embasar muitas pesquisas mais concretas acerca do assunto.  

Válido mencionar também que em uma discussão em grupo, não apenas as respostas estão sendo analisadas mas sim todo o âmbito comportamental dos envolvidos, isso é, são levados em conta também além das respostas diretas, gestos, expressões faciais, sons, padrões de comunicação, emoções. Tudo que possa, em suma, acrescentar à esfera qualitativa da pesquisa.  

Os Focus Groups podem ter modelos de execução diferentes, variando de acordo com seu intuito.  

  • Grupos de 4 a 6 pessoas ( os chamados “mini” Focus Group)
  • Grupos de 8 a 12 pessoas
  • Grupos com 1 moderador
  • Grupos com 2 ou mais moderados   
  • Existência de um observador escondido (assistindo por meio de um falso espelho ou por filmagens)  
  • Existência de um observador anônimo (infiltrado no grupo de participantes a fim de conseguir respostas mais genuínas)  
  • Os clientes da pesquisa podem de alguma forma observar a discussão. Neste caso é utilizado um vidro espelhado na sala.

Elementos básicos de execução de um Focus Group:

  • De 8 a 12 pessoas no grupo de participantes.  
  • Presença de no mínimo 1 moderador.
  • Sala monitorada (com câmeras, por exemplo).  
  • Ambiente confortável e convidativo.  

Como elaborar um Focus Group:

  • Definir e esclarecer propósito do estudo.  

É importante estabelecer as premissas do trabalho, a fim de organizar os objetivos primários  da pesquisa e traçar vertentes de atuação relevantes. Nessa fase inicial, é imprescindível o estudo prévio da área de atuação, coleta de dados secundários e definição de público-alvo.  

  • Formular escopo de estudo. 

Nessa fase o organizador vai definir a métrica da pesquisa e todas suas condutas. É nesse momento crucial em que são definidas meio de linguagem, seleção de todos os envolvidos (recrutamento de moderadores e participantes), formular e validar lista de perguntas, escolha do local, preparar e habilitar moderadores e decidir que tipo de Focus Group vai ser conduzido.  

  • Executar modelo formulado. 

Nessa etapa vão ser executadas todos as diretrizes elaboradas na fase de formulação. Válido mencionar que nesse momento também é de suma importância a verificação desses pontos em ação. Verifica-se ambiente confortável e convidativo (é aconselhável que lanches sejam disponibilizados aos participantes) e se o ambiente está sendo devidamente monitorado.   

  • Analisar insumos. 

Na fase final, são analisadas as respostas e todos os insumos gerados a partir da discussão em grupo. Não apenas as respostas em si devem ser levadas em conta, mas todos os acontecimentos durante o processo. O rumo positivo ou negativo que a  conversa foi levada após uma pergunta ( demonstra a posição e opinião do grupo de maneira mais implicativa), gestos e expressões faciais, o contexto dos participantes, manifestação de emoções.  

Pontos importantes na execução de um Focus Group:

  • O moderador deve interferir o mínimo possível durante as discussões.  
  • O moderador deve ser neutro e não deverá implicar sua opinião, ideologias e princípios na discussão.  
  • A conversa deve ser livre e sem manifestações de julgamento.
  • A conversa deve ser sutilmente liderada pelo moderador, mas livre e aberta para os participantes.
  • O moderador deve apresentar as regras de conduta e tom de voz da conversa no início da discussão.  
  • É dever do moderador criar um ambiente acolhedor e convidativo para discussões, os participantes devem se sentir à vontade para expor suas opiniões.
  • A empresa contratante deve permanecer anônima para evitar que as as respostas sejam subconscientemente influenciadas.

A pesquisa de mercado fornece material para o embasamento na tomada de decisões cruciais. É de extrema importância pois permite conhecimento dos consumidores, do setor de atuação e do público-alvo, garantindo o direcionamento assertivo das áreas atuantes da empresa. A FCAP JR. Consultoria oferece em seu portfólio o serviço de Pesquisa de mercado com ênfase em Focus Group. Basta clicar aqui para contatar nossos consultores, e saber mais sobre como embasar assertivamente suas decisões de negócios e impulsionar resultados

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1. Validar modelo de negócio

Plano de Negócios: Tire a Ideia do Papel da Forma Correta

Você sempre sonhou em ter o seu próprio negócio. Em um certo dia, você tem o seu momento de Eureka e identifica a oportunidade perfeita para Empreender: você encontra a solução ideal para uma demanda ainda não suprida pelo mercado.

Entretanto, é fundamental que antes de seguir em frente com essa ideia e captar recursos para a implementação da mesma, você faça um  Plano de Negócios.

Pois, de acordo com o Estudo Causas Mortis do SEBRAE, a falta de planejamento é o principal fator determinante para o sucesso ou fracasso das empresas.

Dos empreendedores que fecharam as portas com menos de dois anos de Empresa, mais de 50% não fizeram um Plano de Negócios.

Por isso, antes de abrir um Empreendimento, é preciso analisar se ele é, de fato, viável.

Então, ao fazer um Plano de Negócios, você conseguirá entender se as ideias de negócio que teve são de fato viáveis.

Mas o que é um Plano de Negócios?

Um plano de Negócios é um documento de Planejamento, capaz de demonstrar a viabilidade de um Empreendimento do ponto de vista da estratégia, mercado, operações e da gestão financeira.”

SEBRAE

Ele tem um propósito de descrever o que é ou o que pretende ser a sua empresa e traz uma lógica que permite refletir sobre os diversos aspectos do Empreendimento.

Pois, planejar-se e saber aonde deseja chegar é essencial para abrir um Negócio de Sucesso.

Além de servir como um Instrumento de Planejamento, o Plano de Negócios pode servir também como um Instrumento de Diagnóstico, quando é observada a evolução da empresa para cada aspecto definido no plano.

Assim, é possível realizar um acompanhamento comparativo, entre o previsto e o que vem sendo realizado, tomando medidas para corrigir desvios.

Também, ele pode servir como uma Ferramenta de Financiamento, visto que ele é o documento a ser mostrado para terceiros quando a obtenção de capitais é almejada.

Esse plano é importante para:

  1. Organizar ideias
  2. Orientar a expansão da empresa
  3. Apoiar a gestão do negócio, seja em seus números ou estratégias
  4. Facilitar a comunicação entre sócios, empregados,  clientes, investidores, fornecedores e parceiros
  5. Captar recursos sejam financeiros, humanos ou parcerias

Além disso, o Plano de Negócios deve ser escrito para vários públicos, sendo esse  escolhido de acordo com o objetivo final do Plano.

Alguns dos principais públicos-alvos dessa ferramenta são:

  • Empresa: para conhecer mais o mercado que a Empresa atua
  • Parceiros: para criar estratégias conjuntas
  • Banco: para obter empréstimos e ter acesso a serviços financeiros
  • Fornecedores: para conceder crédito para compra e negociar formas de pagamento
  • Cliente: para vender o benefício do produto  
  • Funcionários: para melhorar a comunicação interna e gerar comprometimento dos colaboradores.

Como fazer um Plano de Negócios?

Com base na Metodologia do SEBRAE, descrevemos os 6 passos para criar um Plano de Negócios.

Lembre-se que esse planejamento é um dos fatores determinantes para o sucesso do seu Empreendimento!

Por isso, atente-se a cada passo e tenha em mente a importância do mesmo para a sua empresa.

1. Análise de Mercado

Uma das principais componentes do Plano de Negócios é a Análise de Mercado.

Ela vai ajudar a você a compreender o mercado onde vai atuar. Afinal, é essencial que você entenda as necessidades dos seus clientes, concorrentes e fornecedores.

Análise dos clientes:

Identificação do segmento de clientes que você vai atender. É importante responder às perguntas: quem está comprando o meu produto? O que está comprando e porque está comprando.

No final da pesquisa, é necessário ter definido hábitos de compra, renda, nível cultural, onde moram o seus clientes e estilo de vida.

Pois, isso será essencial para decidir os canais de distribuição, as políticas de preço e as estratégias de marketing.

Análise de Concorrência:

Com uma análise de concorrência bem estruturada e baseada em dados, você conseguirá entender como seus concorrentes atuam e como se diferenciar deles.

Análise dos Fornecedores:

Também é preciso manter o cadastro atualizado dos fornecedores, além de fazer uma comparação de preços.

Para isso, é importante consultar preços, qualidade, condições de pagamento, quantidade mínima e prazo de entrega.

O levantamento dessas informações pode ser feito por meio da elaboração de questionários, entrevistas e conversas com clientes potenciais, ou por análise da concorrência.

As informações coletadas vão traçar um retrato do mercado e indicar se a empresa está indo na direção do que desejam os futuros clientes. 

2. Plano de Marketing

Um plano de marketing é um documento escrito que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing.

Para a criação dele, é possível utilizar-se de algumas ferramentas, como a Análise S.W.O.T e os 4p’s de Marketing.

Por fim, é importante também constar no Plano de Marketing a definição da Logomarca.

Análise S.W.O.T

O primeiro passo para fazer um plano de Marketing é fazer uma Análise de Ambiente e identificar as Oportunidades, Ameaças, Forças e Fraquezas do seu Empreendimento.

Isso pode ser feito a partir da ferramenta FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) ou em Inglês, SWOT.

Quando analisar o ambiente externo (ameaças e oportunidades do Negócio), será feito o estudo dos:

  • concorrentes,
  • consumidores,
  • fatores políticos,
  • econômicos,
  • sociais,
  • culturais,
  • legais,
  • tecnológicos.

Já no ambiente interno, será feita a análise das forças e fraquezas do seu Negócio, tais como:

  • localização,
  • recursos humanos e financeiros,
  • tecnologia disponível,
  • etc.  

Essa análise é muito importante, pois ela determinará os caminhos do Plano de Marketing e as importantes decisões para o sucesso do seu negócio.

4P’s de Marketing

Após fazer uma Análise S.W.O.T, faz-se necessário definir os 4P’s de Marketing, ou seja, os 4 elementos básicos que compõe qualquer estratégia de marketing: Preço, Praça, Produto, Promoção.

Essas são as definições fundamentais que uma empresa deve fazer para atingir um determinado público-alvo.

  • Preço: refere-se a quanto e como será cobrado do cliente. Para fazer essa precificação, é importante levar em consideração os seus custos e despesas fixas, a margem de lucro e o preço da concorrência.
  • Praça ou Ponto: refere-se ao local que o produto estará disponibilizado. Neste caso, pode ser online ou em lojas físicas.
  • Produto: refere-se às características e atributos que o produto ou serviço da sua empresa terá. Aqui deve-se decidir tamanhos, cores e funcionalidades de maneira geral do que está sendo oferecido.
  • Promoção: refere-se às estratégias de divulgação utilizadas. Isso vai envolver tanto estratégias on-line, como o Marketing Digital, e estratégias off-line como anúncios em jornais, rádio, outbus, entre outros.

Definição da Marca

A Marca da Empresa deve ser clara, distinta e bem definida em relação aos seus concorrentes para garantir uma larga vantagem sobre eles.  

Geralmente, a logomarca é formada por um nome e um símbolo, sendo as pesquisas de mercado e público-alvo fontes de criação, permitindo que ela ganhe uma identidade e seja a tradução da imagem da sua empresa.

Porém, antes de criar a marca, é importante que se faça a pesquisa e o registro da mesma no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

Essa pesquisa serve para verificar se já existe o registro de alguma empresa no mesmo ramo ou em ramos similares de atividade do seu negócio com o mesmo nome.

3. Plano Operacional

O plano operacional define como a empresa irá desenvolver e comercializar os seus produtos e serviços.

Ele descreve os processos para produzir, vender ou executar serviços.

Por isso, nesta seção, devem ser relacionados os equipamentos e materiais utilizados, quantidade de pessoas e o tempo demandado para cada etapa.

Ainda, nele é determinado também a  capacidade produtiva  da empresa, que é referente a quanto a empresa pode produzir, vender ou prestar serviços em um determinado período.

Essa capacidade é influenciada por fatores como:

  • número de funcionários
  • produtividade dos equipamentos
  • disponibilidade dos fornecedores
  • capacidade de distribuição e armazenamento

Relacione também nessa parte os cargos e as qualificações para ocupá-los, descrevendo o perfil procurado. Isso vai auxiliar você na etapa de Recrutamento e Seleção da equipe.

4. Plano Financeiro

O Plano Financeiro é uma das partes mais importantes do Plano de Negócios, afinal, descobrir se o Negócio é financeiramente viável é um dos fatores determinantes para a abertura do mesmo.

Pois, não adianta fazer todo o esforço para abrir um Empreendimento se ele não trouxer o retorno esperado.

O plano financeiro apresenta em números todas as ações planejadas. Nele, deverá apresentar:

  • O investimento para implementação da empresa;
  • Os custos pré-operacionais: identificação do que será necessário para que a empresa seja aberta, como aluguel, reforma do espaço e as taxas de registro;
  • O valor dos equipamentos, móveis e veículos. Esses são considerados investimentos fixos. Nesse momento, deve ser observada a necessidade imediata de cada item ou até mesmo se alguns deles podem ser alugados ou terceirizado;
  • Recursos financeiros para financiar os clientes na venda a prazo e pagar fornecedores (o capital de giro);
  • Análise comparativa de receitas e custos (Fixos e variáveis);

Este levantamento permitirá construir o Demonstrativo de Resultado, um dos relatórios gerenciais mais importantes do plano financeiro.

Ainda, nele a Receita e Despesas são postas lado a lado, para avaliar se a empresa irá operar potencialmente com lucro ou prejuízo. 

Por fim, o plano financeiro possibilita a criação de indicadores financeiros, como por exemplo:

  • ponto de equilíbrio (faturamento mínimo para que não se tenha prejuízo)
  • prazo de retorno de investimento (tempo necessário para que seja recuperado o capital investido)
  • lucratividade (ganho da relação entre o lucro e a receita total).  

Com um Plano Financeiro feito é importante lembrar que os dados financeiros precisam ser analisados constantemente para que você possa continuar a tomar decisões assertivas.

5. Análise Estratégica

A estratégia é a combinação dos fins que a empresa busca e os meios utilizados para isso.

Os fins devem originar os meios, ou seja, a definição da meta deve dar origem a ação.

Ao estabelecer estratégias, avalie os pontos fracos e fortes da sua empresa e as oportunidades e ameaças da sua empresa. Para isso, você pode analisar a sua Análise S.WO.T, feita para o plano de Marketing lá em cima!

Depois dessa análise, faz-se necessário a definição da Visão da Empresa, que nada mais é do que uma frase que resume a estratégia na totalidade.

Pois, é a visão que diz onde você vai querer estar em alguns anos.

Pode ser no viés financeiro, como, por exemplo: “Atingir R$2 milhões de faturamento por ano daqui a 5 anos”.

Ou no viés de mercado, como “Tornar-se referência no mercado de Carnes de Recife”.

É fundamental, entretanto, que essa visão seja mensurável.

Com a visão definida, está na hora de criar metas e indicadores para desdobrar a estratégia da empresa. A criação das Metas deve ser feita com o critério SMART:

  • Specific (específica): tornar a meta livre de ambiguidades. É importante que ela seja muito clara para que todos possam entender.
  • Measurable (mensurável): tudo deve ser mensurável para que possa ser gerenciado. É importante criar indicadores para tornar a meta mensurável.
  • Attainable (alcançável): não adianta criar uma meta impossível de se atingir. É essencial que a meta seja alta o suficiente para que haja um grande esforço da equipe, mas ela precisa ser alcançável.
  • Relevant (relevante): é importante colocar metas que terão impacto nas métricas principais (como por exemplo faturamento e satisfação de clientes).
  • Time-bound (temporal): estabelecer o prazo para a realização das metas é essencial. Parafraseando Jeremy Wright, “Uma tarefa sem prazo é uma tarefa que nunca será feita”.

Antes de criar cada meta, é importante se perguntar: para alcançar a visão almejada, que ações devem ser tomadas?  

Para cada meta criada, é importante possuir indicadores. Esses poderão ser criados em planilhas. Os indicadores vão servir para medir se as metas estão sendo cumpridas no período certo para que a visão possa ser atingida.

Exemplo: um indicador financeiro mensal poderá estabelecer o quanto a empresa deve faturar no mês e o quanto faturou de fato. Dessa maneira, será possível saber o quão perto de chegar no objetivo de faturamento final a empresa está. 

6. Criação do Sumário Executivo

Nesse, antecipam-se aspectos importantes do plano para fornecer uma ideia sobre cada sessão. Por ser um resumo, é a última parte a ser escrita. Deverá conter uma breve descrição da empresa, contendo:

  • O que é o negócio e os diferenciais competitivos;
  • A missão: Essa deve responder à pergunta: “o que nós fazemos?”. De forma resumida em uma frase, a missão deve representar o propósito da empresa, o por quê desta existir.
  • O perfil dos Empreendedores;
  • Os produtos e serviços e seus principais benefícios;
  • O segmento de clientes que será atendido;
  • A localização;
  • Investimento total;
  • Os indicadores financeiros;
  • A forma jurídica;
  • Enquadramento tributário;

O Sumário Executivo deve ser simples e conciso, contendo no máximo três páginas e deve despertar o interesse do leitor. É importante destacar as conclusões mais importantes e fornecer uma visão geral e clara do plano.

Ao seguir todos os passos para a criação do Plano de Negócios, você estará pronto para começar o seu Negócio de maneira assertiva!

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1. Validar modelo de negócio

Análise de concorrência: como fazer em 3 passos

Tão importante quanto conhecer bem o seu negócio é saber como analisar sua concorrência.

No Brasil, grande parte dos empresários conhecem bem as suas empresas, mas não tem conhecimento acerca do mundo de negócios na totalidade, e isso pode comprometer a sobrevivência do negócio no mercado.

Se você conhece o seu inimigo tão bem como a si mesmo, você não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o seu inimigo, para cada vitória conseguida você sofrerá uma derrota. Se você não conhece o inimigo nem a si mesmo, você sucumbira em todas as batalhas.”

(Sun Tzu; 1981 apud Hooley, Saunders; 1996).

Por isso, é importante conhecer as forças e fraquezas dos seus concorrentes para estimar suas ações futuras e construir uma vantagem competitiva diante deles.

Essas e outras informações são possíveis de se obter através de uma Pesquisa de Mercado.

E um dos elementos principais que durante essa pesquisa é a análise competitiva, que é o que vamos falar neste post.

Então, se quiser entender como analisar seus rivais da forma correta, acompanhe o conteúdo.

O que é a análise de concorrência?

A Análise de concorrência é uma perspectiva da pesquisa de mercado que consiste em coletar dados relevantes dos seus concorrentes, de maneira que você possa acompanhar, analisar e comparar seus resultados.

Muitos empresários acham que fazer a análise de concorrência pode ser uma perda de tempo, espionagem ou sinal de fraqueza.

Pois, seu único foco deve ser seu próprio negócio.

Porém, há uma diferença enorme entre atividades como espionagem e análise de concorrência.

O estudo da concorrência, quando feita de maneira correta, só traz benefícios para o seu negócio.

Pois, você poderá identificar porque alguns clientes escolhem a concorrência.

Com isso, você pode definir como se diferenciar e ganhar vantagem competitiva diante dele, além de enxergar possibilidades de melhorar o seu negócio.

A análise é um processo contínuo, envolvendo as principais questões a identificação dos pontos que te diferenciam da concorrência, como, por exemplo:

  • Localização
  • Preço
  • Comunicação
  • Especialização
  • Produtos ou serviços com qualidade superior
  • Atendimento personalizado.
  • Identificação das necessidades dos clientes que não vêm sendo atendidas pelos concorrentes.

3 passos para fazer uma análise de concorrência efetiva

1. Identifique seus concorrentes

Toda empresa tem concorrentes, por isso, defina quais são as principais empresas similares ao seu negócio e que podem estar competindo diretamente no seu nicho de mercado.

“A faixa de concorrente real e potencial de uma empresa é, na verdade, bem mais ampla. Uma empresa está mais propensa a ser atingida por novos concorrentes e novas tecnologias do que por concorrentes já existentes.”

Kotler.

Para facilitar, divida seus rivais por tipos de concorrência, que podem ser:

  • A concorrência direta é composta pelos bens que possuem uma mesma faixa de preço, demanda semelhante e público-alvo similar.

    A Coca-Cola e a Pepsi são bons exemplos de concorrentes diretos.
  • Já os concorrentes indiretos, são bens que, a depender de fatores como a demanda e o preço, podem concorrer com o seu produto ou serviço.

    Um bem substituto para o caso da Coca-Cola e a Pepsi pode ser a água ou sucos prontos.

2. levante informações relevantes sobre seus concorrentes

Após a definição das empresas que você vai analisar, chega a parte principal do processo: a coleta de todas as informações relevantes dos concorrentes.

Lembre-se: o que você quer saber do concorrente depende da sua necessidade, mas em qualquer situação, é importante que se faça um mapeamento dos pontos fortes e fracos deles.

Para fazer uma boa análise é indicado que se faça o uso de algumas ferramentas e estratégias, isso o auxiliará a não perder o foco nesse processo.

Por isso, vamos listar as que consideramos principais você saber, lembrando que uma estratégia complementa a outra.

Ou seja, podem ser usadas em paralelo para captar ainda mais informação:

Cliente oculto

O método de pesquisa do Cliente Oculto consiste em se passar como cliente de uma determinada empresa a fim de descobrir informações que não estão em meios mais práticos (como a internet) e analisar a qualidade dos serviços de uma forma mais fidedigna.

Porém, o que deve ser considerado quando adotada a pesquisa por cliente oculto depende do seu foco e da empresa que está sendo avaliada.

Mas, normalmente são levantados pontos como:

  • preço;
  • atendimento;
  • facilidades do local;
  • poder de barganha;
  • qualidade.

Esse método é fundamental para quem tem uma quantidade relativamente pequena de empresas a serem avaliadas, devido à burocracia desse processo, já que ele requer bastante cuidado, locomoção e tempo.

Análise Digital 

A análise de como a concorrência realiza sua comunicação através do marketing digital é uma das partes mais importantes da análise de concorrentes.

Afinal, o meio digital é algo que vem crescendo muito e, provavelmente, é onde todos os seus concorrentes estão presentes.

Porém, graças às ferramentas que temos hoje em dia na internet, é possível fazer essa análise de maneira minuciosa sem que a empresa avaliada saiba que está sendo.

O que deve ser avaliado?

  • Presença nas redes sociais: observe se há uma tendência na escolha das redes em que a concorrência se faz presente.
  • Estratégias adotadas nas redes sociais: veja a frequência com que postam, qual o nível de interação com o público, quantas curtidas, comentários e compartilhamentos têm em cada publicação.
Ferramentas para análise competitiva digital
  • SocialBakers: Essa ferramenta permite a análise e mensuração de dados em redes sociais, tais como, Facebook, Twitter, Youtube, Linkedin e Google+.
  • SimilarWeb: é uma das principais ferramentas de análise de concorrência utilizada para estudar um site, aplicativo ou uma plataforma.

    As melhores marcas a usam porque ela é versátil e fornece uma percepção precisa de qualquer site escolhido.

    Através da análise é possível comparar o total de visitas, o tempo médio de duração das visitas no site, a média de quantas páginas são visitadas por cada visita e a taxa de rejeição.

3. Analise seus Concorrentes

Agora, você já tem todas as informações necessárias, e com certeza deve ter observado alguma tendência ou até mesmo ter feito alguma espécie de análise durante o processo de coleta de informações.

Mas, para poder deixar algo documentado e definir suas estratégias, é preciso cruzar todos os dados que você obteve até agora.

Para te ajudar nesse processo é indicada a Análise SWOT, que é uma ferramenta segmentada em 4 partes:

  • forças;
  • fraquezas;
  • oportunidades;
  • ameaças.

Por oferecer uma análise do cenário interno e externo, compilando tudo em uma matriz e facilitando a visualização das informações, é bastante aplicada no planejamento estratégico.

Conclusão

Depois de concluída, a análise de concorrência irá te proporcionar uma visão ampla do mercado, com conhecimento de tendências e melhores práticas entre seus concorrentes.

Com isso, você poderá adotar práticas e estratégias que irão destacar sua empresa no mercado, e assim, atingir resultados ainda mais expressivos.

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1. Validar modelo de negócio

Como Abrir um Negócio: Da Burocracia à Gestão

Recife é a 4ª cidade mais burocrática quanto à abertura de Negócios no Brasil

Demora-se 151 dias para que um Negócio possa ser aberto na Capital Pernambucana, segundo a Endeavor. Além de toda a burocracia, é necessário estar atento à gestão da sua empresa, já que é nesse momento inicial que todas as práticas devem ser estruturadas.

Impostos, avais da prefeitura e autorização para emitir notas fiscais são algumas “dores de cabeça” que podem desestimular o Empreendedor nessa parte burocrática. Nessa situação, a paciência realmente é a chave para o sucesso. É de suma importância manter-se paciente durante todo o processo e acreditar no seu potencial grande negócio.

As práticas de gestão iniciais que precisam ser estruturados desde o início da empresa também precisam ser bem planejadas. A validação do modelo de Negócios, o Planejamento financeiro e o Recrutamento e Seleção são alguns dos pontos que deve ser dada completa atenção nesse momento inicial.

Neste texto, vamos abordar o passo-a-passo de como abrir um negócio, além de práticas de gestão iniciais essenciais para que o Empreendimento dê certo. Nós iremos detalhar tudo o que você precisa saber sobre como abrir e manter um Negócio de sucesso em Recife. Vamos lá?

Como abrir um Negócio

Como dito anteriormente, a burocracia para que se possa abrir uma empresa é algo realmente desestimulante. Mas, com a ajuda dos profissionais certos, pode ter certeza que esse processo complicado fica muito mais fácil.

É por isso que a nossa grande dica é contratar um contador de confiança: ele pode te livrar de maiores problemas lá na frente, como, por exemplo, impostos e folha de pagamento.

Para esclarecer de forma prática, convidamos André Abdom e Matheus Lopes, Sócios do SeuContador, um escritório de contabilidade focado em Empreendedorismo e Inovação e parceiro da FCAP JR. Consultoria. Nesse vídeo, eles vão explicar à você o passo-a-passo para a constituição do CNPJ de uma empresa.

 

 

Depois de emitir o CNPJ, as próximas etapas vão depender do setor da empresa que você deseja abrir.

  • Para empresas que trabalham com a produção de bens e com vendas de mercadorias, é necessário o registro na Secretária Estadual da Fazenda, a chamada Inscrição Estadual. Essa é obrigatória para os setores de comércio, indústrias, serviços de transporte intermunicipal e interestadual, comunicação e energia. Esta solicitação deverá ser via internet. Para isso, é necessário ter um contador, e este deve estar pré-autorizado (ter senha de acesso), pois é ele quem fará a solicitação de inscrição. Para saber como definir o Porte de sua empresa, clique aqui.
  • Para as empresas que trabalham com prestação de serviços é necessário o registro na Prefeitura Municipal. Na maioria dos estados esse registro sairá automaticamente após o registro da empresa na Junta Comercial.

Após essa etapa, é preciso fazer a solicitação dos Alvarás de Funcionamento.

Alvará de Corpo de Bombeiros

Esse alvará deverá ser protocolada juntamente ao Corpo de Bombeiros, que fará uma avaliação do grau de risco da edificação. O procedimento para liberação do alvará varia de acordo com o grau de risco de cada edificação.

Alvará de Funcionamento

Todos os estabelecimentos comerciais, industriais e/ou de prestação de serviços precisam de uma licença prévia do município para funcionar. Esta licença é o Alvará de Funcionamento e Localização. Ele deve ser solicitado junto à prefeitura.

Depois da solicitação, faz-se necessário o cadastro na previdência social. Após o Alvará de Funcionamento, a empresa já pode ser considerada apta para operar. Entretanto, ainda ficam faltando duas etapas importantes: cadastro na previdência social e o aparato fiscal.

Cadastro na Previdência Social

Ao contratar funcionários, é preciso arcar com todas as obrigações trabalhistas referentes a eles. Mesmo que seja apenas um funcionário, ou apenas os sócios, a empresa precisa se cadastrar na Previdência e pagar os tributos.

Essa etapa é muito importante para evitar futuros problemas lá na frente: caso o Empresário não esteja regularizado com os funcionários, esses podem processar a empresa e isso pode custar muito.

Atenção especial às empresas familiares, visto que nessas muitas vezes as pessoas negligenciam as obrigações trabalhistas.

Aparato Fiscal

A última etapa é a de preparar o aparato fiscal, a qual será solicitada na prefeitura a autorização para impressão das notas fiscais e a autenticação de livros fiscais. As empresas que pretendam dedicar-se às atividades de indústria e comércio deverão ir à Secretaria de Estado da Fazenda.

A partir daí, a sua empresa estará pronta para funcionar legalmente. Se você ainda tiver alguma dúvida sobre a parte da Regulamentação, fale com o SeuContador, ele está disponível para tirar todas as suas dúvidas. 

É importante se atentar também às práticas de gestão indispensáveis nesse momento de abertura.

Segundo o SEBRAE, mais de 50% das empresas do Brasil fecham com menos de 5 anos de existência devido a má gestão. Isto é, essas práticas de gestão não só são importantes para a sua empresa obter uma vantagem competitiva, como também são essenciais para  o funcionamento dela a longo prazo.

Passos iniciais para uma Gestão de Sucesso

Desde sempre você sonhava em ter um negócio próprio. Você se planejou, enfrentou toda a burocracia e finalmente ele saiu do papel. E agora? Quais são os passos seguintes a serem tomados?

Nesse primeiro momento, a palavra-chave é prioridade. É importante saber priorizar quais ações devem ser tomadas inicialmente. Pensando nisso, nós elaboramos uma lista das 3 principais práticas de gestão a serem feitas logo após a abertura da empresa.

Validar o Modelo de Negócios

O Modelo de  Negócios é a forma como a empresa cria, entrega e captura valor. É a fórmula que transforma time, produto e gestão em receita, lucros e retorno para os acionistas.

A validação deste modelo é o primeiro passo para começar a estabelecer um crescimento sustentável. É preciso saber se o modelo de negócios criado é realmente válido diante do mercado e dos concorrentes.

Existem alguns problemas advindos da falta de uma validação, como por exemplo a falta de um entendimento das necessidades do consumidor, de uma  compreensão do mercado, fatores econômicos e dos concorrentes.

Para Identificar ou antecipar as necessidades dos clientes a fim de se posicionar à frente dos concorrentes e entender melhor o mercado que você vai se inserir, é indicada a Pesquisa de mercado e o Business Model Canvas.

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Pesquisa de Mercado

Segundo Kotler, Guru do Marketing Moderno, Pesquisa de mercado é o planejamento, coleta, análise e apresentação de dados e descobertas relevantes sobre uma situação específica enfrentada por uma empresa.

A pesquisa de mercado é indispensável para a tomada de decisões embasadas, visto que as respostas obtidas nessa pesquisa são uma representação real da situação da empresa perante aos clientes e à concorrência.

Essa é feita em dois âmbitos principais: por meio de Dados Secundários e Dados Primários.  

Os Dados Secundários, são dados pré-existentes gerados para outros fins que podem ser úteis à pesquisa. Esses dados têm um baixo custo de aquisição, entretanto, são bem generalistas já que foram gerados para outros objetivos.  A partir de pesquisas do SEBRAE, por exemplo, é possível saber a situação econômica do setor que você vai se inserir.

Existem também as pesquisas feitas a partir de Dados Primários, que são informações geradas única e exclusivamente para um objetivo específico. Esses dados têm um alto custo de aquisição e são bem assertivos , principalmente por terem uma amostragem estatística bem definida.

Geralmente, esses dados primários são gerados a partir de abordagens clássicas da pesquisa de mercado, como: pesquisa de opinião, pesquisa de concorrentes, Focus Group, pesquisa de ponto comercial e pesquisa de viabilidade mercadológica.

A pesquisa de Mercado é essencial na hora de validar o seu negócio. Para saber como fazer uma, baixe o nosso guia  gratuito e completo!

Existe também uma ferramenta de gestão bastante importante nessa etapa da validação. O Business Model Canvas – ou quadro de Modelo de Negócios – vai te auxiliar a entender o seu negócio e gerar mais clareza dos seus objetivos.

Quadro de Modelo de Negócios

Essa ferramenta tem como objetivo descrever tudo que é relevante para o seu negócio em nove áreas, de forma abrangente e flexível.

  1. Proposta de valor: O que minha empresa tem que nenhuma outra tem?
  2. Segmento de clientes: Quem é meu público-alvo?
  3. Canais: Como alcançaremos nossos clientes?
  4. Relacionamento com clientes: Qual será o tipo de ligação entre minha empresa e os clientes?
  5. Fontes de receita: Como obterei receita através do meu negócio?
  6. Recursos-chave: Quais recursos são fundamentais para gerar valor para o cliente?
  7. Atividades-chave: O que é fundamental para o funcionamento do meu negócio.
  8. Parceiros-chave: Quais e como serão as alianças de negócios que complementam meu serviço/produto?
  9. Estrutura de custos: Quais serão meus custos?

    Sua função é permitir que empreendedores e estrategistas definam o modelo de negócios da empresa de uma forma simples e visual. Por sinal, o caráter visual da ferramenta é marcante. Ele permite relacionar as informações de uma forma sistêmica, integrada e rápida.” (Movimento Empreenda)

Ao fornecer uma visão abrangente e flexível do modelo de negócios da empresa, a análise do Business Model Canvas, quando bem feita, auxilia os empreendedores nos processos de criação, diferenciação e inovação do seu negócio. Além disso, oferece um maior poder de decisão para adotar estratégias futuras.

Para saber mais sobre essa ferramenta de gestão que vai fazer você iniciar o seu Empreendimento com sucesso, leia o texto Bussiness Model Canvas, por trás da ferramenta.

Planejamento Financeiro

É importante estabelecer, ao investir uma quantia X em um novo empreendimento, em quanto tempo é esperado o payback, ou seja, em quanto tempo é esperado que o lucro acumulado iguale ao investimento inicial.

Para isso, é preciso fazer projeções financeiras para pelo menos os primeiros seis meses, a partir de suas expectativas quanto ao negócio e a situação do mercado econômico no geral.

Essa projeção nada mais é do que uma previsão das receitas e despesas futuras. Geralmente, a projeção contabiliza dados internos ou históricos e inclui a previsão de fatores externos do mercado.

Nela, será idealizado o orçamento do mês permitido para as despesas e custos. Para saber como fazer uma projeção financeira, visite o site da Luz.

É imprescindível que sejam criadas projeções nos cenários otimista, realista e pessimista. Antecipar diferentes possibilidades faz com que você esteja mais preparado para todas as situações  do futuro.

Essa idealização orçamentária é o que vai permitir que as metas e objetivos sejam alcançados, a partir de ações que cabem dentro do orçamento da empresa. Caso não haja esse planejamento financeiro, as decisões passam a ser impulsivas e sem embasamento. Por isso, o planejamento é fundamental para a sobrevivência de qualquer empresa no mercado.

Em relação à gestão financeira, em primeiro lugar é fundamental estruturar um fluxo de caixa efetivo para ter um maior controle de todas as entradas e saídas da sua empresa. Nele, você pode controlar financeiramente, equilibrar e destinar com qualidade tudo que entra e sai de valores da sua empresa.

Para tornar todos os processos financeiros mais simples, é importante possuir um Software Financeiro. Eles têm como principal função organizar o fluxo de informações das transações financeiras, facilitar a geração de relatórios gerenciais e contábeis, e automatizar a maioria dos processos financeiros.

Para Pequenas e Médias Empresas, é indicado o sistema do ContaAzul. É um dos Softwares mais simples a ser usado e fornece um controle financeiro e de estoque integrado às vendas, integração bancária, emissão de notas fiscais, além relatórios gerenciais.

A partir dessas práticas, é possível tornar o seu negócio mais competitivo, aumentando as chances de sucesso do  Empreendimento.

 Recrutamento e Seleção

 

“ As pessoas constituem o principal ativo de uma Organização”

A escolha de profissionais qualificados é um dos fatores que vai determinar a Competitividade da sua Empresa. A criação de um time motivado é fundamental para que o seu Empreendimento atinja o potencial esperado.

Além disso, é a confiança no seu time que vai fazer com que você se sinta à vontade em delegar as tarefas. Por esse motivo, o Recrutamento e Seleção é uma etapa muito importante na hora da abertura da empresa.

De acordo com a Endeavor, um dos erros mais comuns dos Empreendedor é sair contratando sem critério. Ao publicar uma vaga nos meios de comunicação, é importante definir de forma criteriosa as características esperadas por aquele que vai preencher a vaga.

Dessa forma, os currículos podem passar por uma triagem mais rigorosa. Às vezes a vaga não é tão específica e os candidatos acabam não sendo o que o Empreendedor espera.

Existem alguns sites nos quais as vagas podem ser publicadas, como por exemplo no site Vagas e Catho. Existem também sites destinados apenas à vagas de Estágio, como o CIEE  e o IEL.

No caso de estágio, a empresa se vincula a algum desses órgãos e o escolhido passa a ser responsável por toda a burocracia da contratação de estagiário. Nesse caso, é paga uma taxa mensal (em média de R$60,00) referente ao seguro de trabalho do estagiário.  

É importante também, após a triagem dos currículos, fazer pelo menos duas fases antes da seleção final, a fim de conhecer melhor o candidato. A primeira fase pode ser uma dinâmica de grupo, na qual poderá ser testado a capacidade dele trabalhar em equipe e de liderar.

Já a segunda e última fase poderá ser feita uma entrevista final. Para a escolha entre os candidatos finais, essa técnica de Robert Wong pode ser bastante útil. Antes de contratar alguém, faça a você mesmo três perguntas:

 

  1. “Eu compraria o carro usado dessa pessoa?” (Na realidade, você nem sabe se ele tem carro e nem está precisando de um, mas este questionamento vai ajudar a avaliar se essa pessoa me transmite credibilidade ou se eu pressinto que ele vai me vender gato por lebre.)

 

  1. “Eu traria essa pessoa para dentro do meu círculo íntimo?” (Em outras palavras, você apresentaria essa pessoa a sua família e aos seus amigos mais próximos? Ou seja, você poderia confidenciar a ela os seus sentimentos mais profundos e/ou segredos pessoais.)

      

  1. “Essa pessoa e eu estamos dentro do elevador no 29º andar de um prédio, e na descida acaba a força elétrica, e vamos ficar confinados nesse espaço minúsculo por duas ou três horas. Nessa situação de estresse, eu ficaria tranquilamente ao lado dessa pessoa até sermos resgatados? Ou seria um “inferno” depois dos primeiros 5 minutos?”

Se a resposta para essas três perguntas forem sim, você deve contratar esse candidato!  Para ajudar na criação deste processo seletivo, consulte o E-book grátis da Endeavor.

Essas são as práticas de Regulamentação e Gestão que vão fazer o seu negócio iniciar com sucesso. Nós estamos à sua disposição caso você esteja buscando abrir uma empresa de maneira assertiva!

Caso queira se aprofundar mais nas práticas de gestão, baixe o E-book  da trilha da gestão, ao qual elencamos as 12 ferramentas indispensáveis para escalar os resultados de acordo com o nível de maturação Empresarial.