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Consultor Financeiro: A solução que o seu negócio precisa!

Todo negócio precisa ter as contas em dia para começar a se tornar rentável, concorda?

Porém, a dor de cabeça de muitos gestores é justamente procurar a forma correta para organizar tudo e deixar o saldo positivo ao fim de cada mês.

Equipe financeira interna, consultorias, contador… São tantas opções que às vezes fica difícil escolher qual é a ideal.

Por isso, neste artigo, vamos te apresentar um profissional até desconhecido por muitos, mas que pode ser a solução ideal para a necessidade do seu negócio: o consultor financeiro.

Ficou interessado para saber mais o que ele faz e como funciona essa profissão? Continue lendo!

Qual é o trabalho de um consultor financeiro?

Já pensou em iniciar uma empresa do zero sem nenhum planejamento? 

Parece loucura, né. Afinal, para abrir um negócio o primeiro passo é sempre planejar, estudar o mercado, traçar estratégias para, assim, colocar todo o plano em ação.

O mesmo acontece com o financeiro de uma empresa. É preciso planejar e acompanhar tudo, desde o controle das operações até a situação real do caixa. Só assim será possível identificar o que está dando certo ou não.

E é nesse cenário de planejamento que entra o consultor financeiro. É ele quem desenvolve o planejamento de todas as finanças por meio de um aprofundamento no histórico financeiro da empresa.

Assim, esse profissional consegue realizar todo o diagnóstico de possíveis problemas e traçar as soluções ideais para resolvê-los. 

Ou seja, seu principal objetivo é identificar os erros que estão impedindo o crescimento do negócio e oferecer resultados concretos para resolvê-los. Sempre com foco na objetividade, clareza e assertividade.

Pois nada pode passar despercebido quando o foco é a gestão financeira completa de um negócio. 

Quem pode ser um consultor financeiro?

Para se tornar um consultor financeiro um profissional precisa de certificação. Por isso, ter uma graduação na área de finanças já é um bom início.

Outro ponto bastante importante é que esse tipo de profissional é regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por isso, não pode ter nenhum tipo de vínculo com instituições financeiras.

Para agregar valor à profissão de consultor, o profissional de finanças pode começar aplicando suas estratégias no próprio negócio ou em outras empresas.

Alguns pontos fundamentais para essa carreira são:

  • Certificações: quanto mais completo for um currículo, maiores são as chances de ganhar espaço no mercado. Por isso, um consultor financeiro deve sempre investir em certificados.
  • Networking: esse é um ponto fundamental para diversas áreas, inclusive a financeira. Por isso é sempre importante que esse profissional amplie sua rede de contatos
  • Aperfeiçoamento: além das certificações, aperfeiçoar-se é sempre importante para identificar pontos de melhorias tanto pessoais, quanto em aplicações nas empresas.

Agora que você já entende o que faz e quem pode ser um consultor financeiro, chegou o momento de conferir como ele pode ajudar sua empresa na prática.

Confira no próximo tópico.

Afinal, como um consultor financeiro pode ajudar uma empresa?

Com tantas incertezas que envolvem a abertura e gestão de um negócio, fica difícil escolher qual caminho é o melhor para trilhar, por isso um consultor financeiro faz toda diferença.

Entre algumas das atividades desenvolvidas por esse profissional estão:

  • Manter uma reserva de capital para futuros investimentos;
  • Analisar toda a viabilidade de um negócio;
  • Reestruturar processos internos;
  • Acompanhar metas financeiras de curto, médio e longo prazo;
  • Atua em projetos complexos que exigem avaliação aprofundada;
  • Desenvolve estratégias financeiras;
  • Organizar o pagamento de contas em atraso.

Além disso, o consultor financeiro também é fundamental para traçar planos de contingência e, assim, evitar eventuais crises.

E, com o mercado em constante transformação, sabemos que essa é uma ótima oportunidade de não desacelerar o crescimento da empresa por conta de problemas comuns.

Principalmente porque esses problemas comuns e aparentemente pequenos podem representar grandes perigos para o posicionamento e crescimento da empresa. 

Benefícios de contratar um consultor financeiro

Existem vários benefícios em contratar um consultor financeiro para o seu negócio. 

Listamos alguns deles abaixo. Confira:

#01. Visão externa

Como o consultor financeiro geralmente trabalha com muitas empresas simultaneamente, ele consegue trazer visões externas muito importantes que podem passar despercebidas para pessoas que estão no negócio.

#02. Habilidades extras

Muitas vezes as habilidades de um consultor financeiro é um diferencial não existente nas equipes internas.

Por isso, é sempre um benefício trazer uma visão qualificada para organizar fluxos que se encontram perdidos no dia a dia.

#03. Imparcialidade

Por estar externo à organização, o consultor financeiro traz sempre soluções imparciais que muitas vezes não são possíveis com as equipes internas. 

Dessa forma, essa pode ser uma solução ideal para questões visivelmente simples, porém complexas de se resolver.

#04. Lucratividade

Com decisões mais assertivas, baseadas em estudos e comprovações, fica mais fácil criar um fluxo que gere aumento nas vendas e, consequentemente, mais lucros.

Essa é uma ótima oportunidade para expandir um negócio.

#05. Diminuição de burocracias

É bem evidente que no momento em que um empreendedor perde tempo com assuntos burocráticos, menos ele se dedica ao core business da empresa.

Isso consequentemente acaba afetando a produtividade do negócio. Esse é um problema facilmente superado com a ajuda de um consultor financeiro.

Afinal, ele facilita todos os processos e torna as situações burocráticas mais fáceis e seguras de gerir.

#06. Novas visões para a empresa

O consultor, por não estar envolvido nas questões internas, trará uma visão mais ampla e experiente para o negócio.

Inclusive, esse profissional também traz novas visões sobre ideias que muitas vezes parecem extraordinárias, mas não são. Isso também evita o risco de fracassos maiores no futuro.

Como saber se uma empresa precisa de um consultor financeiro?

Existem várias questões que podem ser identificadas como sinais de que uma empresa precisa de um consultor financeiro. Confira algum deles:

  • Desorganização financeira: se existem vários problemas internos na organização do fluxo financeiro da sua empresa, esse é um sinal de que ela precisa de um consultor financeiro. Afinal, uma orientação financeira profissional faz toda a diferença.
  • Dívidas em excesso: cansado de acumular dívidas e não conseguir contê-las? Então esse é um sinal de alerta que não pode ser desconsiderado. Uma boa consultoria financeira aumentará as chances de se livrar das dívidas e até de evitá-las também no futuro.
  • Dificuldades de administração: sempre que uma empresa é mal administrada, sobram dúvidas e problemas. Por isso, o ideal é sempre procurar ajuda de quem pode trazer uma visão externa para traçar estratégias e agregar em resultados. 
  • Falta de tempo: está encontrando dificuldades ou anda sem tempo e sem interesse em gerenciar as finanças? Essa é outra boa razão para contratar um consultor financeiro. Dessa forma, sua empresa é melhor administrada para não perder nenhuma oportunidade. 

Conclusão

Diante dos vários benefícios demonstrados fica evidente que um consultor financeiro não é um custo, mas sim um investimento para qualquer negócio.

Afinal, muitos donos de empresas que evitam contratar esse tipo de profissional acabam tendo outros custos futuros por falta de organização financeira. 

Tendo em vista que o papel do consultor com foco em finanças é não só organizar o fluxo das finanças atuais, como também identificar oportunidades e prever problemas futuros.

Por isso, invista no futuro da sua empresa e contrate agora mesmo um gestor financeiro.

Sucesso!

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Conciliação Bancária: Saiba porque ela é importante para o seu negócio!

Toda empresa, seja ela de pequeno até grande porte, precisa contar com uma boa gestão financeira.

Afinal, é impossível traçar algum plano de crescimento sem controle do que está gerando lucros e custos constantemente.

Por isso, nesse cenário, fazer uma conciliação bancária rotineiramente é indispensável para a saúde financeira de um negócio. Principalmente para identificar todas as entradas e saídas e deixar todo fluxo de caixa organizado.

Ficou curioso para saber mais sobre o assunto? Confira os próximos tópicos que vamos explicar tudo sobre conciliação bancária e como ela pode ser decisiva para o futuro do seu negócio.

O que é uma conciliação bancária?

Parece um termo complexo, mas não é. Conciliação bancária nada mais é que a conferência dos extratos bancários  com o controle financeiro de uma empresa.

Ou seja, faz-se um comparativo entre esses dois meios para entender se todos os lançamentos estão previstos ou saíram do controle.

Seu principal objetivo é trazer organização e dados financeiros precisos. 

Esse tipo de conciliação deve fazer parte de toda gestão financeira de uma empresa, independente se essa realiza e recebe transações via crédito, débito, boletos ou cheques.

Afinal, verificar se o saldo está no “verde” é indispensável para outras atividades, como a análise do fluxo de caixa.

Além disso, a conciliação bancária também é  importantíssima para evitar que muitos empreendedores caiam no erro de negligenciar a saúde financeira do próprio negócio.

Dessa forma, esse processo evita:

  • Confusão de dados no fluxo de caixa;
  • Saldo bancário duvidoso;
  • Movimentações financeiras sem nenhum controle;
  • Fraudes;
  • Ausência de planejamento financeiro e orçamentário.

Ou seja, todos os problemas que nenhum gestor deseja encontrar no meio do caminho.

Diferença entre fluxo de caixa e conciliação bancária

Muitas pessoas confundem bastante os dois temas, mas, calma. Vamos te explicar a diferença entre eles.

Conciliação bancária, conforme já citamos acima, é um comparativo de controle interno com todos os valores lançados em extratos bancários.

Já o fluxo de caixa é o registro de exatamente tudo que uma empresa recebe e gasta. E mantê-lo organizado é fundamental para identificar o que está gerando lucros e custos.

Por exemplo: uma agência de Marketing que recebe R$30 mil por mês, mas paga também mensalmente, uma dívida de R$7 mil. Ambos os valores devem ser registrados no fluxo de caixa.

Ou seja, enquanto a conciliação bancária visa o comparativo da movimentação financeira das contas correntes para fins de controle, o fluxo de caixa projeta para períodos futuros as entradas e saídas de recursos financeiros de uma empresa.

Agora que você entendeu a diferença entre esses dois termos, chegou o momento de aprender itens necessários para  fazer uma conciliação bancária na prática. 

Confira no próximo tópico. 

O que é necessário para fazer a conciliação bancária? 

Por meio de processos internos dentro de uma empresa fica bem simples fazer a conciliação bancária.

Pois ela envolve, basicamente, quatro passos:

#01. Lançar todas as movimentações diariamente

Esse primeiro passo é indispensável para os resultados finais. Por isso, toda empresa deve controlar o que entra e o que sai do caixa, informando exatamente todos os valores, por menor que eles sejam.

Alguns exemplos de movimentações financeiras, fixas e não fixas, que devem ser acompanhadas: pagamento de colaboradores, impostos, pagamento de fornecedores, etc. 

#02. Estar sempre atento aos extratos bancários

De nada adianta acompanhar todas as transações se elas não estão bem comprovadas em extratos.

Diante disso, no controle interno é sempre importante verificar se o status interno e os extratos estão batendo.

#03. Atente-se a todos os detalhes

Não deixe de conferir os detalhes dos extratos! É sempre importante verificar datas e horários indicados neles, por exemplo.

Essa deve ser uma rotina sempre que forem feitas as verificações.

#04. Algo deu errado? Faça a correção.

Esse é um erro muito comum em uma gestão financeira. Os erros muitas vezes são identificados, porém não corrigidos.

Dessa forma, corrija todas as diferenças no momento em que as encontrá-las. Isso é imprescindível para ter um relatório completo e preciso ao final de cada mês.

Agora que você já aprendeu mais os itens fundamentais de uma conciliação bancária, chegou o momento de entender sua importância para as empresas.

Leia no próximo tópico.

Os principais benefícios da conciliação bancária

#01. Previsão mais detalhada do fluxo de caixa

Esse é um benefício que não só ajuda a identificar em qual etapa de crescimento a empresa está no momento, como também auxilia na visão do futuro.

Afinal, com o controle de saldos fica bem mais assertivo fazer previsões e até traçar metas para toda a equipe.

#02. Planejamento orçamentário bem definido

Toda empresa deve passar por análises realistas para que seus colaboradores possam identificar situações financeiras, sejam elas positivas ou negativas.

Dessa forma, a conciliação bancária é fundamental, pois, através dela também é possível verificar diretamente dados reais e até fugir de possíveis crises.

Afinal, não é tão raro ouvir histórias de empresas que chegaram à falência por falta de organização e controle financeiro.

#03. Saldo constantemente atualizado

Já imaginou ter que realizar alguma transação de urgência em uma empresa sem ao menos saber se o saldo bancário interno está positivo?

Com a conciliação bancária não existe isso de contar com a sorte. Afinal, essa ferramenta  permite analisar tudo para que não reste nenhuma dúvida, independente de qualquer atraso que possa ocorrer. 

#04. Controle de movimentações

Essa vantagem é fundamental para evitar surpresas ruins e até criar estratégias de crescimentos mais elaboradas, uma vez que com a conciliação bancária é possível identificar lançamentos e otimizar resultados.

#05. Dados integrados

Já parou para pensar que muitas vezes, dentro de uma mesma empresa, os dados são altamente segmentados por equipe?

É o que acontece muitas vezes com os dados financeiros e contábeis. Atuando também diretamente nisso, a conciliação bancária permite que nenhuma informação importante seja esquecida ou perdida.

#06. Identificação de fraudes

Parece mentira, mas uma simples planilha de conciliação bancária pode salvar muitas empresas de fraudes. 

Principalmente as do tipo internas, causadas por erro no valor de depósitos e cheques, por exemplo.

Dica Bônus: de quanto em quanto tempo devo fazer a conciliação bancária?

Alguns especialistas indicam fazer a conciliação bancária diariamente para não perder nenhum detalhe.

Outros, porém, indicam um período maior, tendo em vista que como esse processo depende de compensações bancárias, muitas vezes elas levam mais de um dia para acontecer.

Mas vale ressaltar que isso depende muito da realidade da empresa, como porte, quantidade de funcionários, etc. E, justamente por isso, não há uma regra específica. 

O necessário é sempre contar com especialistas em gestão financeira para identificar a periodicidade ideal para a sua. 

Sem regras gerais ou manuais prontos. 

Conclusão

Viu como a conciliação bancária é fundamental para o sucesso de qualquer tipo de negócio? 

São estratégias simples que muitas vezes tornam-se fatores determinantes para o sucesso ou para a falência.

Por isso, independente de qual seja o porte da sua empresa, invista em gestão financeira. Afinal, isso pode fazer toda a diferença no futuro.

Nós, da Fcap Júnior, possuímos uma solução completa em gestão financeira, que envolve desde a análise de dados atuais até planejamento estratégicos.

Não perca tempo! 

Entre em contato conosco e aumente a vantagem competitiva do seu negócio a partir de indicadores financeiros.

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O que você não sabia sobre demonstração de fluxo de caixa

Você já ouviu falar em demonstração de fluxo de caixa?

Se não, saiba que essa técnica, também conhecida como DFC, quando bem organizada, é de extrema importância para muitas empresas. 

Afinal, é ela quem registra exatamente todas as entradas e saídas do caixa, além de demonstrar todo o resultado de cada operação em dinheiro. Ações essas que todo gestor financeiro precisa dominar. 

Isso porque esse gestor, ou qualquer outra pessoa responsável pelo financeiro da empresa, passa a ter maior controle das movimentações financeiras de forma mais específica.

Segundo  o autor  Osni Moura Ribeiro a demonstração de fluxo de caixa é “uma demonstração contábil que tem por fim evidenciar as transações ocorridas em determinado período e que provocaram modificações no saldo da conta Caixa”.

Ficou curioso para saber mais como colocá-la em prática? Então leia o próximo tópico!

Como fazer uma demonstração de fluxo de caixa?

Existem muitos detalhes que é preciso estar atento na hora de fazer uma demonstração de fluxo de caixa.

Por isso, cada detalhe faz a diferença. Confira alguns pontos fundamentais:

  • Transações de caixa

Antes de iniciar qualquer demonstração é fundamental separar todo o fator de período das transações de caixa.

Isso fará total diferença para ter clareza nos tópicos seguintes.

  • Comparativo de resultados

Com as demonstrações já separadas, esse é o momento de fazer o comparativo entre o resultado líquido, seja ele positivo ou negativo, com o caixa líquido que foi gerado durante as atividades. 

  • Detalhamento de movimentações

Em notas à parte, é sempre necessário explicar todas as movimentações que afetam o patrimônio da empresa, mesmo que elas não possuam interferência direta no caixa da empresa.

Além desses pontos observados, uma boa demonstração de fluxo de caixa se baseia necessariamente em três atividades. São elas:

1. Atividades operacionais: todo tipo de atividade que gera receita para a empresa. Estas possuem ligação direta com o capital líquido que circula.

Por exemplo: pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados, pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços, recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços, etc.

2. Atividades de investimento: são as que representam todo tipo de aquisição e venda de ativos de longo prazo, como também de outros investimentos não classificados como equivalentes de caixa.

Por exemplo: recebimentos e pagamentos de caixa por contratos futuros, recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos patrimoniais, pagamento e recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, etc.

3. Atividades de financiamento: todas que alteram ou representam mudanças no capital próprio e no capital de dívidas da empresa.

Por exemplo: caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais, amortização de empréstimos e financiamentos, pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento, etc.

Além dessas atividades, existem dois métodos bastante conhecidos para também fazer também essa demonstração são os diretos e indiretos.

  • Método direto

Nesse formato, a demonstração expõe todos os pagamentos e recebimentos referentes às atividades operacionais da empresa. 

  • Método indireto

Esse método, diferente do direto, demonstra os recursos oriundos das atividades operacionais, mas tudo a partir do lucro líquido da empresa. 

De quanto em quanto tempo deve ser feita uma demonstração de fluxo de caixa?

Em relação à periodicidade em que essa demonstração deve ser feita, não há uma regra para todas as empresas. 

Porém, como esse acompanhamento deve ser feito rotineiramente, muitas organizações fazem atualizações semanais e até diárias. Tudo depende muito do tamanho e fluxo de caixa da empresa. 

O importante mesmo é sempre ficar atento para que as demonstrações não saiam atrasadas. 

Pois isso significaria um gasto de tempo. Afinal, com dados desatualizados não é possível chegar a uma solução certeira.

Agora que você entendeu o que não pode faltar em uma demonstração de fluxo de caixa, entenda alguns  dos vários benefícios desta análise para uma empresa que projeta crescimentos.

Benefícios da demonstração do fluxo de caixa para uma empresa

Toda boa gestão financeira de uma empresa precisa de um fluxo de caixa organizado.

Uma vez que esse é um relatório que oferece uma visão completa de como andam as finanças de uma empresa, sejam com colaboradores, gastos pontuais, etc. Ou seja, todos os recursos que entram e saem.

Dessa forma, fica bem mais tranquilo planejar ações futuras e decisões importantes, que podem mudar o rumo da empresa.

Além disso, em outras situações a demonstração de fluxo de caixa também possui caráter obrigatório. 

É o caso das empresas de capital aberto, com patrocínio acima de R$2 milhões. Essa obrigatoriedade está prevista na Lei nº11.638/2007.

Outro benefício é que com relatórios de fluxos organizados é possível observar o crescimento, ou não, de uma empresa em determinado período.

E não para por aí. Com esses fluxos controlados também fica mais fácil identificar possíveis inadimplências, como pagamentos previstos que não aconteceram durante o mês. 

Assim, diante de tantos benefícios, fica bem evidente porque a demonstração de fluxo de caixa é indispensável para o controle financeiro de uma empresa.

Como analisar o resultado da demonstração de fluxo de caixa?

Toda a estruturação do fluxo de caixa e sua demonstração resulta da soma do resultado líquido dos três tipos de atividade que a demonstração de fluxo de caixa engloba.

Um bom gestor deve ter sempre essa demonstração como um bom direcionamento para tomar possíveis decisões e resolver problemas financeiros que muitas vezes passam despercebidos por falta de análise. 

Pois só assim  é possível renegociar dívidas, problemas de gestão financeira e de funcionários, além do controle de custos fixos, variáveis e negociação com fornecedores.

Por isso o importante é colher todas as possibilidades que a demonstração de fluxo de caixa oferece, sem nenhuma exceção, principalmente porque elas podem parecer não importantes para o momento e significarem bastante para o amanhã.

Conclusão

Como você já deve ter percebido, manter um fluxo de caixa positivo deve ser o objetivo de cada organização que deseja crescer positivamente.

Afinal, é justamente isso que demonstra a capacidade de gestão e organização financeira para colaboradores e possíveis investidores.

Por isso, independente do porte da sua empresa, não deixe a demonstração de fluxo de caixa de lado.

E, caso precise de uma ajuda maior em relação a isso, entre em contato conosco!

Oferecemos uma gestão financeira completa para que o fluxo do seu negócio funcione da melhor forma.

Conta com a gente!

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Custos Fixos e Variáveis: Saiba porque o seu negócio deve estar atento!

A dor comum de muitos empreendedores é justamente o controle financeiro da sua empresa. 

Isso porque muitos começam o próprio negócio sabendo o quanto investir, mas quase nunca estão preparados para os gastos imprevistos.

Se você é desse time que precisa organizar melhor as suas finanças, confira as dicas deste blog post e saiba como estruturar bem os custos fixos e variáveis da sua empresa.

Boa leitura!

Custos Fixos e Variáveis: qual é a diferença entre eles?

Não é novidade para ninguém que toda empresa possui seus custos e que eles são extremamente necessários para a estratégia de crescimento.

Porém, quando não há controle do que está sendo feito, muitos negócios acabam indo à falência. Por isso, é bem importante saber separar quais são os custos fixos e os variáveis.

  • Custos Fixos 

Esse tipo de custo é aquele mais constante, que já faz parte das obrigações mensais da empresa. 

Ou seja, independente de mudanças como na quantidade de vendas ou produções eles continuarão lá. 

São tipos de custos fixos contas de energia, salários dos colaboradores, materiais de limpeza, etc. 

É importante ressaltar que apesar de serem fixos, é comum existir uma margem de variação desses custos, como reajustes no preço da energia no Estado. Porém, essa variação é mínima e não ocorre com frequência. 

  • Custos variáveis 

Eles, diferente dos fixos, estão diretamente ligados à quantidade de produção ou venda e sofrem alteração conforme o tempo.

Dessa forma, deve-se levar em consideração fatores como mão de obra temporária, materiais para produções extras, etc.

Tudo aquilo que não faz parte da rotina da empresa e que foge do esperado é considerado um custo variável.  

As definições do que é um custo fixo e variável depende da natureza e realidade de cada empresa. 

Eles jamais podem ser padrões. Por isso é sempre importante estar atento ao que é constante ou ao que está mudando em curtos prazos. 

Mas, afinal, como calcular custos em uma empresa?

Simplificadamente explicando, todo custo da produção da sua empresa é o resultado da soma dos custos fixos com variáveis. 

Calma, parece confuso, mas na verdade esse cálculo é mais simples do que você imagina.

Para calcular os custos fixos, basta identificá-los e somá-los. Aluguel, salários e IPTU, por exemplo, são exemplos que devem ser somados como custos fixos.

Já os variáveis são identificados a partir do momento que são empregados em uma produção.

Tome como exemplo uma fábrica de doces e salgados que precisa aumentar sua produção no período da páscoa. Para dar conta dessa produção, é preciso aumentar a quantidade de materiais e a mão de obra dos funcionários.

Ou seja, nesse cenário é preciso identificar pontos como quanto custa as horas trabalhadas desses colaboradores extras, o preço de cada material incluso, etc. 

Identificando o total de custos fixos e variáveis, é só somá-los para obter o custo total da produção. 

Viu como é simples? Agora que você entendeu como calcular os custos tanto fixos quanto variáveis, chegou o momento de entender a diferença entre eles.

Confira no próximo tópico.

A importância de diferenciação entre custos fixos e variáveis

  • Precificação

Existem vários benefícios em fazer essa diferenciação. Um deles é a precificação do que está sendo produzido no seu negócio. 

Dessa forma você consegue identificar o quanto precisa gastar para produzir x produtos e qual é o preço mais justo para vendê-lo e obter lucro. 

Quanto maior a produção organizada, menor será o custo para a empresa e a lucratividade. 

  • Controle

Concorda que o sonho de todo empreendedor é ter um caixa organizado, com lucros maiores que despesas?

Então esse é um objetivo que pode ser mais facilmente alcançado com o controle dos custos fixos e variáveis.

Dessa forma, é possível manter os custos controlados, verificar diariamente o andamento do fluxo de caixa e saber para onde o dinheiro está sendo destinado.

Pois isso tudo também reflete diretamente na redução de gastos. 

  • Vendas

Em datas comerciais, como dia das mães e dia das crianças é comum o faturamento de muitos negócios subirem.

Mas, de nada adianta aumentar as vendas, se a lucratividade não seguir o mesmo ritmo.

Por isso, para se preparar bem para esses períodos, organizar os custos fixos e variáveis fazem toda a diferença. Assim, a empresa terá mais capital para investir caso necessário sem grandes danos.

  • Boas decisões

Ao controlar todos os custos é possível tomar decisões mais assertivas que com certeza refletirão em benefícios futuros, desenvolvimento correto e aumento na lucratividade. 

Pois de nada adianta tomar decisões se elas são unicamente baseadas em hipóteses e situações imaginárias propostas. É preciso ir além. 

  • Elaboração de estratégias

De nada adianta ter uma boa equipe de Marketing interna se ela não trabalha com dados reais do seu negócio. 

Por isso, o controle do fluxo de custos também é fundamental para a elaboração de estratégias que envolvem a comunicação de marca.

Por exemplo: se as vendas estão ótimas e o lucro também, o momento é de fidelizar os clientes. Porém, se as vendas estiverem péssimas e os problemas internos piores ainda, talvez seja o momento de pôr em prática uma gestão de crise.

Dica bônus: como reduzir os custos fixos e variáveis

Que os custos fazem parte da natureza de qualquer negócio, você já entendeu. Mas quando esses custos estão sendo excessivos e desnecessários?

Muitos gestores cometem erros e acabam pagando custos fixos mensais que não necessariamente precisam ser tão fixos assim. 

Por isso, esteja sempre atento ao que é necessário. Neste momento, os relatórios fazem toda a diferença.

Tenha uma equipe exclusiva para isso. Dessa forma é muito mais prático entender o que pode ser cortado sem afetar a qualidade da produção. 

Materiais de expediente, como canecas personalizadas, são excelentes para o meio ambiente e para reduzir a compra de copos descartáveis. Ou seja, um gasto a menos que pode ser resolvido com simples orçamentos.

Outros itens que podem ser dispensados são os papéis. A utilização de arquivos em nuvem, além de facilitar a troca de informações internas, reduz as compras de papéis, que podem não parecer, mas quando em volumes representam grandes custos. 

Em relação aos itens menos palpáveis, como energia elétrica, também é possível reduzir os gastos excessivos. 

Aumentar a entrada de luz natural nos escritórios, trocar as lâmpadas antigas por atuais que consomem menos, redução do uso de ar condicionado quando possível…

Tudo isso pode contribuir para a diminuição das contas de energia. 

Viu como simples ações podem mudar o dia a dia de custos excessivos? Isso pode ser facilmente detectado com muita análise e atenção aos detalhes. 

Afinal, o que pode ser um simples custo no presente pode representar um grande problema no faturamento de amanhã.

Conclusão

Agora que você entendeu a importância de entender o funcionamento dos custos fixos e variáveis, por que não aplicar no dia a dia da sua empresa?

Negócios com o financeiro bem organizado conseguem sobreviver a diferentes momentos do mercado e ainda conseguem atrair mais clientes devido as boas ofertas de produtos e serviços.

Uma dica bem interessante para não errar os cálculos e não deixar passar nenhuma despeja a mais é ter um relatório de todas as despesas mensais e sempre fazer a verificação desses gastos.

Portanto, hora da prática. Comece a organizar agora mesmo todos os custos e aumente suas vendas e, claro, sua lucratividade!

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Saiba como não confundir custo e despesa!

Quando se pensa em custo e despesa pode ser fácil confundir e pensar que ambos podem ser a mesma coisa, o que não é verdade. Então, o que é custo e o que é despesa? 

Para entender de vez o que difere um do outro, precisamos saber o conceito de custo e o conceito de despesa, além de inserir exemplos que simplifiquem o entendimento de cada um, fazendo possível que esses conceitos sejam aplicados no dia a dia, seja num ambiente de trabalho ou em casa.

O que é custo e despesa?

Numa empresa, o custo e a despesa são os gastos que ela possui. Apesar de serem os gastos no geral, os dois possuem diferentes conceitos. 

Saber a diferença desses conceitos é de suma importância para a empresa, pois isso fará com que os relatórios contábeis da empresa estejam classificados da forma correta, fazendo com que os resultados sejam crescentes.

O que são gastos?

Gasto é todo desembolso que uma empresa arca para obter um serviço ou produto que geralmente promete um retorno financeiro. O gasto só existe no momento em que há reconhecimento contábil da empresa sobre a dívida assumida. 

Exemplo: o valor da mão de obra do último mês de uma empresa.

Após definir de maneira direta o que são gastos, agora podemos melhor entender o que é derivado dos gastos, isto é, o custo e a despesa. 

Qual a definição de custos?

O conceito de custo de acordo com a NPC 2 do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON):

“Custo é a soma dos gastos incorridos e necessários para a aquisição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e localização atuais, e compreende todos os gastos incorridos na sua aquisição ou produção, de modo a colocá-los em condições de serem vendidos, transformados, utilizados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da entidade, ou realizados de qualquer outra forma.”

Ou seja, custos são os gastos de uma empresa com produtos ou serviços utilizados para produção de outros produtos ou serviços.

Quando um preço da fabricação de um produto é estabelecido, é possível estabelecer seu preço de venda. Para que haja lucro, o preço da venda deve ser superior ao preço de fabricação, ou seja, o preço final do produto deve ser a soma do preço de fabricação com o preço do lucro que deseja ser obtido. 

Tipos de Custos

Agora que já sabemos a definição de custos, é também importante saber que há mais de um tipo de custo. Vamos elencar alguns e te explicar de forma direta como ele se caracteriza.

  1. FIXO

O Custo Fixo é aquele que está presente mensalmente nas contas da empresa. Apesar de ser fixo, ele não necessariamente terá o mesmo valor mensal.

Como exemplo desse custo, podemos citar o salário mensal dos empregados de uma empresa.

  1. DIRETO

O Custo Direto são todos os custos que estão relacionados aos produtos e serviços que são comercializados pela empresa, sendo assim, é o custo de maior impacto no valor final calculado para venda.

Como exemplos desse custo, podemos citar a matéria-prima que a empresa utiliza e a mão de obra. Por se tratar de um custo altamente importante para o funcionamento da empresa, é classificado como um custo mais fácil de se identificar e acompanhar.

  1. INDIRETO

O Custo Indireto não está de forma direta conectado com o propósito final da empresa, contudo, continua sendo importante para o funcionamento da mesma. 

São exemplos desse custo serviços como luz, internet, água, segurança, limpeza, entre outros. 

  1. VARIÁVEL

O Custo Variável, como o próprio nome diz, é aquele que poderá sofrer alterações de um mês para outro. 

Por exemplo: se os lucros da empresa estão em baixa, é possível diminuir a quantidade e a constância em que a matéria prima é adquirida.

Depois de entender cada tipo de custo, na próxima etapa, vamos entender as despesas. 

O que são despesas?

As despesas de uma empresa são os gastos relacionados à manutenção da mesma. Apesar de terem sua importância, são menos necessárias que os custos. 

É importante saber que as despesas não têm relação direta com o produto final, são basicamente os gastos administrativos, ou seja, gastos indiretos com a produção e que em geral, os gestores da empresa buscam cortar ou reduzir a fim de ganhar lucratividade em uma alta produção. 

São exemplos de despesas: salários do setor administrativo, comissões de vendas, etc.

Classificação de Despesas

Assim como os tipos de custos, as despesas possuem classificações, com a intenção de controlar o gasto mensal necessário.

  1. REGULAR

A Despesa Regular é a despesa já prevista pela empresa, aquela em que se sabe que o custo é sempre o mesmo assim como sua constância. 

Os salários administrativos já citados, aluguéis e impostos são exemplos desse tipo de despesa.

  1. EXTRAORDINÁRIA

A Despesa Extraordinária é o oposto da Despesa Regular. Ela ocorre sem qualquer tipo de previsão e preparação, de forma aleatória.

A substituição de um novo aparelho que quebrou e uma possível multa ou gasto com algum processo são exemplos dessa despesa.

  1. FIXA

Assim como os custos fixos já citados, existem as Despesas Fixas, são despesas parecidas com as despesas regulares, já que também é uma despesa esperada pela empresa de forma fixa, contudo, são independentes da quantidade de trabalho e horas utilizadas. 

Por exemplo: salário dos colaboradores (sem contar horas extras), seguros e pacotes de serviços de comunicação.

  1. VARIÁVEL

A Despesa Variável de uma empresa é a despesa que pode oscilar seus valores de um mês pro outro, baseadas nas horas trabalhadas ou desempenho da equipe, ou no consumo e utilização de serviços pagos pela empresa.

Por exemplo: horas extras dos colaboradores, bônus salarial por algum feito, comissões por vendas e a conta de água e luz.

Agora que entendemos o que é custo, o que é despesa e classificamos ambos, é preciso explicar a importância dessas classificações.

Qual a importância de se classificar corretamente os gastos?

Para que se tenha uma empresa saudável em números e qualidade, se faz necessário que haja uma classificação correta dos gastos. É uma prática considerada fundamental para quem deseja ver sua empresa crescer.

Através da classificação assertiva, se tem um entendimento aprofundado das movimentações da organização, sendo possível obter um retorno do que está indo no caminho certo, através de análises mais complexas e corretas.

Vamos supor que uma empresa de tecidos precisa fazer corte de algum gasto para que não entre no vermelho. Se o gestor entender bem a classificação de seus gastos, vai saber que ao reduzir os custos de produção de seus tecidos, poderá correr o risco de perder a qualidade em sua mercadoria, nesse caso, a melhor escolha seria reduzir as despesas, pois isso a princípio, não traria um impacto direto em seu produto.

Para que haja mais segurança e assertividade na análise, é aconselhado que toda empresa conte com um programa ou aplicativo de gestão financeira, onde seja possível de forma prática e rápida, ver todo o histórico dos custos e despesas do negócio.

O que são perdas para uma empresa?

Para o gestor de um negócio, é necessário saber lidar com as perdas financeiras que ocorrem ocasionalmente.

Diferente dos custos e das despesas e apesar de parecida com a despesa extraordinária já citada, as perdas financeiras são os gastos que a empresa precisa fazer sem esperar um retorno financeiro. São os prejuízos que podem acontecer a qualquer momento, isto é, dinheiro jogado fora. 

Um produto vencido e a compensação de um acidente de trabalho são exemplos de perda financeira para o negócio. 

Concluindo

Se você chegou até aqui, significa que aprendeu a não confundir custo e despesa através de conceitos simplificados, com exemplos práticos e sem enrolação.

Você também aprendeu os tipos de custos e a classificação das despesas, que apesar de terem muito em comum, também possuem diferenças essenciais que todo gestor de empresa precisa saber a fim de conduzir seu negócio com mais preparo e com menos riscos.

Que tal saber ainda mais sobre gestão financeira? Temos ótimos conteúdos sobre o assunto em nosso blog. Leia mais:

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Gestão Financeira

Contas a Pagar e a Receber: Conheça as suas diferenças

Para se ter uma gestão financeira eficiente na empresa, é importante que o gestor conheça todos os conceitos fundamentais relacionados às contas.

Dentre esses conceitos temos as contas a pagar e a receber, e o controle dessas, é fundamental para manter a saúde financeira do negócio, pois são elas que compõem o fluxo de caixa.

A ausência de controle e conhecimento sobre esses conceitos, pode gerar desperdícios de recursos da empresa, considerando que não terá um controle das dívidas efetivo e a probabilidade de recebimento diminui.

Hoje, neste post você irá entender a diferença entre esses dois grupos de contas, bem como a importância de gerenciá-las para evitar cometer alguns erros comuns, e manter um gerenciamento financeiro eficiente.

O que são contas a pagar?

Contas a pagar podem ser definidas como os compromissos financeiros que a empresa assume com os seus fornecedores e que devem ser liquidados em um determinado tempo, ou também impostos a serem pagos

Não ter o controle desse grupo de contas pode representar um perigo para o futuro da empresa, considerando que perder prazos pode acarretar pagamentos desnecessários de juros e/ou multas.

O que são contas a receber?

É o tipo de conta onde são registradas as entradas que vão compor o caixa da empresa. Esta conta pode ser composta por títulos de crédito, letras de câmbio, promissórias e todos os compromissos feitos com a empresa que devem ser cobrados.

Ter o controle dessa conta auxiliará a empresa a ter noção de quanto ela deve receber em um determinado período, e assim se planejar financeiramente, por isso é interessante ter um cronograma com as contas a receber e a pagar, para não se perder ao longo do tempo.

Qual a importância de controlar as contas a pagar e a receber?

Ao manter um bom controle do fluxo de caixa que abrange ambas as contas a empresa garantirá, por exemplo, que não falte matéria-prima ou outro tipo de insumo por falta de pagamento, e que também ela consiga prever as receitas que tem para receber, para melhor planejar os investimentos e despesas da empresa.

Além disso, a empresa otimiza o uso dos seus recursos financeiros, evitando o pagamento de multas e juros, e conseguirá se organizar para efetuar investimentos futuros.

Quais os principais erros cometidos no controle dessas contas?

Apesar de serem grupos de contas simples, existem alguns erros comuns cometidos pelas empresas ao gerenciá-las. Vamos mencioná-los para que você não os cometa na rotina do negócio.

  • Atraso de pagamentos: Existem algumas razões para esse erro acontecer, como cadastrar a data errada, a equipe responsável acabar esquecendo de efetuar o pagamento, ou até a ausência de dinheiro em caixa. Atrasar pagamentos pode prejudicar a reputação da empresa, e uma boa prática para evitar que isso aconteça é separar e distribuir as contas em partes mensais, preferencialmente no início, no meio e no fim do mês, equilibrando o fluxo de caixa.
  • Falta de gerenciamento das cobranças dos clientes: O grupo de contas a receber deve ser acompanhado com bastante atenção. É interessante que a empresa evite ao máximo receber pagamentos atrasados, para não prejudicar o fluxo de contas a pagar. Hoje já existem empresas que fazem esse trabalho de cobrança de forma especializada, dedicando o tempo a facilitar o recebimento desses recursos.

Como fazer o melhor controle dessas contas?

Agora vamos apresentar boas práticas para que você não perca o controle desses fluxos de contas e garanta uma boa saúde financeira na sua empresa:

  1. Fazer um planejamento do fluxo de caixa

É importante que a empresa faça o orçamento projetado para ter uma noção dos seus resultados operacionais, a periodicidade vai depender da velocidade de movimentação do caixa, que pode ser mensal, trimestral, ou até semanal.

Esse planejamento evitará que a empresa gaste mais do que ela pode gerar de receita, por exemplo, e que opere com um cenário realista das suas contas.

Uma boa prática é separar as contas fixas, de modo que a empresa entenda quais são os gastos essenciais para que o negócio funcione, e se comprometa a priorizá-los.

  1. Criar um sistema de cobrança eficiente

Toda empresa, independente do tamanho, sofre com inadimplência, e a cultura de vendas parcelas agrava esse problema. E quanto maior o fluxo de vendas, maior a dificuldade de acompanhar o número de pagamentos.

Para enfrentar essa situação, é interessante criar um processo de cobrança, apoiado pelo uso de tecnologia por meio de planilha ou ferramentas semelhantes, de modo que uma rotina seja criada para rever as contas a receber a cada semana ou quinzena, e nenhuma data seja perdida.

Outra alternativa é terceirizar o processo para uma empresa especializada, que irá cuidar de toda parte operacional do sistema de cobranças, e o gestor terá o papel de gerenciar esse processo, e pensar mais estrategicamente.

  1. Utilizar a tecnologia ao seu favor

Lidar com números é uma tarefa delicada e muito suscetível a erros, principalmente de cálculo, então à medida que o volume de trabalho aumente, é interessante utilizar ferramentas que auxilie nesse processo de controle de contas. 

Hoje já existem muitas ferramentas com funcionalidades que podem otimizar o tempo e minimizar os erros que ocorrem nos processos. Podemos citar alguns exemplos como:

  • Automatização do envio de recibos: melhora o processo de documentação das vendas;
  • Backup em nuvem: evita perdas de notas fiscais, contratos, e toda documentação que for importante;
  • Gráficos e relatórios: oferece maior clareza da situação financeira do negócio, de forma visual e intuitiva;
  • Lembretes das contas a pagar e a receber: facilita o processo de autocobrança da equipe responsável;
  1. Sempre otimizar os processos

Ter esses processos de monitoramento e controle são essenciais para cuidar da saúde financeira do negócio. Porém, a empresa deve manter uma rotina de melhoria contínua para que eles sejam operados de forma eficiente;

Uma boa prática é documentar os processos, com todas os insumos e informações necessárias para que eles ocorram, e sejam padronizados, de modo que nenhuma tarefa ou atividade deixe de ser feita.

E para finalizar…

O setor financeiro é um dos principais pilares para qualquer empresa e nós acreditamos que o bom funcionamento dele reflete diretamente na qualidade dos resultados do negócio! Agende já um diagnóstico conosco e vamos juntos construir as melhores soluções para você!

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Gestão Financeira

Como funciona uma Consultoria Financeira Empresarial e quando contratar

Independente do segmento ou porte, para que uma empresa cresça de forma estruturada e principalmente lucrativa, são necessárias as melhores práticas de gestão, principalmente considerando um cenário mercadológico cada vez mais volátil e incerto.

O setor financeiro é um dos pilares mais importantes para o desempenho do negócio, e a ele deve ser dada uma atenção especial.

A consultoria financeira empresarial é uma alternativa para ter um gerenciamento inteligente dos ativos e passivos da organização, habilidade que pouquíssimos gestores dominam.

Ao contratar um serviço como esse, o empreendedor terá mais tempo para direcionar seus esforços para trabalhar estrategicamente em inovação, por exemplo.

Esse serviço pode ser decisivo para garantir uma saúde financeira estável para sua empresa.

E hoje, neste post falaremos como funciona esse tipo de consultoria e qual o melhor momento para contratá-la!

Afinal, o que é uma consultoria financeira empresarial?

A consultoria financeira é basicamente um serviço que tem como principal objetivo diagnosticar problemas no setor, traçar soluções, e estruturar um plano de ação detalhado que irá impulsionar os resultados da área. 

Sua importância está na mudança proporcionada na forma de gerenciar os recursos financeiros da empresa, otimizando o processo de tomada de decisão, uma vez que o gestor terá a oportunidade de trabalhar com dados e indicadores que as nortearão.

Além disso, um resultado iminente desse serviço é a otimização dos recursos, dos investimentos feitos, da lucratividade do negócio e da análise do seu desempenho em relação aos objetivos estratégicos pretendidos.

Sem uma boa estrutura financeira, dificilmente a empresa estará preparada para lidar com cenários pessimistas e otimistas que possam surgir, eventualmente.

Como funciona uma consultoria financeira empresarial?

A execução de um serviço de consultoria financeira, depende de uma série de variáveis, geralmente atreladas ao nível de maturidade e organização da empresa com relação as suas finanças, mas geralmente elas seguem as seguintes etapas:

  1. Execução do diagnóstico

Primeiramente, é feito um diagnóstico, para que a empresa contratada entenda qual a situação do setor financeiro da empresa, quais os processos executados, quais os negligenciados, além de analisar os dados históricos do fluxo de caixa, demonstrativos financeiros, e outros relatórios que a empresa utilize.

Nessa fase serão identificados os principais gargalos existentes nos processos, e quais os motivos para que eles ocorram.

Além disso são analisados os centros de custos, a relação das finanças com os outros setores da empresa, a formação de preço dos produtos e/ou serviços, e todas as informações financeiras que estejam disponíveis para que o plano estruturado seja assertivo e bem-sucedido.

  1. Construção do plano de consultoria financeira

Após a análise de todas as informações possíveis, é chegado o momento de planejar de que forma a empresa de consultoria poderá atuar de modo a otimizar os processos financeiros do negócio.

Ela pode atuar de várias formas no serviço, tudo vai depender da necessidade e realidade do cliente, o que torna o serviço bem personalizado e adaptável.

A seguir iremos listar os principais itens que podem fazer parte de um plano de consultoria financeira:

  • Planejamento Financeiro: É necessário quando o negócio necessita alinhar os seus objetivos estratégicos com a sua situação financeira, de modo a distribuir os recursos nas atividades que serão realizadas ao longo de um determinado período.
  • Estruturação do controle financeiro: deve ser feito quando não há um gerenciamento eficiente das entradas e saídas da empresa, das atividades operacionais e estratégicas ligadas às finanças, além de analisar e identificar as ineficiências nos processos para enfim corrigi-las.
  • Análise de Viabilidade Econômico-Financeira: É uma análise que serve para entender a viabilidade de possíveis investimentos, independente do seu tamanho. Assim o gestor terá uma maior segurança para tomar decisões sobre onde e quando investir seu dinheiro. Aqui são elaboradas projeções, fluxos de caixa projetados e são construídos indicadores que otimizarão a análise.
  • Formação de preço: muitos gestores acabam precificando seus produtos e serviços com base em fatores que não correspondem a realidade dos ustos diretos e indiretos envolvidos. Aqui serão analisados os preços atuais, e estruturada uma precificação na qual os produtos sejam capazes de “se pagar” e ao mesmo tempo gerar lucro para a empresa.
  • Valuation: tem como finalidade avaliar o valor real da empresa, utilizando metodologias que analisem a capacidade de gerar receita, seus ativos, e assim preparar a empresa para uma possível transação de venda.
  • Auditoria Financeira: Aqui serão auditadas as informações financeiras, bem como seus relatórios e sistemas utilizadas, com a finalidade de verificar a veracidade e consistência dessas informações
Pessoa se planejamento para uma consultoria financeira empresarial
Foto de Tirachard Kumtanom no Pexels
  1. Construção do plano de implementação

Definidas quais as áreas/processos que serão realizados na consultoria, será construído um plano de implementação, com as etapas de acordo com o que foi planejado pelos consultores.

Durante todo o processo é fundamental haver um alinhamento entre o que o cliente deseja e entende como necessidade e a empresa de consultoria, para que ele enxergue o valor no plano executado.

Todas as etapas do plano devem ter tarefas e prazos bem definidos, além de uma sequência lógica de modo a evitar retrabalhos.

É essencial que os resultados obtidos com o plano sejam acompanhados regularmente, para que qualquer correção possa ser feita no decorrer do mesmo.

Razões para contratar uma consultoria financeira empresarial

A contratação de uma consultoria financeira pode ser feita por vários motivos, a seguir listaremos algumas situações que levam os gestores a fazer esse investimento.

  • Ausência de controle financeiro;
  • Não saber como alcançar os objetivos financeiros pretendidos;
  • Ter um processo de formação de preço ineficiente;
  • Não saber analisar e identificar quais os melhores investimentos;
  • Não ter um bom domínio sobre gestão financeira;
  • Ter um controle de gastos inadequado;
  • Não conseguir identificar o retorno dos investimentos feitos.

E para finalizar

Podemos identificar o quão importante é ter um setor financeiro bem estruturado, com processos eficientes que entreguem os resultados esperados.

Um serviço de consultoria financeira fará com que os processos da área sejam executados da melhor forma possível, fazendo com que ela atue de forma estratégica na empresa, como tem que ser.

Que tal conhecer mais sobre esse serviço, na prática? Então entre em contato conosco! Temos uma equipe preparada para impulsionar seus resultados!

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Gestão Financeira

Terceirização financeira: o que é e quando contratar?

Está cada vez mais frequente encontrar nas empresas o setor financeiro terceirizado.

A terceirização financeira ou BPO financeiro (Business Process Outsourcing) traz muitas vantagens e tranquilidade para aqueles empreendedores que não tem pleno conhecimento sobre análise das finanças.

Para muitos empreendimentos, principalmente os de pequeno e médio porte, arcar com gastos dos setores financeiro e contábil, não compensa, devido a estrutura e pessoal necessário.

Tendo em vista essas realidades, a terceirização torna-se uma boa alternativa para deixar o negócio sempre de acordo com a legislação vigente da parte financeira e contábil.

Mantendo a qualidade dessas áreas como se fosse feito por uma equipe própria.

Para entender melhor sobre o que é BPO, e quando é o melhor momento de contratá-lo, continue lendo este post!

O que é terceirização financeira? 

A terceirização financeira trata-se da delegação das atividades relacionadas às finanças para pessoas especializadas que fazem parte de uma prestadora de serviços voltados para essa finalidade.

Por isso, não fazem parte da equipe da empresa.

Essa terceirização envolve todas as rotinas administrativas, desde a construção do fluxo de caixa até a geração de relatórios gerenciais financeiros.

Essa terceirização vem agregando vantagem competitiva para os negócios, considerando que as análises financeiras serão mais eficientes, ágeis e conômicas, tendo em vista que são executadas por pessoas 100% dedicadas a elas, sem acarretar os mesmos custos que uma equipe própria.

Para empresas maiores essa abordagem já não é a mais interessante, por isso é válido avaliar a viabilidade dessa terceirização.

Quais atividades são desenvolvidas em uma terceirização financeira?

A rotina financeira possui muitas atividades, algumas mais operacionais, outras mais estratégicas e analíticas, e um serviço de terceirização pode contemplar todas elas, dependendo do nível de serviço adquirido, podemos citar alguns exemplos de atividades,  como:

  • Emissão de boletos;
  • Controle de contas a pagar e receber;
  • Controle de custos e despesas;
  • Controle do fluxo de caixa
  • Conciliação Bancária;
  • Assessoria Financeira;
  • Envio de Cobranças;
  • Elaboração de demonstrativos de resultado;
  • Elaboração de relatórios financeiros;
  • Emissão de relatórios gerenciais.

Além dessas existem outras atividades que podem ser incluídas no serviço de terceirização, a depender do modelo de negócio. 

Quando contratar um BPO financeiro?

Entendendo do conceito, e o que consiste um BPO financeiro, vem a pergunta: quando contratar?

Iremos citar algumas situações:

1. Quando a empresa quer reduzir custos 

Um dos grandes benefícios da terceirização, é a redução de custos da empresa, que não necessitará arcar com os custos com uma equipe especializada, nem com os advindos dos processos necessários para a gestão da área.

Além disso existem os custos físicos de um setor financeiro próprio, como estrutura, tecnologia, dentre outras despesas indiretas.

Geralmente esses serviços são cobrados por mensalidades, porém a forma de pagamento vai depender diretamente do que foi acordado entre as partes.

2. Quando há necessidade de concentrar os esforços na atividade-fim da empresa

Outro grande benefício da terceirização é a possibilidade de focar os recursos e esforços da empresa na sua atividade-fim.

Deixando essas tarefas de suporte, das atividades-meio para o prestador de serviço terceirizado.

O empreendedor deve estar focado nas funções vitais do negócio, o acompanhamento do seu planejamento estratégico, interação com os principais stakeholders, além de prestar atenção na qualidade e eficiência da empresa.

Em suma, ao invés de gastar horas com tarefas administrativas, os gestores terão mais tempo para pensar em inovação, e em como ele pode atuar para promover o crescimento da empresa, focando em seu core business.

3. Para fortalecer o processo de tomada de decisão

Os especialistas contratados possibilitarão o fornecimento de informações valiosas para a tomada de decisão dos gestores, tornando-se um parceiro estratégico.

Além das rotinas operacionais, o BPO oferecerá informações preciosas para a constante avaliação da saúde financeira do negócio, e quais as previsões que podem ser feitas, considerando o planejado.

Relatórios gerenciais são uma das ferramentas trazidas pelas empresas terceirizadas que facilitarão o entendimento dos números, principalmente para quem não tem muita afinidade e nível de conhecimento sobre finanças.

Esses dados traduzidos em conhecimentos, darão o embasamento necessário para que os gestores possam fazer investimentos, ou cortar despesas com maior segurança e estabilidade.

Quais as principais vantagens de contratar um BPO Financeiro?

1. Otimização de processos

Ao terceirizar os processos financeiros da sua empresa, naturalmente a empresa terá melhor e maior organização nas suas contas a pagar e a receber.

Principalmente aquelas que possuem um grande fluxo de contas, necessitam de maior cuidado para garantir a segurança dessas entradas e saídas.

Por isso, é importante analisar se o seu prestador de serviço é uma empresa comprometida em estar sempre melhorando seus processos.

Pois, além de entender que os recursos financeiros estão sendo gerenciados da melhor forma, o gestor não terá a preocupação em garantir a eficiência e qualidade desses processos.

2. Uso de tecnologia e inovação

Uma boa vantagem, é que o gestor não precisará se preocupar com a aquisição de tenologia e inovação nos processos financeiros. 

As empresas que são especializadas em gestão financeira, comumente, se encarregam de manter os seus funcionários capacitados, e utilizam toda tecnologia necessária para executar seus processos eficientemente.

Devemos entender que, o que para algumas empresas é atividade-meio ou de suporte, para os prestadores de serviços financeiros, esta é a atividade-fim, portanto, todos os esforços são direcionados em benefício do serviço prestado.

Essa é uma das vantagens que dificilmente as pequenas empresas teriam, por não ter os recursos necessários para focar no desenvolvimento do setor financeiro.

Conclusão

Percebeu o quanto que é importante e vantajoso, ter um setor financeiro sendo acompanhado por profissionais especialistas? Não fique atrás de seus concorrentes, e inicie já essa mudança na sua empresa para impulsionar cada vez mais sua vantagem competitiva!

Promova um ambiente eficiente, como foco nas atividades principais do negócio, e alavanque seus resultados!

A FCAP Consultoria está à disposição para te ajudar no que for necessário para tornar sua empresa um ambiente otimizado! Entre em contato conosco e conheça as diversas soluções que podemos oferecer para o seu negócio!

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Gestão Financeira

Plano de Contas Referencial: saiba como montar um e controlar seus custos

Toda empresa possui obrigações contábeis ao longo do exercício, e há algum tempo estas eram feitas através de muito papelório e burocracia.

A inovação da tecnologia fez com que muitos processos pudessem ser otimizados, e essas obrigações pudessem ser migradas para meios digitais.

Entre elas, podemos citar a realização da Escrituração Contábil Fiscal ou ECF, que necessita na utilização de um plano de contas referencial.

Essa plano é muito importante para padronizar as informações dos saldos contábeis de acordo com o formado determinado pela receita federal, minimizando o risco de incongruências.

Hoje, neste post, iremos esclarecer as principais dúvidas sobre o conceito, e como elaborar um plano de contas referencial, e assim, controlar seus custos.

O que é um plano de contas referencial?

O plano de contas referencial serve como base para elaborar o plano contábil, e é um compromisso que faz parte da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) que é o processo de escrituração digital da Receita Federal, também conhecido como EFD.

As empresas que estão livres dessa obrigação são:

  • Optantes pelo simples nacional;
  • Órgãos, autarquias e fundações públicas;
  • Empresas inativas;
  • Entidades isentas ou imunes;
  • Partidos políticos;
  • Entidades fechadas de previdência complementar;
  • Associação de poupanças e empréstimos.

Essa organização tem por finalidade estabelecer uma relação de transposição entre as contas analíticas, no plano de contas de uma pessoa jurídica, e um plano de contas padrão, ou seja, referencial.

O formato dessa plano é padronizado, ou seja, até os lançamentos contábeis mais comuns, são feitos seguindo os parâmetros das normas da contabilidade vigentes.

Essa padronização também envolve a elaboração de outros demonstrativos de resultado como o Demonstrativo de Resultado do Exercício – DRE.

Além disso, é fundamental que seja elaborado considerando as particularidades tanto das normas como das características da empresa (ramo de atuação, tamanho, atividades que executa, etc.).

Análise do Plano de Contas
Foto de Sora Shimazaki no Pexels

A importância de um plano de contas referencial

É importante ter um plano de contas bem feito para evitar distorções entre balanço patrimonial e DRE, por exemplo, levando a empresa a correr riscos perante a fiscalização.

Além disso, podemos citar outras razões que ressaltam a importância da elaboração de um plano de contas:

  • Permite que a empresa adéque suas contas às exigências relativas ao imposto de renda;
  • Prover informações fidedignas que embasem a tomada de decisão dos gestores, em questões contábeis ou estratégicas;
  • Fundamentar a elaboração do orçamento empresarial, permitindo o estabelecimento de metas, acompanhamento e comparação de resultados;
  • Atender a interesses internos e externos à organização, deixando-a mais organizada e atendendo às suas obrigações jurídicas e contábeis.
  • Permite que as contas do plano contábil sejam adequadamente interpretadas na Escrituração Contábil Digital (ECD), evitando multas.

Como elaborar um plano de contas referencial?

Elaborar um plano de contas é essencial para o desenvolvimento e cumprimento das ordens de um negócio. Abaixo segue duas dicas fáceis que podem te ajudar neste processo.

Extrair o modelo do plano de contas

Primeiramente, é preciso lembrar que existe um modelo de plano diferente para cada regime tributário, então o primeiro passo é partir do modelo padrão da receita, e se atentar as atualizações, pois geralmente são feitas algumas mudanças de um ano para o outro.

O modelo extraído vem no formato CVN, com extensão “.cve”, que é aceito pela maioria dos sistemas de gestão contábil.

Mapear suas contas

A empresas que são obrigadas a entregar a ECD, necessitam mapear as suas contas de acordo com o plano referencial disposto pela receita federal, como já explicado no passo anterior.

Para isso é necessário exportar o PCF do exercício anterior, e utilizar a sua estrutura como base para copiar os dados do novo modelo no próprio Excel, ou qualquer outro programa de planilhas.

Mesmo que devido à utilização no Excel, o arquivo seja atualizado para a extensão “.csv”, é possível converter manualmente para a extensão “.cve”, e importar o plano de contas para o sistema de gestão utilizado na empresa.

No mapeamento das contas do plano contábil para o referencial, será demonstrado no Bloco J da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), e os registros podem ser categorizados em:

  • Digitados;
  • Importados;
  • Replicados do bloco E;
  • Recuperados do ECF anterior.

Vale ressaltar que o mapeamento das contas referenciais é feito apenas com as contas de natureza analítica, que são aquelas que representam elementos patrimoniais com maior nível de detalhamento. As sintéticas, que são aquelas cujo saldo é calculado através da soma de duas ou mais contas analíticas não são mapeadas.

Gestão analisando plano de contas
Foto de Sora Shimazaki no Pexels

Quais os prazos para elaborar o plano de contas referencial?

Os prazos de entrega da ECF, são definidos de acordo com o artigo 3.º da IN RFB 1.422/13, e é extremamente importante atentar-se a ele para evitar futuros prejuízos. São eles:

  • Em caso de cisão, seja total ou parcial, fusão, incorporação ou extinção da empresa, deve ser feito até o 3.º mês após o evento;
  • Todo ano, até o último dia do mês de julho do ano seguinte ao de referência (Exemplo: fazer o plano de contas de 2019 até o último dia do mês de julho de 2020);
  • Em caso de reestruturação societária ocorrendo entre janeiro e abril, o prazo para elaboração será até o último dia de julho do mesmo ano.

Independente do prazo, o horário limite para elaboração do plano de contas referencial encerra exatamente às 23h59m59s do último dia, e deve se assinada digitalmente através de um certificado digital padrão ICP-Brasil, para garantir toda segurança e validade jurídica necessária para o documento. 

O que acontece se a empresa não fizer o plano de contas?

Caso a empresa atrase a entrega, preencha inadequadamente ou omita informações dos seus demonstrativos, serão geradas multas, e o valor destas vai depender do regime tributário da empresa:

  • Aquelas que apuram o imposto de renda pelo lucro real, serão penalizadas de acordo com o artigo 8.º – A do Decreto-Lei 1.598;
  • Aquelas que apuram o imposto de renda por outro regime, serão penalizadas de acordo com o MP 2.158-35, e possui o valor mínimo de R$ 500,00

Esse processo é extremamente importante para garantir a qualidade dos processos contábeis da sua empresa, e evitar penalidades desnecessárias.

Nós da FCAP consultoria, estamos preparados para ajudar a sua empresa a conquistar sua melhor versão, com as melhores soluções inteligentes. Agende já sua reunião conosco!

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Consultoria financeira: como funciona e para quê serve

Para manter um negócio que cresça de maneira estruturada e lucrativa, o empresário deve ter conhecimento de que, as melhores práticas de gestão são necessárias, principalmente considerando um cenário mercadológico cada vez mais competitivo.

O planejamento financeiro é um dos pilares mais importantes para qualquer negócio que busque esse alto desempenho.

E a consultoria financeira é uma alternativa inteligente de gerenciamento dos recursos financeiros, habilidade que poucos dominam.

Ao contratar esse serviço consultivo, o empreendedor poderá direcionar seus esforços para as atividades-fim da empresa e gerenciá-las com maior tranquilidade.

Esse serviço pode ser determinante para garantir uma boa saúde financeira da sua empresa.

Quer saber mais sobre como ele funciona? Qual a importância dele para o seu negócio? É o que vamos falar no decorrer deste post!

O que é consultoria financeira e, porque é importante?

De forma prática, o serviço de consultoria financeira tem como principal finalidade diagnosticar problemas, propor possíveis soluções para este, e construir um plano de implementação que irá impulsionar os resultados dos clientes.

A importância de uma consultoria financeira profissional está na mudança da forma de gerenciar as finanças das empresas.

Pois, fará com que os recursos sejam otimizados, melhores investimentos sejam feitos, e a lucratividade do negócio seja aumentada.

Além disso, a empresa terá a oportunidade de trabalhar com dados e indicadores que permitam analisar e entender se a empresa está indo na direção certa com relação a seus objetivos.

Sem um bom plano financeiro, o negócio não terá noção exata das suas entradas e saídas, e não estarão preparados para os diferentes cenários que podem surgir, principalmente os de crise.

super planilha de fluxo de caixa

Como funciona uma consultoria financeira?

A execução de um serviço de consultoria financeira, depende de uma série de variáveis, geralmente atreladas ao nível de maturidade e organização da empresa com relação as suas finanças, mas geralmente elas seguem as seguintes etapas:

1. Execução do diagnóstico Econômico-Financeiro

Essa é a fase em que é feito o diagnóstico e análise da situação financeira da empresa com o objetivo principal de mostrar ao gestor dados sobre o passado da empresa, demonstrando o fluxo de caixa, e quais os principais gargalos de todos os processos.

Aqui são analisados todos os centros de custos, as relações com os setores da empresa, a precificação dos produtos/serviços, e todos os outros dados que sejam relevantes para basear a estruturação de um plano de melhoria posteriormente.

2. Construção do projeto de consultoria financeira

Utilizando os insumos da análise, nesta etapa será construído um plano com uma série de soluções que façam sentido para a realidade da empresa.

Os consultores podem atuar de diferentes formas dentro de um serviço de consultoria financeira, e baseadas nessas áreas de atuação é que o plano será construído. As principais áreas são:

  • Análise de Viabilidade Econômico-Financeira: É uma análise feita para analisar a viabilidade de investimentos futuros, ou, se a empresa estiver construindo seu modelo de negócio, identificar será viável ou não. Aqui são elaborados fluxos de caixa projetados, indicadores como payback, valor presente líquido, taxa interna de retorno (TIR), dentre outros que otimizarão a análise.
  • Valuation: Tem como objetivo combinar técnicas e metodologias para avaliar o real valor da empresa, analisando sua capacidade de gerar caixa, e prepará-la para uma possível venda.
  • Controle Financeiro: Nesta área poderão ser estruturadas as melhores práticas e ferramentas que propiciem um melhor controle e gestão das finanças diariamente, além de analisar como os custos do negócio se comportam, e assim, identificar as ineficiências nos processos para corrigi-las.
  • Precificação: Aqui será analisado o preço dos produtos/serviços, de modo a verificar se este cobre os custos operacionais, e ainda ser lucrativo. Feita a análise, será estruturado o modelo de precificação que melhor atenda as necessidades da empresa.
  • Auditoria Financeira: Tem como principal objetivo auditar sistemas e relatórios financeiros, de modo a verificar a fidedignidade dos dados das transições e operações.
  • Planejamento financeiro: busca alinhar as finanças com os objetivos estratégicos da empresa, de modo a deixar explícito como os recursos serão aplicados ao longo do plano.

3. Estruturação do plano de implementação

Definidas as ações que serão realizadas, os consultores elaborarão um plano de implementação, com as etapas correspondentes ao projeto.

Esta etapa é importante para que haja um alinhamento de expectativas e informações do cliente com o grupo de trabalho da consultoria, e também para que ambos tenham ciência das suas responsabilidades.

Todas as atividades deverão ter prazos e entregáveis bem definidos, e deverá ter uma sequência lógica, para que os retrabalhos sejam eliminados.

Quais as principais vantagens em adquirir uma consultoria financeira?

Neste post, conseguimos citar a importância da aquisição desse serviço, mas além de ser importante, o gestor contará com os seguintes benefícios:

  • Diminuição das taxas de erros nos processos: Erros no setor financeiro podem gerar custos desnecessários para o seu negócio, e com um serviço de consultoria, eles serão praticamente eliminados, pois, essas ineficiências nos processos serão facilmente identificadas na etapa de diagnóstico.
  • Aumento de produtividade: A consultoria financeira, com a otimização dos processos aumentará a produtividade do setor que lida com as finanças do negócio. Seja refazendo ou automatizando atividades, que visam melhorar a forma que a equipe desenvolve o trabalho.
  • Melhor análise do setor financeiro: Durante o serviço de consultoria, a empresa contará com consultores especializados que entendem do assunto. E essa condição fará com que eles façam análises críticas, com uma maior visão sistêmica, identificando gargalos que colaboradores internos possivelmente não enxergariam.

Conclusão

A área financeira da empresa é extremamente estratégica e delicada, portanto, necessita de bastante atenção.

Muitos gestores dão uma maior prioridade a atividade-fim da empresa, e acabam não tendo tempo para se dedicar as finanças.

Por isso o serviço de consultoria financeira se faz tão necessário.

Ela pode muda a forma como você administra os recursos financeiros, desde os processos executados diariamente, até as atividades mais estratégicas, além de proporcionar um melhor processo de tomada de decisão.

Que tal conhecer mais sobre esse serviço, na prática? Então entre em contato conosco! Temos uma equipe apaixonada que está pronta para atender todas as necessidades do seu negócio.