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Consultoria financeira: como funciona e para quê serve

Para manter um negócio que cresça de maneira estruturada e lucrativa, o empresário deve ter conhecimento de que, as melhores práticas de gestão são necessárias, principalmente considerando um cenário mercadológico cada vez mais competitivo.

O planejamento financeiro é um dos pilares mais importantes para qualquer negócio que busque esse alto desempenho.

E a consultoria financeira é uma alternativa inteligente de gerenciamento dos recursos financeiros, habilidade que poucos dominam.

Ao contratar esse serviço consultivo, o empreendedor poderá direcionar seus esforços para as atividades-fim da empresa e gerenciá-las com maior tranquilidade.

Esse serviço pode ser determinante para garantir uma boa saúde financeira da sua empresa.

Quer saber mais sobre como ele funciona? Qual a importância dele para o seu negócio? É o que vamos falar no decorrer deste post!

O que é consultoria financeira e, porque é importante?

De forma prática, o serviço de consultoria financeira tem como principal finalidade diagnosticar problemas, propor possíveis soluções para este, e construir um plano de implementação que irá impulsionar os resultados dos clientes.

A importância de uma consultoria financeira profissional está na mudança da forma de gerenciar as finanças das empresas.

Pois, fará com que os recursos sejam otimizados, melhores investimentos sejam feitos, e a lucratividade do negócio seja aumentada.

Além disso, a empresa terá a oportunidade de trabalhar com dados e indicadores que permitam analisar e entender se a empresa está indo na direção certa com relação a seus objetivos.

Sem um bom plano financeiro, o negócio não terá noção exata das suas entradas e saídas, e não estarão preparados para os diferentes cenários que podem surgir, principalmente os de crise.

Como funciona uma consultoria financeira?

A execução de um serviço de consultoria financeira, depende de uma série de variáveis, geralmente atreladas ao nível de maturidade e organização da empresa com relação as suas finanças, mas geralmente elas seguem as seguintes etapas:

1. Execução do diagnóstico Econômico-Financeiro

Essa é a fase em que é feito o diagnóstico e análise da situação financeira da empresa com o objetivo principal de mostrar ao gestor dados sobre o passado da empresa, demonstrando o fluxo de caixa, e quais os principais gargalos de todos os processos.

Aqui são analisados todos os centros de custos, as relações com os setores da empresa, a precificação dos produtos/serviços, e todos os outros dados que sejam relevantes para basear a estruturação de um plano de melhoria posteriormente.

2. Construção do projeto de consultoria financeira

Utilizando os insumos da análise, nesta etapa será construído um plano com uma série de soluções que façam sentido para a realidade da empresa.

Os consultores podem atuar de diferentes formas dentro de um serviço de consultoria financeira, e baseadas nessas áreas de atuação é que o plano será construído. As principais áreas são:

  • Análise de Viabilidade Econômico-Financeira: É uma análise feita para analisar a viabilidade de investimentos futuros, ou, se a empresa estiver construindo seu modelo de negócio, identificar será viável ou não. Aqui são elaborados fluxos de caixa projetados, indicadores como payback, valor presente líquido, taxa interna de retorno (TIR), dentre outros que otimizarão a análise.
  • Valuation: Tem como objetivo combinar técnicas e metodologias para avaliar o real valor da empresa, analisando sua capacidade de gerar caixa, e prepará-la para uma possível venda.
  • Controle Financeiro: Nesta área poderão ser estruturadas as melhores práticas e ferramentas que propiciem um melhor controle e gestão das finanças diariamente, além de analisar como os custos do negócio se comportam, e assim, identificar as ineficiências nos processos para corrigi-las.
  • Precificação: Aqui será analisado o preço dos produtos/serviços, de modo a verificar se este cobre os custos operacionais, e ainda ser lucrativo. Feita a análise, será estruturado o modelo de precificação que melhor atenda as necessidades da empresa.
  • Auditoria Financeira: Tem como principal objetivo auditar sistemas e relatórios financeiros, de modo a verificar a fidedignidade dos dados das transições e operações.
  • Planejamento financeiro: busca alinhar as finanças com os objetivos estratégicos da empresa, de modo a deixar explícito como os recursos serão aplicados ao longo do plano.

3. Estruturação do plano de implementação

Definidas as ações que serão realizadas, os consultores elaborarão um plano de implementação, com as etapas correspondentes ao projeto.

Esta etapa é importante para que haja um alinhamento de expectativas e informações do cliente com o grupo de trabalho da consultoria, e também para que ambos tenham ciência das suas responsabilidades.

Todas as atividades deverão ter prazos e entregáveis bem definidos, e deverá ter uma sequência lógica, para que os retrabalhos sejam eliminados.

Quais as principais vantagens em adquirir uma consultoria financeira?

Neste post, conseguimos citar a importância da aquisição desse serviço, mas além de ser importante, o gestor contará com os seguintes benefícios:

  • Diminuição das taxas de erros nos processos: Erros no setor financeiro podem gerar custos desnecessários para o seu negócio, e com um serviço de consultoria, eles serão praticamente eliminados, pois, essas ineficiências nos processos serão facilmente identificadas na etapa de diagnóstico.
  • Aumento de produtividade: A consultoria financeira, com a otimização dos processos aumentará a produtividade do setor que lida com as finanças do negócio. Seja refazendo ou automatizando atividades, que visam melhorar a forma que a equipe desenvolve o trabalho.
  • Melhor análise do setor financeiro: Durante o serviço de consultoria, a empresa contará com consultores especializados que entendem do assunto. E essa condição fará com que eles façam análises críticas, com uma maior visão sistêmica, identificando gargalos que colaboradores internos possivelmente não enxergariam.

Conclusão

A área financeira da empresa é extremamente estratégica e delicada, portanto, necessita de bastante atenção.

Muitos gestores dão uma maior prioridade a atividade-fim da empresa, e acabam não tendo tempo para se dedicar as finanças.

Por isso o serviço de consultoria financeira se faz tão necessário.

Ela pode muda a forma como você administra os recursos financeiros, desde os processos executados diariamente, até as atividades mais estratégicas, além de proporcionar um melhor processo de tomada de decisão.

Que tal conhecer mais sobre esse serviço, na prática? Então entre em contato conosco! Temos uma equipe apaixonada que está pronta para atender todas as necessidades do seu negócio.

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Curva ABC: como usar para categorizar melhor os produtos?

A categorização dos produtos usando a curva ABC vai te permitir uma maior precisão na escolha de quais matérias-primas comprar.

Mas, como consigo usar ela para passar um pente fino em todos os meus produtos e entender tudo isso? Será que é possível?

É isso que vamos te mostrar aqui.

Então, se você tem dúvidas de como usar a curva ABC para melhorar a gestão de estoque do seu negócio, continue lendo e aprenda tudo sobre a ferramenta e um manual de como aplicar.

O que é a curva ABC?

A curva ABC é uma metodologia para caracterização e controle de estoque de acordo com a importância de cada produto para a empresa.

De forma geral, seu principal objetivo é mostrar quais são os principais produtos da organização que devem estar sempre nas prateleiras e recebendo atenção especial.

Estabelecendo assim uma ordem de prioridades de forma a facilitar o processo de análise das informações gerais e de tomada de decisão.

Para garantir que seja feito esse ranqueamento, os produtos devem ser classificados em três categorias (A, B e C), sendo A os produtos de maior valor ou quantidade, B, produtos de valor médio e C, produtos de menor valor.

Elas podem ser descritas como:

  • A: são os itens responsáveis por uma grande parcela da receita do negócio. Geralmente, a proporção é de 20% dos itens serem responsáveis por 80% do faturamento da empresa (Análise de Pareto);
  • B: são os produtos de média importância e geralmente 30% dos itens representam cerca de 15% das vendas da empresa;
  • C: representa a maior parte dos itens da empresa, cerca de 50%, contudo só garantem uma parcela mínima da receita da organização, cerca de 5%.

Mas qual a influência da Análise de Pareto nessa classificação?

O princípio de Pareto foi desenvolvido por Joseph Moses Juran em homenagem a Vilfredo Pareto quando ele percebeu que 80% das terras na Itália pertenciam a 20% da população.

E que esse padrão se repetia para outras coisas, surgindo assim a regra 80/20 – 80% dos efeitos vem de 20% das causas.

E onde deve ser usada?

Um dos principais usos da curva ABC é no meio administrativo para a realização de controle e gestão dos estoques da empresa, e isso permite que seja possível:

  • Entender como cada item do seu negócio influencia na receita final;
  • Classificar todos os produtos existentes em estoque de acordo com as classes;
  • Descobrir quais são os produtos essenciais para a empresa para garantir que os processos e esforços sejam voltados a mantê-los em estoque.

Como aplicar a Curva ABC nos produtos da sua empresa?

Agora que já entendemos o conceito da curva ABC e como ela pode ser de extrema importância para o seu estoque, chegou o momento de aplicar através de um passo a passo.

Confira.

1. Realize levantamento dos itens

Para iniciar a aplicação da curva ABC, é necessário que seja feita uma listagem de todos os itens que são vendidos no estabelecimento e todas as informações referentes a eles, como:

  • Código do produto;
  • Descrição do item;
  • Valor unitário de venda;
  • Quantidade de vendas realizadas de cada produto;
  • Total adquirido com as vendas

De forma geral, a ideia é que os produtos sejam catalogados e descritos de acordo com suas especificações, e uma boa dica é utilizar algum tipo de sistema ERP ou até mesmo uma tabela no excel. 

Para listar a quantidade de vendas realizadas, se faz necessária a definição de um período de tempo específico, que pode ser semanal, mensal, trimestral, semestral ou até mesmo anual. 

Após a listagem das informações gerenciais, calcule o valor total obtido com as vendas de cada produto multiplicando o preço unitário com a quantidade de vendas.

E, por fim, some o total adquirido em cada produto e depois divida cada um dos valores totais unitários por ele para encontrarmos a porcentagem (%) de cada um em relação ao faturamento final.

2. Organize os dados

Após registrar os dados, realize os cálculos e obtenha todas as informações necessárias. Precisamos garantir que elas sejam organizadas!

Para isso, a tabela deve ser ordenada de forma decrescente na coluna de total adquirido, de forma que os maiores valores fiquem no topo da tabela.

3. Classifique os produtos nas classes

Chegamos ao ponto principal: conhecer a classe de cada um dos seus produtos e qual o nível de atenção que cada um deles deve receber.

Para isso, é importante seguir alguns passos, como:

  • Verificar quantos produtos juntos representam cerca de 80% do faturamento da empresa durante o período calculado: esses provavelmente serão os itens que pertencem a classe A;
  • Reunir os produtos seguintes até que atinja cerca de 95%: pertencentes a classe B;
  • Finalizar a segmentação com os 5% restantes: representantes da classe C.
tabela de curva abc de produtos

4. Analisar os resultados

Após toda a execução e montagem da tabela, chegou a hora de realizar a tarefa final, que é a análise de cada um dos resultados.

Essa etapa é fundamental para garantir uma melhor gestão de estoques, pois, pode te ajudar a saber exatamente como reagir a cada tipo de produto e quais atitudes devem ser tomadas sobre eles.

De forma geral, a principal conclusão é como priorizar cada classe de produto.

  • Os da classe A, por exemplo, são os mais prioritários e não podem faltar em estoque.
  • Já que deixá-los em falta pode fazer com que a empresa perca dinheiro (ou deixe de ganhar).
  • Por fim, os itens da classe C, por apresentarem uma representatividade mais baixa no faturamento, podem ser mais flexibilizados.

Pontos de atenção!

Por se tratar de uma análise temporal, fique atento e leve em conta além das classes, algumas situações que podem ocorrer, como aumentos súbitos de preços dos produtos na sua empresa ou da matéria-prima dos fornecedores.

Também o aumento da concorrência, sazonalidade das vendas em determinados períodos, mudanças nos tipos de produtos, marcas, forma de produção, etc.

E quais os benefícios em usar a Curva ABC?

Aplicar a curva ABC na gestão de estoque do seu negócio pode garantir uma série de benefícios, como:

Realização de investimentos direcionados

Com a análise de estoques, os investimentos realizados pela equipe poderão ser melhor direcionados de acordo com a necessidade dos produtos.

Tudo poderá ser comprado de acordo com a real necessidade do seu negócio e mantendo a saúde financeira da empresa, permitindo que as vendas possam até mesmo aumentar, junto com a margem de lucro;

Estoques otimizados

Manter seu estoque parado pode representar uma grande perda de capital, que poderia ser melhor aplicado em outros tipos de investimentos para a empresa.

Para garantir que isso não aconteça, a utilização da metodologia da curva ABC é imprescindível e pode fazer com que você consiga calcular exatamente qual a quantidade de produtos que você precisa realmente manter.

Tendo sempre em mãos os produtos que seus clientes realmente desejam comprar, sem nenhum tipo de falta e mudando o futuro dos seus estoques.

Avaliação de produtos 

Como a curva ABC permite que você conheça exatamente quais são os produtos mais essenciais para sua organização, será possível ficar atento também ao fornecimento deles ou da matéria-prima necessária.

Garantindo assim que você esteja sempre atento a possíveis mudanças de preços, variações no mercado, escassez do material, identificando rapidamente as mudanças e desenvolvendo um plano de ação para tratá-las.

Redução de desperdícios

A metodologia da curva ABC permitirá que a demanda dos clientes e o estoque da empresa esteja sempre alinhado, fazendo assim com que os desperdícios diminuam.

Isso se dá pelo fato de que, conhecendo seus produtos, você saberá exatamente o que manter em estoque para que nada fique parado e ocupando espaços que poderiam ser melhores utilizados, enxugando assim gastos necessários para manutenção.

Conclusão

Com a curva ABC, você poderá ter um excelente controle dos seus produtos para que as estratégias mais assertivas sejam tomadas.

Por isso, use o passo a passo que desenvolvemos para criar uma tabela personalizada para seu negócio e te ajudar nessa melhor categorização.

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Controle Financeiro Empresarial: 7 passos para melhorar a saúde financeira

Todo gestor entende a importância de fazer um controle financeiro empresarial eficiente.

Esse controle, quando não acompanhado constantemente, tende a desorganização e geração de grandes problemas futuros.

O estudo Causa Mortis feito com as empresas pelo SEBRAE-SP, que revela quais as principais razões para o fracasso  e sucesso das empresas nos primeiros 5 anos revelou os seguintes dados:

  • 39% não sabiam qual era o capital de giro necessário para abrir o negócio
  • 50% não determinaram o valor do lucro pretendido
  • 42% não calcularam o nível de vendas para cobrir custos e gerar o lucro pretendido

Essas informações refletem o quão ineficiente é a gestão financeira das empresas, interferindo.

Portanto, no crescimento e desenvolvimento orgânico do negócio, pois ele não terá segurança sobre onde, quanto e quando aplicar seus recursos.

Mas, apesar dos inúmeros benefícios, uma gestão financeira empresarial eficiente pode ser um pouco complicada de ser implementada, principalmente em um cenário onde não tem pessoas específicas para a área.

Então, quer entender como ter um controle financeiro impecável em sua empresa e garantir uma saúde financeira melhor? Continue lendo.

O que é controle financeiro empresarial?

O Controle Financeiro Empresarial é um conjunto de ações realizados dentro do negócio com o objetivo de melhorar o gerenciamento dos resultados financeiros dele.

Todas as atividades que fazem parte da vida financeira, e impactam em seus dados, desde a parte dos responsáveis pela alimentação do fluxo de caixa até quem atua no planejamento financeiro anual do negócio, estão inseridas na definição de controle financeiro.

Qual a importância do controle financeiro para as empresas?

Para continuidade e crescimento do negócio, a saúde financeira do mesmo é fundamental.

A perda do controle das finanças podem levar a empresa à falência, por isso se faz necessária a sua estruturação.

Já sabia disso? E tem mais…

O controle financeiro empresarial pode servir como indicador de acompanhamento se as ações planejadas estão rendendo os resultados esperados, proporcionando ao gestor a oportunidade de otimizar e revisar os planos.

Com a devida alimentação dos dados, é possível fazer análises mês a mês que podem prever problemas, e assim o gestor pode antecipar soluções.

Por exemplo: devido ao maior prazo de pagamento dado aos clientes, o gestor verá, por meio da análise das finanças, que a receita prevista só entrará em caixa depois de um certo período.

Durante esse período ele deve evitar grandes compras com curto prazo de pagamento, ou pode negociar as aquisições com os fornecedores para serem pagas com um prazo maior, evitando, assim, prejuízos para o caixa da empresa.

Assim, um bom controle financeiro empresarial tem o papel fundamental na prevenção de possíveis problemas que podem afetar todo o negócio

Como fazer um controle financeiro empresarial eficiente?

Agora que explicamos a importância, listaremos os principais passos para que você possa implementar um bom controle financeiro na sua empresa.

Veja só como é feito:

1. Crie um fluxo de caixa preciso

Em definição, o fluxo de caixa são os registros das entradas e saídas da empresa em um determinado período (diário, semanal, mensal, bimestral, etc.).

Ele é o primeiro passo para um bom controle e planejamento financeiro.

Pois, por meio dele é possível compreender a capacidade de lucro do negócio, e basear o restante das ações de gestão financeira.

Interessante não é? E tem mais

Alimentando os fluxos de caixa, de forma correta e contínua, é possível fazer previsões de quanto irá receber e pagar nas próximas semanas e nos próximos meses, e assim, será possível organizar a necessidade de capital.

Não se preocupe, caso não tenha domínio de planilhas ou sistemas de gestão, temos um modelo pronto de fluxo de caixa que vai te ajudar nesse controle.

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2. Separe seus gastos dos da empresa

É fundamental separar os gastos da empresa dos gastos pessoais, e é preciso de muita atenção para haver um controle assertivo das finanças.

O ideal é que haja uma programação de forma que os custos da vida particular não se misturem com as despesas do negócio.

Pois, caso isso aconteça, os lucros da empresa podem não ser suficientes.

Mas, calma, tem como controlar isso. Veja abaixo.

Para um melhor controle financeiro empresarial, é importante separar uma porcentagem dos rendimentos da empresa para os gastos particulares, e respeitar esse limite, para evitar grandes prejuízos.

4. Precifique os produtos da forma correta

Precificar o produto ou serviço da maneira adequada, é um bom meio para otimizar controle financeiro empresarial.

Muitos gestores comentem erros no processo de precificação pelo simples fato de não considerarem todos os fatores que impactam no cálculo do preço final do produto serviço.

Mas por qual razão isso acontece?

Dentro desses fatores existem desde os custos fixos e diretamente relacionados ao processo de produção ou aquisição, a custos variáveis como taxa de envio e armazenamento.

Por isso, não considerá-los, pode levar as empresas a terem mais despesas do que lucro.

E mesmo que o produto tenha um alto volume de vendas, sempre vai haver um desequilíbrio, gerando dificuldades para quem fará o controle financeiro na empresa.

5. Faça projeções a longo prazo

Fazer o planejamento das finanças a longo prazo é uma ação que faz parte de um bom controle financeiro.

Pois, essa prática permite que o gestor visualize a médio e longo prazo qual será a situação da empresa e quais as melhores decisões a serem tomadas, diante dos cenários analisados, evitando, assim, problemas com o capital de giro futuramente.

As projeções são muito importantes para que todas as despesas sejam planejadas de acordo com a realidade da empresa e para ajustar as finanças caso surja algum imprevisto que afete negativamente o seu controle financeiro.

6. Deixe de lado o papel, use o digital

O uso da tecnologia irá otimizar a rotina financeira dos gestores.

Pois ele consegue automatizar várias etapas do processo, trazendo maior celeridade e eficiência para o controle das informações.

Mas eu já uso planilhas para esse controle. Devo continuar?

A utilização de planilhas para a gestão das finanças é válida. Porém, após um período, a atualização se tornará cansativa e tomará muito tempo dos gestores.

Hoje, no mercado, existem softwares pagos e gratuitos que podem suprir sua demanda, dependendo da realidade da empresa.

Além disso, esses softwares geralmente possuem a função de já calcular os indicadores de desempenho financeiro, e alguns até geram relatórios, que facilitam ainda mais a rotina do gestor.

7. Estabeleça um rito de controle 

Independente da quantidade de processos implementados, é fundamental que a empresa tenha uma rotina financeira bem estabelecida.

Ou seja, que sejam definidos responsáveis para cada atividade, que os prazos sejam respeitados e que os processos estejam claros para todo o time.

Essa organização vai favorecer todos os envolvidos com o processo, além de facilitar a melhoria contínua dele.

Concluindo

Quando o negócio está iniciando, é o período mais complicado para fazer o controle.

Pois, ainda não há padrões de despesas e receitas, e quando se faz o controle financeiro apenas quando a empresa está com uma maturidade maior, há dificuldade na implementação.

Portanto, a melhor estratégia, é ter o cuidado com a saúde financeira desde o seu início, para que o hábito seja criado, e todos tenham ciência da importância.

Uma empresa com uma rotina financeira bem definida, terá maiores chances de crescer de forma orgânica, saudável e preparada para qualquer cenário.

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Como fazer o cálculo de hora extra dos seus funcionários

Um dos principais desafios no que se refere a elaboração do contrato de trabalho, é a definição da jornada dos colaboradores.

Todavia, há muitos casos onde a carga horária não é suficiente para entregar todas as demandas da empresa, abrindo espaço para horas extras a jornada dos funcionários.

Essas horas extras são calculadas, caso esse limite seja superado, considerando que de acordo com a lei, essas horas a mais devem ser remuneradas com valor superior à hora normal.

Por isso, neste post, você aprenderá tudo que precisa saber para fazer o cálculo de hora extra da forma correta para o seu negócio.

Então, quer entender como fazer o cálculo de hora extra e evitar problemas trabalhistas? Continue lendo.

Primeiro, o que é hora extra?

As horas extras consistem em todo período de trabalho que excede a jornada de trabalho acordada em contrato com o funcionário.

O artigo 59 da CLT afirma que:

“Art. 59 – A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho.”

Esse conceito ressalta a importância do alinhamento formal dessas condições entre empregador e empregado, antes de o regime ser adotado.

Quem tem direito a receber horas extras?

Para verificar essa questão, você pode recorrer à lei, pois ela trata de forma clara desse assunto.

De acordo com a Constituição Federal, todo empregado que seja contratado pelo regime de CLT, tem direito ao pagamento de horas extras, com acréscimo de, pelo menos, 50%, e em domingos ou feriados a remuneração deverá ser o dobro.

Para adotar esse regime, é necessário que seja feito um acordo individual ou coletivo de trabalho com os interessados.

Também é importante frisar que, o valor pago pelas horas extras reflete em outras despesas de pessoal como férias, FGTS, décimo terceiro salário, entre outras.

Portanto, é fundamental que o cálculo seja bem feito, para que não haja erros na quitação das despesas citadas.

Como fazer o cálculo de hora extra?

Agora que entendemos um pouco sobre o conceito e a quem se aplica o regime de horas extras, vamos entender como calcular elas com um passo a passo claro que montamos.

Passo 1: Calcule o valor da hora de trabalho comum

Antes de fazer o cálculo de hora extra, é fundamental entender qual o preço da hora trabalhada.

Considerando que todo colaborador é remunerado pela quantidade de horas trabalhadas durante um mês, até mesmo os que recebem um salário fixo.

E o valor da hora comum é o resultado da divisão do valor fixo recebido pela quantidade de horas trabalhadas/mês.

Exemplo: Um colaborador recebe R$2.200,00 por mês, e trabalha no regime de 220 horas mensais.

O cálculo poderia ser feito da seguinte forma:

  • R$2.200,00 / R$220,00 = R$10 por cada hora de serviço.

Com esse cálculo, você saberá o valor da hora comum, e poderá fazer o cálculo de hora extra dos seus funcionários.

Vamos lá entender como?

Passo 2: Calcule o valor da hora extra

Para fazer o cálculo de hora extra do colaborador, é preciso atentar-se ao valor do acréscimo que o é assegurado por direito, pois, o valor pode variar de acordo com o dia da semana referido.

Os valores podem ser alterados de acordo com a convenção coletiva ou acordo individual feito, devendo o gestor ficar atento a essas variações.

Existe o acréscimo de:

  • 50% para os dias de segunda a sábado;
  • 100% para domingos e feriados;
  • Cálculo de hora extra noturna (adicional noturno).

Abaixo, mostramos como cada um é feito. Acompanhe!

Hora extra 50% (segunda a sábado)

Utilizando o mesmo exemplo anterior, suponha que o colaborador tenha trabalhado seis horas no sábado, e assim terá um acréscimo de 50% sobre a hora comum.

Sabendo que o valor da hora comum é R$10,00, será necessário multiplicar esse valor por 1,5.

Formulando o seguinte cálculo:

  • Hora extra (50%) = R$10,00 x 1,5 = R$15,00

Assim, para saber qual valor será acrescido ao salário, basta multiplicar o valor da hora extra 50% pelas horas trabalhadas.

Definindo o seguinte cálculo, caso o colaborador trabalhe por 6 horas:

  • 6 horas x R$15 = 90,00

Logo no final do mês, será acrescido ao salário do colaborador R$90,00, totalizando R$2.290,00.

Hora extra 100% (domingos e feriados)

Esse tipo de hora extra é aplicado para aos domingos e feriados, e considerando o exemplo anterior, suponha-se que o colaborador realizou 8 horas extras em um feriado.

E então será multiplicada a hora comum por dois, como demonstrado no cálculo abaixo:

  • Hora extra (100%) = R$10,00 x 2 = R$20,00

Como o funcionário trabalhou oito horas, o cálculo será definido da seguinte forma:

  • 8 horas x R$20,00 = R$160,00

Nesse caso, no final do mês, será acrescido ao salário do colaborador R$160,00, totalizando R$2.360,00.

Hora extra noturna

O adicional noturno é um direito concedido aos colaboradores que exercem suas atividades no período noturno, por considerar o maior desgaste físico que é causado ao corpo humano. 

Porém, para o seu cálculo é necessário saber quando começa e termina a hora noturna.

Pois o adicional só é válido para aqueles que trabalham entre o período das 22 horas até 05 horas da manhã.

Então, todos os colaboradores que trabalham à noite recebem o valor da hora trabalhada acrescido de 20%.

Para calcular o valor da hora extra com adicional noturno, pode-se considerar 20% sobre o valor da hora extra comum que foi acrescida de 50%.

Vale ressaltar que não se deve somar os dois percentuais e aplicar 70% na hora comum.

Ainda seguindo o exemplo anterior, supondo que o colaborador passou a trabalhar à noite, veja como se dará o cálculo

  • Hora extra noturna: R$15,00 x 1,2 = R$18,00

Assim, o valor do adicional noturno com a hora extra será de R$18,00.

Em um caso onde o funcionário trabalhou 9 horas extras durante o período noturno, temos o seguinte cálculo:

  • 9 horas x R$18,00 = R$162,00

Nesse caso, no final do mês, será acrescido ao salário do colaborador R$162,00, totalizando R$2.362,00.

Conclusão

O cálculo de hora extra quando feito corretamente dá uma maior segurança ao gestor no momento de que ele está cumprindo a legislação e pagando o que é devido ao colaborador.

Garantir um ambiente de trabalho ético e responsável é fundamental para sua equipe e para a imagem da empresa.

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Como achar o empréstimo ideal para sua empresa?

Você está precisando de um empréstimo para sua empresa e não sabe qual é o ideal para o objetivo do seu negócio?

Relaxa. Hoje vamos te apresentar os principais empréstimos para empresas que existem no mercado e como cada um pode servir para cada objetivo.

Se interessou? Continue lendo.

O que são os empréstimos para empresas?

São “contratos” feitos entre uma instituição/pessoa e uma empresa a fim de fornecer uma quantia em troca de algo.

No direito diz-se que um emrpéstimo é um contrato em que uma das partes recebe, para usar ou utilizar, algo, que deve ser restituído, ou dado outro em mesmo gênero, quantidade e qualidade, após um determinado tempo

Quais são algumas opções de empréstimos para empresas?

BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

O BNDES foi criado exatamente para ajudar as empresas.

Por isso, ele oferece crédito para os microempreendedores que precisam daquele dinheiro inicial para um empreendimento ou ideia.

Além de também apoiarem os empreendedores que querem investir ou expandir nos seus negócios já funcionais.

Sócio Investidor

O sócio investidor “compra” parte da empresa. A empresa recebe uma quantia para investir nos seus negócios e crescer,  enquanto o investidor espera para receber um retorno futuro.

É uma situação mais delicada, pois se lida com um novo sócio na empresa, uma pessoa que pode ter gostos e pensamentos diferentes da cultura da empresa.

Contudo, também pode ser uma opção boa de empréstimos para empresas, visto que pode trazer dinheiro e novas ideias para o negócio.

Investidor-anjo

É quem realiza empréstimos para empresas, buscando apoiar o crescimento do empreendimento e, consequentemente, lucrar com ele no futuro.

Quase sempre o Investidor-Anjo se apaixona por uma ideia ou inovação e coloca seu dinheiro lá para ver isso sair do papel.

Esse tipo de crédito foi regulamentado em julho de 2017, com a Lei Complementar 155/2016.

O que foi determinado pela lei é que o investidor-anjo possar investir apenas entre R$ 50 mil a R$ 600 mil em microempresas e pequenas empresas.

Diferentemente do investimento como sócio investidor, esse tipo de investimento não configura como sócio e oferece um retorno de 50% dos lucros, durante os 5 primeiros anos.

Empréstimo Comercial

O empréstimo comercial é um dos meios mais comuns para conseguir crédito para empresas. Alguns bancos e financiadoras oferecem 2 tipos de empréstimo. São eles:

  • Empréstimo não garantido: não é preciso deixar nenhum bem como garantia. Porém, eles costumam ser mais difíceis de sair e possuem taxas mais elevadas.
  • Empréstimo garantido: é aquele que precisa de uma boa garantia em troca do empréstimo. Caso não efetue o pagamento, o credor pode pegar um bem no mesmo valor que foi emprestado.

Empréstimo de peer to peer (de pessoa para pessoa)

Apesar de ser pouco conhecida, essa modalidade vem crescendo cada vez mais qando se fala de empréstimos para empresas, com os avanços da internet.

No Empréstimo de peer to peer (de pessoa para pessoa) você busca um investidor por uma plataforma de empréstimo online e ele empresta um valor para investir no seu negócio.

Depois você precisa pagar o valor emprestado para o credor com taxas mais atraentes que as dos bancos tradicionais.

Antecipação de imposto de renda e de restituição do IR

A antecipação não compromete a renda mensal do usuário.

Por isso, é uma boa alternativa para saldar dívidas com juros mais caros sem que haja necessidade de cortar gastos, reordenar prioridades ou contar com um saldo bancário mais magro.

Contudo o dinheiro do 13º pode fazer falta na virada no ano, quando tradicionalmente aumenta o apelo ao consumo e os gastos com férias e presentes.

Nesta época, o indivíduo também arca com o pagamento de impostos como o IPVA e IPTU, além de matrículas e materiais escolares. 

Enquanto isso, a restituição do IR rende um pouco mais que a Selic quando resgatada no seu devido tempo.

Isso não deixa de ser um benefício, com juros anuais na casa de dois dígitos.

Quem solicitar o dinheiro ao banco, por outro lado, pagará aos bancos até quatro vezes mais que a correção provida pelo governo.

Cooperativas de crédito

Em geral, as cooperativas fornecem empréstimos a taxas mais competitivas que aquelas praticadas pelos bancos.

A razão é uma só: por natureza, estas organizações não buscam o lucro, diferentemente dos bancos.

 Para participar, o interessado deve se enquadrar nas condições de admissão estabelecidas pelo grupo, normalmente ligadas ao exercício de uma determinada atividade profissional. 

Além disso, será necessário realizar um depósito inicial que funcionará como um ticket de entrada.

A regularidade desse aporte pode ser anual ou mensal, com volumes também variados.

O capital investido por todos os usuários forma o volume financeiro da cooperativa.

Parte desse dinheiro é disponibilizada aos associados mediante o pagamento de juros.

A outra parte é investida em títulos públicos. A cooperativa se sustenta com estas taxas, buscando sempre atingir um equilíbrio de compensação.

Isso significa que em um sistema perfeito, a renda proveniente destas duas fontes seria exatamente igual aos custos envolvidos na oferta de crédito aos participantes.

Como achar o empréstimo ideal?

1. Esgote todas as suas possibilidades

Antes de realmente efetivar um empréstimo eu tenho uma dica de amigo: esgote todas as suas possibilidades.

Venda coisas antigas, pegue um dinheiro na poupança, faça alguns negócios antes de se endividar.

Contudo, não peça dinheiro a amigos. Amigo não gosta de cobrar ou ser cobrado de uma amizade. Evite isso sempre.

2. Analise o tipo do seu empréstimo

Você precisa entender o por quê do seu empréstimo e colocar por escrito no papel. Isso vai te ajudar a mostrar às instituições financeiras exatamente o que quer.

Um emrpéstimo para comprar uma nova máquina é diferente de um empréstimo para pagar um funcionário.

3. Converse com os empreendedores da sua cidade

Ouça de quem faz empréstimos. 

Você precisa conversar com os empreendedores da sua cidade conhecendo suas histórias sobre empréstimos e descobrindo como são realmente as instituições financeiras que oferecem empréstimos para empresas.

4. Faça uma lista de todas as opções possíveis

Liste as organizações que fornecem empréstimos para empresas, sua taxas, prazo para pagamento, tratamento de clientes e a opinião dos empreendedores locais.

5. Visite as empresas e faça simulações

Não se deixe enganar na primeira oportunidade de pegar o dinheiro. Vá visitando as empresas e anotando. É uma grande decisão e merece muitos cuidados.

6. Escolha a opção do seu perfil

Escolha o que mais se encaixa com você e não apenas propostas genéricas.

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2. Gestão Financeira

13 Indicadores Financeiros que sua empresa deve se atentar

Entender como anda o desempenho financeiro da sua empresa irá te ajudar a tomar as melhores decisões de como investir o dinheiro do seu empreendimento.

Para isso, os indicadores financeiros irão te mostrar de forma simples e precisa de como anda a saúde do negócio.

Por isso, separamos aqui 13 principais indicadores financeiros que você precisa monitorar sempre.

O que são indicadores financeiros?

Indicadores são medidas de análise de desempenho, que apontam a situação atual.

Então, indicadores financeiros são ferramentas montadas para apresentar essa análise em questões financeiras, indicando o status do momento.

Quais são os indicadores financeiros que devemos prestar atenção?

1. Margem bruta 

Analisar a Margem Bruta significa verificar quais produtos estão com a margem baixa.

Então, esse indicador chama a atenção para o ganho que se está tendo com cada produto.

A fórmula para esse indicador é a seguinte:

  • Margem Bruta = Receita – Deduções – Custos Diretos Variáveis x 100

2. Margem EBIT 

A Margem EBIT se parece com a Margem Bruta.

Contudo, ela é diferente porque o que utilizamos é a Receita Líquida, ou seja, a receita líquida dos impostos referentes à mesma.

Esse indicador é representado por:

  • Margem EBIT = (Resultado antes dos impostos / Receita Líquida) x 100

3. Margem Operacional

A Margem Operacional apresenta uma participação das receitas da sua operação sobre o total ganho, ou seja, corresponde ao valor restante no orçamento após o abatimento das despesas, menos o imposto de renda.

Logo, a fórmula desse indicador é:

  • Margem Operacional = Lucro Operacional / Receita líquida

4. Margem líquida

A Margem Líquida mostra o quanto sua empresa lucra de verdade para cada real que entra como receita no caixa da sua empresa. 

Representando isso, a fórmula fica:

  • Margem Líquida = Receita – Deduções – Custos Diretos Variáveis – Custos Indiretos x 100

5. Margem EBITDA 

A Margem EBITDA mede o lucro do negócio, mas não conta os juros, impostos, amortização e depreciação. Por isso ela mede a capacidade que os ativos da empresa têm de gerar (ou não) fluxo de caixa.

  • EBITDA = Lucro Operacional Antes do Imposto de Renda e Receitas / Despesa Financeira + Depreciação + Amortização.

Dizem os estudiosos que o EBITDA é um referencial muito importante para avaliarmos a situação real de uma empresa. 

6. Endividamento Geral

O Endividamento Geral é o indicador que procura medir quanto dos ativos da empresa estão financiados por terceiros. Com isso, entendemos nosso nível de endividamento.

Sua fórmula é: 

  • Endividamento Geral = (Capital de terceiros / Ativos totais) x 100

7. Índice de Cobertura de Juros

O índice de Cobertura de Juros mede a capacidade da empresa de efetuar pagamentos dos juros previstos em contratos que tem, assim verificando se há a chance de quitar as dívidas sem causar impacto no orçamento da empresa.

Sua fórmula envolve o EBITDA:

  • Índice de Cobertura de Juros = EBITDA/Obrigações de Juros

8. Liquidez corrente

A Liquidez Corrente analisa se a empresa possui capacidade de arcar com todas as suas obrigações a curto prazo. Para isso faz um balanço entre as contas a pagar e receber do seu negócio. 

A construção do seu indicador se dá por:

  • Liquidez Corrente = Ativo circulante / Passivo circulante

Caso a liquidez corrente > 1, se entende que a empresa possui capital disponível suficiente para arcar com as suas obrigações de curto prazo.

Se a liquidez corrente =  1, o capital e as obrigações são equivalentes.

Quando a liquidez corrente <  1, significa que a empresa não possui, hoje, capital suficiente para arcar com todas as suas obrigações.

Ela serve para o investidor investigar a possibilidade de receber ou não proventos no futuro.

9. Liquidez imediata

A Liquidez Imediata aponta a capacidade que se possui, no exato momento, de arcar com as suas dívidas de curto prazo, sem considerar as contas a receber ou as vendas futuras do atual estoque como fonte.

Logo, seu indicador é:

  • Liquidez Imediata = (Ativos circulantes – estoque – contas a receber) / Passivos circulantes

10. Giro de caixa

O Giro de Caixa define quantos ciclos financeiros o caixa de uma empresa tem durante o período de 12 meses, ou seja, um ano.

O seu indicador é construído assim:

  • Giro de Caixa = 365/(prazo médio de estoque + prazo médio para receber as vendas – prazo médio para pagar os fornecedores)

O Giro de Caixa ser alto é uma coisa positiva, pois, quanto maior, maiores as chances da empresa apresentar um resultado sólido e ter uma boa gestão comercial, operacional e financeira. 

11. Fluxo de caixa

É o indicador que me o dinheiro que entra e sai do caixa da sua empresa em um determinado período de tempo.

É importante lembrar que o fluxo de caixa refere-se ao movimento de dinheiro no período passado. Ele não planeja, apenas mede. Mas pode servir como base para entender os gastos futuros.

Por isso, é necessário garantir registros detalhados de ganhos e gastos, com disciplina e sem erros.

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12. ROI

O ROI, ou “Return over Investment”, é uma métrica  que aponta a taxa de retorno de um investimento, ou seja, quanto um investidor ganhou (ou perdeu) em relação ao valor aplicado em um determinado investimento.

Sua fórmula pode ser representada por:

  • ROI = ((Ganho obtido – Investimento) / Investimento) x 100

A unidade de medida do ROI é percentual, já que se trata da relação de retorno sobre algo.

13. Ponto de Equilíbrio

É o valor necessário para pagar todos os gastos da empresa, como custos variáveis e despesas fixas.

O ponto de equilíbrio tem diversos nomes na literatura como break-even point, ponto de ruptura, ou, ainda, ponto crítico.

O objetivo desse indicador é apontar o momento em que o lucro da empresa é zero, ou seja, quando os produtos vendidos pagam todos os custos e despesas fixas e variáveis. Desse ponto para frente é tudo lucro.

A sua fórmula é essa:

  • Ponto de equilíbrio financeiro = despesas e custos fixos – despesas não desembolsáveis/margem de contribuição
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2. Gestão Financeira

Balanço patrimonial: Entenda o que é e como usar em sua empresa

Você já ouviu falar do Balanço patrimonial? Ele pode ser o que falta para o seu negócio!

O Balanço patrimonial é uma ferramenta de grande ajuda na análise de viabilidade econômica de uma empresa e pode guiar as decisões estratégicas da mesma.

Apesar de todos esses benefícios o Balanço patrimonial é desconhecido por uma grande fatia dos empreendedores, que ainda não utilizam esta ferramenta como um dos guias de seu negócio.

Pois, um negócio escalável e seguro depende de uma boa saúde financeira, sobretudo em momentos de crise e incerteza.

Pensando nisso, escrevemos este artigo para te ensinar como aplicar o Balanço patrimonial e te ajudar a utilizar como um guia da estratégia da sua empresa.

O que é o Balanço patrimonial?

Segundo a definição formal:

“Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade”.

Ou seja, é um relatório que, durante um determinado tempo, geralmente de 12 meses, demonstra a movimentação financeira de uma entidade, como empresas, por exemplo.

Muitas vezes simplesmente chamado de “BP”, é o principal demonstrativo financeiro de uma empresa, ele apresenta todos os bens, fontes de receita e despesas da empresa.

Para tal se faz necessário um fluxo de caixa bem organizado e condizente com a realidade, pois eventuais erros podem interferir na análise estratégica do gestor e o conduzir a caminhos indesejados.

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Para que serve o Balanço patrimonial?

O Balanço patrimonial é uma análise como um todo da sua empresa e serve para analisar o fluxo dos recursos recebidos por sua empresa, facilitando a tomada de decisões.

Conhecendo os dados da movimentação desses recursos, o gestor pode tomar decisões mais racionais visando a alocação mais benéfica, que visa maximizar o crescimento do seu negócio.

Além disso, ele é importante sobretudo para o planejamento estratégico da empresa, pois um planejamento sem a noção da saúde financeira da empresa é algo quase impossível.

Só então, conhecendo a realidade financeira de sua empresa, pode-se propor planos de ação e metas desafiadoras, mas atingíveis, tendo como suporte uma saúde financeira robusta e previsível.

Também pode-se realizar investimentos que otimizem e eliminem custos de sua empresa, e identificar melhor gargalos na gestão financeira de sua empresa.

Como estruturar um balanço patrimonial?

Um Balanço patrimonial é dividido em 3 partes: Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido.

Há regras que guiam a disposição no Balanço Patrimonial, Ativos são dispostos à esquerda, passivos à direita, abaixo dos passivos, também à direita, está disposto o patrimônio líquido.

De forma exemplificada um balanço patrimonial está disposto da forma a seguir:

modelo de balanço patrimonial

Uma regra é que o total de ativos sempre será igual ao total de passivos, e essa conta é fechada pelo patrimônio líquido.

Mas antes explicaremos essas terminologias melhor:

O que são ativo, passivo e patrimônio líquido?

Ativos

Ativos são todos os bens e direitos de uma empresa, são geralmente responsáveis pela entrada de receita na mesma ou que podem ser liquidados e com isso gerar benefício econômico

Eles se dividem em:

  • Bens: que são tudo o que a empresa possui em suas mãos no presente momento, como máquinas, propriedades, veículos, e que podem ser eventualmente liquidados e transformados em receita.
  • Direitos: são tudo o que a empresa possui, porém, está em posse de outros, como contas a receber, investimentos financeiros e recursos aplicados, que podem trazer retornos futuros ao negócio.

Passivos

Já os passivos são todas as obrigações financeiras de uma empresa para terceiros, incluindo impostos, e são divididas em dívidas e obrigações

  • Dívidas: são todas as despesas com fornecedores e agentes externos à empresa. Como taxas e impostos.
  • Obrigações: são as despesas de origem interna como salários de funcionários.

Patrimônio líquido

É o montante que resulta da diferença de ativos por passivos, ou seja, o dinheiro que a empresa possui em caixa.

É a parte pertencente aos acionistas da empresa e engloba o capital social, lucros ou prejuízos.

Por isso é ideal que a empresa possua ativos maiores que passivos, para que o caixa se mantenha em um estado saudável e a empresa aumente seu patrimônio gradativamente.

Importante salientar que estando o patrimônio líquido do lado direito, a diferença entre o total de ativos e o total de passivos será sempre 0.

Como elaborar um Balanço Patrimonial?

Foi apresentado como é a disposição de um Balanço patrimonial, mas ainda existem regras de boas práticas necessárias para o elaborar.

Essas regras são relacionadas com a liquidez dos ativos, que diz o quão rápido eles podem ser transformados em dinheiro.

Além disso, a regra infere que os ativos de maior liquidez devem ser dispostos acima dos de menor liquidez.

Assim o gestor terá uma visualização facilitada, podendo identificar facilmente os ativos de maior liquidez.

Mas, se a maioria dos seus bens tem baixa liquidez, em uma situação de crise pode ser difícil de os desfazer para pagar suas dívidas e obrigações, representando um risco de negócio.

Direitos

Direitos não são considerados bens, mas sim uma promessa de bens em posse outros, que eventualmente podem se tornar bens.

Podem ser:

  • contas a receber;
  • investimentos;
  • recursos aplicados, que podem ter retorno no curto, médio e longo prazo.

Então, por serem valores monetários, são facilmente liquidáveis, e devem ser dispostos no topo da lista de ativos

Bens

Já estes são os ativos materiais que estão em posse da empresa, geralmente são utilizados na produção, como:

  • máquinas;
  • equipamentos;
  • veículos.

Embora possuam valor e possam ser liquidados e transformados em dinheiro, necessitam ser vendidos para tal, portanto são itens de baixa liquidez.

Devem ser alocados no fim da lista de ativos.

Obrigações

Por fim, as obrigações são contas a ser executadas pela empresa. As obrigações, tais como os ativos também obedecem à regra de liquidez, 

Dentre as obrigações estão:

  • pagamento de funcionários;
  • impostos e tarifas;
  • contas a pagar.

As obrigações devem ser dispostas do lado direito do Balanço patrimonial e seguindo a ordem em que devem ser liquidadas

5 passos para estruturar seu Balanço patrimonial

Agora que você sabe o que é um balanço patrimonial e quais as suas partes, vamos explicar passo a passo como ele pode ser feito:

1. Faça o agrupamento de passivos e ativos

Organize os passivos e ativos e os agrupe conforme a liquidez e sua classificação.

Faça a especificação da natureza de cada item, isto facilitará a análise posterior do balanço contábil.

2. Faça a conciliação dos saldos contábeis

A conciliação consiste, basicamente, em comparar o saldo de uma conta com uma informação externa à contabilidade, de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise.

Resumindo, se trata de conferir se os dados estão de acordo com outras documentações contábeis da empresa, como o livro diário ou extratos bancários.

Por exemplo, se uma compra com o fornecedor foi realizada, ou um salário de funcionário pago, deve-se conferir se a nota fiscal e a folha de pagamentos, respectivamente, estão de acordo.

3. Faça os ajustes e reclassificações das contas patrimoniais

As contas patrimoniais são a representação dos bens obrigações e patrimônio líquido de uma empresa.

Para elaboração do balanço devem ser feitos vários ajustes e reclassificações nas contas patrimoniais, como estoques, empréstimos, etc.

Essas reclassificações têm o intuito de representar a realidade da empresa de modo atual e fidedigno.

4. Faça os Lançamentos de encerramento de exercício

Com o intuito de apurar o resultado do exercício realiza-se o encerramento das receitas e despesas de um determinado período, e seu resultado é calculado.

O valor resultante é incorporado ao patrimônio líquido da empresa.

5. Faça a classificação das contas patrimoniais

Se o valor resultante for negativo, o valor entra como prejuízo para o patrimônio da empresa.

Se o valor resultante for positivo, é incorporado como lucro para a empresa e seus acionistas podem decidir como o utilizar.

Conclusão

Você agora sabe que o Balanço patrimonial é um relatório contábil que dá uma visão macro da saúde financeira da sua empresa em um período determinado.

Ele possibilita que você possa ter uma visão dos seus bens e obrigações de modo que possa tomar decisões estratégicas de modo fácil e consciente, ancorado em uma visão da saúde financeira de seu negócio.

Embora seja tão útil, muitas vezes é esquecido por muitos empreendedores, que acabam prejudicando o seu negócio por uma gestão financeira ineficiente.

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2. Gestão Financeira

Auditoria Financeira: o que é e para que serve?

Um dos termos mais comuns no mundo dos negócios chama-se auditoria financeira. Essa ferramenta que tem como princípio gerenciamento e o controle empresarial. Mas, você sabe o que é e para que serve?

Nesse artigo iremos te mostrar como funciona, o que é e como as possibilidades existentes nela podem beneficiar a sua empresa.

O que é auditoria financeira de fato?

O princípio da auditoria financeira é que ela é um processo de análise das atividades empresariais, as quais estão ligadas diretamente os setores da economia da corporação. 

Por ser uma área ligada diretamente a contabilidade, tem por objetivo a revisão das demonstrações financeiras, com segurança de todos os registros de forma fidedigna.

Ou seja, uma forma de aumentar ainda mais a confiança do mercado em relação as questões de ordem financeira da empresa.

Para que serve uma auditoria financeira?

Esse processo serve para dar garantia de que as finanças da organizam traduzam de forma fiel e íntegra, a realidade econômica da empresa. 

Para isso, auditores irão analisar relatórios financeiros com a intenção de descobrir possíveis falhas que drenam a capacidade de geração de resultados positivos que a empresa possui.

Outra importantíssima serventia da auditoria financeira é que ela combate fraudes, desvios financeiros e roubos que por ventura estejam sendo cometidos por colaboradores e sócios mal-intencionados ou que não estejam preocupados com as organizações financeiras da corporação.

Quando você deve fazer uma auditoria financeira?

Isso depende muito. Algumas empresas fazem uso da auditoria quando certas coisas acontecem, como o fechamento de um contrato ou quando as coisas estão tendenciando para um momento ruim

E existem casos de empresas que fazem uso da auditoria de forma regular, podendo ser mensal ou anualmente. Cada caso é um caso.

O certo é que se tenha um olhar sensível para perceber o momento que a empresa está passando e daí decidir aplicar sempre que for necessário. 

Entretanto, vale salientar que como se refere a um processo que visa detectar problemas que venham a prejudicar a organização, quanto mais for realizado, mais chance haverá de evitar problemas e assim a empresa esteja sendo beneficiada.

É preciso preparar uma empresa para uma auditoria?

Sim. E a ideia dessa preparação é para que todos os procedimentos de todos os setores possam ser expostos ao máximo.

Para isso é importante que todos os colaboradores estejam conscientes dos objetivos de que a auditoria visa nada mais que melhorar a maneira de como cada um exerce suas atribuições.

Vale salientar que os auditores são capacitados para encontrar falhas. Então, se houver qualquer tentativa de esconder qualquer coisa, certamente será identificado pelos auditores.

Como fazer uma auditoria financeira no seu negócio

Agora que você já tem uma real noção do que é e para que serve a auditoria financeira, vamos lhe dar um passo a passo que facilitará ainda mais o seu entendimento. 

1. Mapeie os processos

Já que a auditoria executa seu trabalho através da análise dos procedimentos da empresa, a primeira coisa que precisa ser feita é um mapeamento dos processos de forma detalhada

Isso além de servir aos auditores, contribuirá para que você conheça todos os procedimentos financeiros da organização de forma clara e objetiva.

2. Identifique os riscos

Depois de mapear os processos, é hora de identificar os riscos que existem em cada um desses processos. 

Geralmente se buscam falhas e instabilidades em procedimentos realizados de forma diferente do que estava estabelecido.

Em muitos casos se percebe que não existe nenhum tipo de procedimento padrão na parte financeira da empresa, e a auditoria irá demonstrar isso, identificando ações que estão sendo realizadas e como melhorá-las.

3. Identifique o controle interno

O próximo passo é conhecer quais são as ferramentas de controle interno disponíveis para serem analisadas. 

  • Relatórios;
  • Contratos; 
  • Planilhas;
  • Conciliações; 
  • Entre outras. 

Então, a partir daí será necessário testar a eficácia de cada uma delas e descobrir se de fato estão sendo úteis e demonstram precisão.

Se detectado que não há eficácia, a auditoria irá apontar meios de transformar essas ferramentas em modelos aplicáveis e eficazes que servirão como base para as possíveis tomadas de decisão.

4. Analise os resultados obtidos

Feito todos os procedimentos acima mencionados, a auditoria poderá ser realizada e assim sua empresa terá em mãos tudo que precisa para reduzir gargalos e melhorar possíveis falhas que estejam prejudicando o crescimento da sua organização.

E quais são os benefícios em se fazer uma auditoria financeira?

Depois de tudo que vimos nesse artigo. Chegou a hora de mostrar para você os reais benefícios que a aplicação de uma auditoria financeira pode fazer por seu negócio:

  • Segurança dos saldos registrados em conta;
  • Apontamento das falhas do controle interno;
  • Oferecimento de oportunidades para melhorar as falhas;
  • Novas formas de gerar relatórios eficientes;
  • Segurança aos colaboradores com a implementação de padrões definidos;
  • Evita desvios e furtos.

Conclusão

Agora você sabe que uma auditoria financeira, quando bem aplicada, pode ser um instrumento poderoso para identificar falhas que precisam corrigidas no seu setor financeiro.

Além disso, ela te dará uma maior confiança, uma vez que será um raio-x da situação atual do financeiro do negócio.

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2. Gestão Financeira

O Guia do Planejamento Financeiro Empresarial

Sempre que se fala em abrir um negócio próprio, um dos principais pensamentos para a obtenção do sucesso é como fazer um planejamento financeiro empresarial.

Afinal, nenhuma empresa existe sem dinheiro no caixa não é mesmo?

Por isso, nesse artigo, iremos ajudar você a entender o que é preciso para ter um planejamento ideal das finanças da sua empresa.

1. Entenda como sua empresa está atualmente

Você precisa saber que um planejamento financeiro é parte de um plano de negócios.

Ele irá apontar os caminhos a serem percorridos para que sua empresa se torne rentável e consiga seguir um plano de metas com prazos de curta, média e longa duração.

Por isso, será necessário fazer uso de uma metodologia específica ou uma combinação com as metodologias existentes.

Uma das mais conhecidas é a análise SWOT, que tem por função definir os pontos fortes e fracos da empresa diante da concorrência.

Pois, depois de ter definido os principais pontos de importância do seu negócio, você conseguirá elaborar metas e objetivos pensando na realidade da empresa, não partindo do zero.

2. Crie metas e organize as ações

Para se ter sucesso no planejamento financeiro da sua empresa, é necessário ter resultados positivos no seu caixa.

Por isso, uma dica valiosa para começar é separando as despesas pessoais das empresariais.

Você poderá fazer isso manualmente ou com a aquisição de um sistema de gestão online, por exemplo.

Também, faça uso constante do controle de fluxo de caixa, conciliações bancárias, pagamentos de contas, verificação dos recebíveis e claro, acompanhe e gere relatórios.

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Quanto mais detalhes tiver seu planejamento, mais você estará preparado para agir diante dos cenários que se apresentarão.

Um exemplo de metas que você pode adotar para sua organização pode ser da seguinte maneira:

  • Aumentar o faturamento em 50%;
  • Aumentar o número de clientes em 70%;
  • Reduzir os custos em 45%;
  • Abrir uma nova unidade da empresa;
  • Lançar um novo produto ou serviço até o final do ano.

3. Ponha em prática a sua estratégia

Tudo começa a partir de treinamentos e qualificação. Pois, é importante que você passe para sua equipe que depende de cada um deles para que o negócio cresça e se torne rentável.

Daí a importância de você saber que não deve fazer tudo sozinho, e envolver seu pessoal é a melhor maneira para minimizar falhas eventuais.

4. Avaliação e qualificação

É importante ficar atento a análise assim que os primeiros resultados do seu planejamento surjam, faça uma comparação do que foi previsto para o que foi realizado.

Olhe para tudo que foi pensado em seu planejamento. Observe se os resultados foram de fato os esperados. Há algo que deve ser continuado? Tem alguma coisa que precisa ser refeita ou revista?

Atenção a cada momento e fase é de suma importância para que você siga com sucesso.

5. Aplique modificações se necessário

Alguns ajustes ao longo do seu planejamento podem ser de forma preventiva, para que não ocorra erro que comprometa a execução do seu plano.

Além disso, promova mudanças para que no caso de falhas, isso não comprometa o trabalho.

O exercício contínuo do PDCA irá permitir que a cada nova etapa desenvolvida, você cometa menos erros e fique cada vez mais próximo das metas que você traçou.

Um bom planejamento financeiro facilitará a projeção das suas receitas e despesas, o que indicará como está a situação econômica da sua organização, apontando quais caminhos seguir e que determinadas ações precisam ser tomadas.

Para que você tenha sucesso na realização do seu planejamento financeiro, iremos dispor de algumas dicas importantíssimas para que tudo corra da melhor forma possível para seus negócios. Vamos a elas?

7 dicas importantes para um planejamento financeiro de sucesso

1. Saiba reconhecer a situação

O primeiro passo é conhecer de fato a realidade do cenário empresarial que você está inserido.

Veja as condições atuais, avalie os pontos positivos e negativos, veja se o tipo de produto ou serviço é o ideal, olhe se a maneira de se comunicar com o público está coerente. 

É ideal que você faça uso de uma planilha financeira, dessa forma você conseguirá fazer um mapeamento dos passivos e ativos e assim poder tomar as devidas decisões de forma assertiva.

2. Projete possíveis cenários

Um bom planejamento deixará sua empresa preparada para qualquer tipo de acontecimento.

Para isso se faz necessário projetar todos os possíveis cenários existentes.

Pois, toda vez que você faz uma análise minuciosa das situações, terá dados valiosíssimos que trarão segurança na hora de tomar decisões.

Entretanto, é necessário fazer um levantamento de todas as despesas fixas e variáveis para que você projete o ciclo empresarial em todos os cenários possíveis.

3 . Trace um plano de ação

Com as informações que você levantou, é hora de colocar no papel tudo que precisa ser feito:

  • defina objetivos;
  • faça um mapa das ações que deseja alcançar;
  • crie um cronograma executável;
  • divida as tarefas com sua equipe;
  • mensure os resultados;
  • documente tudo para ser avaliado no futuro.

Dessa forma você terá um registro das ações que devem ser feitas para enfrentar cada etapa e eventuais mudanças que ocorram.

4. Calcule o preço do seu produto ou serviço

Para determinar o valor do produto ou serviço que será disponibilizado é necessário fazer uma análise do custo de produção.

A expectativa que você tem do lucro, ter definido pró-labore de sócios e administradores, bem como saber o valor de todas as demais despesas.  

Se ainda assim o preço que está sendo praticado for um problema, o ideal é você rever todos os processos e buscar uma maneira de reduzir os custos, ou aumentar o preço.

5. Contrate um consultor

Na hora de fazer o planejamento financeiro, é bom avaliar a necessidade de contratar um consultor.

Pois, é uma tarefa que exige máxima dedicação e reflexão sobre assuntos que tem a ver diretamente com fluxo de caixa, criação de capital de giro, contas a pagar e receber e outras situações. 

E a rotina de um empresário não é nada fácil. Se olharmos que ele terá que está sempre pensando em tudo para fazer com que a empresa obtenha sucesso.

Portanto, a contratação de um consultor poderá ajudar e muito na hora de traçar planos certeiros e possibilitar novidades.

6. Faça uso das tecnologias

Para manter as coisas em plena ordem, é ideal que você adquira um software online que poderá facilitar no controle das finanças e em demais atividades de gestão, sem falar que você poderá acessar de qualquer lugar do mundo.

Dessa forma você poderá ter total controle do fluxo de trabalho, ter mais facilidade no acesso às informações da sua empresa e assim ter mais tempo para planejar outras atividades do seu negócio.

7. Registre o controle de tudo

Lembre sempre de deixar todos os dados registrados, o setor financeiro de uma empresa requer um controle total.

Assim você poderá tomar decisões com plena segurança e se houver algum problema poderá resolver com mais assertividade.

Conclusão

O planejamento financeiro empresarial é uma das partes mais importantes de qualquer negócio. Afinal, se você não sabe como gastar o seu dinheiro, como irá controlar?

Porém, agora que você sabe como funciona um planejamento financeiro, ponha seu conhecimento em prática e tenha sucesso no seu negócio.

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2. Gestão Financeira

Estruturação financeira: 6 erros que indicam que sua empresa precisa de uma

É comum ouvir dos gestores que a gestão financeira do negócio fica em segundo plano, e que não fazem isso propositalmente. 

Quando não há setores definidos dentro da empresa, grande parte dos empreendedores se esforçam para cumprir as tarefas de vários setores ao mesmo tempo, incluindo o financeiro.

Embora seja comum, é extremamente perigoso para o negócio, principalmente para os que almejam crescimento e aumento de receita.

Hoje, neste, post, iremos mostrar que existem várias razões para que uma empresa necessite de uma estruturação financeira

Portanto, é muito importante que você, gestor, identifique se há, na sua empresa, um desses sinais que mostraremos a seguir.

1. Usar apenas papel para o controle financeiro

Em meio a tanta tecnologia e inovação, anotar informações financeiras da empresa em cadernos parece uma atividade extinta, porém ainda existem empresas que fazem esse controle financeiro manual. 

E este é um hábito que deve ser mudado imediatamente, e explicaremos o porquê.

A adoção de um sistema de gestão, que torna eficiente o processo de controle financeiro da empresa, dará mais segurança e possibilitará o uso da inteligência artificial como aliada no processo de tomada de decisão, além de garantir um controle geral.

Além disso, as informações ficarão compiladas em um só lugar, proporcionando agilidade na busca de alguma informação.

Além disso, por meio de indicadores e dashboards, será possível comparar resultados atuais com os e períodos anteriores de forma rápida e fácil.

2. Misturar finanças pessoais com as da empresa

Apesar de ser óbvio que é uma prática que não deve ser adotada, muitas empresas ainda caem nesse erro, e não conseguem desembaralhar as duas contas.

Assim, não conseguem ter clareza de quais os custos fixos e variáveis da empresa, o quanto ela está lucrando, dentre outros indicadores econômicos.

Sem essas informações, não dá para ter um bom planejamento financeiro, prever as receitas e despesas, identificar possíveis gargalos, enfim, fazer uma correta gestão financeira.

Neste cenário, a estruturação financeira é totalmente necessária, para fazer essa separação de forma correta, e assim a empresa poderá saber em qual nível de maturidade ela está e quais as ações ela pode fazer diante de um cenário realista. 

Pois, sem essa certeza, as decisões serão baseadas em “achismos”, e essa é uma atitude que deve ser evitada ao máximo.

3. Pensar apenas nos custos “maiores”

É muito comum, que as empresas priorizem os grandes custos como despesas com pessoal, tributos, energia elétrica e aluguel.

Todavia, ao deixar pequenas despesas em segundo plano pode fazer com que haja um desperdício de recurso financeiro.

Contas como telefonia, água, e até resmas de papel, merecem atenção, e é papel do gestor verificar, constantemente, se os insumos gerados desses pequenos custos atendem a realidade atual da empresa

Ex.: O valor pago no plano de telefonia atual, ainda atende as necessidades da empresa, ou é uma despesa que pode ser renegociada para um plano mais básico?

Uma pequena mudança como essa pode trazer benefícios a longo prazo, porém apenas tendo um bom controle você identificará esses pequenos pontos de melhoria.

4. Não ficar atento as sazonalidades

Independente do tipo de produto/serviço que está sendo comercializado, alguns eventos externos podem influenciar diretamente nas vendas causado a chamada sazonalidade. 

Não prestar atenção na sazonalidade do mercado, impossibilitará o negócio de ter um fluxo de caixa com previsões que observem essas demandas, e como essas impactarão nas obrigações financeiras das empresas.

O gestor, a partir de um planejamento financeiro bem feito, alinhado a um calendário com os eventos externos que influenciam nos resultados do seu negócio, poderá ver antecipadamente, as épocas de superávit e déficit das suas receitas e despesas, para assim, se precaver.

5. Não saber quanto custa a sua produção

Não saber os custos envolvidos na produção mais um sinal que o controle financeiro não está sendo feito da melhor forma, e precisa ser reestruturado.

É preciso saber, além do preço de venda, quais são os custos fixos e variáveis envolvidos na elaboração dos produtos e/ou serviços comercializados.

A partir do conhecimento dessas informações é possível ter um preço de venda que cubra todos os custos de produção e ainda dê lucro para a organização.

O uso de um bom controle de estoque e até fichas técnicas dos produtos, são fundamentais para que o setor financeiro da empresa seja eficiente, e que opere com dados reais e fidedignos.

6. Achar que precisa de mais dinheiro para o planejamento dar certo

Antes de tudo é necessário entender que uma estruturação financeira deve ser baseada não no que você almeja ter, mas sim no que você tem.

Como gestor, concentre-se em seus resultados financeiros atuais, e quais ações você pode fazer para que as despesas não sejam maiores que as suas receitas.

Existem negócios que mesmo faturando milhões, por não existir um bom controle nas finanças, acabam se afundando em dívidas e com sérios problemas financeiros.

Portanto, é importante ter grandes objetivos, e almejar o crescimento da sua empresa, porém, para isso acontecer deve-se ter uma boa administração dos recursos que você tem hoje.

Conclusão

O processo de estruturação financeira não é complexo, todavia deve ser bem pensado e planejado para que não se torne uma má estratégia dentro da organização

Esteja rodeado da equipe e dos recursos certos, que a probabilidade da sua empresa manter uma saúde financeira estável e equilibrada será maior!

Neste post, mostramos alguns sinais de que sua empresa precisa de uma estruturação financeira. Identificou algum desses sinais em seu negócio?