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Como funciona uma Consultoria Financeira Empresarial e quando contratar

Independente do segmento ou porte, para que uma empresa cresça de forma estruturada e principalmente lucrativa, são necessárias as melhores práticas de gestão, principalmente considerando um cenário mercadológico cada vez mais volátil e incerto.

O setor financeiro é um dos pilares mais importantes para o desempenho do negócio, e a ele deve ser dada uma atenção especial.

A consultoria financeira empresarial é uma alternativa para ter um gerenciamento inteligente dos ativos e passivos da organização, habilidade que pouquíssimos gestores dominam.

Ao contratar um serviço como esse, o empreendedor terá mais tempo para direcionar seus esforços para trabalhar estrategicamente em inovação, por exemplo.

Esse serviço pode ser decisivo para garantir uma saúde financeira estável para sua empresa.

E hoje, neste post falaremos como funciona esse tipo de consultoria e qual o melhor momento para contratá-la!

Afinal, o que é uma consultoria financeira empresarial?

A consultoria financeira é basicamente um serviço que tem como principal objetivo diagnosticar problemas no setor, traçar soluções, e estruturar um plano de ação detalhado que irá impulsionar os resultados da área.

Sua importância está na mudança proporcionada na forma de gerenciar os recursos financeiros da empresa, otimizando o processo de tomada de decisão, uma vez que o gestor terá a oportunidade de trabalhar com dados e indicadores que as nortearão.

Além disso, um resultado iminente desse serviço é a otimização dos recursos, dos investimentos feitos, da lucratividade do negócio e da análise do seu desempenho em relação aos objetivos estratégicos pretendidos.

Sem uma boa estrutura financeira, dificilmente a empresa estará preparada para lidar com cenários pessimistas e otimistas que possam surgir, eventualmente.

Como funciona uma consultoria financeira empresarial?

A execução de um serviço de consultoria financeira, depende de uma série de variáveis, geralmente atreladas ao nível de maturidade e organização da empresa com relação as suas finanças, mas geralmente elas seguem as seguintes etapas:

  1. Execução do diagnóstico

Primeiramente, é feito um diagnóstico, para que a empresa contratada entenda qual a situação do setor financeiro da empresa, quais os processos executados, quais os negligenciados, além de analisar os dados históricos do fluxo de caixa, demonstrativos financeiros, e outros relatórios que a empresa utilize.

Nessa fase serão identificados os principais gargalos existentes nos processos, e quais os motivos para que eles ocorram.

Além disso são analisados os centros de custos, a relação das finanças com os outros setores da empresa, a formação de preço dos produtos e/ou serviços, e todas as informações financeiras que estejam disponíveis para que o plano estruturado seja assertivo e bem-sucedido.

  1. Construção do plano de consultoria financeira

Após a análise de todas as informações possíveis, é chegado o momento de planejar de que forma a empresa de consultoria poderá atuar de modo a otimizar os processos financeiros do negócio.

Ela pode atuar de várias formas no serviço, tudo vai depender da necessidade e realidade do cliente, o que torna o serviço bem personalizado e adaptável.

A seguir iremos listar os principais itens que podem fazer parte de um plano de consultoria financeira:

  • Planejamento Financeiro: É necessário quando o negócio necessita alinhar os seus objetivos estratégicos com a sua situação financeira, de modo a distribuir os recursos nas atividades que serão realizadas ao longo de um determinado período.
  • Estruturação do controle financeiro: deve ser feito quando não há um gerenciamento eficiente das entradas e saídas da empresa, das atividades operacionais e estratégicas ligadas às finanças, além de analisar e identificar as ineficiências nos processos para enfim corrigi-las.
  • Análise de Viabilidade Econômico-Financeira: É uma análise que serve para entender a viabilidade de possíveis investimentos, independente do seu tamanho. Assim o gestor terá uma maior segurança para tomar decisões sobre onde e quando investir seu dinheiro. Aqui são elaboradas projeções, fluxos de caixa projetados e são construídos indicadores que otimizarão a análise.
  • Formação de preço: muitos gestores acabam precificando seus produtos e serviços com base em fatores que não correspondem a realidade dos ustos diretos e indiretos envolvidos. Aqui serão analisados os preços atuais, e estruturada uma precificação na qual os produtos sejam capazes de “se pagar” e ao mesmo tempo gerar lucro para a empresa.
  • Valuation: tem como finalidade avaliar o valor real da empresa, utilizando metodologias que analisem a capacidade de gerar receita, seus ativos, e assim preparar a empresa para uma possível transação de venda.
  • Auditoria Financeira: Aqui serão auditadas as informações financeiras, bem como seus relatórios e sistemas utilizadas, com a finalidade de verificar a veracidade e consistência dessas informações
Pessoa se planejamento para uma consultoria financeira empresarial
Foto de Tirachard Kumtanom no Pexels
  1. Construção do plano de implementação

Definidas quais as áreas/processos que serão realizados na consultoria, será construído um plano de implementação, com as etapas de acordo com o que foi planejado pelos consultores.

Durante todo o processo é fundamental haver um alinhamento entre o que o cliente deseja e entende como necessidade e a empresa de consultoria, para que ele enxergue o valor no plano executado.

Todas as etapas do plano devem ter tarefas e prazos bem definidos, além de uma sequência lógica de modo a evitar retrabalhos.

É essencial que os resultados obtidos com o plano sejam acompanhados regularmente, para que qualquer correção possa ser feita no decorrer do mesmo.

Razões para contratar uma consultoria financeira empresarial

A contratação de uma consultoria financeira pode ser feita por vários motivos, a seguir listaremos algumas situações que levam os gestores a fazer esse investimento.

  • Ausência de controle financeiro;
  • Não saber como alcançar os objetivos financeiros pretendidos;
  • Ter um processo de formação de preço ineficiente;
  • Não saber analisar e identificar quais os melhores investimentos;
  • Não ter um bom domínio sobre gestão financeira;
  • Ter um controle de gastos inadequado;
  • Não conseguir identificar o retorno dos investimentos feitos.

E para finalizar

Podemos identificar o quão importante é ter um setor financeiro bem estruturado, com processos eficientes que entreguem os resultados esperados.

Um serviço de consultoria financeira fará com que os processos da área sejam executados da melhor forma possível, fazendo com que ela atue de forma estratégica na empresa, como tem que ser.

Que tal conhecer mais sobre esse serviço, na prática? Então entre em contato conosco! Temos uma equipe preparada para impulsionar seus resultados!

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Terceirização financeira: o que é e quando contratar?

Está cada vez mais frequente encontrar nas empresas o setor financeiro terceirizado.

A terceirização financeira ou BPO financeiro (Business Process Outsourcing) traz muitas vantagens e tranquilidade para aqueles empreendedores que não tem pleno conhecimento sobre análise das finanças.

Para muitos empreendimentos, principalmente os de pequeno e médio porte, arcar com gastos dos setores financeiro e contábil, não compensa, devido a estrutura e pessoal necessário.

Tendo em vista essas realidades, a terceirização torna-se uma boa alternativa para deixar o negócio sempre de acordo com a legislação vigente da parte financeira e contábil.

Mantendo a qualidade dessas áreas como se fosse feito por uma equipe própria.

Para entender melhor sobre o que é BPO, e quando é o melhor momento de contratá-lo, continue lendo este post!

O que é terceirização financeira? 

A terceirização financeira trata-se da delegação das atividades relacionadas às finanças para pessoas especializadas que fazem parte de uma prestadora de serviços voltados para essa finalidade.

Por isso, não fazem parte da equipe da empresa.

Essa terceirização envolve todas as rotinas administrativas, desde a construção do fluxo de caixa até a geração de relatórios gerenciais financeiros.

Essa terceirização vem agregando vantagem competitiva para os negócios, considerando que as análises financeiras serão mais eficientes, ágeis e conômicas, tendo em vista que são executadas por pessoas 100% dedicadas a elas, sem acarretar os mesmos custos que uma equipe própria.

Para empresas maiores essa abordagem já não é a mais interessante, por isso é válido avaliar a viabilidade dessa terceirização.

Quais atividades são desenvolvidas em uma terceirização financeira?

A rotina financeira possui muitas atividades, algumas mais operacionais, outras mais estratégicas e analíticas, e um serviço de terceirização pode contemplar todas elas, dependendo do nível de serviço adquirido, podemos citar alguns exemplos de atividades,  como:

  • Emissão de boletos;
  • Controle de contas a pagar e receber;
  • Controle de custos e despesas;
  • Controle do fluxo de caixa
  • Conciliação Bancária;
  • Assessoria Financeira;
  • Envio de Cobranças;
  • Elaboração de demonstrativos de resultado;
  • Elaboração de relatórios financeiros;
  • Emissão de relatórios gerenciais.

Além dessas existem outras atividades que podem ser incluídas no serviço de terceirização, a depender do modelo de negócio. 

Quando contratar um BPO financeiro?

Entendendo do conceito, e o que consiste um BPO financeiro, vem a pergunta: quando contratar?

Iremos citar algumas situações:

1. Quando a empresa quer reduzir custos

Um dos grandes benefícios da terceirização, é a redução de custos da empresa, que não necessitará arcar com os custos com uma equipe especializada, nem com os advindos dos processos necessários para a gestão da área.

Além disso existem os custos físicos de um setor financeiro próprio, como estrutura, tecnologia, dentre outras despesas indiretas.

Geralmente esses serviços são cobrados por mensalidades, porém a forma de pagamento vai depender diretamente do que foi acordado entre as partes.

2. Quando há necessidade de concentrar os esforços na atividade-fim da empresa

Outro grande benefício da terceirização é a possibilidade de focar os recursos e esforços da empresa na sua atividade-fim.

Deixando essas tarefas de suporte, das atividades-meio para o prestador de serviço terceirizado.

O empreendedor deve estar focado nas funções vitais do negócio, o acompanhamento do seu planejamento estratégico, interação com os principais stakeholders, além de prestar atenção na qualidade e eficiência da empresa.

Em suma, ao invés de gastar horas com tarefas administrativas, os gestores terão mais tempo para pensar em inovação, e em como ele pode atuar para promover o crescimento da empresa, focando em seu core business.

3. Para fortalecer o processo de tomada de decisão

Os especialistas contratados possibilitarão o fornecimento de informações valiosas para a tomada de decisão dos gestores, tornando-se um parceiro estratégico.

Além das rotinas operacionais, o BPO oferecerá informações preciosas para a constante avaliação da saúde financeira do negócio, e quais as previsões que podem ser feitas, considerando o planejado.

Relatórios gerenciais são uma das ferramentas trazidas pelas empresas terceirizadas que facilitarão o entendimento dos números, principalmente para quem não tem muita afinidade e nível de conhecimento sobre finanças.

Esses dados traduzidos em conhecimentos, darão o embasamento necessário para que os gestores possam fazer investimentos, ou cortar despesas com maior segurança e estabilidade.

Quais as principais vantagens de contratar um BPO Financeiro?

1. Otimização de processos

Ao terceirizar os processos financeiros da sua empresa, naturalmente a empresa terá melhor e maior organização nas suas contas a pagar e a receber.

Principalmente aquelas que possuem um grande fluxo de contas, necessitam de maior cuidado para garantir a segurança dessas entradas e saídas.

Por isso, é importante analisar se o seu prestador de serviço é uma empresa comprometida em estar sempre melhorando seus processos.

Pois, além de entender que os recursos financeiros estão sendo gerenciados da melhor forma, o gestor não terá a preocupação em garantir a eficiência e qualidade desses processos.

2. Uso de tecnologia e inovação

Uma boa vantagem, é que o gestor não precisará se preocupar com a aquisição de tenologia e inovação nos processos financeiros. 

As empresas que são especializadas em gestão financeira, comumente, se encarregam de manter os seus funcionários capacitados, e utilizam toda tecnologia necessária para executar seus processos eficientemente.

Devemos entender que, o que para algumas empresas é atividade-meio ou de suporte, para os prestadores de serviços financeiros, esta é a atividade-fim, portanto, todos os esforços são direcionados em benefício do serviço prestado.

Essa é uma das vantagens que dificilmente as pequenas empresas teriam, por não ter os recursos necessários para focar no desenvolvimento do setor financeiro.

Conclusão

Percebeu o quanto que é importante e vantajoso, ter um setor financeiro sendo acompanhado por profissionais especialistas? Não fique atrás de seus concorrentes, e inicie já essa mudança na sua empresa para impulsionar cada vez mais sua vantagem competitiva!

Promova um ambiente eficiente, como foco nas atividades principais do negócio, e alavanque seus resultados!

A FCAP Consultoria está à disposição para te ajudar no que for necessário para tornar sua empresa um ambiente otimizado! Entre em contato conosco e conheça as diversas soluções que podemos oferecer para o seu negócio!

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Plano de Contas Referencial: saiba como montar um e controlar seus custos

Toda empresa possui obrigações contábeis ao longo do exercício, e há algum tempo estas eram feitas através de muito papelório e burocracia.

A inovação da tecnologia fez com que muitos processos pudessem ser otimizados, e essas obrigações pudessem ser migradas para meios digitais.

Entre elas, podemos citar a realização da Escrituração Contábil Fiscal ou ECF, que necessita na utilização de um plano de contas referencial.

Essa plano é muito importante para padronizar as informações dos saldos contábeis de acordo com o formado determinado pela receita federal, minimizando o risco de incongruências.

Hoje, neste post, iremos esclarecer as principais dúvidas sobre o conceito, e como elaborar um plano de contas referencial, e assim, controlar seus custos.

O que é um plano de contas referencial?

O plano de contas referencial serve como base para elaborar o plano contábil, e é um compromisso que faz parte da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) que é o processo de escrituração digital da Receita Federal, também conhecido como EFD.

As empresas que estão livres dessa obrigação são:

  • Optantes pelo simples nacional;
  • Órgãos, autarquias e fundações públicas;
  • Empresas inativas;
  • Entidades isentas ou imunes;
  • Partidos políticos;
  • Entidades fechadas de previdência complementar;
  • Associação de poupanças e empréstimos.

Essa organização tem por finalidade estabelecer uma relação de transposição entre as contas analíticas, no plano de contas de uma pessoa jurídica, e um plano de contas padrão, ou seja, referencial.

O formato dessa plano é padronizado, ou seja, até os lançamentos contábeis mais comuns, são feitos seguindo os parâmetros das normas da contabilidade vigentes.

Essa padronização também envolve a elaboração de outros demonstrativos de resultado como o Demonstrativo de Resultado do Exercício – DRE.

Além disso, é fundamental que seja elaborado considerando as particularidades tanto das normas como das características da empresa (ramo de atuação, tamanho, atividades que executa, etc.).

Análise do Plano de Contas
Foto de Sora Shimazaki no Pexels

A importância de um plano de contas referencial

É importante ter um plano de contas bem feito para evitar distorções entre balanço patrimonial e DRE, por exemplo, levando a empresa a correr riscos perante a fiscalização.

Além disso, podemos citar outras razões que ressaltam a importância da elaboração de um plano de contas:

  • Permite que a empresa adéque suas contas às exigências relativas ao imposto de renda;
  • Prover informações fidedignas que embasem a tomada de decisão dos gestores, em questões contábeis ou estratégicas;
  • Fundamentar a elaboração do orçamento empresarial, permitindo o estabelecimento de metas, acompanhamento e comparação de resultados;
  • Atender a interesses internos e externos à organização, deixando-a mais organizada e atendendo às suas obrigações jurídicas e contábeis.
  • Permite que as contas do plano contábil sejam adequadamente interpretadas na Escrituração Contábil Digital (ECD), evitando multas.

Como elaborar um plano de contas referencial?

Elaborar um plano de contas é essencial para o desenvolvimento e cumprimento das ordens de um negócio. Abaixo segue duas dicas fáceis que podem te ajudar neste processo.

Extrair o modelo do plano de contas

Primeiramente, é preciso lembrar que existe um modelo de plano diferente para cada regime tributário, então o primeiro passo é partir do modelo padrão da receita, e se atentar as atualizações, pois geralmente são feitas algumas mudanças de um ano para o outro.

O modelo extraído vem no formato CVN, com extensão “.cve”, que é aceito pela maioria dos sistemas de gestão contábil.

Mapear suas contas

A empresas que são obrigadas a entregar a ECD, necessitam mapear as suas contas de acordo com o plano referencial disposto pela receita federal, como já explicado no passo anterior.

Para isso é necessário exportar o PCF do exercício anterior, e utilizar a sua estrutura como base para copiar os dados do novo modelo no próprio Excel, ou qualquer outro programa de planilhas.

Mesmo que devido à utilização no Excel, o arquivo seja atualizado para a extensão “.csv”, é possível converter manualmente para a extensão “.cve”, e importar o plano de contas para o sistema de gestão utilizado na empresa.

No mapeamento das contas do plano contábil para o referencial, será demonstrado no Bloco J da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), e os registros podem ser categorizados em:

  • Digitados;
  • Importados;
  • Replicados do bloco E;
  • Recuperados do ECF anterior.

Vale ressaltar que o mapeamento das contas referenciais é feito apenas com as contas de natureza analítica, que são aquelas que representam elementos patrimoniais com maior nível de detalhamento. As sintéticas, que são aquelas cujo saldo é calculado através da soma de duas ou mais contas analíticas não são mapeadas.

Gestão analisando plano de contas
Foto de Sora Shimazaki no Pexels

Quais os prazos para elaborar o plano de contas referencial?

Os prazos de entrega da ECF, são definidos de acordo com o artigo 3.º da IN RFB 1.422/13, e é extremamente importante atentar-se a ele para evitar futuros prejuízos. São eles:

  • Em caso de cisão, seja total ou parcial, fusão, incorporação ou extinção da empresa, deve ser feito até o 3.º mês após o evento;
  • Todo ano, até o último dia do mês de julho do ano seguinte ao de referência (Exemplo: fazer o plano de contas de 2019 até o último dia do mês de julho de 2020);
  • Em caso de reestruturação societária ocorrendo entre janeiro e abril, o prazo para elaboração será até o último dia de julho do mesmo ano.

Independente do prazo, o horário limite para elaboração do plano de contas referencial encerra exatamente às 23h59m59s do último dia, e deve se assinada digitalmente através de um certificado digital padrão ICP-Brasil, para garantir toda segurança e validade jurídica necessária para o documento.

O que acontece se a empresa não fizer o plano de contas?

Caso a empresa atrase a entrega, preencha inadequadamente ou omita informações dos seus demonstrativos, serão geradas multas, e o valor destas vai depender do regime tributário da empresa:

  • Aquelas que apuram o imposto de renda pelo lucro real, serão penalizadas de acordo com o artigo 8.º – A do Decreto-Lei 1.598;
  • Aquelas que apuram o imposto de renda por outro regime, serão penalizadas de acordo com o MP 2.158-35, e possui o valor mínimo de R$ 500,00

Esse processo é extremamente importante para garantir a qualidade dos processos contábeis da sua empresa, e evitar penalidades desnecessárias.

Nós da FCAP consultoria, estamos preparados para ajudar a sua empresa a conquistar sua melhor versão, com as melhores soluções inteligentes. Agende já sua reunião conosco!

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Consultoria financeira: como funciona e para quê serve

Para manter um negócio que cresça de maneira estruturada e lucrativa, o empresário deve ter conhecimento de que, as melhores práticas de gestão são necessárias, principalmente considerando um cenário mercadológico cada vez mais competitivo.

O planejamento financeiro é um dos pilares mais importantes para qualquer negócio que busque esse alto desempenho.

E a consultoria financeira é uma alternativa inteligente de gerenciamento dos recursos financeiros, habilidade que poucos dominam.

Ao contratar esse serviço consultivo, o empreendedor poderá direcionar seus esforços para as atividades-fim da empresa e gerenciá-las com maior tranquilidade.

Esse serviço pode ser determinante para garantir uma boa saúde financeira da sua empresa.

Quer saber mais sobre como ele funciona? Qual a importância dele para o seu negócio? É o que vamos falar no decorrer deste post!

O que é consultoria financeira e, porque é importante?

De forma prática, o serviço de consultoria financeira tem como principal finalidade diagnosticar problemas, propor possíveis soluções para este, e construir um plano de implementação que irá impulsionar os resultados dos clientes.

A importância de uma consultoria financeira profissional está na mudança da forma de gerenciar as finanças das empresas.

Pois, fará com que os recursos sejam otimizados, melhores investimentos sejam feitos, e a lucratividade do negócio seja aumentada.

Além disso, a empresa terá a oportunidade de trabalhar com dados e indicadores que permitam analisar e entender se a empresa está indo na direção certa com relação a seus objetivos.

Sem um bom plano financeiro, o negócio não terá noção exata das suas entradas e saídas, e não estarão preparados para os diferentes cenários que podem surgir, principalmente os de crise.

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Como funciona uma consultoria financeira?

A execução de um serviço de consultoria financeira, depende de uma série de variáveis, geralmente atreladas ao nível de maturidade e organização da empresa com relação as suas finanças, mas geralmente elas seguem as seguintes etapas:

1. Execução do diagnóstico Econômico-Financeiro

Essa é a fase em que é feito o diagnóstico e análise da situação financeira da empresa com o objetivo principal de mostrar ao gestor dados sobre o passado da empresa, demonstrando o fluxo de caixa, e quais os principais gargalos de todos os processos.

Aqui são analisados todos os centros de custos, as relações com os setores da empresa, a precificação dos produtos/serviços, e todos os outros dados que sejam relevantes para basear a estruturação de um plano de melhoria posteriormente.

2. Construção do projeto de consultoria financeira

Utilizando os insumos da análise, nesta etapa será construído um plano com uma série de soluções que façam sentido para a realidade da empresa.

Os consultores podem atuar de diferentes formas dentro de um serviço de consultoria financeira, e baseadas nessas áreas de atuação é que o plano será construído. As principais áreas são:

  • Análise de Viabilidade Econômico-Financeira: É uma análise feita para analisar a viabilidade de investimentos futuros, ou, se a empresa estiver construindo seu modelo de negócio, identificar será viável ou não. Aqui são elaborados fluxos de caixa projetados, indicadores como payback, valor presente líquido, taxa interna de retorno (TIR), dentre outros que otimizarão a análise.
  • Valuation: Tem como objetivo combinar técnicas e metodologias para avaliar o real valor da empresa, analisando sua capacidade de gerar caixa, e prepará-la para uma possível venda.
  • Controle Financeiro: Nesta área poderão ser estruturadas as melhores práticas e ferramentas que propiciem um melhor controle e gestão das finanças diariamente, além de analisar como os custos do negócio se comportam, e assim, identificar as ineficiências nos processos para corrigi-las.
  • Precificação: Aqui será analisado o preço dos produtos/serviços, de modo a verificar se este cobre os custos operacionais, e ainda ser lucrativo. Feita a análise, será estruturado o modelo de precificação que melhor atenda as necessidades da empresa.
  • Auditoria Financeira: Tem como principal objetivo auditar sistemas e relatórios financeiros, de modo a verificar a fidedignidade dos dados das transições e operações.
  • Planejamento financeiro: busca alinhar as finanças com os objetivos estratégicos da empresa, de modo a deixar explícito como os recursos serão aplicados ao longo do plano.

3. Estruturação do plano de implementação

Definidas as ações que serão realizadas, os consultores elaborarão um plano de implementação, com as etapas correspondentes ao projeto.

Esta etapa é importante para que haja um alinhamento de expectativas e informações do cliente com o grupo de trabalho da consultoria, e também para que ambos tenham ciência das suas responsabilidades.

Todas as atividades deverão ter prazos e entregáveis bem definidos, e deverá ter uma sequência lógica, para que os retrabalhos sejam eliminados.

Quais as principais vantagens em adquirir uma consultoria financeira?

Neste post, conseguimos citar a importância da aquisição desse serviço, mas além de ser importante, o gestor contará com os seguintes benefícios:

  • Diminuição das taxas de erros nos processos: Erros no setor financeiro podem gerar custos desnecessários para o seu negócio, e com um serviço de consultoria, eles serão praticamente eliminados, pois, essas ineficiências nos processos serão facilmente identificadas na etapa de diagnóstico.
  • Aumento de produtividade: A consultoria financeira, com a otimização dos processos aumentará a produtividade do setor que lida com as finanças do negócio. Seja refazendo ou automatizando atividades, que visam melhorar a forma que a equipe desenvolve o trabalho.
  • Melhor análise do setor financeiro: Durante o serviço de consultoria, a empresa contará com consultores especializados que entendem do assunto. E essa condição fará com que eles façam análises críticas, com uma maior visão sistêmica, identificando gargalos que colaboradores internos possivelmente não enxergariam.

Conclusão

A área financeira da empresa é extremamente estratégica e delicada, portanto, necessita de bastante atenção.

Muitos gestores dão uma maior prioridade a atividade-fim da empresa, e acabam não tendo tempo para se dedicar as finanças.

Por isso o serviço de consultoria financeira se faz tão necessário.

Ela pode muda a forma como você administra os recursos financeiros, desde os processos executados diariamente, até as atividades mais estratégicas, além de proporcionar um melhor processo de tomada de decisão.

Que tal conhecer mais sobre esse serviço, na prática? Então entre em contato conosco! Temos uma equipe apaixonada que está pronta para atender todas as necessidades do seu negócio.

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Como fazer um relatório financeiro completo para sua empresa

É fato que um bom plano de negócio envolve uma gestão financeira bem executada.

E em meio a uma rotina empresarial carregada o tempo todo de informações e dados importantes, o relatório financeiro torna-se um instrumento fundamental para o gestor.

Pois, o acompanhamento constante desse relatório, proporciona uma visão global da empresa e demonstra se ela está no caminho certo para atingir os objetivos e metas determinados pelo negócio.

Por essa relevância, neste post, vamos te mostrar como fazer um relatório financeiro completo, que entregue todas as informações necessárias para uma melhor tomada de decisão.

Achou interessante? Então continua lendo para aprender mais.

O que é um relatório financeiro?

De forma simples, os relatórios financeiros são um compilado de números de uma empresa.

Seu principal objetivo é fornecer informações precisas e claras sobre a saúde financeira do negócio.

Em caso de apresentação dessas informações a órgãos de fiscalização, elas devem ser fidedignas.

Pois, uma falsa demonstração desses resultados pode ser considerado crime.

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Por que criar um relatório financeiro para seu negócio?

No momento de tomar decisões importantes para o negócio, e no próprio processo rotineiro de gerenciamento, é importante ter informações financeiras claras, precisas e acessíveis. 

Considerando que, todas as operações de uma empresa estão diretamente relacionadas às finanças, exigindo, portanto, um bom controle do setor financeiro.

É preciso saber o momento ideal de investir, de impulsionar vendas e de cortar gastos.

Além de saber quais as medidas deverão ser tomadas para que o negócio atinja seus objetivos e manter o lucro.

E para isso, os relatórios financeiros são imprescindíveis.

Entendi que ele é fundamental. Mas o deve ter dentro de um para fazer ele ser tão especial?

O que compõe um bom relatório financeiro?

1. Demonstração de Resultado do Exercício (DRE)

No DRE estarão detalhados os resultados líquidos, após todas as deduções e sinaliza possíveis lucros e prejuízos da empresa em um determinado período.

modelo de dre

2. Balanço Patrimonial (BP)

Já neste estará exposto o patrimônio líquido da empresa, os itens que compões seu ativo e passivo.

Aprenda mais sobre balanço patrimonial:

Balanço patrimonial: entenda o que é e como usar na sua empresa

3. Despesas Operacionais

São todos os gastos necessários para que a empresa opere, aqui estarão envolvidas despesas como:

  • Aluguel;
  • luz;
  • telefone;
  • matéria-prima;
  • etc.

4. Resultados

Demonstração prática dos resultados que os planejamentos anteriores obtiveram.

Como, por exemplo, quais as principais fontes de receita, o quanto que foi necessário gastar para a produção daquele período, entre outros.

Como criar um relatório financeiro?

1. Centralize as informações

Se todas as informações necessárias, estiverem espalhadas em planilhas e documentos diferentes, ficará muito difícil gerar um bom relatório.

Portanto, organização é fundamental nesse processo.

O primeiro passo é reunir todos os arquivos em um só lugar, e se possível, dividi-los em categorias (ex.: receitas e despesas).

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Quando for necessário elaborar balanços patrimoniais ou demonstrativos de resultados, ficará mais fácil e rápido para o gestor, se esses dados estiverem organizados e centralizados, economizando tempo e esforço.

2. Padronize e atualize as informações

Tão importante quanto centralizar, é padronizar as informações, considerando que apenas um relatório não gera as informações necessárias para uma análise global.

É preciso comparar resultados, e ao padronizar a forma como as informações estão dispostas, o gestor conseguirá realizar um gerenciamento eficiente das receitas e despesas, além de outros dados.

Essa ação de padronizar, facilitará o processo de identificar oportunidades de melhorias das finanças da empresa.

Além disso, atualizar as informações é imprescindível para garantir a fidedignidade destas, minimizar os erros e promover um ambiente de maior transparência dentro da empresa

3. Invista na capacitação do time financeiro

Em um cenário onde os processos estão constantemente mudando e evoluindo, em níveis operacionais e tecnológicos, as empresas devem atentar-se a pensar em como acompanharão o ritmo dessas mudanças, e a capacitação frequente do time é uma dessas formas.

Sem os colaboradores, nenhuma área da empresa consegue operar, inclusive a financeira.

E o nível de preparo para lidar com dados tão sensíveis quanto números, fará toda diferença no processo de elaborar relatório confiáveis, consistentes e eficientes para o negócio.

Além disso, a empresa precisa ter ciência de quais habilidades, competências e atitudes são necessárias para que os colaboradores exerçam da melhor forma o seu trabalho.

De posse dessas informações, não só será possível contratar as pessoas certas, mas treiná-las dentro dos critérios necessários, e das melhores práticas encontradas no mercado.

4. Automatize as tarefas manuais

Devido à evolução tecnológica, hoje as empresas podem contar com soluções financeiras pagas e gratuitas, que auxiliam o gestor na geração dos relatórios financeiros, e até outras funcionalidades.

Os sistemas de gestão financeira possibilitam que os relatórios e as informações fiquem concentrados em um só lugar, e disponíveis para consulta a qualquer momento pelos colaboradores. 

Além de controlar fluxos financeiros, esses sistemas fornecem orçamentos e relatórios que, manualmente demorariam horas para serem feitos.

A principal finalidade de automatizar esses processos é garantir que as pessoas direcionem seus esforços para analisar, refletir sobre as informações trazidas e traçar estratégias, ações que a máquina ainda não pode fazer.

Outro benefício é a possibilidade de integrar os sistemas com informações de outras áreas da empresa, proporcionando análises mais aprofundadas, e uma visão sistêmica da operação.

Todavia, antes de uma aquisição ou construção de um sistema o gestor precisa avaliar bem as opções existentes no mercado, e procurar a que mais se adapta ao seu modelo de negócio.

5. Simplifique as apresentações dos relatórios financeiros

Para evitar que outras pessoas do negócio, que não são habituadas a trabalhar com números, tenham dificuldades para ler o relatório financeiro gerado, é importante a utilização de uma linguagem menos técnica, mas que seja clara.

Termos técnicos da contabilidade podem dificultar a compreensão e diminuir o interesse dos colaboradores pela área financeira da empresa, que é tão importante.

Portanto, os relatórios são uma forma de estabelecer uma comunicação eficiente e transparente.

E se eles não puderem ser lidos e compreendidos por todos, perderão sua funcionalidade.

Conclusão

O processo de elaboração dos relatórios financeiros não é complexo, todavia deve ser bem pensado e planejado para que não se torne uma má estratégia dentro da organização.

Esteja rodeado da equipe e dos recursos certos, que a probabilidade da sua empresa manter uma saúde financeira estável e equilibrada será maior!

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Curva ABC: como usar para categorizar melhor os produtos?

A categorização dos produtos usando a curva ABC vai te permitir uma maior precisão na escolha de quais matérias-primas comprar.

Mas, como consigo usar ela para passar um pente fino em todos os meus produtos e entender tudo isso? Será que é possível?

É isso que vamos te mostrar aqui.

Então, se você tem dúvidas de como usar a curva ABC para melhorar a gestão de estoque do seu negócio, continue lendo e aprenda tudo sobre a ferramenta e um manual de como aplicar.

O que é a curva ABC?

A curva ABC é uma metodologia para caracterização e controle de estoque de acordo com a importância de cada produto para a empresa.

De forma geral, seu principal objetivo é mostrar quais são os principais produtos da organização que devem estar sempre nas prateleiras e recebendo atenção especial.

Estabelecendo assim uma ordem de prioridades de forma a facilitar o processo de análise das informações gerais e de tomada de decisão.

Para garantir que seja feito esse ranqueamento, os produtos devem ser classificados em três categorias (A, B e C), sendo A os produtos de maior valor ou quantidade, B, produtos de valor médio e C, produtos de menor valor.

Elas podem ser descritas como:

  • A: são os itens responsáveis por uma grande parcela da receita do negócio. Geralmente, a proporção é de 20% dos itens serem responsáveis por 80% do faturamento da empresa (Análise de Pareto);
  • B: são os produtos de média importância e geralmente 30% dos itens representam cerca de 15% das vendas da empresa;
  • C: representa a maior parte dos itens da empresa, cerca de 50%, contudo só garantem uma parcela mínima da receita da organização, cerca de 5%.

Mas qual a influência da Análise de Pareto nessa classificação?

O princípio de Pareto foi desenvolvido por Joseph Moses Juran em homenagem a Vilfredo Pareto quando ele percebeu que 80% das terras na Itália pertenciam a 20% da população.

E que esse padrão se repetia para outras coisas, surgindo assim a regra 80/20 – 80% dos efeitos vem de 20% das causas.

E onde deve ser usada?

Um dos principais usos da curva ABC é no meio administrativo para a realização de controle e gestão dos estoques da empresa, e isso permite que seja possível:

  • Entender como cada item do seu negócio influencia na receita final;
  • Classificar todos os produtos existentes em estoque de acordo com as classes;
  • Descobrir quais são os produtos essenciais para a empresa para garantir que os processos e esforços sejam voltados a mantê-los em estoque.
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Como aplicar a Curva ABC nos produtos da sua empresa?

Agora que já entendemos o conceito da curva ABC e como ela pode ser de extrema importância para o seu estoque, chegou o momento de aplicar através de um passo a passo.

Confira.

1. Realize levantamento dos itens

Para iniciar a aplicação da curva ABC, é necessário que seja feita uma listagem de todos os itens que são vendidos no estabelecimento e todas as informações referentes a eles, como:

  • Código do produto;
  • Descrição do item;
  • Valor unitário de venda;
  • Quantidade de vendas realizadas de cada produto;
  • Total adquirido com as vendas

De forma geral, a ideia é que os produtos sejam catalogados e descritos de acordo com suas especificações, e uma boa dica é utilizar algum tipo de sistema ERP ou até mesmo uma tabela no excel. 

Para listar a quantidade de vendas realizadas, se faz necessária a definição de um período de tempo específico, que pode ser semanal, mensal, trimestral, semestral ou até mesmo anual. 

Após a listagem das informações gerenciais, calcule o valor total obtido com as vendas de cada produto multiplicando o preço unitário com a quantidade de vendas.

E, por fim, some o total adquirido em cada produto e depois divida cada um dos valores totais unitários por ele para encontrarmos a porcentagem (%) de cada um em relação ao faturamento final.

2. Organize os dados

Após registrar os dados, realize os cálculos e obtenha todas as informações necessárias. Precisamos garantir que elas sejam organizadas!

Para isso, a tabela deve ser ordenada de forma decrescente na coluna de total adquirido, de forma que os maiores valores fiquem no topo da tabela.

3. Classifique os produtos nas classes

Chegamos ao ponto principal: conhecer a classe de cada um dos seus produtos e qual o nível de atenção que cada um deles deve receber.

Para isso, é importante seguir alguns passos, como:

  • Verificar quantos produtos juntos representam cerca de 80% do faturamento da empresa durante o período calculado: esses provavelmente serão os itens que pertencem a classe A;
  • Reunir os produtos seguintes até que atinja cerca de 95%: pertencentes a classe B;
  • Finalizar a segmentação com os 5% restantes: representantes da classe C.
tabela de curva abc de produtos

4. Analisar os resultados

Após toda a execução e montagem da tabela, chegou a hora de realizar a tarefa final, que é a análise de cada um dos resultados.

Essa etapa é fundamental para garantir uma melhor gestão de estoques, pois, pode te ajudar a saber exatamente como reagir a cada tipo de produto e quais atitudes devem ser tomadas sobre eles.

De forma geral, a principal conclusão é como priorizar cada classe de produto.

  • Os da classe A, por exemplo, são os mais prioritários e não podem faltar em estoque.
  • Já que deixá-los em falta pode fazer com que a empresa perca dinheiro (ou deixe de ganhar).
  • Por fim, os itens da classe C, por apresentarem uma representatividade mais baixa no faturamento, podem ser mais flexibilizados.

Pontos de atenção!

Por se tratar de uma análise temporal, fique atento e leve em conta além das classes, algumas situações que podem ocorrer, como aumentos súbitos de preços dos produtos na sua empresa ou da matéria-prima dos fornecedores.

Também o aumento da concorrência, sazonalidade das vendas em determinados períodos, mudanças nos tipos de produtos, marcas, forma de produção, etc.

E quais os benefícios em usar a Curva ABC?

Aplicar a curva ABC na gestão de estoque do seu negócio pode garantir uma série de benefícios, como:

Realização de investimentos direcionados

Com a análise de estoques, os investimentos realizados pela equipe poderão ser melhor direcionados de acordo com a necessidade dos produtos.

Tudo poderá ser comprado de acordo com a real necessidade do seu negócio e mantendo a saúde financeira da empresa, permitindo que as vendas possam até mesmo aumentar, junto com a margem de lucro;

Estoques otimizados

Manter seu estoque parado pode representar uma grande perda de capital, que poderia ser melhor aplicado em outros tipos de investimentos para a empresa.

Para garantir que isso não aconteça, a utilização da metodologia da curva ABC é imprescindível e pode fazer com que você consiga calcular exatamente qual a quantidade de produtos que você precisa realmente manter.

Tendo sempre em mãos os produtos que seus clientes realmente desejam comprar, sem nenhum tipo de falta e mudando o futuro dos seus estoques.

Avaliação de produtos 

Como a curva ABC permite que você conheça exatamente quais são os produtos mais essenciais para sua organização, será possível ficar atento também ao fornecimento deles ou da matéria-prima necessária.

Garantindo assim que você esteja sempre atento a possíveis mudanças de preços, variações no mercado, escassez do material, identificando rapidamente as mudanças e desenvolvendo um plano de ação para tratá-las.

Redução de desperdícios

A metodologia da curva ABC permitirá que a demanda dos clientes e o estoque da empresa esteja sempre alinhado, fazendo assim com que os desperdícios diminuam.

Isso se dá pelo fato de que, conhecendo seus produtos, você saberá exatamente o que manter em estoque para que nada fique parado e ocupando espaços que poderiam ser melhores utilizados, enxugando assim gastos necessários para manutenção.

Conclusão

Com a curva ABC, você poderá ter um excelente controle dos seus produtos para que as estratégias mais assertivas sejam tomadas.

Por isso, use o passo a passo que desenvolvemos para criar uma tabela personalizada para seu negócio e te ajudar nessa melhor categorização.

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Gestão Financeira

Break Even: 5 passos para calcular o ponto de equilíbrio do negócio

Independente do segmento do negócio, uma boa saúde e equilíbrio financeiro são essenciais para manter a empresa próspera e com um posicionamento sólido no mercado.

Entender quanto o negócio precisa faturar para cobrir todos os custos fixos e variáveis, de modo que garanta um equilíbrio financeiro para a empresa, é o tipo de informação que todo gestor deve e precisa entender.

A boa notícia, é que existe um indicador que auxilia na identificação desse equilíbrio, chamado Break Even Point, traduzido como Ponto de Equilíbrio, ponto de ruptura ou ponto crítico.

Saber o ponto de equilíbrio, é fundamental para manter a saúde financeira em dia e pode ser utilizado para medir o sucesso do seu negócio.

Mas você ainda não sabe como definir? Então, continue lendo e aprenda quais os passos exatos para definir ele e entender melhor a saúde financeira do negócio.

Primeiro, o que é o Break Even Point?

O Break Even Point é um indicador utilizado para definir qual o limite entre o lucro e o prejuízo de uma empresa dado um determinado período. 

Quando os resultados mostram que a empresa atingiu o break even, quer dizer que não houve nem lucro, nem prejuízo, pois as receitas e despesas estão igualadas. 

No entanto, vale ressaltar que esse indicador não demonstra o quanto a empresa lucrou, mas sim indica se as receitas são suficientes para cobrir todos os gastos.

Como calcular o Break Even Point?: 5 passos para fazer da maneira certa

Muitos gestores acreditam que calcular o break even point do negócio é uma tarefa trabalhosa que poucos conseguem executar.

Mas a verdade é que, tendo as informações financeiras organizadas e fidedignas, já simplifica todo o processo.

Então vamos entender na prática como o break even é calculado?

Acompanhe.

1. Identifique os custos da empresa

Antes de calcular o ponto de equilíbrio é preciso conhecer todos os custos envolvidos na operação da empresa, e estes podem ser:

  • Custos fixos: São aqueles que não dependem da quantidade produzida, pois, como o próprio nome já diz, eles são fixos e não se modificam. Como exemplo destes custos temos aluguel, folha de pagamento, impostos, e telefonia.
  • Custos variáveis: estes, estão diretamente ligados a quantidade vendida/produzida, ou seja, quanto mais itens forem vendidos/produzidos, mais os custos e despesas variáveis irão aumentar. Como exemplos para estes custos, podemos citar matéria-prima, transporte, custo com embalagens, ou remuneração variável dos vendedores.

2. Calcule seu volume de vendas

A venda é no que se baseia a operação das empresas, e é um dos principais componentes do fluxo do caixa.

Para calcular o seu volume, basta somar todas as vendas efetuadas pelo negócio.

3. Calcule a margem de contribuição

A margem de contribuição é o valor residual da venda, quando descontadas as despesas variáveis.

O exemplo a seguir vai te ajudar a entender melhor:

Uma empresa vende cursos online por 450 reais, e os custos variáveis para a execução desse curso somam 100 reais.

Os 350 reais restantes (450 -100) não é o lucro, pois ainda será preciso subtrair as despesas fixas.

Porém, esse valor (350,00), é a margem de contribuição, ou seja, quanto cada unidade do seu produto/serviço colabora para o pagamento das despesas fixas da sua empresa.

4. Calcule o índice da margem de contribuição

Para calcular o Índice da Margem de Contribuição (IMC), é simples, pois você irá utilizar os resultados dos passos anteriores.

É só dividir a margem de contribuição pela receita total bruta do seu negócio. 

5. Aplique a fórmula do Break Even Point

Tendo em mãos estas informações, é só aplicar os dados na seguinte fórmula:

  • BEP = Custos Fixos/IMC

Agora vamos mostrar um exemplo completo de como o break even é calculado:

  • Receita Total: 100 mil reais
  • Custo Fixo: 20 mil reais
  • Custo Variável: 65 mil reais
  • Margem de contribuição: 100 mil (receita total) – 65 mil (custo variável), resultando em 35 mil.
  • O Índice da margem de contribuição (IMC): 35 mil (margem de contribuição) dividido por 100 mil (receita total bruta) = 0,35

O ponto de equilíbrio da empresa será portando:

  • 20 mil (Soma dos custos fixos) / 0,35 (IMC) = RS57.142,86

Este valor de RS57.142,86 é o que a empresa precisa faturar para cobrir todas as suas despesas.

Portanto, todo valor que exceder esse montante será lucro que o produto ou serviço irá oferecer.

Certo, entendi agora como calcula. Mas, porque eu preciso ter esse indicador?

Qual a importância desse indicador para a sua empresa?

Ao identificar o break even point da sua empresa, o gestor poderá ter uma visão holística sobre a saúde financeira do negócio.

Além de entender a viabilidade da empresa, ou seja, se a organização é um bom investimento ou não.

Também, através de uma análise desse indicador, é possível investigar quais os fatores que mais impactam nas despesas e receitas.

Sendo possível assim tomar decisões fundamentadas e assertivas sobre ajustes, cortes, sem causar danos para a operação da empresa, e para os seus colaboradores.

O cálculo do break even point facilita para que sócios, acionistas e outras partes interessadas, descubram o momento em que aquele investimento passará a gerar lucros. 

Então, independente do tamanho ou nível de maturidade da empresa, esse indicador não pode ser ignorado.

Além disso, a precificação dos seus produtos ou serviços também é fortemente impactada pelo ponto de equilíbrio.

Pois, um produto com o preço bem abaixo do ideal, fará com que a margem de contribuição seja pequena, e exija do negócio um grande volume de vendas.

E, dependendo da capacidade operacional da empresa, não será possível alcançar esse volume, no momento.

Conclusão

Você já tinha calculado o ponto de equilíbrio da sua empresa alguma vez? Se não, podê ver o quanto que esse simples cálculo pode fazer a diferença nos resultados do seu negócio, né?

Ter um amplo conhecimento da saúde financeira da empresa, é uma competência fundamental para qualquer gestor.

Portanto, se atente e calcule seu break even point quanto antes, e descubra o faturamento mínimo para que seu negócio não fique no vermelho!

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Gestão Financeira

Controle Financeiro Empresarial: 7 passos para melhorar a saúde financeira

Todo gestor entende a importância de fazer um controle financeiro empresarial eficiente.

Esse controle, quando não acompanhado constantemente, tende a desorganização e geração de grandes problemas futuros.

O estudo Causa Mortis feito com as empresas pelo SEBRAE-SP, que revela quais as principais razões para o fracasso  e sucesso das empresas nos primeiros 5 anos revelou os seguintes dados:

  • 39% não sabiam qual era o capital de giro necessário para abrir o negócio
  • 50% não determinaram o valor do lucro pretendido
  • 42% não calcularam o nível de vendas para cobrir custos e gerar o lucro pretendido

Essas informações refletem o quão ineficiente é a gestão financeira das empresas, interferindo.

Portanto, no crescimento e desenvolvimento orgânico do negócio, pois ele não terá segurança sobre onde, quanto e quando aplicar seus recursos.

Mas, apesar dos inúmeros benefícios, uma gestão financeira empresarial eficiente pode ser um pouco complicada de ser implementada, principalmente em um cenário onde não tem pessoas específicas para a área.

Então, quer entender como ter um controle financeiro impecável em sua empresa e garantir uma saúde financeira melhor? Continue lendo.

O que é controle financeiro empresarial?

O Controle Financeiro Empresarial é um conjunto de ações realizados dentro do negócio com o objetivo de melhorar o gerenciamento dos resultados financeiros dele.

Todas as atividades que fazem parte da vida financeira, e impactam em seus dados, desde a parte dos responsáveis pela alimentação do fluxo de caixa até quem atua no planejamento financeiro anual do negócio, estão inseridas na definição de controle financeiro.

Qual a importância do controle financeiro para as empresas?

Para continuidade e crescimento do negócio, a saúde financeira do mesmo é fundamental.

A perda do controle das finanças podem levar a empresa à falência, por isso se faz necessária a sua estruturação.

Já sabia disso? E tem mais…

O controle financeiro empresarial pode servir como indicador de acompanhamento se as ações planejadas estão rendendo os resultados esperados, proporcionando ao gestor a oportunidade de otimizar e revisar os planos.

Com a devida alimentação dos dados, é possível fazer análises mês a mês que podem prever problemas, e assim o gestor pode antecipar soluções.

Por exemplo: devido ao maior prazo de pagamento dado aos clientes, o gestor verá, por meio da análise das finanças, que a receita prevista só entrará em caixa depois de um certo período.

Durante esse período ele deve evitar grandes compras com curto prazo de pagamento, ou pode negociar as aquisições com os fornecedores para serem pagas com um prazo maior, evitando, assim, prejuízos para o caixa da empresa.

Assim, um bom controle financeiro empresarial tem o papel fundamental na prevenção de possíveis problemas que podem afetar todo o negócio

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Como fazer um controle financeiro empresarial eficiente?

Agora que explicamos a importância, listaremos os principais passos para que você possa implementar um bom controle financeiro na sua empresa.

Veja só como é feito:

1. Crie um fluxo de caixa preciso

Em definição, o fluxo de caixa são os registros das entradas e saídas da empresa em um determinado período (diário, semanal, mensal, bimestral, etc.).

Ele é o primeiro passo para um bom controle e planejamento financeiro.

Pois, por meio dele é possível compreender a capacidade de lucro do negócio, e basear o restante das ações de gestão financeira.

Interessante não é? E tem mais

Alimentando os fluxos de caixa, de forma correta e contínua, é possível fazer previsões de quanto irá receber e pagar nas próximas semanas e nos próximos meses, e assim, será possível organizar a necessidade de capital.

Não se preocupe, caso não tenha domínio de planilhas ou sistemas de gestão, temos um modelo pronto de fluxo de caixa que vai te ajudar nesse controle.

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2. Separe seus gastos dos da empresa

É fundamental separar os gastos da empresa dos gastos pessoais, e é preciso de muita atenção para haver um controle assertivo das finanças.

O ideal é que haja uma programação de forma que os custos da vida particular não se misturem com as despesas do negócio.

Pois, caso isso aconteça, os lucros da empresa podem não ser suficientes.

Mas, calma, tem como controlar isso. Veja abaixo.

Para um melhor controle financeiro empresarial, é importante separar uma porcentagem dos rendimentos da empresa para os gastos particulares, e respeitar esse limite, para evitar grandes prejuízos.

4. Precifique os produtos da forma correta

Precificar o produto ou serviço da maneira adequada, é um bom meio para otimizar controle financeiro empresarial.

Muitos gestores comentem erros no processo de precificação pelo simples fato de não considerarem todos os fatores que impactam no cálculo do preço final do produto serviço.

Mas por qual razão isso acontece?

Dentro desses fatores existem desde os custos fixos e diretamente relacionados ao processo de produção ou aquisição, a custos variáveis como taxa de envio e armazenamento.

Por isso, não considerá-los, pode levar as empresas a terem mais despesas do que lucro.

E mesmo que o produto tenha um alto volume de vendas, sempre vai haver um desequilíbrio, gerando dificuldades para quem fará o controle financeiro na empresa.

5. Faça projeções a longo prazo

Fazer o planejamento das finanças a longo prazo é uma ação que faz parte de um bom controle financeiro.

Pois, essa prática permite que o gestor visualize a médio e longo prazo qual será a situação da empresa e quais as melhores decisões a serem tomadas, diante dos cenários analisados, evitando, assim, problemas com o capital de giro futuramente.

As projeções são muito importantes para que todas as despesas sejam planejadas de acordo com a realidade da empresa e para ajustar as finanças caso surja algum imprevisto que afete negativamente o seu controle financeiro.

6. Deixe de lado o papel, use o digital

O uso da tecnologia irá otimizar a rotina financeira dos gestores.

Pois ele consegue automatizar várias etapas do processo, trazendo maior celeridade e eficiência para o controle das informações.

Mas eu já uso planilhas para esse controle. Devo continuar?

A utilização de planilhas para a gestão das finanças é válida. Porém, após um período, a atualização se tornará cansativa e tomará muito tempo dos gestores.

Hoje, no mercado, existem softwares pagos e gratuitos que podem suprir sua demanda, dependendo da realidade da empresa.

Além disso, esses softwares geralmente possuem a função de já calcular os indicadores de desempenho financeiro, e alguns até geram relatórios, que facilitam ainda mais a rotina do gestor.

7. Estabeleça um rito de controle 

Independente da quantidade de processos implementados, é fundamental que a empresa tenha uma rotina financeira bem estabelecida.

Ou seja, que sejam definidos responsáveis para cada atividade, que os prazos sejam respeitados e que os processos estejam claros para todo o time.

Essa organização vai favorecer todos os envolvidos com o processo, além de facilitar a melhoria contínua dele.

Concluindo

Quando o negócio está iniciando, é o período mais complicado para fazer o controle.

Pois, ainda não há padrões de despesas e receitas, e quando se faz o controle financeiro apenas quando a empresa está com uma maturidade maior, há dificuldade na implementação.

Portanto, a melhor estratégia, é ter o cuidado com a saúde financeira desde o seu início, para que o hábito seja criado, e todos tenham ciência da importância.

Uma empresa com uma rotina financeira bem definida, terá maiores chances de crescer de forma orgânica, saudável e preparada para qualquer cenário.

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Gestão Financeira

Como fazer o cálculo de hora extra dos seus funcionários

Um dos principais desafios no que se refere a elaboração do contrato de trabalho, é a definição da jornada dos colaboradores.

Todavia, há muitos casos onde a carga horária não é suficiente para entregar todas as demandas da empresa, abrindo espaço para horas extras a jornada dos funcionários.

Essas horas extras são calculadas, caso esse limite seja superado, considerando que de acordo com a lei, essas horas a mais devem ser remuneradas com valor superior à hora normal.

Por isso, neste post, você aprenderá tudo que precisa saber para fazer o cálculo de hora extra da forma correta para o seu negócio.

Então, quer entender como fazer o cálculo de hora extra e evitar problemas trabalhistas? Continue lendo.

Primeiro, o que é hora extra?

As horas extras consistem em todo período de trabalho que excede a jornada de trabalho acordada em contrato com o funcionário.

O artigo 59 da CLT afirma que:

“Art. 59 – A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho.”

Esse conceito ressalta a importância do alinhamento formal dessas condições entre empregador e empregado, antes de o regime ser adotado.

Quem tem direito a receber horas extras?

Para verificar essa questão, você pode recorrer à lei, pois ela trata de forma clara desse assunto.

De acordo com a Constituição Federal, todo empregado que seja contratado pelo regime de CLT, tem direito ao pagamento de horas extras, com acréscimo de, pelo menos, 50%, e em domingos ou feriados a remuneração deverá ser o dobro.

Para adotar esse regime, é necessário que seja feito um acordo individual ou coletivo de trabalho com os interessados.

Também é importante frisar que, o valor pago pelas horas extras reflete em outras despesas de pessoal como férias, FGTS, décimo terceiro salário, entre outras.

Portanto, é fundamental que o cálculo seja bem feito, para que não haja erros na quitação das despesas citadas.

Como fazer o cálculo de hora extra?

Agora que entendemos um pouco sobre o conceito e a quem se aplica o regime de horas extras, vamos entender como calcular elas com um passo a passo claro que montamos.

Passo 1: Calcule o valor da hora de trabalho comum

Antes de fazer o cálculo de hora extra, é fundamental entender qual o preço da hora trabalhada.

Considerando que todo colaborador é remunerado pela quantidade de horas trabalhadas durante um mês, até mesmo os que recebem um salário fixo.

E o valor da hora comum é o resultado da divisão do valor fixo recebido pela quantidade de horas trabalhadas/mês.

Exemplo: Um colaborador recebe R$2.200,00 por mês, e trabalha no regime de 220 horas mensais.

O cálculo poderia ser feito da seguinte forma:

  • R$2.200,00 / R$220,00 = R$10 por cada hora de serviço.

Com esse cálculo, você saberá o valor da hora comum, e poderá fazer o cálculo de hora extra dos seus funcionários.

Vamos lá entender como?

Passo 2: Calcule o valor da hora extra

Para fazer o cálculo de hora extra do colaborador, é preciso atentar-se ao valor do acréscimo que o é assegurado por direito, pois, o valor pode variar de acordo com o dia da semana referido.

Os valores podem ser alterados de acordo com a convenção coletiva ou acordo individual feito, devendo o gestor ficar atento a essas variações.

Existe o acréscimo de:

  • 50% para os dias de segunda a sábado;
  • 100% para domingos e feriados;
  • Cálculo de hora extra noturna (adicional noturno).

Abaixo, mostramos como cada um é feito. Acompanhe!

Hora extra 50% (segunda a sábado)

Utilizando o mesmo exemplo anterior, suponha que o colaborador tenha trabalhado seis horas no sábado, e assim terá um acréscimo de 50% sobre a hora comum.

Sabendo que o valor da hora comum é R$10,00, será necessário multiplicar esse valor por 1,5.

Formulando o seguinte cálculo:

  • Hora extra (50%) = R$10,00 x 1,5 = R$15,00

Assim, para saber qual valor será acrescido ao salário, basta multiplicar o valor da hora extra 50% pelas horas trabalhadas.

Definindo o seguinte cálculo, caso o colaborador trabalhe por 6 horas:

  • 6 horas x R$15 = 90,00

Logo no final do mês, será acrescido ao salário do colaborador R$90,00, totalizando R$2.290,00.

Hora extra 100% (domingos e feriados)

Esse tipo de hora extra é aplicado para aos domingos e feriados, e considerando o exemplo anterior, suponha-se que o colaborador realizou 8 horas extras em um feriado.

E então será multiplicada a hora comum por dois, como demonstrado no cálculo abaixo:

  • Hora extra (100%) = R$10,00 x 2 = R$20,00

Como o funcionário trabalhou oito horas, o cálculo será definido da seguinte forma:

  • 8 horas x R$20,00 = R$160,00

Nesse caso, no final do mês, será acrescido ao salário do colaborador R$160,00, totalizando R$2.360,00.

Hora extra noturna

O adicional noturno é um direito concedido aos colaboradores que exercem suas atividades no período noturno, por considerar o maior desgaste físico que é causado ao corpo humano.

Porém, para o seu cálculo é necessário saber quando começa e termina a hora noturna.

Pois o adicional só é válido para aqueles que trabalham entre o período das 22 horas até 05 horas da manhã.

Então, todos os colaboradores que trabalham à noite recebem o valor da hora trabalhada acrescido de 20%.

Para calcular o valor da hora extra com adicional noturno, pode-se considerar 20% sobre o valor da hora extra comum que foi acrescida de 50%.

Vale ressaltar que não se deve somar os dois percentuais e aplicar 70% na hora comum.

Ainda seguindo o exemplo anterior, supondo que o colaborador passou a trabalhar à noite, veja como se dará o cálculo

  • Hora extra noturna: R$15,00 x 1,2 = R$18,00

Assim, o valor do adicional noturno com a hora extra será de R$18,00.

Em um caso onde o funcionário trabalhou 9 horas extras durante o período noturno, temos o seguinte cálculo:

  • 9 horas x R$18,00 = R$162,00

Nesse caso, no final do mês, será acrescido ao salário do colaborador R$162,00, totalizando R$2.362,00.

Conclusão

O cálculo de hora extra quando feito corretamente dá uma maior segurança ao gestor no momento de que ele está cumprindo a legislação e pagando o que é devido ao colaborador.

Garantir um ambiente de trabalho ético e responsável é fundamental para sua equipe e para a imagem da empresa.

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Gestão Financeira

Como achar o empréstimo ideal para sua empresa?

Você está precisando de um empréstimo para sua empresa e não sabe qual é o ideal para o objetivo do seu negócio?

Relaxa. Hoje vamos te apresentar os principais empréstimos para empresas que existem no mercado e como cada um pode servir para cada objetivo.

Se interessou? Continue lendo.

O que são os empréstimos para empresas?

São “contratos” feitos entre uma instituição/pessoa e uma empresa a fim de fornecer uma quantia em troca de algo.

No direito diz-se que um emrpéstimo é um contrato em que uma das partes recebe, para usar ou utilizar, algo, que deve ser restituído, ou dado outro em mesmo gênero, quantidade e qualidade, após um determinado tempo

Quais são algumas opções de empréstimos para empresas?

BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

O BNDES foi criado exatamente para ajudar as empresas.

Por isso, ele oferece crédito para os microempreendedores que precisam daquele dinheiro inicial para um empreendimento ou ideia.

Além de também apoiarem os empreendedores que querem investir ou expandir nos seus negócios já funcionais.

Sócio Investidor

O sócio investidor “compra” parte da empresa. A empresa recebe uma quantia para investir nos seus negócios e crescer,  enquanto o investidor espera para receber um retorno futuro.

É uma situação mais delicada, pois se lida com um novo sócio na empresa, uma pessoa que pode ter gostos e pensamentos diferentes da cultura da empresa.

Contudo, também pode ser uma opção boa de empréstimos para empresas, visto que pode trazer dinheiro e novas ideias para o negócio.

Investidor-anjo

É quem realiza empréstimos para empresas, buscando apoiar o crescimento do empreendimento e, consequentemente, lucrar com ele no futuro.

Quase sempre o Investidor-Anjo se apaixona por uma ideia ou inovação e coloca seu dinheiro lá para ver isso sair do papel.

Esse tipo de crédito foi regulamentado em julho de 2017, com a Lei Complementar 155/2016.

O que foi determinado pela lei é que o investidor-anjo possar investir apenas entre R$ 50 mil a R$ 600 mil em microempresas e pequenas empresas.

Diferentemente do investimento como sócio investidor, esse tipo de investimento não configura como sócio e oferece um retorno de 50% dos lucros, durante os 5 primeiros anos.

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Empréstimo Comercial

O empréstimo comercial é um dos meios mais comuns para conseguir crédito para empresas. Alguns bancos e financiadoras oferecem 2 tipos de empréstimo. São eles:

  • Empréstimo não garantido: não é preciso deixar nenhum bem como garantia. Porém, eles costumam ser mais difíceis de sair e possuem taxas mais elevadas.
  • Empréstimo garantido: é aquele que precisa de uma boa garantia em troca do empréstimo. Caso não efetue o pagamento, o credor pode pegar um bem no mesmo valor que foi emprestado.

Empréstimo de peer to peer (de pessoa para pessoa)

Apesar de ser pouco conhecida, essa modalidade vem crescendo cada vez mais qando se fala de empréstimos para empresas, com os avanços da internet.

No Empréstimo de peer to peer (de pessoa para pessoa) você busca um investidor por uma plataforma de empréstimo online e ele empresta um valor para investir no seu negócio.

Depois você precisa pagar o valor emprestado para o credor com taxas mais atraentes que as dos bancos tradicionais.

Antecipação de imposto de renda e de restituição do IR

A antecipação não compromete a renda mensal do usuário.

Por isso, é uma boa alternativa para saldar dívidas com juros mais caros sem que haja necessidade de cortar gastos, reordenar prioridades ou contar com um saldo bancário mais magro.

Contudo o dinheiro do 13º pode fazer falta na virada no ano, quando tradicionalmente aumenta o apelo ao consumo e os gastos com férias e presentes.

Nesta época, o indivíduo também arca com o pagamento de impostos como o IPVA e IPTU, além de matrículas e materiais escolares. 

Enquanto isso, a restituição do IR rende um pouco mais que a Selic quando resgatada no seu devido tempo.

Isso não deixa de ser um benefício, com juros anuais na casa de dois dígitos.

Quem solicitar o dinheiro ao banco, por outro lado, pagará aos bancos até quatro vezes mais que a correção provida pelo governo.

Cooperativas de crédito

Em geral, as cooperativas fornecem empréstimos a taxas mais competitivas que aquelas praticadas pelos bancos.

A razão é uma só: por natureza, estas organizações não buscam o lucro, diferentemente dos bancos.

 Para participar, o interessado deve se enquadrar nas condições de admissão estabelecidas pelo grupo, normalmente ligadas ao exercício de uma determinada atividade profissional. 

Além disso, será necessário realizar um depósito inicial que funcionará como um ticket de entrada.

A regularidade desse aporte pode ser anual ou mensal, com volumes também variados.

O capital investido por todos os usuários forma o volume financeiro da cooperativa.

Parte desse dinheiro é disponibilizada aos associados mediante o pagamento de juros.

A outra parte é investida em títulos públicos. A cooperativa se sustenta com estas taxas, buscando sempre atingir um equilíbrio de compensação.

Isso significa que em um sistema perfeito, a renda proveniente destas duas fontes seria exatamente igual aos custos envolvidos na oferta de crédito aos participantes.

Como achar o empréstimo ideal?

1. Esgote todas as suas possibilidades

Antes de realmente efetivar um empréstimo eu tenho uma dica de amigo: esgote todas as suas possibilidades.

Venda coisas antigas, pegue um dinheiro na poupança, faça alguns negócios antes de se endividar.

Contudo, não peça dinheiro a amigos. Amigo não gosta de cobrar ou ser cobrado de uma amizade. Evite isso sempre.

2. Analise o tipo do seu empréstimo

Você precisa entender o por quê do seu empréstimo e colocar por escrito no papel. Isso vai te ajudar a mostrar às instituições financeiras exatamente o que quer.

Um emrpéstimo para comprar uma nova máquina é diferente de um empréstimo para pagar um funcionário.

3. Converse com os empreendedores da sua cidade

Ouça de quem faz empréstimos. 

Você precisa conversar com os empreendedores da sua cidade conhecendo suas histórias sobre empréstimos e descobrindo como são realmente as instituições financeiras que oferecem empréstimos para empresas.

4. Faça uma lista de todas as opções possíveis

Liste as organizações que fornecem empréstimos para empresas, sua taxas, prazo para pagamento, tratamento de clientes e a opinião dos empreendedores locais.

5. Visite as empresas e faça simulações

Não se deixe enganar na primeira oportunidade de pegar o dinheiro. Vá visitando as empresas e anotando. É uma grande decisão e merece muitos cuidados.

6. Escolha a opção do seu perfil

Escolha o que mais se encaixa com você e não apenas propostas genéricas.