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Como achar o empréstimo ideal para sua empresa?

Você está precisando de um empréstimo para sua empresa e não sabe qual é o ideal para o objetivo do seu negócio?

Relaxa. Hoje vamos te apresentar os principais empréstimos para empresas que existem no mercado e como cada um pode servir para cada objetivo.

Se interessou? Continue lendo.

O que são os empréstimos para empresas?

São “contratos” feitos entre uma instituição/pessoa e uma empresa a fim de fornecer uma quantia em troca de algo.

No direito diz-se que um emrpéstimo é um contrato em que uma das partes recebe, para usar ou utilizar, algo, que deve ser restituído, ou dado outro em mesmo gênero, quantidade e qualidade, após um determinado tempo

Quais são algumas opções de empréstimos para empresas?

BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

O BNDES foi criado exatamente para ajudar as empresas.

Por isso, ele oferece crédito para os microempreendedores que precisam daquele dinheiro inicial para um empreendimento ou ideia.

Além de também apoiarem os empreendedores que querem investir ou expandir nos seus negócios já funcionais.

Sócio Investidor

O sócio investidor “compra” parte da empresa. A empresa recebe uma quantia para investir nos seus negócios e crescer,  enquanto o investidor espera para receber um retorno futuro.

É uma situação mais delicada, pois se lida com um novo sócio na empresa, uma pessoa que pode ter gostos e pensamentos diferentes da cultura da empresa.

Contudo, também pode ser uma opção boa de empréstimos para empresas, visto que pode trazer dinheiro e novas ideias para o negócio.

Investidor-anjo

É quem realiza empréstimos para empresas, buscando apoiar o crescimento do empreendimento e, consequentemente, lucrar com ele no futuro.

Quase sempre o Investidor-Anjo se apaixona por uma ideia ou inovação e coloca seu dinheiro lá para ver isso sair do papel.

Esse tipo de crédito foi regulamentado em julho de 2017, com a Lei Complementar 155/2016.

O que foi determinado pela lei é que o investidor-anjo possar investir apenas entre R$ 50 mil a R$ 600 mil em microempresas e pequenas empresas.

Diferentemente do investimento como sócio investidor, esse tipo de investimento não configura como sócio e oferece um retorno de 50% dos lucros, durante os 5 primeiros anos.

Empréstimo Comercial

O empréstimo comercial é um dos meios mais comuns para conseguir crédito para empresas. Alguns bancos e financiadoras oferecem 2 tipos de empréstimo. São eles:

  • Empréstimo não garantido: não é preciso deixar nenhum bem como garantia. Porém, eles costumam ser mais difíceis de sair e possuem taxas mais elevadas.
  • Empréstimo garantido: é aquele que precisa de uma boa garantia em troca do empréstimo. Caso não efetue o pagamento, o credor pode pegar um bem no mesmo valor que foi emprestado.

Empréstimo de peer to peer (de pessoa para pessoa)

Apesar de ser pouco conhecida, essa modalidade vem crescendo cada vez mais qando se fala de empréstimos para empresas, com os avanços da internet.

No Empréstimo de peer to peer (de pessoa para pessoa) você busca um investidor por uma plataforma de empréstimo online e ele empresta um valor para investir no seu negócio.

Depois você precisa pagar o valor emprestado para o credor com taxas mais atraentes que as dos bancos tradicionais.

Antecipação de imposto de renda e de restituição do IR

A antecipação não compromete a renda mensal do usuário.

Por isso, é uma boa alternativa para saldar dívidas com juros mais caros sem que haja necessidade de cortar gastos, reordenar prioridades ou contar com um saldo bancário mais magro.

Contudo o dinheiro do 13º pode fazer falta na virada no ano, quando tradicionalmente aumenta o apelo ao consumo e os gastos com férias e presentes.

Nesta época, o indivíduo também arca com o pagamento de impostos como o IPVA e IPTU, além de matrículas e materiais escolares. 

Enquanto isso, a restituição do IR rende um pouco mais que a Selic quando resgatada no seu devido tempo.

Isso não deixa de ser um benefício, com juros anuais na casa de dois dígitos.

Quem solicitar o dinheiro ao banco, por outro lado, pagará aos bancos até quatro vezes mais que a correção provida pelo governo.

Cooperativas de crédito

Em geral, as cooperativas fornecem empréstimos a taxas mais competitivas que aquelas praticadas pelos bancos.

A razão é uma só: por natureza, estas organizações não buscam o lucro, diferentemente dos bancos.

 Para participar, o interessado deve se enquadrar nas condições de admissão estabelecidas pelo grupo, normalmente ligadas ao exercício de uma determinada atividade profissional. 

Além disso, será necessário realizar um depósito inicial que funcionará como um ticket de entrada.

A regularidade desse aporte pode ser anual ou mensal, com volumes também variados.

O capital investido por todos os usuários forma o volume financeiro da cooperativa.

Parte desse dinheiro é disponibilizada aos associados mediante o pagamento de juros.

A outra parte é investida em títulos públicos. A cooperativa se sustenta com estas taxas, buscando sempre atingir um equilíbrio de compensação.

Isso significa que em um sistema perfeito, a renda proveniente destas duas fontes seria exatamente igual aos custos envolvidos na oferta de crédito aos participantes.

Como achar o empréstimo ideal?

1. Esgote todas as suas possibilidades

Antes de realmente efetivar um empréstimo eu tenho uma dica de amigo: esgote todas as suas possibilidades.

Venda coisas antigas, pegue um dinheiro na poupança, faça alguns negócios antes de se endividar.

Contudo, não peça dinheiro a amigos. Amigo não gosta de cobrar ou ser cobrado de uma amizade. Evite isso sempre.

2. Analise o tipo do seu empréstimo

Você precisa entender o por quê do seu empréstimo e colocar por escrito no papel. Isso vai te ajudar a mostrar às instituições financeiras exatamente o que quer.

Um emrpéstimo para comprar uma nova máquina é diferente de um empréstimo para pagar um funcionário.

3. Converse com os empreendedores da sua cidade

Ouça de quem faz empréstimos. 

Você precisa conversar com os empreendedores da sua cidade conhecendo suas histórias sobre empréstimos e descobrindo como são realmente as instituições financeiras que oferecem empréstimos para empresas.

4. Faça uma lista de todas as opções possíveis

Liste as organizações que fornecem empréstimos para empresas, sua taxas, prazo para pagamento, tratamento de clientes e a opinião dos empreendedores locais.

5. Visite as empresas e faça simulações

Não se deixe enganar na primeira oportunidade de pegar o dinheiro. Vá visitando as empresas e anotando. É uma grande decisão e merece muitos cuidados.

6. Escolha a opção do seu perfil

Escolha o que mais se encaixa com você e não apenas propostas genéricas.

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13 Indicadores Financeiros que sua empresa deve se atentar

Entender como anda o desempenho financeiro da sua empresa irá te ajudar a tomar as melhores decisões de como investir o dinheiro do seu empreendimento.

Para isso, os indicadores financeiros irão te mostrar de forma simples e precisa de como anda a saúde do negócio.

Por isso, separamos aqui 13 principais indicadores financeiros que você precisa monitorar sempre.

O que são indicadores financeiros?

Indicadores são medidas de análise de desempenho, que apontam a situação atual.

Então, indicadores financeiros são ferramentas montadas para apresentar essa análise em questões financeiras, indicando o status do momento.

Quais são os indicadores financeiros que devemos prestar atenção?

1. Margem bruta 

Analisar a Margem Bruta significa verificar quais produtos estão com a margem baixa.

Então, esse indicador chama a atenção para o ganho que se está tendo com cada produto.

A fórmula para esse indicador é a seguinte:

  • Margem Bruta = Receita – Deduções – Custos Diretos Variáveis x 100

2. Margem EBIT 

A Margem EBIT se parece com a Margem Bruta.

Contudo, ela é diferente porque o que utilizamos é a Receita Líquida, ou seja, a receita líquida dos impostos referentes à mesma.

Esse indicador é representado por:

  • Margem EBIT = (Resultado antes dos impostos / Receita Líquida) x 100

3. Margem Operacional

A Margem Operacional apresenta uma participação das receitas da sua operação sobre o total ganho, ou seja, corresponde ao valor restante no orçamento após o abatimento das despesas, menos o imposto de renda.

Logo, a fórmula desse indicador é:

  • Margem Operacional = Lucro Operacional / Receita líquida

4. Margem líquida

A Margem Líquida mostra o quanto sua empresa lucra de verdade para cada real que entra como receita no caixa da sua empresa. 

Representando isso, a fórmula fica:

  • Margem Líquida = Receita – Deduções – Custos Diretos Variáveis – Custos Indiretos x 100

5. Margem EBITDA 

A Margem EBITDA mede o lucro do negócio, mas não conta os juros, impostos, amortização e depreciação. Por isso ela mede a capacidade que os ativos da empresa têm de gerar (ou não) fluxo de caixa.

  • EBITDA = Lucro Operacional Antes do Imposto de Renda e Receitas / Despesa Financeira + Depreciação + Amortização.

Dizem os estudiosos que o EBITDA é um referencial muito importante para avaliarmos a situação real de uma empresa. 

6. Endividamento Geral

O Endividamento Geral é o indicador que procura medir quanto dos ativos da empresa estão financiados por terceiros. Com isso, entendemos nosso nível de endividamento.

Sua fórmula é: 

  • Endividamento Geral = (Capital de terceiros / Ativos totais) x 100

7. Índice de Cobertura de Juros

O índice de Cobertura de Juros mede a capacidade da empresa de efetuar pagamentos dos juros previstos em contratos que tem, assim verificando se há a chance de quitar as dívidas sem causar impacto no orçamento da empresa.

Sua fórmula envolve o EBITDA:

  • Índice de Cobertura de Juros = EBITDA/Obrigações de Juros

8. Liquidez corrente

A Liquidez Corrente analisa se a empresa possui capacidade de arcar com todas as suas obrigações a curto prazo. Para isso faz um balanço entre as contas a pagar e receber do seu negócio. 

A construção do seu indicador se dá por:

  • Liquidez Corrente = Ativo circulante / Passivo circulante

Caso a liquidez corrente > 1, se entende que a empresa possui capital disponível suficiente para arcar com as suas obrigações de curto prazo.

Se a liquidez corrente =  1, o capital e as obrigações são equivalentes.

Quando a liquidez corrente <  1, significa que a empresa não possui, hoje, capital suficiente para arcar com todas as suas obrigações.

Ela serve para o investidor investigar a possibilidade de receber ou não proventos no futuro.

9. Liquidez imediata

A Liquidez Imediata aponta a capacidade que se possui, no exato momento, de arcar com as suas dívidas de curto prazo, sem considerar as contas a receber ou as vendas futuras do atual estoque como fonte.

Logo, seu indicador é:

  • Liquidez Imediata = (Ativos circulantes – estoque – contas a receber) / Passivos circulantes

10. Giro de caixa

O Giro de Caixa define quantos ciclos financeiros o caixa de uma empresa tem durante o período de 12 meses, ou seja, um ano.

O seu indicador é construído assim:

  • Giro de Caixa = 365/(prazo médio de estoque + prazo médio para receber as vendas – prazo médio para pagar os fornecedores)

O Giro de Caixa ser alto é uma coisa positiva, pois, quanto maior, maiores as chances da empresa apresentar um resultado sólido e ter uma boa gestão comercial, operacional e financeira. 

11. Fluxo de caixa

É o indicador que me o dinheiro que entra e sai do caixa da sua empresa em um determinado período de tempo.

É importante lembrar que o fluxo de caixa refere-se ao movimento de dinheiro no período passado. Ele não planeja, apenas mede. Mas pode servir como base para entender os gastos futuros.

Por isso, é necessário garantir registros detalhados de ganhos e gastos, com disciplina e sem erros.

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12. ROI

O ROI, ou “Return over Investment”, é uma métrica  que aponta a taxa de retorno de um investimento, ou seja, quanto um investidor ganhou (ou perdeu) em relação ao valor aplicado em um determinado investimento.

Sua fórmula pode ser representada por:

  • ROI = ((Ganho obtido – Investimento) / Investimento) x 100

A unidade de medida do ROI é percentual, já que se trata da relação de retorno sobre algo.

13. Ponto de Equilíbrio

É o valor necessário para pagar todos os gastos da empresa, como custos variáveis e despesas fixas.

O ponto de equilíbrio tem diversos nomes na literatura como break-even point, ponto de ruptura, ou, ainda, ponto crítico.

O objetivo desse indicador é apontar o momento em que o lucro da empresa é zero, ou seja, quando os produtos vendidos pagam todos os custos e despesas fixas e variáveis. Desse ponto para frente é tudo lucro.

A sua fórmula é essa:

  • Ponto de equilíbrio financeiro = despesas e custos fixos – despesas não desembolsáveis/margem de contribuição
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Balanço patrimonial: Entenda o que é e como usar em sua empresa

Você já ouviu falar do Balanço patrimonial? Ele pode ser o que falta para o seu negócio!

O Balanço patrimonial é uma ferramenta de grande ajuda na análise de viabilidade econômica de uma empresa e pode guiar as decisões estratégicas da mesma.

Apesar de todos esses benefícios o Balanço patrimonial é desconhecido por uma grande fatia dos empreendedores, que ainda não utilizam esta ferramenta como um dos guias de seu negócio.

Pois, um negócio escalável e seguro depende de uma boa saúde financeira, sobretudo em momentos de crise e incerteza.

Pensando nisso, escrevemos este artigo para te ensinar como aplicar o Balanço patrimonial e te ajudar a utilizar como um guia da estratégia da sua empresa.

O que é o Balanço patrimonial?

Segundo a definição formal:

“Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade”.

Ou seja, é um relatório que, durante um determinado tempo, geralmente de 12 meses, demonstra a movimentação financeira de uma entidade, como empresas, por exemplo.

Muitas vezes simplesmente chamado de “BP”, é o principal demonstrativo financeiro de uma empresa, ele apresenta todos os bens, fontes de receita e despesas da empresa.

Para tal se faz necessário um fluxo de caixa bem organizado e condizente com a realidade, pois eventuais erros podem interferir na análise estratégica do gestor e o conduzir a caminhos indesejados.

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Para que serve o Balanço patrimonial?

O Balanço patrimonial é uma análise como um todo da sua empresa e serve para analisar o fluxo dos recursos recebidos por sua empresa, facilitando a tomada de decisões.

Conhecendo os dados da movimentação desses recursos, o gestor pode tomar decisões mais racionais visando a alocação mais benéfica, que visa maximizar o crescimento do seu negócio.

Além disso, ele é importante sobretudo para o planejamento estratégico da empresa, pois um planejamento sem a noção da saúde financeira da empresa é algo quase impossível.

Só então, conhecendo a realidade financeira de sua empresa, pode-se propor planos de ação e metas desafiadoras, mas atingíveis, tendo como suporte uma saúde financeira robusta e previsível.

Também pode-se realizar investimentos que otimizem e eliminem custos de sua empresa, e identificar melhor gargalos na gestão financeira de sua empresa.

Como estruturar um balanço patrimonial?

Um Balanço patrimonial é dividido em 3 partes: Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido.

Há regras que guiam a disposição no Balanço Patrimonial, Ativos são dispostos à esquerda, passivos à direita, abaixo dos passivos, também à direita, está disposto o patrimônio líquido.

De forma exemplificada um balanço patrimonial está disposto da forma a seguir:

modelo de balanço patrimonial

Uma regra é que o total de ativos sempre será igual ao total de passivos, e essa conta é fechada pelo patrimônio líquido.

Mas antes explicaremos essas terminologias melhor:

O que são ativo, passivo e patrimônio líquido?

Ativos

Ativos são todos os bens e direitos de uma empresa, são geralmente responsáveis pela entrada de receita na mesma ou que podem ser liquidados e com isso gerar benefício econômico

Eles se dividem em:

  • Bens: que são tudo o que a empresa possui em suas mãos no presente momento, como máquinas, propriedades, veículos, e que podem ser eventualmente liquidados e transformados em receita.
  • Direitos: são tudo o que a empresa possui, porém, está em posse de outros, como contas a receber, investimentos financeiros e recursos aplicados, que podem trazer retornos futuros ao negócio.

Passivos

Já os passivos são todas as obrigações financeiras de uma empresa para terceiros, incluindo impostos, e são divididas em dívidas e obrigações

  • Dívidas: são todas as despesas com fornecedores e agentes externos à empresa. Como taxas e impostos.
  • Obrigações: são as despesas de origem interna como salários de funcionários.

Patrimônio líquido

É o montante que resulta da diferença de ativos por passivos, ou seja, o dinheiro que a empresa possui em caixa.

É a parte pertencente aos acionistas da empresa e engloba o capital social, lucros ou prejuízos.

Por isso é ideal que a empresa possua ativos maiores que passivos, para que o caixa se mantenha em um estado saudável e a empresa aumente seu patrimônio gradativamente.

Importante salientar que estando o patrimônio líquido do lado direito, a diferença entre o total de ativos e o total de passivos será sempre 0.

Como elaborar um Balanço Patrimonial?

Foi apresentado como é a disposição de um Balanço patrimonial, mas ainda existem regras de boas práticas necessárias para o elaborar.

Essas regras são relacionadas com a liquidez dos ativos, que diz o quão rápido eles podem ser transformados em dinheiro.

Além disso, a regra infere que os ativos de maior liquidez devem ser dispostos acima dos de menor liquidez.

Assim o gestor terá uma visualização facilitada, podendo identificar facilmente os ativos de maior liquidez.

Mas, se a maioria dos seus bens tem baixa liquidez, em uma situação de crise pode ser difícil de os desfazer para pagar suas dívidas e obrigações, representando um risco de negócio.

Direitos

Direitos não são considerados bens, mas sim uma promessa de bens em posse outros, que eventualmente podem se tornar bens.

Podem ser:

  • contas a receber;
  • investimentos;
  • recursos aplicados, que podem ter retorno no curto, médio e longo prazo.

Então, por serem valores monetários, são facilmente liquidáveis, e devem ser dispostos no topo da lista de ativos

Bens

Já estes são os ativos materiais que estão em posse da empresa, geralmente são utilizados na produção, como:

  • máquinas;
  • equipamentos;
  • veículos.

Embora possuam valor e possam ser liquidados e transformados em dinheiro, necessitam ser vendidos para tal, portanto são itens de baixa liquidez.

Devem ser alocados no fim da lista de ativos.

Obrigações

Por fim, as obrigações são contas a ser executadas pela empresa. As obrigações, tais como os ativos também obedecem à regra de liquidez, 

Dentre as obrigações estão:

  • pagamento de funcionários;
  • impostos e tarifas;
  • contas a pagar.

As obrigações devem ser dispostas do lado direito do Balanço patrimonial e seguindo a ordem em que devem ser liquidadas

5 passos para estruturar seu Balanço patrimonial

Agora que você sabe o que é um balanço patrimonial e quais as suas partes, vamos explicar passo a passo como ele pode ser feito:

1. Faça o agrupamento de passivos e ativos

Organize os passivos e ativos e os agrupe conforme a liquidez e sua classificação.

Faça a especificação da natureza de cada item, isto facilitará a análise posterior do balanço contábil.

2. Faça a conciliação dos saldos contábeis

A conciliação consiste, basicamente, em comparar o saldo de uma conta com uma informação externa à contabilidade, de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise.

Resumindo, se trata de conferir se os dados estão de acordo com outras documentações contábeis da empresa, como o livro diário ou extratos bancários.

Por exemplo, se uma compra com o fornecedor foi realizada, ou um salário de funcionário pago, deve-se conferir se a nota fiscal e a folha de pagamentos, respectivamente, estão de acordo.

3. Faça os ajustes e reclassificações das contas patrimoniais

As contas patrimoniais são a representação dos bens obrigações e patrimônio líquido de uma empresa.

Para elaboração do balanço devem ser feitos vários ajustes e reclassificações nas contas patrimoniais, como estoques, empréstimos, etc.

Essas reclassificações têm o intuito de representar a realidade da empresa de modo atual e fidedigno.

4. Faça os Lançamentos de encerramento de exercício

Com o intuito de apurar o resultado do exercício realiza-se o encerramento das receitas e despesas de um determinado período, e seu resultado é calculado.

O valor resultante é incorporado ao patrimônio líquido da empresa.

5. Faça a classificação das contas patrimoniais

Se o valor resultante for negativo, o valor entra como prejuízo para o patrimônio da empresa.

Se o valor resultante for positivo, é incorporado como lucro para a empresa e seus acionistas podem decidir como o utilizar.

Conclusão

Você agora sabe que o Balanço patrimonial é um relatório contábil que dá uma visão macro da saúde financeira da sua empresa em um período determinado.

Ele possibilita que você possa ter uma visão dos seus bens e obrigações de modo que possa tomar decisões estratégicas de modo fácil e consciente, ancorado em uma visão da saúde financeira de seu negócio.

Embora seja tão útil, muitas vezes é esquecido por muitos empreendedores, que acabam prejudicando o seu negócio por uma gestão financeira ineficiente.

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Auditoria Financeira: o que é e para que serve?

Um dos termos mais comuns no mundo dos negócios chama-se auditoria financeira. Essa ferramenta que tem como princípio gerenciamento e o controle empresarial. Mas, você sabe o que é e para que serve?

Nesse artigo iremos te mostrar como funciona, o que é e como as possibilidades existentes nela podem beneficiar a sua empresa.

O que é auditoria financeira de fato?

O princípio da auditoria financeira é que ela é um processo de análise das atividades empresariais, as quais estão ligadas diretamente os setores da economia da corporação. 

Por ser uma área ligada diretamente a contabilidade, tem por objetivo a revisão das demonstrações financeiras, com segurança de todos os registros de forma fidedigna.

Ou seja, uma forma de aumentar ainda mais a confiança do mercado em relação as questões de ordem financeira da empresa.

Para que serve uma auditoria financeira?

Esse processo serve para dar garantia de que as finanças da organizam traduzam de forma fiel e íntegra, a realidade econômica da empresa. 

Para isso, auditores irão analisar relatórios financeiros com a intenção de descobrir possíveis falhas que drenam a capacidade de geração de resultados positivos que a empresa possui.

Outra importantíssima serventia da auditoria financeira é que ela combate fraudes, desvios financeiros e roubos que por ventura estejam sendo cometidos por colaboradores e sócios mal-intencionados ou que não estejam preocupados com as organizações financeiras da corporação.

Quando você deve fazer uma auditoria financeira?

Isso depende muito. Algumas empresas fazem uso da auditoria quando certas coisas acontecem, como o fechamento de um contrato ou quando as coisas estão tendenciando para um momento ruim

E existem casos de empresas que fazem uso da auditoria de forma regular, podendo ser mensal ou anualmente. Cada caso é um caso.

O certo é que se tenha um olhar sensível para perceber o momento que a empresa está passando e daí decidir aplicar sempre que for necessário. 

Entretanto, vale salientar que como se refere a um processo que visa detectar problemas que venham a prejudicar a organização, quanto mais for realizado, mais chance haverá de evitar problemas e assim a empresa esteja sendo beneficiada.

É preciso preparar uma empresa para uma auditoria?

Sim. E a ideia dessa preparação é para que todos os procedimentos de todos os setores possam ser expostos ao máximo.

Para isso é importante que todos os colaboradores estejam conscientes dos objetivos de que a auditoria visa nada mais que melhorar a maneira de como cada um exerce suas atribuições.

Vale salientar que os auditores são capacitados para encontrar falhas. Então, se houver qualquer tentativa de esconder qualquer coisa, certamente será identificado pelos auditores.

Como fazer uma auditoria financeira no seu negócio

Agora que você já tem uma real noção do que é e para que serve a auditoria financeira, vamos lhe dar um passo a passo que facilitará ainda mais o seu entendimento. 

1. Mapeie os processos

Já que a auditoria executa seu trabalho através da análise dos procedimentos da empresa, a primeira coisa que precisa ser feita é um mapeamento dos processos de forma detalhada

Isso além de servir aos auditores, contribuirá para que você conheça todos os procedimentos financeiros da organização de forma clara e objetiva.

2. Identifique os riscos

Depois de mapear os processos, é hora de identificar os riscos que existem em cada um desses processos. 

Geralmente se buscam falhas e instabilidades em procedimentos realizados de forma diferente do que estava estabelecido.

Em muitos casos se percebe que não existe nenhum tipo de procedimento padrão na parte financeira da empresa, e a auditoria irá demonstrar isso, identificando ações que estão sendo realizadas e como melhorá-las.

3. Identifique o controle interno

O próximo passo é conhecer quais são as ferramentas de controle interno disponíveis para serem analisadas. 

  • Relatórios;
  • Contratos; 
  • Planilhas;
  • Conciliações; 
  • Entre outras. 

Então, a partir daí será necessário testar a eficácia de cada uma delas e descobrir se de fato estão sendo úteis e demonstram precisão.

Se detectado que não há eficácia, a auditoria irá apontar meios de transformar essas ferramentas em modelos aplicáveis e eficazes que servirão como base para as possíveis tomadas de decisão.

4. Analise os resultados obtidos

Feito todos os procedimentos acima mencionados, a auditoria poderá ser realizada e assim sua empresa terá em mãos tudo que precisa para reduzir gargalos e melhorar possíveis falhas que estejam prejudicando o crescimento da sua organização.

E quais são os benefícios em se fazer uma auditoria financeira?

Depois de tudo que vimos nesse artigo. Chegou a hora de mostrar para você os reais benefícios que a aplicação de uma auditoria financeira pode fazer por seu negócio:

  • Segurança dos saldos registrados em conta;
  • Apontamento das falhas do controle interno;
  • Oferecimento de oportunidades para melhorar as falhas;
  • Novas formas de gerar relatórios eficientes;
  • Segurança aos colaboradores com a implementação de padrões definidos;
  • Evita desvios e furtos.

Conclusão

Agora você sabe que uma auditoria financeira, quando bem aplicada, pode ser um instrumento poderoso para identificar falhas que precisam corrigidas no seu setor financeiro.

Além disso, ela te dará uma maior confiança, uma vez que será um raio-x da situação atual do financeiro do negócio.

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O Guia do Planejamento Financeiro Empresarial

Sempre que se fala em abrir um negócio próprio, um dos principais pensamentos para a obtenção do sucesso é como fazer um planejamento financeiro empresarial.

Afinal, nenhuma empresa existe sem dinheiro no caixa não é mesmo?

Por isso, nesse artigo, iremos ajudar você a entender o que é preciso para ter um planejamento ideal das finanças da sua empresa.

1. Entenda como sua empresa está atualmente

Você precisa saber que um planejamento financeiro é parte de um plano de negócios.

Ele irá apontar os caminhos a serem percorridos para que sua empresa se torne rentável e consiga seguir um plano de metas com prazos de curta, média e longa duração.

Por isso, será necessário fazer uso de uma metodologia específica ou uma combinação com as metodologias existentes.

Uma das mais conhecidas é a análise SWOT, que tem por função definir os pontos fortes e fracos da empresa diante da concorrência.

Pois, depois de ter definido os principais pontos de importância do seu negócio, você conseguirá elaborar metas e objetivos pensando na realidade da empresa, não partindo do zero.

2. Crie metas e organize as ações

Para se ter sucesso no planejamento financeiro da sua empresa, é necessário ter resultados positivos no seu caixa.

Por isso, uma dica valiosa para começar é separando as despesas pessoais das empresariais.

Você poderá fazer isso manualmente ou com a aquisição de um sistema de gestão online, por exemplo.

Também, faça uso constante do controle de fluxo de caixa, conciliações bancárias, pagamentos de contas, verificação dos recebíveis e claro, acompanhe e gere relatórios.

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Quanto mais detalhes tiver seu planejamento, mais você estará preparado para agir diante dos cenários que se apresentarão.

Um exemplo de metas que você pode adotar para sua organização pode ser da seguinte maneira:

  • Aumentar o faturamento em 50%;
  • Aumentar o número de clientes em 70%;
  • Reduzir os custos em 45%;
  • Abrir uma nova unidade da empresa;
  • Lançar um novo produto ou serviço até o final do ano.

3. Ponha em prática a sua estratégia

Tudo começa a partir de treinamentos e qualificação. Pois, é importante que você passe para sua equipe que depende de cada um deles para que o negócio cresça e se torne rentável.

Daí a importância de você saber que não deve fazer tudo sozinho, e envolver seu pessoal é a melhor maneira para minimizar falhas eventuais.

4. Avaliação e qualificação

É importante ficar atento a análise assim que os primeiros resultados do seu planejamento surjam, faça uma comparação do que foi previsto para o que foi realizado.

Olhe para tudo que foi pensado em seu planejamento. Observe se os resultados foram de fato os esperados. Há algo que deve ser continuado? Tem alguma coisa que precisa ser refeita ou revista?

Atenção a cada momento e fase é de suma importância para que você siga com sucesso.

5. Aplique modificações se necessário

Alguns ajustes ao longo do seu planejamento podem ser de forma preventiva, para que não ocorra erro que comprometa a execução do seu plano.

Além disso, promova mudanças para que no caso de falhas, isso não comprometa o trabalho.

O exercício contínuo do PDCA irá permitir que a cada nova etapa desenvolvida, você cometa menos erros e fique cada vez mais próximo das metas que você traçou.

Um bom planejamento financeiro facilitará a projeção das suas receitas e despesas, o que indicará como está a situação econômica da sua organização, apontando quais caminhos seguir e que determinadas ações precisam ser tomadas.

Para que você tenha sucesso na realização do seu planejamento financeiro, iremos dispor de algumas dicas importantíssimas para que tudo corra da melhor forma possível para seus negócios. Vamos a elas?

7 dicas importantes para um planejamento financeiro de sucesso

1. Saiba reconhecer a situação

O primeiro passo é conhecer de fato a realidade do cenário empresarial que você está inserido.

Veja as condições atuais, avalie os pontos positivos e negativos, veja se o tipo de produto ou serviço é o ideal, olhe se a maneira de se comunicar com o público está coerente. 

É ideal que você faça uso de uma planilha financeira, dessa forma você conseguirá fazer um mapeamento dos passivos e ativos e assim poder tomar as devidas decisões de forma assertiva.

2. Projete possíveis cenários

Um bom planejamento deixará sua empresa preparada para qualquer tipo de acontecimento.

Para isso se faz necessário projetar todos os possíveis cenários existentes.

Pois, toda vez que você faz uma análise minuciosa das situações, terá dados valiosíssimos que trarão segurança na hora de tomar decisões.

Entretanto, é necessário fazer um levantamento de todas as despesas fixas e variáveis para que você projete o ciclo empresarial em todos os cenários possíveis.

3 . Trace um plano de ação

Com as informações que você levantou, é hora de colocar no papel tudo que precisa ser feito:

  • defina objetivos;
  • faça um mapa das ações que deseja alcançar;
  • crie um cronograma executável;
  • divida as tarefas com sua equipe;
  • mensure os resultados;
  • documente tudo para ser avaliado no futuro.

Dessa forma você terá um registro das ações que devem ser feitas para enfrentar cada etapa e eventuais mudanças que ocorram.

4. Calcule o preço do seu produto ou serviço

Para determinar o valor do produto ou serviço que será disponibilizado é necessário fazer uma análise do custo de produção.

A expectativa que você tem do lucro, ter definido pró-labore de sócios e administradores, bem como saber o valor de todas as demais despesas.  

Se ainda assim o preço que está sendo praticado for um problema, o ideal é você rever todos os processos e buscar uma maneira de reduzir os custos, ou aumentar o preço.

5. Contrate um consultor

Na hora de fazer o planejamento financeiro, é bom avaliar a necessidade de contratar um consultor.

Pois, é uma tarefa que exige máxima dedicação e reflexão sobre assuntos que tem a ver diretamente com fluxo de caixa, criação de capital de giro, contas a pagar e receber e outras situações. 

E a rotina de um empresário não é nada fácil. Se olharmos que ele terá que está sempre pensando em tudo para fazer com que a empresa obtenha sucesso.

Portanto, a contratação de um consultor poderá ajudar e muito na hora de traçar planos certeiros e possibilitar novidades.

6. Faça uso das tecnologias

Para manter as coisas em plena ordem, é ideal que você adquira um software online que poderá facilitar no controle das finanças e em demais atividades de gestão, sem falar que você poderá acessar de qualquer lugar do mundo.

Dessa forma você poderá ter total controle do fluxo de trabalho, ter mais facilidade no acesso às informações da sua empresa e assim ter mais tempo para planejar outras atividades do seu negócio.

7. Registre o controle de tudo

Lembre sempre de deixar todos os dados registrados, o setor financeiro de uma empresa requer um controle total.

Assim você poderá tomar decisões com plena segurança e se houver algum problema poderá resolver com mais assertividade.

Conclusão

O planejamento financeiro empresarial é uma das partes mais importantes de qualquer negócio. Afinal, se você não sabe como gastar o seu dinheiro, como irá controlar?

Porém, agora que você sabe como funciona um planejamento financeiro, ponha seu conhecimento em prática e tenha sucesso no seu negócio.

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2. Gestão Financeira

Estruturação financeira: 6 erros que indicam que sua empresa precisa de uma

É comum ouvir dos gestores que a gestão financeira do negócio fica em segundo plano, e que não fazem isso propositalmente. 

Quando não há setores definidos dentro da empresa, grande parte dos empreendedores se esforçam para cumprir as tarefas de vários setores ao mesmo tempo, incluindo o financeiro.

Embora seja comum, é extremamente perigoso para o negócio, principalmente para os que almejam crescimento e aumento de receita.

Hoje, neste, post, iremos mostrar que existem várias razões para que uma empresa necessite de uma estruturação financeira

Portanto, é muito importante que você, gestor, identifique se há, na sua empresa, um desses sinais que mostraremos a seguir.

1. Usar apenas papel para o controle financeiro

Em meio a tanta tecnologia e inovação, anotar informações financeiras da empresa em cadernos parece uma atividade extinta, porém ainda existem empresas que fazem esse controle financeiro manual. 

E este é um hábito que deve ser mudado imediatamente, e explicaremos o porquê.

A adoção de um sistema de gestão, que torna eficiente o processo de controle financeiro da empresa, dará mais segurança e possibilitará o uso da inteligência artificial como aliada no processo de tomada de decisão, além de garantir um controle geral.

Além disso, as informações ficarão compiladas em um só lugar, proporcionando agilidade na busca de alguma informação.

Além disso, por meio de indicadores e dashboards, será possível comparar resultados atuais com os e períodos anteriores de forma rápida e fácil.

2. Misturar finanças pessoais com as da empresa

Apesar de ser óbvio que é uma prática que não deve ser adotada, muitas empresas ainda caem nesse erro, e não conseguem desembaralhar as duas contas.

Assim, não conseguem ter clareza de quais os custos fixos e variáveis da empresa, o quanto ela está lucrando, dentre outros indicadores econômicos.

Sem essas informações, não dá para ter um bom planejamento financeiro, prever as receitas e despesas, identificar possíveis gargalos, enfim, fazer uma correta gestão financeira.

Neste cenário, a estruturação financeira é totalmente necessária, para fazer essa separação de forma correta, e assim a empresa poderá saber em qual nível de maturidade ela está e quais as ações ela pode fazer diante de um cenário realista. 

Pois, sem essa certeza, as decisões serão baseadas em “achismos”, e essa é uma atitude que deve ser evitada ao máximo.

3. Pensar apenas nos custos “maiores”

É muito comum, que as empresas priorizem os grandes custos como despesas com pessoal, tributos, energia elétrica e aluguel.

Todavia, ao deixar pequenas despesas em segundo plano pode fazer com que haja um desperdício de recurso financeiro.

Contas como telefonia, água, e até resmas de papel, merecem atenção, e é papel do gestor verificar, constantemente, se os insumos gerados desses pequenos custos atendem a realidade atual da empresa

Ex.: O valor pago no plano de telefonia atual, ainda atende as necessidades da empresa, ou é uma despesa que pode ser renegociada para um plano mais básico?

Uma pequena mudança como essa pode trazer benefícios a longo prazo, porém apenas tendo um bom controle você identificará esses pequenos pontos de melhoria.

4. Não ficar atento as sazonalidades

Independente do tipo de produto/serviço que está sendo comercializado, alguns eventos externos podem influenciar diretamente nas vendas causado a chamada sazonalidade. 

Não prestar atenção na sazonalidade do mercado, impossibilitará o negócio de ter um fluxo de caixa com previsões que observem essas demandas, e como essas impactarão nas obrigações financeiras das empresas.

O gestor, a partir de um planejamento financeiro bem feito, alinhado a um calendário com os eventos externos que influenciam nos resultados do seu negócio, poderá ver antecipadamente, as épocas de superávit e déficit das suas receitas e despesas, para assim, se precaver.

5. Não saber quanto custa a sua produção

Não saber os custos envolvidos na produção mais um sinal que o controle financeiro não está sendo feito da melhor forma, e precisa ser reestruturado.

É preciso saber, além do preço de venda, quais são os custos fixos e variáveis envolvidos na elaboração dos produtos e/ou serviços comercializados.

A partir do conhecimento dessas informações é possível ter um preço de venda que cubra todos os custos de produção e ainda dê lucro para a organização.

O uso de um bom controle de estoque e até fichas técnicas dos produtos, são fundamentais para que o setor financeiro da empresa seja eficiente, e que opere com dados reais e fidedignos.

6. Achar que precisa de mais dinheiro para o planejamento dar certo

Antes de tudo é necessário entender que uma estruturação financeira deve ser baseada não no que você almeja ter, mas sim no que você tem.

Como gestor, concentre-se em seus resultados financeiros atuais, e quais ações você pode fazer para que as despesas não sejam maiores que as suas receitas.

Existem negócios que mesmo faturando milhões, por não existir um bom controle nas finanças, acabam se afundando em dívidas e com sérios problemas financeiros.

Portanto, é importante ter grandes objetivos, e almejar o crescimento da sua empresa, porém, para isso acontecer deve-se ter uma boa administração dos recursos que você tem hoje.

Conclusão

O processo de estruturação financeira não é complexo, todavia deve ser bem pensado e planejado para que não se torne uma má estratégia dentro da organização

Esteja rodeado da equipe e dos recursos certos, que a probabilidade da sua empresa manter uma saúde financeira estável e equilibrada será maior!

Neste post, mostramos alguns sinais de que sua empresa precisa de uma estruturação financeira. Identificou algum desses sinais em seu negócio?

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2. Gestão Financeira

Aprenda a fazer uma Análise Financeira na sua empresa

Fazer a análise financeira de uma empresa é um dos maiores desafios que os empreendedores enfrentam.

Apesar disso, se faz muito necessária, pois toda e qualquer ação realizada dentro da empresa, independente da área (operacional, técnica, administrativa ou estratégica) refletirá no desempenho financeiro do negócio.

Além disso, dados do SEBRAE sobre a causa de falência das empresas, mostram que o principal motivo para sua falência é a falta de capital.

Considerando a importância do assunto, hoje, neste post, vamos mostrar o passo a passo para fazer uma boa análise financeira da sua empresa e como tornar, esta, uma ação estratégica constante.

O que é a Análise financeira?

De forma geral, análise financeira é um conjunto de processos que permitem avaliar a saúde fiscal do negócio e a movimentação de receitas e despesas, focando em garantir a estabilidade, equilíbrio, capacidade de gerar lucro e acompanhar seu crescimento.

Por isso, a ausência dessa análise pode prejudicar a saúde fiscal e até a própria existência da organização, uma vez que o gestor não saberá a situação financeira do negócio. 

Passo a passo para fazer a análise financeira em sua empresa

1. Organize suas contas

Antes de a análise ser feita, é necessário que as contas da empresa estejam devidamente organizadas, ou seja, que os lançamentos de receitas e despesas sejam dados confiáveis, para garantir a veracidade da informação que será gerada pelos indicadores para o gestor. 

Portanto, faça uma pequena auditoria nas contas da empresa, e verifique se elas estão de acordo com a realidade, para assim, iniciar a análise.

2. Analise o equilíbrio econômico do negócio

Dentro da análise de equilíbrio econômico do negócio encontramos as variáveis que interferem na sua viabilidade, como a capacidade de se estabilizar e gerar lucro. 

Além dela, temos alguns indicadores que fazem parte dessa análise, como:

Faturamento periódico

Permite que o gestor conheça e acompanhe as vendas de forma mais detalhada, dia a dia, com informações sobre o quê, quanto, e quando ocorreram as entradas.

Custos fixos

Aqui serão destrinchados os custos que são essenciais para a existência do negócio, e devem ter um acompanhamento constante bem como sempre pensar em ações para poder enxugá-los.

Custos variáveis

Aqui estarão detalhados os custos que são diretamente proporcionais ao volume de vendas do produto/serviço final.

Uma estratégia muito assertiva é transformar ao máximo custos fixos e variáveis, de modo a manter um custo operacional proporcional à produção da empresa.

Margem de contribuição

É um indicador capaz de indicar se o preço de venda dos produtos pode pagar os custos fixos e gerar lucro.

A partir dele são realizadas análises de viabilidade, ponto de equilíbrio, lucratividade, etc.

Quanto maior for esse índice, melhor está a saúde financeira da empresa.

Lucro operacional

Trata-se do resultado, após a dedução dos custos fixos e variáveis dentro de um período.

Preço de venda

Além de ter a preocupação com a capacidade do produto de “se pagar” outros fatores devem ser considerados no momento da precificação.

O valor pago pelos clientes é que fomenta o capital de giro e a rentabilidade do negócio.

Preço de venda

Para que haja equilíbrio financeiro e saldos constantemente positivos, é fundamental ter um bom controle de fluxo de caixa, que  possua projeções estratégicas das entradas e saídas, visando a sustentabilidade e equilíbrio econômicos.

3. Examine o demonstrativo de resultados do exercício (DRE)

Por meio da DRE é possível analisar os principais pontos do negócio, e avaliar uma grande quantidade de informações que estarão compiladas em um só lugar, como:

  • impostos;
  • despesas operacionais e financeiras;
  • receitas;
  • entre outras.

Além disso, permite a comparação com os resultados de outros períodos, possibilitando uma análise de médio e até longo prazo, que pode ser extremamente útil para uma boa tomada de decisão.

Para a elaboração desse demonstrativo, é mais indicado que seja estruturado seguindo uma sequência e lógica para facilitar o entendimento do analista.

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4. Analise os indicadores financeiros

É fundamental analisar indicadores econômicos do negócio, pois eles permitem o estudo de parâmetros mais detalhados da saúde financeira da empresa, bem como avaliar os resultados do período atual em relação a anteriores. 

Dentre as principais métricas a serem analisadas, estão:

Indicadores de liquidez

De maneira geral, avaliam a capacidade de pagamento da empresa diante das suas obrigações.

Eles são divididos em 4 tipos de liquidez que se diferenciam pelo tempo que se refere:

  • Corrente: Analisa a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo.
  • Seca: Avalia a mesma capacidade da liquidez corrente, porém excluindo os ativos “em estoque”.
  • Imediata: Avalia a capacidade da empresa de lidar com emergências financeiras.
  • Geral: Avalia a capacidade da empresa de cumprir com as obrigações a longo prazo.

Indicadores de estrutura do Capital 

Analisa quanto que o capital geral da empresa está comprometido com as obrigações, bem como quanto de capital de terceiros está investido para manter o negócio. 

Deve-se dar atenção ao comprometimento do patrimônio empresarial, pois tendo este indicador muito elevado pode prejudicar investimentos utilizados para crescimento do negócio

Indicadores de endividamento

Avalia qual o volume de obrigações da empresa (dívidas com fornecedores, bancos, terceiros) dentro do capital próprio da empresa. 

A análise desses indicadores permite que o gestor acompanhe se a empresa continuará estável ou se enfrentará períodos turbulentos dentro das finanças.

Indicadores de Atividade 

Tem a finalidade de medir a velocidade que as contas se tornam vendas. E dentre os principais indicadores dentro desta categoria temos: 

  • giro de caixa;
  • prazo médio de pagamento;
  • giro de estoque

Um baixo giro de caixa implica dizer que o dinheiro recebido dos consumidores finais, demoram a financiar as atividades ou da empresa. 

Assim os prazos são longos, e uma abrupta queda nas vendas não afetará rapidamente a operação da empresa.

Conclusão

Ficar por dentro da vida financeira da empresa deve ser uma das principais missões do empreendedor.

Pois, essas informações são cruciais no momento da tomada de decisões da empresa.

Porém, agora você já sabe como fazer uma análise financeira da sua empresa e o quanto cada um desses elementos apresentados são importantes para manter a saúde financeira do negócio.

Esperamos que esse conteúdo te ajude a manter seu negócio nos trilhos.

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2. Gestão Financeira

5 ferramentas para fazer o controle de gastos da sua empresa

Um dos principais desafios das empresas é fazer o controle de gastos da organização de forma eficiente e certeira.

Porém, quando a empresa vai crescendo, fazer isso manualmente é quase que impossível. Por esse motivo existem softwares e aplicações que auxiliam os gestores nisso.

Então, fizemos algumas pesquisas e listamos aqui as 5 melhores ferramentas para auxiliar no controle de gastos das empresas, pequenos negócios e empresários que você pode usar agora.

1. Conta Azul 

conta azul

O que é?

O Conta Azul é uma ferramenta construída para auxiliar a gestão financeira de empresas de micro, pequeno e médio porte. 

O seu principal objetivo é auxiliar o empresário, automatizando processos e utilizando a tecnologia a favor das empresas.

Quais as suas funcionalidades?

O foco aqui é organização e separação de todas as coisas nos seus cantos.

Isso é importante, pois, antes de entender sua situação financeira, você precisa categorizar cada atividade: dinheiro em caixa, dinheiro do que foi vendido, dinheiro gastos com as contas, etc.

Por isso, o Conta azul é perfeito para te ajudar no controle de tudo, já que ele tem vários módulos dentro dele.

Abaixo listamos algumas das funcionalidades dentro dos módulos dele que fazem com que esse sistema seja um dos mais utilizados:

  • Controle de Caixa;
  • Controle Financeiro;
  • Controle de Vendas;
  • Emissão de NF-e;
  • Emissão de NFS-e;
  • Integração bancária;
  • Controle de Estoque;
  • Importação Automática de XML de compra;
  • Emissão de Boletos Bancários para Cobrança;
  • Relatórios;
  • Integração com o Contador.

Por que é bom?

O Conta Azul é um ótimo meio de controle de gastos porque é um software completo, simples de ser usado e que cresce a cada dia.

A parte mais incrível dessa ferramenta é que ela também controla seu estoque, o que poucas ferramentas de gestão financeira fazem. Esse diferencial faz com que seja um opção mais completa para os empreendedores.

Quanto custa?

Existem planos que começam em R$89,90, por mês, podendo chegar a R$249,90 ao mês, no pacote mais avançado do serviço.

2. QuickBooks Zero Paper

O que é?

Existem dois softwares com nome semelhante, mas da mesma organização. Um é o QuickBooks e o outro é o QuickBooks ZeroPaper.

O QuickBooks é um sistema de gestão avançada, que além do gerenciamento de fluxo de caixa, traz outras funcionalidades que o torna mais robusto, comparado ao ZeroPaper. Ele é uma versão mais completa e mais cara.

Já o QuickBooks ZeroPaper é um sistema para controle de gastos e outras atividades financeiras, de modo a fornecer controle e análise do fluxo de caixa de seu negócio.

A finalidade do sistema é ter registrada todas as movimentações financeiras de seu negócio, para poder lhe fornecer relatórios simples, rápidos e objetivos.

Quais as suas funcionalidades?

Não é tão completo quanto o Conta Azul, mas o QuickBooks ZeroPaper permite um controle de gastos iniciais, para sua empresa que está começando agora a se organizar.

Além disso, ele conta com a possibilidade de ver múltiplas contas bancárias simultaneamente.

Algumas das outras funcionalidades desse programa:

  • Fluxo de caixa;
  • Cadastro de múltiplas contas bancárias;
  • Controle de recebimentos e despesas;
  • Emissão de recibos;
  • 50GB de armazenamento de comprovantes;
  • Alertas de vencimento (sms / e-mail);
  • Gerenciamento de contatos;
  • Usuários associados;
  • Relatórios.

Por que é bom?

Pelo seu baixo preço é uma boa ferramenta para iniciar seu controle de gastos, mesmo antes de lucrar muito.

Quanto custa?

Ele é bem barato, seus planos começam em R$49,90 por mês e chegam até R$69,90 por mês, com algumas funcionalidades a mais.

3. GestãoClick

O que é?

O GestãoClick é um software mais voltado para a gestão empresarial. Isso porque ele procura auxiliar as pequenas e médias empresas a controlar as vendas de seus produtos e/ou prestações de serviços.

Esse controle inclui o setor financeiro, o setor de vendas, compras, estoque, entre outros.

Quais as suas funcionalidades?

  • Cadastros: clientes, fornecedores, produtos, serviços
  • Estoque: controle de estoque, cotações online, compras, transferência e etiquetas
  • Vendas: orçamentos, vendas, ordens de serviços e pdv
  • Financeiro: controle financeiro, contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa, conciliação bancária, emissão de boletos, carnê de pagamento
  • Relatórios: relatórios, cadastros, financeiros, vendas, estoque, locações
  • Notas Fiscais: emissão de nf-e, emissão de nfs-e, emissão de nfc-e, importar xml
  • Contratos: gestão de contratos, locações, serviços

Por que é bom?

Por ser um sistema focado nos produtos e serviços, ele tem facilidade na montagem de ordens de serviços.

Quanto custa?

O plano mais barato custa apenas R$49,90 por mês, enquanto o mais caro custa R$199,90 por mês. Lembrando que outros softwares, principalmente estrangeiros, costumam ser bem mais caros.

4. Granatum

O que é?

O Granatum é um software online com relatórios poderosos para sua empresa fazer a gestão financeira sem complicação.

Quais as suas funcionalidades?

  • Planejamento orçamentário
  • Fluxo de caixa e Fluxo por competência
  • Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e)
  • Emissão de recibos de pagamento e recebimento
  • Controle de contas a pagar e receber
  • Multiusuários
  • Cobranças com boletos bancários ou cartão de crédito
  • Relatórios gráficos flexíveis e poderosos
  • Metas

Por que é bom?

É uma ferramenta muito boa para o controle de gastos da sua empresa, pois é simples, direta e intuitiva. Totalmente construída pensando no usuário.

Quanto custa?

Existe apenas um plano, que custa R$151 ao mês.

5. Qipu

qipu

O que é?

Já o Qipu é um serviço de contabilidade online que ajuda o empreendedor a se manter em dia com as obrigações fiscais.

Quais as suas funcionalidades?

  • DRE/Escrituração contábil
  • Consultoria e assessoria contábil
  • Consultoria Fiscal e Contábil
  • Balanço e Balancete assinado
  • Controle de DAS
  • Emissão dos Boletos DAS MEI
  • Ficha cadastral / CNPJ da Empresa
  • Emissor NFSe – Nota Fiscal de Serviços
  • Calculadora de Pró-labore
  • Entre outros

Por que é bom?

Tem um preço mais baixo que os outros e traz mais funcionalidades contábeis.

Quanto custa?

Tem um módulo gratuito e os módulos pagos vão de R$9,90 ao mês à R$99 ao mês.

Conclusão

Fazer o controle de gastos em sua empresa pode ser mais fácil e prático usando ferramentas que te organizem isso de forma automática e evite erros humanos.

Siga as nossas dicas e escolha qual ferramenta mais se adequa ao seu negócio e comece a ter o controle da sua empresa.

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Como calcular o Preço de Venda ideal para o seu produto

Saber calcular o preço do seu produto é um dos principais fatores no momento de abrir um negócio ou lançar algum serviço/produto.

Por que estudar o preço de venda do produto?

Ele interfere em duas variáveis importantes dentro de um negócio: o seu posicionamento diante do mercado que atua e dos seus concorrentes, e a capacidade de gerar lucro do que for vendido.

Além disso a precificação é utilizada pelos empreendedores para fazer projeções de vendas, ações de marketing e até definir metas e resultados financeiros esperados.

Precificar é um processo tão importante dentro da organização, que se for feito de forma errônea, pode resultar em prejuízos financeiros e mercadológicos para a empresa.

Além disso, pode até prejudicando a entrega de valor que seria oferecida por aquele produto/serviço.

Hoje, neste post, iremos te orientar quais as etapas a serem seguidas para calcular o preço de venda ideal para seu produto ou serviço.

Faça uma pesquisa sobre os preços praticados no mercado

Disputa pelo preço de venda

É fundamental fazer essa análise externa, para entender o preço praticado pelos seus concorrentes, e qual a relação custo/benefício oferecido.

Assim, irá evitar que a sua loja ofereça um preço fora da realidade, e também explorará melhor o diferencial que o seu produto oferece.

Você deve ter um bom pensamento crítico ao fazer essa análise externa, pois muitas vezes os preços aplicados fogem da sua realidade.

Caso você os pratique, poderá ficar com uma curta margem de lucro, que muitas vezes não valerá a pena.

Por essa razão, é que o preço de venda praticado tem tudo a ver com o posicionamento estratégico que será adotado pela empresa.

Existem aquelas que possuem estratégias de venda voltada para “preço”, na qual o foco é vender mais barato. Porém, há estratégias voltadas para a “diferenciação” que focam mais em qualidade, e no valor agregado ao produto, fazendo o negócio praticar um preço mais elevado, porém compensando por meio do benefício oferecido.

Conheça conceitos importantes antes de calcular o PV

De forma geral, o processo de precificação envolve entender o comportamento de consumo do seu cliente, o preço praticado pela concorrência, quais as despesas relacionadas ao produto até ele ser vendido, e o lucro que a sua empresa terá.

Mas, primeiramente, é importante conhecer alguns conceitos sobre os componentes do preço de um produto, a fim de compreender melhor o que cada um significa. São eles:

  • Custos Fixos: São os custos relacionados ao processo produtivo, que não variam em função do volume de produção.
    Ex.: Aluguel do espaço, folha salarial, etc.
  • Custos Variáveis: ao contrário dos custos fixos, são aqueles que variam em função do volume de produção ou de vendas.
    Ex.: Matéria-prima, embalagens, comissão de vendas, desperdícios, etc.
  • Lucro: Retorno que a empresa terá com a venda daquele produto ou serviço, é o dinheiro que financiará o crescimento do seu negócio.

Dentro dos custos fixos, ainda há uma nova divisão, porém relacionada ao rateio dos custos para o preço final do produto, são eles:

  • Custos Diretos: São aqueles ligados à aquisição ou produção, sem precisar de um rateio para inserir nos custos finais.
    Ex.: Matéria-prima, mão de obra, depreciação dos equipamentos.
  • Custos Indiretos: São custos que necessitam de uma divisão de forma proporcional de acordo com o que for utilizado para a produção ou aquisição daquele produto, para assim atribuir o valor correto ao preço final.
    Ex.: Limpeza, manutenção, energia elétrica, etc.

Faça um levantamento dos dados e precifique o produto

Após conhecer todos os componentes do preço de venda, chegou o momento de fazer os cálculos e precificar seu produto ou serviço.

Para melhor compreensão desse levantamento utilizaremos um exemplo de uma padaria:

Suponha-se que em uma padaria, o dono do negócio deseja calcular o preço ideal para a unidade do pão, sabendo que o mesmo deve cobrir seus custos e ainda assim, dar lucro. 

A partir disso, o primeiro passo é levantar todos os custos diretos e indiretos que estão ligados a produção de uma leva de pães (composta 100 pães). Após levantar os custos de produção chegou a um montante de 50 reais. E o dono do negócio decidiu que deseja lucrar 50 reais por leva.

Diante dessa situação, iremos aplicar a fórmula de precificação:

Custos + Lucro = Preço de Venda

50 + 50 = 100 reais

Agora então, calcularemos o preço da unidade do pão, sabendo do custo de uma leva de cem pães, teremos o seguinte cálculo.

Preço Total / Quantidade Total

100/100 = 1 real

Portanto o valor do pão será R$1,00, e precificando dessa forma o empreendedor daquela padaria saberá que além de estar pagando os custos de produção daquele produto, ele ainda terá um lucro de 100%.

Só o cálculo já é suficiente para definir o preço de venda do meu produto?

Se depois de precificar, o empreendedor ao fazer uma comparação entre o seu preço de venda e o dos concorrentes, identificar que o preço está exorbitante e não competitivo?

Ele poderá otimizar seus custos, identificando formas de enxugar os processos e reduzir as despesas, ou poderá ajustar a margem de lucro.

Assim, ele poderá chegar ao preço ideal e competitivo, porém sem perder a viabilidade e lucratividade daquele produto.

Precificar os seus produtos e serviços de forma correta pode ser um diferencial competitivo dentro da sua empresa.

Processos como esse sendo executados de forma correta e segura são imprescindíveis para garantir o resultado no final do mês.

Uma dica: Não entre em competições por preço sem uma fundamentação, e termine cobrando dos consumidores um preço abaixo do aceitável.

Muitas empresas podem ir à falência por não suportar os prejuízos que atitudes como essa causam.

Curtiu o conteúdo e quer saber como FCAP JR. pode te ajudar na Precificação do seu produto ou serviço?

Entra em contato com a gente e conheça nossas soluções!

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2. Gestão Financeira

O que é pró-labore e como calcular o de cada sócio?

Pró-labore algumas vezes é confundido com lucro da empresa. Porém, existe uma diferença entre eles. Neste blog vamos explicar o que ele é e como calculá-lo.

O que é Pró-labore?

Pró-labore é a remuneração que é atribuída aos administradores e ou sócios de uma empresa.

O que é totalmente diferente do lucro da empresa.

Entretanto, os sócios que não possuem nenhum tipo de função administrativa irão receber por meio de distribuição dos lucros, juros sobre capital ou bonificações.

Claro que isso irá variar dependendo do tipo de modelo de contrato adotado pela organização.

No âmbito empresarial, muito se é discutido sobre a importância do pró-labore para as empresas.

Isso ocorre, pois financeiramente existem os que defendem que compensa mais um sócio receber apenas pela divisão dos lucros do que o pró-labore, pois haverá uma incidência dupla de carga de impostos.

Vejamos como isso acontece:

IMPOSTOS PAGOS PELOS SÓCIOS

11% de INSS sobre o valor do pró-labore

IRRF igual ao pago pelos salários dos trabalhadores que varia até 27,5%

IMPOSTOS PAGOS PELA ORGANIZAÇÃO

INSS de 20% do valor do pró-labore.

Olhando assim parece desanimador não é mesmo? Mas não se deixe enganar.

Se você não definir um valor de pró-labore, e pensar que deve retirar tudo como lucro, haverá por parte do governo uma perda de arrecadação de tributos, o que passa a ser um risco para a empresa, que pode passar a ter uma tributação de INSS e imposto sobre ele.

Fique atento

Muitos sócios e administradores inexperientes podem se confundir com essa questão do pró-labore e acabam cometendo alguns erros ao abrir mão de recebê-lo.

Com isso, uma das consequências é a perda de uma aposentadoria no futuro.

Além disso, é preciso ter bastante atenção quando os sócios ou administradores da empresa resolvem atribuir um valor simbólico, por certas vezes abaixo do piso salarial.

Isso é totalmente desaconselhável, pois para os órgãos fiscalizadores isso pode parecer uma tentativa de reduzir os impostos, o que acarretará em autuações.

A importância do pró-labore para sua empresa

É importante que você saiba que quando não é definido um valor de pró-labore e os administradores e sócios da empresa resolvem receber a divisão dos lucros, além de enfrentar possíveis problemas fiscais, isso também pode comprometer o lucro líquido da organização.

Bem, agora que você já viu o que é e qual a importância do pró-labore, é hora de a gente ver como calcular ok?

Como calcular o pró-labore

Alguns passos precisam ser tomados e definidos para calculá-lo na empresa. Veja os principais que listamos para você seguir:

  • Liste os sócios e as atividades que irão desenvolver na empresa;
  • Pesquise qual o valor que está sendo praticado no mercado para cada função dos sócios;
  • Faça os cálculos com base nesse valor de mercado e encontre um valor ideal;
  • Feito tudo isso, você terá definido o pró-labore e também uma gestão financeira equivalente para sua organização.

Uma coisa muito importante para que você fique atento é que o pagamento do pró-labore para os sócios e administradores deve ser feito exatamente como para qualquer outro funcionário, ou seja, se o pagamento é mensal dos funcionários o mesmo acontecerá com os sócios. 

Outra coisa: pró-labore não é divisão de lucros tá? Os sócios tem direito ao pagamento por seus serviços prestados para a empresa, e claro, também terão direito a participação dos lucros da empresa, desde que esteja estabelecido no contrato.

Esperamos que esse artigo tenha sido útil e que a partir de agora você não tenha mais dúvidas sobre esse assunto.

Nós da FCAP Jr. Estamos sempre dispostos para lhe ajudar.

Se precisar de ajuda, entre em contato conosco