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Como fazer uma gestão de fornecedores eficiente?

A gestão de fornecedores é uma tarefa estratégica, contínua e faz parte da rotina de qualquer empresa.

E é necessária muita atenção para o gerenciamento daqueles que fornecem os insumos necessários para que a operação do negócio aconteça de forma eficiente.

Mas, como fazer a melhor gestão desses fornecedores para conseguir um relacionamento melhor com eles, conseguir melhores preços e mais competitividade?

Neste post, vamos te mostrar como melhorar a gestão de fornecedores da sua empresa. Continue lendo e aprenda.

O que é a gestão de fornecedores e qual sua importância?

A gestão de fornecedores está relacionada aos processos de planejamento, controle, monitoramento constante e implementação de melhorias contínua da relação empresa-fornecedor.

É um processo que visa beneficiar o negócio, buscando os melhores preços, prazos, níveis de serviço, qualidade, dentre outras características.

Existem fornecedores para diferentes tipos de suprimentos, como os de matérias-prima para produção de uma empresa, de material de suporte e até de produtos finais, para os casos de empresas que trabalham com revendas.

Independente do tipo, é preciso dar atenção a essa gestão, porque ela é a base da qualidade final dos seus produtos ou serviços.

Além de reduzir falhas, promover maior segurança na estipulação de metas e cumprimento dos prazos com os clientes.

Como fazer gestão de fornecedores?

A seguir, iremos mostrar o que pode ser relevante no momento de criar e gerenciar uma rede de fornecedores para o seu negócio.

1. Escolha de fornecedores

O processo de gerenciamento dos fornecedores começa com a escolha destes, orientada por critérios bem definidos, que façam sentido para a realidade do seu negócio.

Após a definição desses critérios, inicia-se a pesquisa, onde o gestor possa observar fatores como a qualidade da mercadoria, a relação custo-benefício, a confiabilidade da marca, para assim conseguir fazer uma análise comparativa, que resulte na melhor escolha.

Para obter essas informações, pode-se fazer:

  • Pesquisas na internet através do CNPJ;
  • avaliações em sites específicos para aquele insumo;
  • comentários de outros clientes;
  • além do histórico e tempo de existência do fornecedor.

É interessante fazer uma visita presencial nas instalações da empresa, para inferir se logisticamente é benéfico fechar negócio com aquele fornecedor, considerando que a logística dos suprimentos requerem um alto custo.

Além desses critérios, existem outros mais técnicos de acordo com o tipo de material do insumo, podemos citar alguns:

  • Normas de segurança
  • Políticas de compliance
  • Política de direitos humanos
  • Certificações de qualidade
  • Políticas ambientais
  • Flexibilidade para mudanças

Todos esses fatores são importantes, para garantir a confiabilidade e qualidade da cadeia de valor do produto ou serviço.

2. Negocie com os fornecedores

A negociação é um processo importante para garantir o melhor preço e as melhores condições com os fornecedores.

Nesse momento é preciso que o gestor tenha conhecimento do seu fluxo de vendas, do giro do seu estoque, e da previsão da sua demanda.

Com essas informações, ele saberá quais são as variáveis mais importantes para poder negociar.

Por exemplo: se nos feriados geralmente aumentam as vendas da empresa, o empreendedor terá que fazer um planejamento do quanto que precisa cobrar para cobrir suas despesas, quantos produtos serão necessários, em quanto tempo, para assim, ser capaz de negociar com os fornecedores, sem grandes prejuízos desnecessários.

Alguns outros fatores que o gestor pode observar no momento da negociação são: 

  • Condições de pagamento
  • Garantias
  • Benefícios Extras
  • Tempo para pagamento
  • Agilidade de entrega

3. Mantenha o relacionamento com os fornecedores

Tão importante quanto escolher e iniciar o relacionamento com os fornecedores, é saber manter essa relação consistente e benéfica.

A ausência de um bom relacionamento, pode atrapalhar tudo o que foi planejado.

Em termos técnicos, esse processo se trata do SRM (Supplier Relationship Management), ou Gestão do Relacionamento com os Fornecedores.

Em algumas empresas, existem cargos específicos especializados em gerenciar essas contas.

mantendo o bom relacionamento com os fornecedores
Foto de Tima Miroshnichenko no Pexels

A função desse cargo é basicamente promover interações estratégicas, de modo que maximize o valor e garanta que as partes interessadas fiquem satisfeitas.

Essas ações podem levar a outras oportunidades de possíveis parcerias, e até aumentar a flexibilidade na negociação de preços e/ou prazos.

Vale ressaltar que os fornecedores são um dos stakeholders mais importantes, devido à ligação direta com a atividade-chave da empresa.

E para garantir esse bom relacionamento,  existem soluções tecnológicas que facilitam esse processo, automatizando o SRM.

Além de propor outras funcionalidades, como avaliação de fornecedores, classificação de acordo com o custo e qualidade, dentre outros recursos.

4. Avalie constante dos fornecedores

Após a contratação dos fornecedores, é importante ter um sistema de avaliação contínua, que vai assegurar que o que foi acordado no início da negociação está sendo cumprido.

Esse controle possibilitará a criação de planejamentos melhor embasados e estruturados.

Dentro dele, o responsável pelo setor de compras irá monitorar as empresas fornecedoras com critérios gerais (aqueles que se repetem e independente da atividade-fim da empresa) e específicos (que são aqueles aspectos que interferem no modelo de negócio e do produto/serviço final).

Por meio de sistemas de gestão, a empresa consegue coletar, armazenar e gerenciar dados, para assim utilizar a inteligência artificial para basear os planejamentos e as tomadas de decisão relativas aos fornecedores.

Em um cenário que o mercado muda constantemente com o surgimento de novas empresas, o gestor deve ficar atento para se certificar que manter a parceria com aquele fornecedor ainda será benéfico para a empresa, financeira e operacionalmente.

5. Use a tecnologia para gerenciar os fornecedores

O uso da tecnologia para o gerenciamento de fornecedores não é mais considerado um diferencial, e sim uma necessidade dentro das empresas.

Uma das principais vantagens é a possibilidade de integrar informações, dentre os diversos setores envolvidos no processo de fornecimento.

Essas soluções facilitam o processo de compreensão do quê, quanto, com quem e quando deve ser comprado.

Além de informações financeiras que serão essenciais para evitar grandes prejuízos, e escolha de fornecedores inadequados.

Além disso, é possível evitar custos desnecessários com excesso de estoque, compras feitas de forma desprogramada e sem lógica.

Em situações que existam mais de uma filial da mesma empresa, a distribuição dos insumos fornecidos poderá ser acompanhada de forma ágil, fácil e de modo que a segurança desses dados não seja comprometida.

Conclusão

A gestão de fornecedores, apesar de ser um processo completo, é vital para a administração de qualquer negócio. 

Neste post, mostramos a importância em cada processo envolvido, e como ele pode trazer benefícios para vários setores da empresa, inclusive o financeiro. E ela vai mais além de que a rotina de compras e contas a pagar, pois, envolve toda a parte de planejamento, investimento, gerenciamento, controle e implementação de melhorias.

Uma empresa com um processo de compras bem estruturado e definido, terá maiores chances de crescer de forma orgânica, saudável e preparada para qualquer cenário.

Portanto, não fique para trás e comece agora a implementar uma boa gestão de fornecedores para garantir o sucesso nessa área estratégica da sua empresa.

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Gestão empresarial

Como fidelizar clientes? 7 táticas para aumentar a retenção

No mercado atual, todos os produtos estão sempre se reinventando seja na sua empresa ou na concorrência, sendo copiados ou melhorados.

Por isso, para garantir que os consumidores permaneçam em seu negócio é importante também fidelizá-los!

Entender como fidelizar clientes tornou-se essencial para qualquer organização, grande ou pequena.

Mas é importante entender que essa fidelização vai muito além de oferecer um produto de qualidade aos clientes.

Trata-se de criar valor, estreitar relacionamentos com os mesmos, gerar engajamento e superar expectativas de diversas formas.

Ou seja, encantá-los.

Para te ajudar nessa missão, preparamos uma lista com 7 táticas para aumentar a retenção dos seus clientes.

Vamos lá?

7 táticas para aumentar a fidelização de clientes

1. Conheça bem o seu consumidor

Se você quer entender como fidelizar clientes, você precisa entender seu público.

Uma das formas de fazer isso é construindo uma buyer persona.

De forma geral, uma buyer persona nada mais é do que o perfil do cliente ideal para seu negócio, e é importante traçá-lo para entender quais são exatamente seus hábitos e anseios.

Além disso, entender o que ele deseja e de que forma sua empresa pode atender as necessidades que ele possui.

Ao conhecer seu consumidor você poderá direcionar seus esforços a convencê-los para a compra em vez de tentar convencer ao público errado, que não estará interessado, e gastar suas estratégias em vão.

2. Crie uma experiência de atendimento única

Seja sua empresa um pequeno quiosque ou uma grande indústria, é importante que os clientes sejam sempre tratados como se fossem únicos e especiais.

Deixando claro que você está feliz em tê-lo e que se preocupa com cada uma de suas necessidades.

Para fornecer essa experiência, você precisa garantir que no atendimento ela seja:

  • Positiva, para garantir que seu público queira revivê-la;
  • Significativa, porque deve causar impacto no cliente de forma que ele conheça sua empresa pelo que ela faz de bom através de um atendimento respeitoso e que os ajude a solucionar seus problemas;
  • Memorável, para que os clientes sempre lembrem a experiência boa que tiveram ao se relacionarem com a marca.

3. Aposte em programas de fidelização

Oferecer programas ou benefícios de fidelidade é um bom atrativo para fazer com que os clientes escolham sua empresa por muito tempo.

Isso pode ocorrer através de vantagens ou descontos exclusivos para os participantes, brindes fornecidos em compras, promoções especiais e diversas outras formas.

Para esses programas, é importante atentar para que:

  • Eles ofereçam vantagens que realmente são desejadas e irão fazer diferença para os clientes;
  • Seja de fácil acesso;
  • Tenha responsabilidade e compromisso com o cliente;
  • Permita a captação de informações sobre os clientes;
  • Realmente tenha incentivos que façam os clientes permanecerem no programa.

4. Ouça o que seus clientes têm a dizer

Em qualquer negócio é importante obter o feedback dos seus clientes, e a comunicação precisa ser uma via de mão-dupla.

Com as redes sociais, essa troca de informações se tornou ainda mais facilitada, pois seus clientes podem utilizar esse meio para entrar em contato com sua empresa.

Por isso, é necessário estar sempre atento a elas para garantir que os consumidores não sejam ignorados nessas plataformas.

Ao utilizar essa tática você fará com que os clientes sintam que estão tendo suas opiniões valorizadas.

Além disso, eles poderão até mesmo apontar detalhes que podem passar despercebidos, mas que influenciarão com futuros clientes, para que as medidas corretivas sejam tomadas.

5. Reconheça seus clientes

Reconhecer seu cliente funciona basicamente através de demonstrações de que ele é importante para sua empresa e que ele é apreciado.

Seja através de cartões de aniversários ou brindes de Natal e ocasiões especiais, seu cliente se sentirá lembrado e valorizado e essas atitudes irão mostrar que você o acha especial, criando assim memórias e vínculos

6. Meça a satisfação dos seus clientes

O que não se mede, não se gerencia

William Deming.

Para que essa falta de mensuração não venha a atrapalhar nos negócios é importante garantir que todos os passos das atividades da sua empresa estão sendo mensurados.

Desde qual funcionário está atendendo melhor até, qual produto está sendo mais vendido.

É possível realizá-la através de pesquisas, e com essa mensuração se tornará viável o estabelecimento de metas e a garantia de que toda sua equipe esteja voltada para resultados.

Após a mensuração, é também é fundamental não esquecer de realizar análises para a correção de problemas e melhorias no desempenho.

7. Esteja presente com um processo de pós-venda

Se você acha que o trabalho da sua empresa vai até o momento em que a venda ocorre, está muito enganado.

Esse é o maior erro de muitos negócios, e para que isso não ocorra é importante desenvolver estratégias de pós-venda.

Mostrando assim ao cliente que você se interessa pela resolução do problema dele e não apenas em ganhar o dinheiro com a compra.

Uma excelente forma de realizar esse processo é através de ligações, e-mails ou até reuniões de follow-up oferecendo assim suporte para a retirada de todas as dúvidas que possam surgir.

Principais benefícios da fidelização de clientes

Agora que você já sabe como fidelizar seus clientes, separamos alguns motivos para que você insista na aplicação, como:

  • Clientes fidelizados apresentam maior propensão de realizar marketing boca a boca gratuito a seus amigos e familiares, os influenciando a também utilizarem seus produtos ou serviços;
  • Eles comprarão seus produtos repetidamente se estiverem satisfeitos, além de apresentarem maior probabilidade de experimentação para novos produtos da sua empresa;
  • Em situações adversas (como atrasos, por exemplo), os clientes fiéis podem entender melhor e dar novas chances por já conhecerem sua empresa.

Conclusão

Um cliente fidelizado não é apenas um comprador de seus produtos ou serviços, mas sim alguém que poderá transmitir as ideias do seu negócio para outras pessoas.

Mantê-los encantados irá fazer com que sua empresa se consolide no mercado e tenha uma boa reputação e os tornará embaixadores da sua marca.

Ao final dessa leitura acreditamos que você já está pronto para utilizar cada uma das táticas em seu negócio, então chegou a hora da ação!

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Gestão empresarial

Organização de Estoque: como fazer e diminuir desperdícios?

Em empresas de qualquer segmento, um dos principais objetivos é sempre de atender as demandas do mercado, realizar vendas e obter lucro.

Para atender essa demanda, existe uma atividade que é fundamental no sucesso do negócio: organização de estoque.

Isso acontece porque todos as variáveis referentes a venda dos produtos e serviços devem ser considerados e é importante saber exatamente:

  • Quantidade de produtos disponíveis;
  • onde estão disponibilizados os materiais;
  • lotes;
  • datas de validade.

Entre diversas outras informações, todas essenciais para a tomada de decisões do negócio.

Contudo, com a correria do dia a dia, muitas organizações acabam não conseguindo dar conta de manter o estoque em ordem.

E o resultado disso acaba sendo a falta de controle dos produtos e até mesmo perdas devido a gastos desnecessários.

Então, se você quer garantir a organização de estoque na sua empresa e evitar perdas importantes para seu negócio, continue lendo.

O que é a organização de estoque?

De forma geral, a organização de estoques é um modelo de gestão que permite uma empresa de gerenciar o volume de produtos que ela possui disponível para garantir que as demandas dos clientes sejam atendidas e o negócio funcione.

Para que ela ocorra, é necessário que você saiba exatamente como deve armazenar os produtos e controlar as entradas e saídas de estoque.

Assim, equilibrando todo o ciclo da mercadoria através de informações e planejamento, como categorização de produtos, projeção de vendas, sazonalidade, etc.

Independentemente de qual o segmento em que o negócio atua, a organização de estoques é fundamental para que operações sejam eficientes e otimizadas.

Além de garantir que os processos estarão alinhados com todos os objetivos e estratégias da empresa.

Quais os principais benefícios da organização de estoque?

benefícios da organização de estoque
Foto de Tiger Lily no Pexels

Os benefícios da utilização da organização de estoques vão da melhoria na execução de atividades no dia a dia aos resultados obtidos.

Os principais são:

Redução de custos

Com o gerenciamento dos estoques é possível diminuir os desperdícios de produtos já que dificulta a perda das mercadorias.

Além de permitir que as compras de materiais sejam sempre realizadas na hora certa, colaborando no orçamento do negócio.

Planejamento preciso de compras

O controle realizado nos estoques permite que os planejamentos de compra sejam feitos no momento exato da reposição, fazendo assim com que vendas não sejam perdidas nem os estoques fiquem sobrecarregados com muitos materiais.

Aumento da produtividade

A gestão de estoques permite que os colaboradores tenham um acesso facilitado as informações sobre produtos, além de permitir a automatização de algumas atividades e reduzir o retrabalho.

Melhor relacionamento com os clientes

Receber pedidos certos e dentro dos prazos prometidos ajuda a garantir uma melhor percepção da empresa por parte do cliente, e a gestão de estoques facilita esse processo já que vai facilitar esse atendimento de diversas formas.

Tomada de decisão estratégica

Conhecer a situação real do estoque existente na empresa pode auxiliar em diversas tomadas de decisões referentes aos produtos, como onde reduzir produção, onde investir esforços comerciais para vendas, etc.

5 passos para fazer a organização de estoque na sua empresa?

Agora que você conheceu um pouco mais sobre o funcionamento e importância da gestão de estoques, preparamos um passo a passo para que você possa aplicar a metodologia em sua empresa.

Acompanhe!

1. Organize seus produtos e realize um inventário

estoque organizado
Foto de Tiger Lily no Pexels

Muitas empresas que possuem estoques tem uma grande quantidade de itens armazenados, mas nem sempre eles estão organizados como deveriam. 

Essa falta de organização pode acabar dificultando o trabalho da equipe para encontrar produtos e atender os clientes, podendo causar até mesmo a insatisfação dos clientes e prejuízos para a empresa.

Pensando nisso, para realizar sua organização de estoques o primeiro passo que deve ser seguido é o de ordenar os produtos armazenados de forma padronizada.

Além disso, todos eles devem ser elencados, criando assim um inventário de estoque que deve ser atualizado constantemente, de acordo com cada uma das entradas e saídas do seu estoque.

2. Acompanhe seu estoque e estabeleça indicadores

Para controlar o seu estoque é necessário que você possua acompanhamentos que devem ser atualizados com frequência.

De forma a garantir a sua empresa uma visualização específica de quantidade física de produto existente assim como os valores financeiros deles.

Assim, permitindo que os produtos sejam repostos sempre que atingirem o limite mínimo em estoque e evitando que eles faltem.

Esses controles devem ser realizados com base em indicadores e levar em conta os números e dados coletados.

A partir deles será possível conhecer melhor os produtos existentes, suas validades, o giro dos itens em estoque, etc., facilitando assim a tomada de decisões para a realização de novos pedidos.

3. Treine sua equipe

equipe treinando
Foto de Fox no Pexels

Se seus produtos serão organizados de forma padronizada, é importante que os colaboradores conheçam as técnicas para mantê-los assim.

Para isso, é ideal que ocorram treinamentos que expliquem todas as nomenclaturas utilizadas nos produtos ou regras criadas sobre os locais de armazenamento e as peculiaridades de cada material.

Otimizando assim o tempo que cada um dos colaboradores irá utilizar no dia a dia e aumentando a produtividade.

Também, caso você utilize softwares de gestão que precisam ser atualizados, também é importante garantir que todos os funcionários sejam capacitados para utilizá-los.

4. Busque bons fornecedores

Em qualquer negócio os fornecedores representam um dos papéis mais importantes, e qualquer escolha negativa pode afetar seus resultados.

De forma geral, sabemos que a gestão de estoques é diretamente ligada a eles já que ela depende do recebimento de mercadorias, e qualquer problema relacionado a isso, como atrasos, podem trazer prejuízos.

Para minimizá-los, ter boas parcerias e manter relacionamentos amigáveis pode ser uma ótima ação.

5. Invista em tecnologia

Na gestão de estoques existem inúmeros softwares e sistemas que podem agilizar os processos dentro da sua empresa.

Para saber qual aplicar é importante entender bem as suas necessidades, e separamos dois tipos para você conhecer:

ERP

Sistema de Gestão Empresarial que pode integrar diversas áreas da empresa com a gestão de estoque.

Permitindo que sejam realizadas análises de pedidos e vendas, geração de relatórios e controles de movimentações em geral, além da geração de indicadores.

SRM

O Supplier Relationship Management atua na comunicação entre cliente e fornecedor, ajudando assim no relacionamento.

Além disso, simplifica os processos permitindo acesso a orçamentos, históricos de pedidos em geral, acompanhamento de experiências com os fornecedores, etc.

Seu ponto principal é ajudar na tomada de decisão.

Conclusão

Agora que você já sabe como a organização de estoques pode contribuir com sua empresa, aumentar a produtividade do time, integrar diversas áreas e auxiliar nos resultados, faça uma análise na sua empresa e veja como implementar essa ferramenta irá te ajudar!

Achou esse conteúdo interessante? Continue nos acompanhando para conhecer diversos outros.

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Marketing e Vendas

Planejamento comercial: saiba como estruturar e garantir melhores vendas

Imagina abrir uma empresa sem planejar como será o seu funcionamento, o seu principal serviço e o seu potencial cliente.

Parece bem impossível, não é?

Principalmente porque quem deseja ser referência no mercado precisa ter isso e muitos outros detalhes bem definidos antes de começar qualquer atividade.

O problema é que muitas empresas, atualmente, são planejadas até o momento da sua abertura, depois a rotina de vendas torna-se monótona e sem estratégias.

Diante disso, surge outro problema muito sério: A queda nas vendas. 

E como nenhuma empresa quer deixar de vender seu produto ou serviço, vamos te ensinar neste conteúdo como montar um planejamento comercial que te ajude a vender mais e melhor.

Vamos lá? 

O que é um planejamento comercial?

O planejamento comercial é um conjunto de ações elaboradas com a finalidade de estruturar e definir as estratégias e os processos de vendas para alcançar objetivos.

Esse planejamento é essencial para prever futuros problemas e identificar oportunidades de crescimento para se posicionar bem no mercado

Grandes empresas do mercado possuem um planejamento comercial bem definido e essa prática não deve ser diferente para empresas menores.

O que deve conter em um planejamento comercial?

Para que um planejamento comercial seja feito de forma correto, é necessário realizar estudos aprofundados sobre a empresa para entender de fato o que ela precisa para o momento. 

Por isso, é importante analisar alguns pontos que listamos abaixo: 

  1. Capacidade produtiva da equipe: fundamental para entender quais são os limites e até onde a sua equipe consegue chegar para atingir os objetivos;
  1. Praça de atuação: sem entender o mercado onde se está inserido, é impossível traçar estratégias certeiras;
  1. Atuação da concorrência: para ganhar destaque no mercado, é fundamental entender o que anda fazendo a sua concorrência. Isso além de insights, também fará você entender melhor como anda o mercado;
  1. Políticas comerciais: fundamental para entender as medidas e ações, em geral públicas, que podem afetar as suas transações comerciais do seu negócio;
  1. Organização de processos: saber o que fazer e quando deve ser feito é primordial para não pular etapas importantes.

Agora que você entendeu o que é um planejamento comercial e quais são os pontos fundamentais que ele aborda, chegou o momento de partir para a prática e elaborar o seu.

Ainda não sabe como? Continue lendo. 

Como fazer um planejamento comercial?

Para fazer um planejamento comercial, como já citado, é importante entender o cenário atual em que a sua empresa está inserida e até onde ela quer e pode chegar.

Outro ponto importante é que, antes de executar, toda equipe tenha em mente que um planejamento exige respeito às etapas traçadas.

Ou seja, nada de pular pontos que aparentemente demonstram ter menos importância.

Pois, com isso é quase certo que o resultado final não será positivo.

Também, não existe uma receita e um passo a passo definido como regra para montar um planejamento comercial.

Mas, algumas etapas são aplicáveis e funcionam para vários negócios. Continue lendo para conhecer elas.

1. Faça uma análise de tudo que já existe

Primeiro é importante entender o que a sua empresa precisa. Ou seja, qual é o problema atual e como ele deve ser resolvido.

Aqui não deixe de avaliar nada. É o momento de justamente enxergar os problemas e apontar os erros.

2. Defina qual é o perfil de cliente que se deseja atingir

Depois de analisar quais são os gargalos nas vendas e o que está sendo feito de errado, é importante entender quais são os clientes que se deseja atingir com as novas estratégias.

  • Como chegar até eles?
  • Por que eles procuram seu produto/serviço?
  • Ou como eles podem chegar até você?
  • Onde eles estão?

São algumas perguntas que precisam ser respondidas para chegar com clareza até a próxima etapa.

3. Trace os objetivos antes de iniciar o processo de vendas

É humanamente impossível trabalhar para alcançar metas inatingíveis. 

À vista disso, entenda que todos os objetivos devem ser traçados nesse primeiro momento.

É isso que vai definir todos os processos e estratégias ao longo das vendas sem afetar a capacidade de entrega.

Esses objetivos devem ser traçados para toda a equipe, para ter um diferencial competitivo no mercado, com foco nos clientes.

Um exemplo de um objetivo bem definido:

Vender mais de 30% do produto x na black friday pelo canal de venda y ou captar clientes por meio de estratégia x para oferecer o serviço y até o fim de novembro. 

4. Tenha um time de vendas bem definido

Para atingir os objetivos traçados no tópico anterior, determine quem ficará responsável pelo que. 

Nesse momento é hora de avaliar se o seu time atual possui condições para alcançar as metas ou se é preciso reforçar a equipe.

Lembre-se: todo custo nesse processo de planejamento representa ganhos futuros.

Por isso, não tenha medo de investir em novos profissionais. 

5. Defina os recursos necessários

Entenda o que seu time precisará para alcançar os resultados. 

Por exemplo: Investir em campanhas de Marketing Digital para atrair mais leads ou contratar x softwares para melhorar o processo y

De nada adianta propor melhorias se você não está disposto a oferecer as ferramentas que viabilizem isso.

6. Acompanhe os resultados 

Momento de acompanhar as estratégias e entender se elas funcionaram ou não. Pois sabemos o quanto é necessário ter controle das ações e acompanhar os resultados.

É isso que define se é o momento de traçar novas saídas ou não. 

Muitas empresas erram nesse detalhe importante. Traçam mil objetivos, mas não acompanha os resultados.

Por isso, total atenção a esse tópico.

De quanto em quanto tempo esse planejamento deve ser feito?

O planejamento comercial deve ser feito de acordo com as necessidades estratégicas da empresa, por isso o período pode variar.

Porém, para não deixar de perder o ritmo do acompanhamento, é necessário fazer reuniões periódicas para checagem de resultados e envolvimento da equipe.

3 ferramentas para auxiliar um bom planejamento comercial

1. Matriz 5W2H 

5w2h
Imagem por Artia

Esse método é importantíssimo, pois, por meio dele é possível realizar um checklist de atividades para todo o time que estiver envolvido nas estratégias.

  • O que será feito?
  • Por que será feito?
  • Onde será feito?
  • Quando?
  • Por quem?
  • Como será?
  • Quanto vai custar?

Todos esses questionamentos podem ser organizados por meio desse método 5W2H.

Por isso, envolva toda a sua equipe!

2. Análise SWOT

análise swot
Imagem por E-commerceBrasil

Bastante conhecida no mercado, porém pouco aplicada.

Por esse motivo muitas empresas perdem oportunidades de vendas e posicionamento estratégico.

Uma SWOT bem definida coloca à vista todas as oportunidades, forças, fraquezas e ameaças  de uma empresa.

Ou seja, dados importantíssimos para um planejamento comercial que deseja resolver problemas atuais e planejar oportunidades futuras.

Por isso você deve utilizar a SWOT ao seu favor.

3. KPI

O KPI (do inglês Indicador Chave de Performance), é um tipo de indicador criado a partir de métricas para medir resultados.

Esses indicador pode apresentar dados precisos para auxiliar o time comercial a traçar dois tópicos que citamos como elaboração do planejamento comercial: a análise de tudo que já existe e do que já está sendo feito.

Afinal, por meio de KPI’s é possível analisar dados como:

  • Número de vendas;
  • quantidade de negociações;
  • número de clientes ativos;
  • quantidade de reclamações;
  • custo de venda;
  • etc. 

3 erros comuns no processo de planejamento comercial

Sabemos que nem todo planejamento dá certo. E quando isso acontece o momento é de rever tudo o que já foi feito para executar as estratégias de outra forma.

Porém, já começar planejando errado não é uma boa opção, certo? 

Por isso separamos alguns erros que muita gente comete (e que devem ser evitados) ao fazer um planejamento comercial.

1. Propor metas inatingíveis

Cada meta que surgir deve ser baseada em dados reais. 

Pois de nada adianta querer resultados inalcançáveis para o momento da empresa. 

Por exemplo: se uma empresa já fatura 120 mil reais em determinado mês, é compreensível uma meta para aumentar 10% no mês seguinte após alguns investimentos.

Já uma meta de aumentar 60% das vendas sem nenhum investimento seria uma métrica inatingível para o momento.

Outro problema é que métricas inatingíveis também desestimula toda uma equipe.

2. Não fazer uma análise completa da real situação da empresa

É muito difícil fazer uma análise completa quando não se sabe ao certo a real situação em que a empresa se encontra. 

Por isso, é fundamental entender todos os aspectos, por mais que eles pareçam insignificantes.

Por exemplo, não dá pra fazer uma análise completa sem saber quais meses são melhores para o faturamento e quais são os piores, o que os clientes mais compram, qual é a taxa de ganho por cada venda etc.

Ou seja, analise tudo que for possível para não criar estratégias em cima de dados errados.

3. Não ter um time bem estruturado

Delegar funções é fundamental para manter todo time engajado com o sucesso das vendas, mas também é primordial ter uma equipe preparada para isso. 

Por isso, certifique-se de delegar bem as funções para que não aconteça nenhum imprevisto por falta de entrega de algo.

Qual é a importância do planejamento comercial?

O planejamento comercial, muitas vezes confundido com o planejamento estratégico, é de extrema importância para guiar uma equipe de vendas de maneira correta.

Por meio do planejamento comercial é que todas as metas ganham resultados para que a empresa possa atrair novos parceiros e investidores.

Ou seja, não ter um planejamento comercial bem estruturado só representa prejuízos para uma organização. 

Conclusão

A área comercial da uma empresa é extremamente estratégica para o sucesso nas vendas, portanto, necessita de bastante atenção.

Por isso, chegou o momento de você executar agora mesmo todas as dicas citadas nesse post e montar um conjunto de estratégias para a sua empresa ganhar destaque no mercado e na mente dos consumidores.

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Gestão Financeira

Consultoria financeira: como funciona e para quê serve

Para manter um negócio que cresça de maneira estruturada e lucrativa, o empresário deve ter conhecimento de que, as melhores práticas de gestão são necessárias, principalmente considerando um cenário mercadológico cada vez mais competitivo.

O planejamento financeiro é um dos pilares mais importantes para qualquer negócio que busque esse alto desempenho.

E a consultoria financeira é uma alternativa inteligente de gerenciamento dos recursos financeiros, habilidade que poucos dominam.

Ao contratar esse serviço consultivo, o empreendedor poderá direcionar seus esforços para as atividades-fim da empresa e gerenciá-las com maior tranquilidade.

Esse serviço pode ser determinante para garantir uma boa saúde financeira da sua empresa.

Quer saber mais sobre como ele funciona? Qual a importância dele para o seu negócio? É o que vamos falar no decorrer deste post!

O que é consultoria financeira e, porque é importante?

De forma prática, o serviço de consultoria financeira tem como principal finalidade diagnosticar problemas, propor possíveis soluções para este, e construir um plano de implementação que irá impulsionar os resultados dos clientes.

A importância de uma consultoria financeira profissional está na mudança da forma de gerenciar as finanças das empresas.

Pois, fará com que os recursos sejam otimizados, melhores investimentos sejam feitos, e a lucratividade do negócio seja aumentada.

Além disso, a empresa terá a oportunidade de trabalhar com dados e indicadores que permitam analisar e entender se a empresa está indo na direção certa com relação a seus objetivos.

Sem um bom plano financeiro, o negócio não terá noção exata das suas entradas e saídas, e não estarão preparados para os diferentes cenários que podem surgir, principalmente os de crise.

Como funciona uma consultoria financeira?

A execução de um serviço de consultoria financeira, depende de uma série de variáveis, geralmente atreladas ao nível de maturidade e organização da empresa com relação as suas finanças, mas geralmente elas seguem as seguintes etapas:

1. Execução do diagnóstico Econômico-Financeiro

Essa é a fase em que é feito o diagnóstico e análise da situação financeira da empresa com o objetivo principal de mostrar ao gestor dados sobre o passado da empresa, demonstrando o fluxo de caixa, e quais os principais gargalos de todos os processos.

Aqui são analisados todos os centros de custos, as relações com os setores da empresa, a precificação dos produtos/serviços, e todos os outros dados que sejam relevantes para basear a estruturação de um plano de melhoria posteriormente.

2. Construção do projeto de consultoria financeira

Utilizando os insumos da análise, nesta etapa será construído um plano com uma série de soluções que façam sentido para a realidade da empresa.

Os consultores podem atuar de diferentes formas dentro de um serviço de consultoria financeira, e baseadas nessas áreas de atuação é que o plano será construído. As principais áreas são:

  • Análise de Viabilidade Econômico-Financeira: É uma análise feita para analisar a viabilidade de investimentos futuros, ou, se a empresa estiver construindo seu modelo de negócio, identificar será viável ou não. Aqui são elaborados fluxos de caixa projetados, indicadores como payback, valor presente líquido, taxa interna de retorno (TIR), dentre outros que otimizarão a análise.
  • Valuation: Tem como objetivo combinar técnicas e metodologias para avaliar o real valor da empresa, analisando sua capacidade de gerar caixa, e prepará-la para uma possível venda.
  • Controle Financeiro: Nesta área poderão ser estruturadas as melhores práticas e ferramentas que propiciem um melhor controle e gestão das finanças diariamente, além de analisar como os custos do negócio se comportam, e assim, identificar as ineficiências nos processos para corrigi-las.
  • Precificação: Aqui será analisado o preço dos produtos/serviços, de modo a verificar se este cobre os custos operacionais, e ainda ser lucrativo. Feita a análise, será estruturado o modelo de precificação que melhor atenda as necessidades da empresa.
  • Auditoria Financeira: Tem como principal objetivo auditar sistemas e relatórios financeiros, de modo a verificar a fidedignidade dos dados das transições e operações.
  • Planejamento financeiro: busca alinhar as finanças com os objetivos estratégicos da empresa, de modo a deixar explícito como os recursos serão aplicados ao longo do plano.

3. Estruturação do plano de implementação

Definidas as ações que serão realizadas, os consultores elaborarão um plano de implementação, com as etapas correspondentes ao projeto.

Esta etapa é importante para que haja um alinhamento de expectativas e informações do cliente com o grupo de trabalho da consultoria, e também para que ambos tenham ciência das suas responsabilidades.

Todas as atividades deverão ter prazos e entregáveis bem definidos, e deverá ter uma sequência lógica, para que os retrabalhos sejam eliminados.

Quais as principais vantagens em adquirir uma consultoria financeira?

Neste post, conseguimos citar a importância da aquisição desse serviço, mas além de ser importante, o gestor contará com os seguintes benefícios:

  • Diminuição das taxas de erros nos processos: Erros no setor financeiro podem gerar custos desnecessários para o seu negócio, e com um serviço de consultoria, eles serão praticamente eliminados, pois, essas ineficiências nos processos serão facilmente identificadas na etapa de diagnóstico.
  • Aumento de produtividade: A consultoria financeira, com a otimização dos processos aumentará a produtividade do setor que lida com as finanças do negócio. Seja refazendo ou automatizando atividades, que visam melhorar a forma que a equipe desenvolve o trabalho.
  • Melhor análise do setor financeiro: Durante o serviço de consultoria, a empresa contará com consultores especializados que entendem do assunto. E essa condição fará com que eles façam análises críticas, com uma maior visão sistêmica, identificando gargalos que colaboradores internos possivelmente não enxergariam.

Conclusão

A área financeira da empresa é extremamente estratégica e delicada, portanto, necessita de bastante atenção.

Muitos gestores dão uma maior prioridade a atividade-fim da empresa, e acabam não tendo tempo para se dedicar as finanças.

Por isso o serviço de consultoria financeira se faz tão necessário.

Ela pode muda a forma como você administra os recursos financeiros, desde os processos executados diariamente, até as atividades mais estratégicas, além de proporcionar um melhor processo de tomada de decisão.

Que tal conhecer mais sobre esse serviço, na prática? Então entre em contato conosco! Temos uma equipe apaixonada que está pronta para atender todas as necessidades do seu negócio.

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Gestão Financeira

Como fazer um relatório financeiro completo para sua empresa

É fato que um bom plano de negócio envolve uma gestão financeira bem executada.

E em meio a uma rotina empresarial carregada o tempo todo de informações e dados importantes, o relatório financeiro torna-se um instrumento fundamental para o gestor.

Pois, o acompanhamento constante desse relatório, proporciona uma visão global da empresa e demonstra se ela está no caminho certo para atingir os objetivos e metas determinados pelo negócio.

Por essa relevância, neste post, vamos te mostrar como fazer um relatório financeiro completo, que entregue todas as informações necessárias para uma melhor tomada de decisão.

Achou interessante? Então continua lendo para aprender mais.

Primeiro, o que é um relatório financeiro?

De forma simples, os relatórios financeiros são um compilado de números de uma empresa.

Seu principal objetivo é fornecer informações precisas e claras sobre a saúde financeira do negócio.

Em caso de apresentação dessas informações a órgãos de fiscalização, elas devem ser fidedignas.

Pois, uma falsa demonstração desses resultados pode ser considerado crime.

Qual a importância de um relatório financeiro?

No momento de tomar decisões importantes para o negócio, e no próprio processo rotineiro de gerenciamento, é importante ter informações financeiras claras, precisas e acessíveis. 

Considerando que, todas as operações de uma empresa estão diretamente relacionadas às finanças, exigindo, portanto, um bom controle do setor financeiro.

É preciso saber o momento ideal de investir, de impulsionar vendas e de cortar gastos.

Além de saber quais as medidas deverão ser tomadas para que o negócio atinja seus objetivos e manter o lucro.

E para isso, os relatórios financeiros são imprescindíveis.

Entendi que ele é fundamental. Mas o deve ter dentro de um para fazer ele ser tão especial?

Principais elementos para um bom relatório financeiro

Demonstração de Resultado do Exercício (DRE)

No DRE estarão detalhados os resultados líquidos, após todas as deduções e sinaliza possíveis lucros e prejuízos da empresa em um determinado período.

modelo de dre

Balanço Patrimonial (BP)

Já neste estará exposto o patrimônio líquido da empresa, os itens que compões seu ativo e passivo.

Aprenda mais sobre balanço patrimonial:

Balanço patrimonial: entenda o que é e como usar na sua empresa

Despesas Operacionais

São todos os gastos necessários para que a empresa opere, aqui estarão envolvidas despesas como:

  • Aluguel;
  • luz;
  • telefone;
  • matéria-prima;
  • etc.

Resultados

Demonstração prática dos resultados que os planejamentos anteriores obtiveram.

Como, por exemplo, quais as principais fontes de receita, o quanto que foi necessário gastar para a produção daquele período, entre outros.

Como criar um relatório financeiro

1. Centralize as informações

Se todas as informações necessárias, estiverem espalhadas em planilhas e documentos diferentes, ficará muito difícil gerar um bom relatório.

Portanto, organização é fundamental nesse processo.

O primeiro passo é reunir todos os arquivos em um só lugar, e se possível, dividi-los em categorias (ex.: receitas e despesas).

super planilha de fluxo de caixaPowered by Rock Convert

Quando for necessário elaborar balanços patrimoniais ou demonstrativos de resultados, ficará mais fácil e rápido para o gestor, se esses dados estiverem organizados e centralizados, economizando tempo e esforço.

2. Padronize e atualize as informações

Tão importante quanto centralizar, é padronizar as informações, considerando que apenas um relatório não gera as informações necessárias para uma análise global.

É preciso comparar resultados, e ao padronizar a forma como as informações estão dispostas, o gestor conseguirá realizar um gerenciamento eficiente das receitas e despesas, além de outros dados.

Essa ação de padronizar, facilitará o processo de identificar oportunidades de melhorias das finanças da empresa.

Além disso, atualizar as informações é imprescindível para garantir a fidedignidade destas, minimizar os erros e promover um ambiente de maior transparência dentro da empresa

3. Invista na capacitação do time financeiro

Em um cenário onde os processos estão constantemente mudando e evoluindo, em níveis operacionais e tecnológicos, as empresas devem atentar-se a pensar em como acompanharão o ritmo dessas mudanças, e a capacitação frequente do time é uma dessas formas.

Sem os colaboradores, nenhuma área da empresa consegue operar, inclusive a financeira.

E o nível de preparo para lidar com dados tão sensíveis quanto números, fará toda diferença no processo de elaborar relatório confiáveis, consistentes e eficientes para o negócio.

Além disso, a empresa precisa ter ciência de quais habilidades, competências e atitudes são necessárias para que os colaboradores exerçam da melhor forma o seu trabalho.

De posse dessas informações, não só será possível contratar as pessoas certas, mas treiná-las dentro dos critérios necessários, e das melhores práticas encontradas no mercado.

4. Automatize as tarefas manuais

Devido à evolução tecnológica, hoje as empresas podem contar com soluções financeiras pagas e gratuitas, que auxiliam o gestor na geração dos relatórios financeiros, e até outras funcionalidades.

Os sistemas de gestão financeira possibilitam que os relatórios e as informações fiquem concentrados em um só lugar, e disponíveis para consulta a qualquer momento pelos colaboradores. 

Além de controlar fluxos financeiros, esses sistemas fornecem orçamentos e relatórios que, manualmente demorariam horas para serem feitos.

A principal finalidade de automatizar esses processos é garantir que as pessoas direcionem seus esforços para analisar, refletir sobre as informações trazidas e traçar estratégias, ações que a máquina ainda não pode fazer.

Outro benefício é a possibilidade de integrar os sistemas com informações de outras áreas da empresa, proporcionando análises mais aprofundadas, e uma visão sistêmica da operação.

Todavia, antes de uma aquisição ou construção de um sistema o gestor precisa avaliar bem as opções existentes no mercado, e procurar a que mais se adapta ao seu modelo de negócio.

5. Simplifique as apresentações dos relatórios financeiros

Para evitar que outras pessoas do negócio, que não são habituadas a trabalhar com números, tenham dificuldades para ler o relatório financeiro gerado, é importante a utilização de uma linguagem menos técnica, mas que seja clara.

Termos técnicos da contabilidade podem dificultar a compreensão e diminuir o interesse dos colaboradores pela área financeira da empresa, que é tão importante.

Portanto, os relatórios são uma forma de estabelecer uma comunicação eficiente e transparente.

E se eles não puderem ser lidos e compreendidos por todos, perderão sua funcionalidade.

Conclusão

O processo de elaboração dos relatórios financeiros não é complexo, todavia deve ser bem pensado e planejado para que não se torne uma má estratégia dentro da organização.

Esteja rodeado da equipe e dos recursos certos, que a probabilidade da sua empresa manter uma saúde financeira estável e equilibrada será maior!

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Marketing e Vendas

Comunicação integrada: TUDO sobre e como usar

Você sabe o que é comunicação integrada? Já ouviu falar? Conhece alguma empresa que pratica?

E como fazer, você sabe? E o que não fazer? Esses e outros questionamentos serão abordados nesse artigo para que você possa tirar todas as dúvidas sobre a CMI.

Desde o boom da internet e das novas tecnologias de informação, cada vez mais se faz importante para uma empresa adotar o conceito de comunicação integrada.

Para isso se faz necessário várias coisas que nortearam esse tipo de comunicação na sua empresa.

Composição de estratégias, planejamentos, utilização dos meios de comunicação para atingir os objetivos de forma eficaz e tantos outros pontos servirão para que a comunicação de sua organização seja integrada.

O que é a comunicação integrada?

Na prática, a comunicação integrada deve ser considerada como uma variedade de estratégias que sua empresa deve utilizar para passar a verdadeira mensagem da sua organização para os mais variados públicos-clientes existentes.

É comum ver que a maioria das empresas que adotam esse tipo de comunicação, busca sempre como objetivo a unificação nos diversos meios e segmentos tudo o que a empresa comunica.

O resultado é uma maior interação da sua empresa com seus consumidores.

Mas, vale lembrar que esse tom único no jeito de se comunicar deve ser visto também nos pontos de contato com imprensa, colaboradores, fornecedores, governo e toda sociedade.

Quais os principais objetivos que se deve ter em mente?

Consistência

A garantia da homogeneidade da comunicação é que irá caracterizar se sua comunicação integrada está sendo consistente, ou seja, não deve haver espaço para contradições.

Alinhar a linguagem, a direção e a missão.

Coerência

Harmonizar todas as informações da sua empresa é mais que imprescindível.

E isso, só fará sentido se todos os canais de atendimento trabalharem com o mesmo tipo de diálogo para os consumidores nas mais diversas plataformas que sua empresa usar.

Continuidade

Manter a frequência das mensagens enviadas pela sua empresa para seus consumidores é essencial, e o mais importante: manter o ritmo contínuo alinhado com o plano estratégico traçado.

Complementaridade

Simples, objetivo e, na prática, quer dizer que os canais de comunicação devem depender uns dos outros, se complementando, fazendo com que seu público tenha uma experiência única, completa e positiva.

Como funciona a comunicação integrada?

É simples entender o funcionamento da comunicação integrada.

Mais simples ainda é praticar, no entanto, é necessário que você se atente para como as principais ferramentas desse mecanismo estejam alinhadas.

E assim observar e instaurar em sua empresa de acordo com seu plano estratégico de comunicação.

Assim, quando as ferramentas de comunicação são usadas em conjunto e em total sinergia, aproveitando a relação complementar entre elas, o aproveitamento do seu investimento é muito maior.

Veja a seguir as principais ferramentas e as vantagens de se utilizá-las.

Propaganda

Essa ferramenta garante que o conteúdo, ou seja, a mensagem que sua empresa comunica do seu produto/serviço será publicado exatamente como previsto pelo seu planejamento.

Funciona através da veiculação de mídias pagas como as redes sociais e demais meios digitais, televisão, rádio e mídia externa e impressa.

Marketing direto

É um dos meios de contato direto com seu público.

Pode ser feito através de email marketing, mala direta, telefone e redes sociais.

Promoção de vendas

Como o próprio nome diz, está relacionado a promover algo e não necessariamente descontos em preços.

Essa ferramenta tem como objetivo tornar seu produto/serviço ainda mais conhecido e estimular seu público a adquirir.

Marketing digital

Das ferramentas até agora vistas, o marketing digital por si só já contém um conjunto de ações de forma integrada com diversos outros canais de comunicação para conseguir cumprir os objetivos da gestão da sua marca.

Eventos

Uma ferramenta em que o network está muito presente, já que se trata do uso devido de aparições em feiras, palestras, workshops, congressos, seminários, encontros sócio culturais entre tantos outros.

Permitindo assim, contato direto com fornecedores, clientes, concorrentes e prestadores de serviço.

E quais os benefícios de usar a comunicação integrada?

Existem diversos benefícios que a comunicação integrada pode levar para sua empresa.

A promoção sem dúvida é o maior deles, pois a mensagem quando é unificada tende a causar mais impacto positivo para sua empresa.

Conheça uma lista de diversos outros benefícios que a comunicação integrada pode fazer por sua empresa ou marca:

  • Previne ruídos e informações desconexas.
  • Reforça a imagem da sua marca diante do seu público.
  • Impacta de forma positiva a percepção que seu público alvo terá sobre sua marca.
  • Diminuição das crises internas da sua organização.
  • Elimina a perda de energia e recursos em ações ineficientes.
  • Solidez no posicionamento da sua marca.
  • Leva informação precisa para o seu público interno, evitando boatos e fofocas desnecessárias.

Como criar um plano de comunicação integrada eficaz?

Existem etapas a serem seguidas na construção de uma campanha de comunicação integrada.

Vamos conhecer cada uma?

1. Conheça seu público

Esse sem dúvida é o primeiro e mais importante tópico para iniciar sua campanha.

É conhecendo seu nicho que você poderá entender quais necessidades e expectativas dos seus clientes.

2. Realize um planejamento

É imprescindível que você planeje sua campanha de comunicação integrada, para isso entenda os objetivos que devem ser atingidos, quais canais serão usados, além do investimento que será feito e o tempo da sua campanha.

3. Diversifique os canais

Pelo fato dos canais se complementarem, é fundamental que você utilize os mais diversos e das melhores formas possíveis.

É bom lembrar que já definido seu público alvo, adapte sua estratégia para cada um dos nichos.

4. Integre os canais

Nada é mais importante que a integração de todos os canais.

Faça seu público convergir e conversar com cada um deles, o resultado será sempre satisfatório.

Vale lembrar que sua mensagem deve direcionar seu público a ser incentivado para atuar em cada um dos seus canais de comunicação.

Use todos os meios possíveis, integre, comunique, interaja, se conecte. Isso só fará seus clientes começarem a amar sua marca.

Conclusão

E aí, gostou do conteúdo? Espero que tenha sido útil para você conhecer um pouco mais sobre os desafios da comunicação integrada e seus benefícios para a comunicação da sua empresa.

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Marketing e Vendas

Marketing Boca a Boca: descubra como fazer seus clientes te indicarem

Você já deve ter ouvido falar sobre Marketing Boca a Boca, não é mesmo?

Se trata de uma expressão quase auto-explicativa que indica a propaganda que uma marca ou empresa recebe de forma espontânea pelos seus clientes, devido a satisfação.

E todos entendemos que essa é uma das forma mais efetivas de conseguir clientes.

Mas sua empresa ainda não tem clientes falando bem e recomendando?

Então continua lendo esse conteúdo que agora vamos te mostrar como fazer seus clientes te indicarem com o Marketing Boca a Boca.

Mas afinal, qual o seu conceito?

O marketing boca a boca é uma estratégia que foi popularizada principalmente nos Estados Unidos através do surgimento do conceito de buzz marketing para funcionar como uma alternativa as mídias de massa.

Ele surge de forma espontânea, em conversas do dia a dia, e pode ser colocado em prática até mesmo através dos stories, por exemplo, quando você tira um prato em seu restaurante favorito e marca o Instagram dele por lá.

De forma geral, o marketing boca a boca poderá ser uma estratégia de marketing que irá gerar bem menos gastos.

Aproveitando apenas o desejo humano de compartilhar informações para desenvolver vínculos, estabelecendo assim uma marca de produto ou serviço e ajudando no seu fortalecimento frente a outros potenciais clientes.

Ele simplesmente surge a partir do gosto do ser humano em fornecer sua opinião, algo natural ao perfil de qualquer consumidor e que também é uma necessidade em forma de expressão, fruto de consumidores satisfeitos pelos produtos ou serviços adquiridos.

Por permitir que o público-alvo possa ser atingido de forma direta, o boca a boca pode ser bastante eficiente e possui um grande potencial de espalhar uma marca com rapidez, ajudando a torná-la viral e a aumentar seu número de clientes.

Como usar o marketing boca a boca em seu negócio?

O marketing boca a boca está sempre em alta, e pode ser inserido na sua empresa a partir de estratégias simples.

Contudo, antes de aplicá-las, é importante entender bem como ele funciona e como pode ser melhor aproveitado.

Vamos lá?

1. Conheça a sua empresa

Você sabe o que faz seus clientes divulgarem o seu negócio? 

Para que o boca a boca possa ser aplicado e aprimorado através de estratégias mais efetivas, é importante que você analise bem sua empresa.

Como ela oferta seus produtos e serviços e o que é feito de melhor e mais chama a atenção dos clientes atuais e potenciais.

Portanto, descobrir o que mais atrai os clientes é fundamental para entender como usar o marketing boca a boca a seu favor.

2. Planeje a abordagem

Trabalhar a mensagem a ser passada e como isso será realizado é necessário para que o boca a boca seja efetivo.

Para isso, a abordagem precisa ser bastante estudada e deve-se levar em consideração o público a ser alcançado, garantindo assim que tudo dê certo.

3. Coloque as palavras em ação

Fique atento para não promover uma propaganda enganosa.

Se você planeja um marketing boca a boca específico para seu negócio, a mensagem não pode ser apenas bonita, mas tudo deve ser colocado em prática conforme foi informado.

Você precisa ser e parecer.

4. Seja sincero

Não tente utilizar o marketing boca a boca como uma estratégia apenas para conquistar clientes sem realmente pregar bem aquilo internamente.

Pois, os clientes percebem e podem até mesmo se sentirem enganados.

Por exemplo, se você busca atingir um público que busca preservar o meio ambiente, as ações voltadas para a causa devem ser intrínsecas da empresa e colocadas em prática de diversas formas, não apenas através de propagandas.

[Bônus] 5 dicas de ouro para aumentar o desempenho do marketing boca a boca

1. Produza conteúdos que chamem atenção dos clientes

Fuja dos anúncios tradicionais e busque criar conteúdos que surpreendam os clientes e sejam facilmente multiplicados.

Conteúdos interativos e que chamem a atenção dos clientes possuem maiores chances de serem visualizados, curtidos e compartilhados, aumentando assim o engajamento das redes do seu negócio.

2. Ofereça uma boa experiência ao cliente

Durante o processo de venda, cada um dos consumidores se encontra em determinada fase da jornada do cliente, e cada passo dela pode ser aproveitado para oferecer uma experiência excelente a eles, garantindo assim respostas positivas.

Para isso, é importante oferecer conteúdos que os atraiam, responder seus questionamentos e tratá-los sempre bem.

3. Crie um bom relacionamento

Buscar se aproximar do seu público criando vínculo e gerando identificação é bastante eficaz para garantir um marketing boca a boca eficiente.

É importante que esse bom relacionamento ocorra para que os clientes se sintam valorizados e felizes com o serviço prestado, fidelizando assim cada um deles e gerando um maior engajamento.

Pois, como falamos, quando os clientes estão felizes com a qualidade dos produtos ou serviços, se tornam mais propensos a compartilharem suas experiências com outras pessoas.

4. Atenda bem os clientes

Para qualquer negócio, garantir a excelência do tratamento dos clientes é fundamental, afinal, ele é seu bem mais precioso e sem ele a empresa não existe, não é mesmo?

Para isso, invista em treinamentos para cada um dos colaboradores da empresa, realize pesquisa de satisfação e utilize as redes sociais e o atendimento presencial não apenas para divulgar algo ou realizar uma venda de forma automatizada, mas sim para atender de forma ágil e fácil cada uma das necessidades dos clientes.

5. Acompanhe os resultados

Além de realizar os esforços para garantir que o marketing boca a boca seja efetivo e sua empresa seja número 1 na cabeça dos clientes, é importante garantir que cada ação e seus resultados serão acompanhados, mensurados e analisados.

Permitindo assim que seu negócio saiba bem o que está sendo visto de forma positiva pela clientela, assim como o que ainda pode ser melhorado.

Afinal, o que não é mensurado, não pode ser gerido.

E quais os principais benefícios da divulgação boca a boca?

Aplicar o boca a boca na sua empresa só irá trazer diversos benefícios, como:

Acelera o processo de compra

Para um cliente, ter uma percepção de alguém próximo a si que já conhece o produto e o divulga o torna mais confiável.

Permitindo assim que ele fique mais confortável em fechar negócio com a empresa e se tornar um novo cliente;

Aumenta o engajamento

A divulgação boca a boca já é uma ferramenta poderosa, mas com as redes sociais se tornou ainda melhor.

Já que um simples botão de compartilhamento de conteúdo pode fazer a diferença e garantir que as mensagens sejam facilmente espalhadas e não se percam.

Conclusão

Que tal colocar em prática cada uma das dicas e implementar o marketing boca a boca no seu negócio?

Apesar de já ser uma técnica antiga, ela está sempre em alta e é tendência para quem busca dominar o mercado, então não perca tempo!

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Gestão empresarial Gestão Financeira

Curva ABC: como usar para categorizar melhor os produtos?

A categorização dos produtos usando a curva ABC vai te permitir uma maior precisão na escolha de quais matérias-primas comprar.

Mas, como consigo usar ela para passar um pente fino em todos os meus produtos e entender tudo isso? Será que é possível?

É isso que vamos te mostrar aqui.

Então, se você tem dúvidas de como usar a curva ABC para melhorar a gestão de estoque do seu negócio, continue lendo e aprenda tudo sobre a ferramenta e um manual de como aplicar.

O que é a curva ABC?

A curva ABC é uma metodologia para caracterização e controle de estoque de acordo com a importância de cada produto para a empresa.

De forma geral, seu principal objetivo é mostrar quais são os principais produtos da organização que devem estar sempre nas prateleiras e recebendo atenção especial.

Estabelecendo assim uma ordem de prioridades de forma a facilitar o processo de análise das informações gerais e de tomada de decisão.

Para garantir que seja feito esse ranqueamento, os produtos devem ser classificados em três categorias (A, B e C), sendo A os produtos de maior valor ou quantidade, B, produtos de valor médio e C, produtos de menor valor.

Elas podem ser descritas como:

  • A: são os itens responsáveis por uma grande parcela da receita do negócio. Geralmente, a proporção é de 20% dos itens serem responsáveis por 80% do faturamento da empresa (Análise de Pareto);
  • B: são os produtos de média importância e geralmente 30% dos itens representam cerca de 15% das vendas da empresa;
  • C: representa a maior parte dos itens da empresa, cerca de 50%, contudo só garantem uma parcela mínima da receita da organização, cerca de 5%.

Mas qual a influência da Análise de Pareto nessa classificação?

O princípio de Pareto foi desenvolvido por Joseph Moses Juran em homenagem a Vilfredo Pareto quando ele percebeu que 80% das terras na Itália pertenciam a 20% da população.

E que esse padrão se repetia para outras coisas, surgindo assim a regra 80/20 – 80% dos efeitos vem de 20% das causas.

E onde deve ser usada?

Um dos principais usos da curva ABC é no meio administrativo para a realização de controle e gestão dos estoques da empresa, e isso permite que seja possível:

  • Entender como cada item do seu negócio influencia na receita final;
  • Classificar todos os produtos existentes em estoque de acordo com as classes;
  • Descobrir quais são os produtos essenciais para a empresa para garantir que os processos e esforços sejam voltados a mantê-los em estoque.

Como aplicar a Curva ABC nos produtos da sua empresa?

Agora que já entendemos o conceito da curva ABC e como ela pode ser de extrema importância para o seu estoque, chegou o momento de aplicar através de um passo a passo.

Confira.

1. Realize levantamento dos itens

Para iniciar a aplicação da curva ABC, é necessário que seja feita uma listagem de todos os itens que são vendidos no estabelecimento e todas as informações referentes a eles, como:

  • Código do produto;
  • Descrição do item;
  • Valor unitário de venda;
  • Quantidade de vendas realizadas de cada produto;
  • Total adquirido com as vendas

De forma geral, a ideia é que os produtos sejam catalogados e descritos de acordo com suas especificações, e uma boa dica é utilizar algum tipo de sistema ERP ou até mesmo uma tabela no excel.

Para listar a quantidade de vendas realizadas, se faz necessária a definição de um período de tempo específico, que pode ser semanal, mensal, trimestral, semestral ou até mesmo anual. 

Após a listagem das informações gerenciais, calcule o valor total obtido com as vendas de cada produto multiplicando o preço unitário com a quantidade de vendas.

E, por fim, some o total adquirido em cada produto e depois divida cada um dos valores totais unitários por ele para encontrarmos a porcentagem (%) de cada um em relação ao faturamento final.

2. Organize os dados

Após registrar os dados, realize os cálculos e obtenha todas as informações necessárias. Precisamos garantir que elas sejam organizadas!

Para isso, a tabela deve ser ordenada de forma decrescente na coluna de total adquirido, de forma que os maiores valores fiquem no topo da tabela.

3. Classifique os produtos nas classes

Chegamos ao ponto principal: conhecer a classe de cada um dos seus produtos e qual o nível de atenção que cada um deles deve receber.

Para isso, é importante seguir alguns passos, como:

  • Verificar quantos produtos juntos representam cerca de 80% do faturamento da empresa durante o período calculado: esses provavelmente serão os itens que pertencem a classe A;
  • Reunir os produtos seguintes até que atinja cerca de 95%: pertencentes a classe B;
  • Finalizar a segmentação com os 5% restantes: representantes da classe C.
tabela de curva abc de produtos

4. Analisar os resultados

Após toda a execução e montagem da tabela, chegou a hora de realizar a tarefa final, que é a análise de cada um dos resultados.

Essa etapa é fundamental para garantir uma melhor gestão de estoques, pois, pode te ajudar a saber exatamente como reagir a cada tipo de produto e quais atitudes devem ser tomadas sobre eles.

De forma geral, a principal conclusão é como priorizar cada classe de produto.

  • Os da classe A, por exemplo, são os mais prioritários e não podem faltar em estoque.
  • Já que deixá-los em falta pode fazer com que a empresa perca dinheiro (ou deixe de ganhar).
  • Por fim, os itens da classe C, por apresentarem uma representatividade mais baixa no faturamento, podem ser mais flexibilizados.

Pontos de atenção!

Por se tratar de uma análise temporal, fique atento e leve em conta além das classes, algumas situações que podem ocorrer, como aumentos súbitos de preços dos produtos na sua empresa ou da matéria-prima dos fornecedores.

Também o aumento da concorrência, sazonalidade das vendas em determinados períodos, mudanças nos tipos de produtos, marcas, forma de produção, etc.

E quais os benefícios em usar a Curva ABC?

Aplicar a curva ABC na gestão de estoque do seu negócio pode garantir uma série de benefícios, como:

Realização de investimentos direcionados

Com a análise de estoques, os investimentos realizados pela equipe poderão ser melhor direcionados de acordo com a necessidade dos produtos.

Tudo poderá ser comprado de acordo com a real necessidade do seu negócio e mantendo a saúde financeira da empresa, permitindo que as vendas possam até mesmo aumentar, junto com a margem de lucro;

Estoques otimizados

Manter seu estoque parado pode representar uma grande perda de capital, que poderia ser melhor aplicado em outros tipos de investimentos para a empresa.

Para garantir que isso não aconteça, a utilização da metodologia da curva ABC é imprescindível e pode fazer com que você consiga calcular exatamente qual a quantidade de produtos que você precisa realmente manter.

Tendo sempre em mãos os produtos que seus clientes realmente desejam comprar, sem nenhum tipo de falta e mudando o futuro dos seus estoques.

Avaliação de produtos 

Como a curva ABC permite que você conheça exatamente quais são os produtos mais essenciais para sua organização, será possível ficar atento também ao fornecimento deles ou da matéria-prima necessária.

Garantindo assim que você esteja sempre atento a possíveis mudanças de preços, variações no mercado, escassez do material, identificando rapidamente as mudanças e desenvolvendo um plano de ação para tratá-las.

Redução de desperdícios

A metodologia da curva ABC permitirá que a demanda dos clientes e o estoque da empresa esteja sempre alinhado, fazendo assim com que os desperdícios diminuam.

Isso se dá pelo fato de que, conhecendo seus produtos, você saberá exatamente o que manter em estoque para que nada fique parado e ocupando espaços que poderiam ser melhores utilizados, enxugando assim gastos necessários para manutenção.

Conclusão

Com a curva ABC, você poderá ter um excelente controle dos seus produtos para que as estratégias mais assertivas sejam tomadas.

Por isso, use o passo a passo que desenvolvemos para criar uma tabela personalizada para seu negócio e te ajudar nessa melhor categorização.

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Gestão Financeira

Break Even: 5 passos para calcular o ponto de equilíbrio do negócio

Independente do segmento do negócio, uma boa saúde e equilíbrio financeiro são essenciais para manter a empresa próspera e com um posicionamento sólido no mercado.

Entender quanto o negócio precisa faturar para cobrir todos os custos fixos e variáveis, de modo que garanta um equilíbrio financeiro para a empresa, é o tipo de informação que todo gestor deve e precisa entender.

A boa notícia, é que existe um indicador que auxilia na identificação desse equilíbrio, chamado Break Even Point, traduzido como Ponto de Equilíbrio, ponto de ruptura ou ponto crítico.

Saber o ponto de equilíbrio, é fundamental para manter a saúde financeira em dia e pode ser utilizado para medir o sucesso do seu negócio.

Mas você ainda não sabe como definir? Então, continue lendo e aprenda quais os passos exatos para definir ele e entender melhor a saúde financeira do negócio.

Primeiro, o que é o Break Even Point?

O Break Even Point é um indicador utilizado para definir qual o limite entre o lucro e o prejuízo de uma empresa dado um determinado período. 

Quando os resultados mostram que a empresa atingiu o break even, quer dizer que não houve nem lucro, nem prejuízo, pois as receitas e despesas estão igualadas. 

No entanto, vale ressaltar que esse indicador não demonstra o quanto a empresa lucrou, mas sim indica se as receitas são suficientes para cobrir todos os gastos.

Como calcular o Break Even Point?: 5 passos para fazer da maneira certa

Muitos gestores acreditam que calcular o break even point do negócio é uma tarefa trabalhosa que poucos conseguem executar.

Mas a verdade é que, tendo as informações financeiras organizadas e fidedignas, já simplifica todo o processo.

Então vamos entender na prática como o break even é calculado?

Acompanhe.

1. Identifique os custos da empresa

Antes de calcular o ponto de equilíbrio é preciso conhecer todos os custos envolvidos na operação da empresa, e estes podem ser:

  • Custos fixos: São aqueles que não dependem da quantidade produzida, pois, como o próprio nome já diz, eles são fixos e não se modificam. Como exemplo destes custos temos aluguel, folha de pagamento, impostos, e telefonia.
  • Custos variáveis: estes, estão diretamente ligados a quantidade vendida/produzida, ou seja, quanto mais itens forem vendidos/produzidos, mais os custos e despesas variáveis irão aumentar. Como exemplos para estes custos, podemos citar matéria-prima, transporte, custo com embalagens, ou remuneração variável dos vendedores.

2. Calcule seu volume de vendas

A venda é no que se baseia a operação das empresas, e é um dos principais componentes do fluxo do caixa.

Para calcular o seu volume, basta somar todas as vendas efetuadas pelo negócio.

3. Calcule a margem de contribuição

A margem de contribuição é o valor residual da venda, quando descontadas as despesas variáveis.

O exemplo a seguir vai te ajudar a entender melhor:

Uma empresa vende cursos online por 450 reais, e os custos variáveis para a execução desse curso somam 100 reais.

Os 350 reais restantes (450 -100) não é o lucro, pois ainda será preciso subtrair as despesas fixas.

Porém, esse valor (350,00), é a margem de contribuição, ou seja, quanto cada unidade do seu produto/serviço colabora para o pagamento das despesas fixas da sua empresa.

4. Calcule o índice da margem de contribuição

Para calcular o Índice da Margem de Contribuição (IMC), é simples, pois você irá utilizar os resultados dos passos anteriores.

É só dividir a margem de contribuição pela receita total bruta do seu negócio. 

5. Aplique a fórmula do Break Even Point

Tendo em mãos estas informações, é só aplicar os dados na seguinte fórmula:

  • BEP = Custos Fixos/IMC

Agora vamos mostrar um exemplo completo de como o break even é calculado:

  • Receita Total: 100 mil reais
  • Custo Fixo: 20 mil reais
  • Custo Variável: 65 mil reais
  • Margem de contribuição: 100 mil (receita total) – 65 mil (custo variável), resultando em 35 mil.
  • O Índice da margem de contribuição (IMC): 35 mil (margem de contribuição) dividido por 100 mil (receita total bruta) = 0,35

O ponto de equilíbrio da empresa será portando:

  • 20 mil (Soma dos custos fixos) / 0,35 (IMC) = RS57.142,86

Este valor de RS57.142,86 é o que a empresa precisa faturar para cobrir todas as suas despesas.

Portanto, todo valor que exceder esse montante será lucro que o produto ou serviço irá oferecer.

Certo, entendi agora como calcula. Mas, porque eu preciso ter esse indicador?

Qual a importância desse indicador para a sua empresa?

Ao identificar o break even point da sua empresa, o gestor poderá ter uma visão holística sobre a saúde financeira do negócio.

Além de entender a viabilidade da empresa, ou seja, se a organização é um bom investimento ou não.

Também, através de uma análise desse indicador, é possível investigar quais os fatores que mais impactam nas despesas e receitas.

Sendo possível assim tomar decisões fundamentadas e assertivas sobre ajustes, cortes, sem causar danos para a operação da empresa, e para os seus colaboradores.

O cálculo do break even point facilita para que sócios, acionistas e outras partes interessadas, descubram o momento em que aquele investimento passará a gerar lucros. 

Então, independente do tamanho ou nível de maturidade da empresa, esse indicador não pode ser ignorado.

Além disso, a precificação dos seus produtos ou serviços também é fortemente impactada pelo ponto de equilíbrio.

Pois, um produto com o preço bem abaixo do ideal, fará com que a margem de contribuição seja pequena, e exija do negócio um grande volume de vendas.

E, dependendo da capacidade operacional da empresa, não será possível alcançar esse volume, no momento.

Conclusão

Você já tinha calculado o ponto de equilíbrio da sua empresa alguma vez? Se não, podê ver o quanto que esse simples cálculo pode fazer a diferença nos resultados do seu negócio, né?

Ter um amplo conhecimento da saúde financeira da empresa, é uma competência fundamental para qualquer gestor.

Portanto, se atente e calcule seu break even point quanto antes, e descubra o faturamento mínimo para que seu negócio não fique no vermelho!