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13 Indicadores Financeiros que sua empresa deve se atentar

Entender como anda o desempenho financeiro da sua empresa irá te ajudar a tomar as melhores decisões de como investir o dinheiro do seu empreendimento.

Para isso, os indicadores financeiros irão te mostrar de forma simples e precisa de como anda a saúde do negócio.

Por isso, separamos aqui 13 principais indicadores financeiros que você precisa monitorar sempre.

O que são indicadores financeiros?

Indicadores são medidas de análise de desempenho, que apontam a situação atual.

Então, indicadores financeiros são ferramentas montadas para apresentar essa análise em questões financeiras, indicando o status do momento.

Quais são os indicadores financeiros que devemos prestar atenção?

1. Margem bruta 

Analisar a Margem Bruta significa verificar quais produtos estão com a margem baixa.

Então, esse indicador chama a atenção para o ganho que se está tendo com cada produto.

A fórmula para esse indicador é a seguinte:

  • Margem Bruta = Receita – Deduções – Custos Diretos Variáveis x 100

2. Margem EBIT 

A Margem EBIT se parece com a Margem Bruta.

Contudo, ela é diferente porque o que utilizamos é a Receita Líquida, ou seja, a receita líquida dos impostos referentes à mesma.

Esse indicador é representado por:

  • Margem EBIT = (Resultado antes dos impostos / Receita Líquida) x 100

3. Margem Operacional

A Margem Operacional apresenta uma participação das receitas da sua operação sobre o total ganho, ou seja, corresponde ao valor restante no orçamento após o abatimento das despesas, menos o imposto de renda.

Logo, a fórmula desse indicador é:

  • Margem Operacional = Lucro Operacional / Receita líquida

4. Margem líquida

A Margem Líquida mostra o quanto sua empresa lucra de verdade para cada real que entra como receita no caixa da sua empresa. 

Representando isso, a fórmula fica:

  • Margem Líquida = Receita – Deduções – Custos Diretos Variáveis – Custos Indiretos x 100

5. Margem EBITDA 

A Margem EBITDA mede o lucro do negócio, mas não conta os juros, impostos, amortização e depreciação. Por isso ela mede a capacidade que os ativos da empresa têm de gerar (ou não) fluxo de caixa.

  • EBITDA = Lucro Operacional Antes do Imposto de Renda e Receitas / Despesa Financeira + Depreciação + Amortização.

Dizem os estudiosos que o EBITDA é um referencial muito importante para avaliarmos a situação real de uma empresa. 

6. Endividamento Geral

O Endividamento Geral é o indicador que procura medir quanto dos ativos da empresa estão financiados por terceiros. Com isso, entendemos nosso nível de endividamento.

Sua fórmula é: 

  • Endividamento Geral = (Capital de terceiros / Ativos totais) x 100

7. Índice de Cobertura de Juros

O índice de Cobertura de Juros mede a capacidade da empresa de efetuar pagamentos dos juros previstos em contratos que tem, assim verificando se há a chance de quitar as dívidas sem causar impacto no orçamento da empresa.

Sua fórmula envolve o EBITDA:

  • Índice de Cobertura de Juros = EBITDA/Obrigações de Juros

8. Liquidez corrente

A Liquidez Corrente analisa se a empresa possui capacidade de arcar com todas as suas obrigações a curto prazo. Para isso faz um balanço entre as contas a pagar e receber do seu negócio. 

A construção do seu indicador se dá por:

  • Liquidez Corrente = Ativo circulante / Passivo circulante

Caso a liquidez corrente > 1, se entende que a empresa possui capital disponível suficiente para arcar com as suas obrigações de curto prazo.

Se a liquidez corrente =  1, o capital e as obrigações são equivalentes.

Quando a liquidez corrente <  1, significa que a empresa não possui, hoje, capital suficiente para arcar com todas as suas obrigações.

Ela serve para o investidor investigar a possibilidade de receber ou não proventos no futuro.

9. Liquidez imediata

A Liquidez Imediata aponta a capacidade que se possui, no exato momento, de arcar com as suas dívidas de curto prazo, sem considerar as contas a receber ou as vendas futuras do atual estoque como fonte.

Logo, seu indicador é:

  • Liquidez Imediata = (Ativos circulantes – estoque – contas a receber) / Passivos circulantes

10. Giro de caixa

O Giro de Caixa define quantos ciclos financeiros o caixa de uma empresa tem durante o período de 12 meses, ou seja, um ano.

O seu indicador é construído assim:

  • Giro de Caixa = 365/(prazo médio de estoque + prazo médio para receber as vendas – prazo médio para pagar os fornecedores)

O Giro de Caixa ser alto é uma coisa positiva, pois, quanto maior, maiores as chances da empresa apresentar um resultado sólido e ter uma boa gestão comercial, operacional e financeira. 

11. Fluxo de caixa

É o indicador que me o dinheiro que entra e sai do caixa da sua empresa em um determinado período de tempo.

É importante lembrar que o fluxo de caixa refere-se ao movimento de dinheiro no período passado. Ele não planeja, apenas mede. Mas pode servir como base para entender os gastos futuros.

Por isso, é necessário garantir registros detalhados de ganhos e gastos, com disciplina e sem erros.

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12. ROI

O ROI, ou “Return over Investment”, é uma métrica  que aponta a taxa de retorno de um investimento, ou seja, quanto um investidor ganhou (ou perdeu) em relação ao valor aplicado em um determinado investimento.

Sua fórmula pode ser representada por:

  • ROI = ((Ganho obtido – Investimento) / Investimento) x 100

A unidade de medida do ROI é percentual, já que se trata da relação de retorno sobre algo.

13. Ponto de Equilíbrio

É o valor necessário para pagar todos os gastos da empresa, como custos variáveis e despesas fixas.

O ponto de equilíbrio tem diversos nomes na literatura como break-even point, ponto de ruptura, ou, ainda, ponto crítico.

O objetivo desse indicador é apontar o momento em que o lucro da empresa é zero, ou seja, quando os produtos vendidos pagam todos os custos e despesas fixas e variáveis. Desse ponto para frente é tudo lucro.

A sua fórmula é essa:

  • Ponto de equilíbrio financeiro = despesas e custos fixos – despesas não desembolsáveis/margem de contribuição
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Balanço patrimonial: Entenda o que é e como usar em sua empresa

Você já ouviu falar do Balanço patrimonial? Ele pode ser o que falta para o seu negócio!

O Balanço patrimonial é uma ferramenta de grande ajuda na análise de viabilidade econômica de uma empresa e pode guiar as decisões estratégicas da mesma.

Apesar de todos esses benefícios o Balanço patrimonial é desconhecido por uma grande fatia dos empreendedores, que ainda não utilizam esta ferramenta como um dos guias de seu negócio.

Pois, um negócio escalável e seguro depende de uma boa saúde financeira, sobretudo em momentos de crise e incerteza.

Pensando nisso, escrevemos este artigo para te ensinar como aplicar o Balanço patrimonial e te ajudar a utilizar como um guia da estratégia da sua empresa.

O que é o Balanço patrimonial?

Segundo a definição formal:

“Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade”.

Ou seja, é um relatório que, durante um determinado tempo, geralmente de 12 meses, demonstra a movimentação financeira de uma entidade, como empresas, por exemplo.

Muitas vezes simplesmente chamado de “BP”, é o principal demonstrativo financeiro de uma empresa, ele apresenta todos os bens, fontes de receita e despesas da empresa.

Para tal se faz necessário um fluxo de caixa bem organizado e condizente com a realidade, pois eventuais erros podem interferir na análise estratégica do gestor e o conduzir a caminhos indesejados.

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Para que serve o Balanço patrimonial?

O Balanço patrimonial é uma análise como um todo da sua empresa e serve para analisar o fluxo dos recursos recebidos por sua empresa, facilitando a tomada de decisões.

Conhecendo os dados da movimentação desses recursos, o gestor pode tomar decisões mais racionais visando a alocação mais benéfica, que visa maximizar o crescimento do seu negócio.

Além disso, ele é importante sobretudo para o planejamento estratégico da empresa, pois um planejamento sem a noção da saúde financeira da empresa é algo quase impossível.

Só então, conhecendo a realidade financeira de sua empresa, pode-se propor planos de ação e metas desafiadoras, mas atingíveis, tendo como suporte uma saúde financeira robusta e previsível.

Também pode-se realizar investimentos que otimizem e eliminem custos de sua empresa, e identificar melhor gargalos na gestão financeira de sua empresa.

Como estruturar um balanço patrimonial?

Um Balanço patrimonial é dividido em 3 partes: Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido.

Há regras que guiam a disposição no Balanço Patrimonial, Ativos são dispostos à esquerda, passivos à direita, abaixo dos passivos, também à direita, está disposto o patrimônio líquido.

De forma exemplificada um balanço patrimonial está disposto da forma a seguir:

modelo de balanço patrimonial

Uma regra é que o total de ativos sempre será igual ao total de passivos, e essa conta é fechada pelo patrimônio líquido.

Mas antes explicaremos essas terminologias melhor:

O que são ativo, passivo e patrimônio líquido?

Ativos

Ativos são todos os bens e direitos de uma empresa, são geralmente responsáveis pela entrada de receita na mesma ou que podem ser liquidados e com isso gerar benefício econômico

Eles se dividem em:

  • Bens: que são tudo o que a empresa possui em suas mãos no presente momento, como máquinas, propriedades, veículos, e que podem ser eventualmente liquidados e transformados em receita.
  • Direitos: são tudo o que a empresa possui, porém, está em posse de outros, como contas a receber, investimentos financeiros e recursos aplicados, que podem trazer retornos futuros ao negócio.

Passivos

Já os passivos são todas as obrigações financeiras de uma empresa para terceiros, incluindo impostos, e são divididas em dívidas e obrigações

  • Dívidas: são todas as despesas com fornecedores e agentes externos à empresa. Como taxas e impostos.
  • Obrigações: são as despesas de origem interna como salários de funcionários.

Patrimônio líquido

É o montante que resulta da diferença de ativos por passivos, ou seja, o dinheiro que a empresa possui em caixa.

É a parte pertencente aos acionistas da empresa e engloba o capital social, lucros ou prejuízos.

Por isso é ideal que a empresa possua ativos maiores que passivos, para que o caixa se mantenha em um estado saudável e a empresa aumente seu patrimônio gradativamente.

Importante salientar que estando o patrimônio líquido do lado direito, a diferença entre o total de ativos e o total de passivos será sempre 0.

Como elaborar um Balanço Patrimonial?

Foi apresentado como é a disposição de um Balanço patrimonial, mas ainda existem regras de boas práticas necessárias para o elaborar.

Essas regras são relacionadas com a liquidez dos ativos, que diz o quão rápido eles podem ser transformados em dinheiro.

Além disso, a regra infere que os ativos de maior liquidez devem ser dispostos acima dos de menor liquidez.

Assim o gestor terá uma visualização facilitada, podendo identificar facilmente os ativos de maior liquidez.

Mas, se a maioria dos seus bens tem baixa liquidez, em uma situação de crise pode ser difícil de os desfazer para pagar suas dívidas e obrigações, representando um risco de negócio.

Direitos

Direitos não são considerados bens, mas sim uma promessa de bens em posse outros, que eventualmente podem se tornar bens.

Podem ser:

  • contas a receber;
  • investimentos;
  • recursos aplicados, que podem ter retorno no curto, médio e longo prazo.

Então, por serem valores monetários, são facilmente liquidáveis, e devem ser dispostos no topo da lista de ativos

Bens

Já estes são os ativos materiais que estão em posse da empresa, geralmente são utilizados na produção, como:

  • máquinas;
  • equipamentos;
  • veículos.

Embora possuam valor e possam ser liquidados e transformados em dinheiro, necessitam ser vendidos para tal, portanto são itens de baixa liquidez.

Devem ser alocados no fim da lista de ativos.

Obrigações

Por fim, as obrigações são contas a ser executadas pela empresa. As obrigações, tais como os ativos também obedecem à regra de liquidez,

Dentre as obrigações estão:

  • pagamento de funcionários;
  • impostos e tarifas;
  • contas a pagar.

As obrigações devem ser dispostas do lado direito do Balanço patrimonial e seguindo a ordem em que devem ser liquidadas

5 passos para estruturar seu Balanço patrimonial

Agora que você sabe o que é um balanço patrimonial e quais as suas partes, vamos explicar passo a passo como ele pode ser feito:

1. Faça o agrupamento de passivos e ativos

Organize os passivos e ativos e os agrupe conforme a liquidez e sua classificação.

Faça a especificação da natureza de cada item, isto facilitará a análise posterior do balanço contábil.

2. Faça a conciliação dos saldos contábeis

A conciliação consiste, basicamente, em comparar o saldo de uma conta com uma informação externa à contabilidade, de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise.

Resumindo, se trata de conferir se os dados estão de acordo com outras documentações contábeis da empresa, como o livro diário ou extratos bancários.

Por exemplo, se uma compra com o fornecedor foi realizada, ou um salário de funcionário pago, deve-se conferir se a nota fiscal e a folha de pagamentos, respectivamente, estão de acordo.

3. Faça os ajustes e reclassificações das contas patrimoniais

As contas patrimoniais são a representação dos bens obrigações e patrimônio líquido de uma empresa.

Para elaboração do balanço devem ser feitos vários ajustes e reclassificações nas contas patrimoniais, como estoques, empréstimos, etc.

Essas reclassificações têm o intuito de representar a realidade da empresa de modo atual e fidedigno.

4. Faça os Lançamentos de encerramento de exercício

Com o intuito de apurar o resultado do exercício realiza-se o encerramento das receitas e despesas de um determinado período, e seu resultado é calculado.

O valor resultante é incorporado ao patrimônio líquido da empresa.

5. Faça a classificação das contas patrimoniais

Se o valor resultante for negativo, o valor entra como prejuízo para o patrimônio da empresa.

Se o valor resultante for positivo, é incorporado como lucro para a empresa e seus acionistas podem decidir como o utilizar.

Conclusão

Você agora sabe que o Balanço patrimonial é um relatório contábil que dá uma visão macro da saúde financeira da sua empresa em um período determinado.

Ele possibilita que você possa ter uma visão dos seus bens e obrigações de modo que possa tomar decisões estratégicas de modo fácil e consciente, ancorado em uma visão da saúde financeira de seu negócio.

Embora seja tão útil, muitas vezes é esquecido por muitos empreendedores, que acabam prejudicando o seu negócio por uma gestão financeira ineficiente.

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Auditoria Financeira: o que é e para que serve?

Um dos termos mais comuns no mundo dos negócios chama-se auditoria financeira. Essa ferramenta que tem como princípio gerenciamento e o controle empresarial. Mas, você sabe o que é e para que serve?

Nesse artigo iremos te mostrar como funciona, o que é e como as possibilidades existentes nela podem beneficiar a sua empresa.

O que é auditoria financeira de fato?

O princípio da auditoria financeira é que ela é um processo de análise das atividades empresariais, as quais estão ligadas diretamente os setores da economia da corporação. 

Por ser uma área ligada diretamente a contabilidade, tem por objetivo a revisão das demonstrações financeiras, com segurança de todos os registros de forma fidedigna.

Ou seja, uma forma de aumentar ainda mais a confiança do mercado em relação as questões de ordem financeira da empresa.

Para que serve uma auditoria financeira?

Esse processo serve para dar garantia de que as finanças da organizam traduzam de forma fiel e íntegra, a realidade econômica da empresa. 

Para isso, auditores irão analisar relatórios financeiros com a intenção de descobrir possíveis falhas que drenam a capacidade de geração de resultados positivos que a empresa possui.

Outra importantíssima serventia da auditoria financeira é que ela combate fraudes, desvios financeiros e roubos que por ventura estejam sendo cometidos por colaboradores e sócios mal-intencionados ou que não estejam preocupados com as organizações financeiras da corporação.

Quando você deve fazer uma auditoria financeira?

Isso depende muito. Algumas empresas fazem uso da auditoria quando certas coisas acontecem, como o fechamento de um contrato ou quando as coisas estão tendenciando para um momento ruim

E existem casos de empresas que fazem uso da auditoria de forma regular, podendo ser mensal ou anualmente. Cada caso é um caso.

O certo é que se tenha um olhar sensível para perceber o momento que a empresa está passando e daí decidir aplicar sempre que for necessário. 

Entretanto, vale salientar que como se refere a um processo que visa detectar problemas que venham a prejudicar a organização, quanto mais for realizado, mais chance haverá de evitar problemas e assim a empresa esteja sendo beneficiada.

É preciso preparar uma empresa para uma auditoria?

Sim. E a ideia dessa preparação é para que todos os procedimentos de todos os setores possam ser expostos ao máximo.

Para isso é importante que todos os colaboradores estejam conscientes dos objetivos de que a auditoria visa nada mais que melhorar a maneira de como cada um exerce suas atribuições.

Vale salientar que os auditores são capacitados para encontrar falhas. Então, se houver qualquer tentativa de esconder qualquer coisa, certamente será identificado pelos auditores.

Como fazer uma auditoria financeira no seu negócio

Agora que você já tem uma real noção do que é e para que serve a auditoria financeira, vamos lhe dar um passo a passo que facilitará ainda mais o seu entendimento. 

1. Mapeie os processos

Já que a auditoria executa seu trabalho através da análise dos procedimentos da empresa, a primeira coisa que precisa ser feita é um mapeamento dos processos de forma detalhada.

Isso além de servir aos auditores, contribuirá para que você conheça todos os procedimentos financeiros da organização de forma clara e objetiva.

2. Identifique os riscos

Depois de mapear os processos, é hora de identificar os riscos que existem em cada um desses processos. 

Geralmente se buscam falhas e instabilidades em procedimentos realizados de forma diferente do que estava estabelecido.

Em muitos casos se percebe que não existe nenhum tipo de procedimento padrão na parte financeira da empresa, e a auditoria irá demonstrar isso, identificando ações que estão sendo realizadas e como melhorá-las.

3. Identifique o controle interno

O próximo passo é conhecer quais são as ferramentas de controle interno disponíveis para serem analisadas. 

  • Relatórios;
  • Contratos; 
  • Planilhas;
  • Conciliações; 
  • Entre outras. 

Então, a partir daí será necessário testar a eficácia de cada uma delas e descobrir se de fato estão sendo úteis e demonstram precisão.

Se detectado que não há eficácia, a auditoria irá apontar meios de transformar essas ferramentas em modelos aplicáveis e eficazes que servirão como base para as possíveis tomadas de decisão.

4. Analise os resultados obtidos

Feito todos os procedimentos acima mencionados, a auditoria poderá ser realizada e assim sua empresa terá em mãos tudo que precisa para reduzir gargalos e melhorar possíveis falhas que estejam prejudicando o crescimento da sua organização.

E quais são os benefícios em se fazer uma auditoria financeira?

Depois de tudo que vimos nesse artigo. Chegou a hora de mostrar para você os reais benefícios que a aplicação de uma auditoria financeira pode fazer por seu negócio:

  • Segurança dos saldos registrados em conta;
  • Apontamento das falhas do controle interno;
  • Oferecimento de oportunidades para melhorar as falhas;
  • Novas formas de gerar relatórios eficientes;
  • Segurança aos colaboradores com a implementação de padrões definidos;
  • Evita desvios e furtos.

Conclusão

Agora você sabe que uma auditoria financeira, quando bem aplicada, pode ser um instrumento poderoso para identificar falhas que precisam corrigidas no seu setor financeiro.

Além disso, ela te dará uma maior confiança, uma vez que será um raio-x da situação atual do financeiro do negócio.

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O Guia do Planejamento Financeiro Empresarial

Sempre que se fala em abrir um negócio próprio, um dos principais pensamentos para a obtenção do sucesso é como fazer um planejamento financeiro empresarial.

Afinal, nenhuma empresa existe sem dinheiro no caixa não é mesmo?

Por isso, nesse artigo, iremos ajudar você a entender o que é preciso para ter um planejamento ideal das finanças da sua empresa.

1. Entenda como sua empresa está atualmente

Você precisa saber que um planejamento financeiro é parte de um plano de negócios.

Ele irá apontar os caminhos a serem percorridos para que sua empresa se torne rentável e consiga seguir um plano de metas com prazos de curta, média e longa duração.

Por isso, será necessário fazer uso de uma metodologia específica ou uma combinação com as metodologias existentes.

Uma das mais conhecidas é a análise SWOT, que tem por função definir os pontos fortes e fracos da empresa diante da concorrência.

Pois, depois de ter definido os principais pontos de importância do seu negócio, você conseguirá elaborar metas e objetivos pensando na realidade da empresa, não partindo do zero.

2. Crie metas e organize as ações

Para se ter sucesso no planejamento financeiro da sua empresa, é necessário ter resultados positivos no seu caixa.

Por isso, uma dica valiosa para começar é separando as despesas pessoais das empresariais.

Você poderá fazer isso manualmente ou com a aquisição de um sistema de gestão online, por exemplo.

Também, faça uso constante do controle de fluxo de caixa, conciliações bancárias, pagamentos de contas, verificação dos recebíveis e claro, acompanhe e gere relatórios.

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Quanto mais detalhes tiver seu planejamento, mais você estará preparado para agir diante dos cenários que se apresentarão.

Um exemplo de metas que você pode adotar para sua organização pode ser da seguinte maneira:

  • Aumentar o faturamento em 50%;
  • Aumentar o número de clientes em 70%;
  • Reduzir os custos em 45%;
  • Abrir uma nova unidade da empresa;
  • Lançar um novo produto ou serviço até o final do ano.

3. Ponha em prática a sua estratégia

Tudo começa a partir de treinamentos e qualificação. Pois, é importante que você passe para sua equipe que depende de cada um deles para que o negócio cresça e se torne rentável.

Daí a importância de você saber que não deve fazer tudo sozinho, e envolver seu pessoal é a melhor maneira para minimizar falhas eventuais.

4. Avaliação e qualificação

É importante ficar atento a análise assim que os primeiros resultados do seu planejamento surjam, faça uma comparação do que foi previsto para o que foi realizado.

Olhe para tudo que foi pensado em seu planejamento. Observe se os resultados foram de fato os esperados. Há algo que deve ser continuado? Tem alguma coisa que precisa ser refeita ou revista?

Atenção a cada momento e fase é de suma importância para que você siga com sucesso.

5. Aplique modificações se necessário

Alguns ajustes ao longo do seu planejamento podem ser de forma preventiva, para que não ocorra erro que comprometa a execução do seu plano.

Além disso, promova mudanças para que no caso de falhas, isso não comprometa o trabalho.

O exercício contínuo do PDCA irá permitir que a cada nova etapa desenvolvida, você cometa menos erros e fique cada vez mais próximo das metas que você traçou.

Um bom planejamento financeiro facilitará a projeção das suas receitas e despesas, o que indicará como está a situação econômica da sua organização, apontando quais caminhos seguir e que determinadas ações precisam ser tomadas.

Para que você tenha sucesso na realização do seu planejamento financeiro, iremos dispor de algumas dicas importantíssimas para que tudo corra da melhor forma possível para seus negócios. Vamos a elas?

7 dicas importantes para um planejamento financeiro de sucesso

1. Saiba reconhecer a situação

O primeiro passo é conhecer de fato a realidade do cenário empresarial que você está inserido.

Veja as condições atuais, avalie os pontos positivos e negativos, veja se o tipo de produto ou serviço é o ideal, olhe se a maneira de se comunicar com o público está coerente.

É ideal que você faça uso de uma planilha financeira, dessa forma você conseguirá fazer um mapeamento dos passivos e ativos e assim poder tomar as devidas decisões de forma assertiva.

2. Projete possíveis cenários

Um bom planejamento deixará sua empresa preparada para qualquer tipo de acontecimento.

Para isso se faz necessário projetar todos os possíveis cenários existentes.

Pois, toda vez que você faz uma análise minuciosa das situações, terá dados valiosíssimos que trarão segurança na hora de tomar decisões.

Entretanto, é necessário fazer um levantamento de todas as despesas fixas e variáveis para que você projete o ciclo empresarial em todos os cenários possíveis.

3 . Trace um plano de ação

Com as informações que você levantou, é hora de colocar no papel tudo que precisa ser feito:

  • defina objetivos;
  • faça um mapa das ações que deseja alcançar;
  • crie um cronograma executável;
  • divida as tarefas com sua equipe;
  • mensure os resultados;
  • documente tudo para ser avaliado no futuro.

Dessa forma você terá um registro das ações que devem ser feitas para enfrentar cada etapa e eventuais mudanças que ocorram.

4. Calcule o preço do seu produto ou serviço

Para determinar o valor do produto ou serviço que será disponibilizado é necessário fazer uma análise do custo de produção.

A expectativa que você tem do lucro, ter definido pró-labore de sócios e administradores, bem como saber o valor de todas as demais despesas.

Se ainda assim o preço que está sendo praticado for um problema, o ideal é você rever todos os processos e buscar uma maneira de reduzir os custos, ou aumentar o preço.

5. Contrate um consultor

Na hora de fazer o planejamento financeiro, é bom avaliar a necessidade de contratar um consultor.

Pois, é uma tarefa que exige máxima dedicação e reflexão sobre assuntos que tem a ver diretamente com fluxo de caixa, criação de capital de giro, contas a pagar e receber e outras situações.

E a rotina de um empresário não é nada fácil. Se olharmos que ele terá que está sempre pensando em tudo para fazer com que a empresa obtenha sucesso.

Portanto, a contratação de um consultor poderá ajudar e muito na hora de traçar planos certeiros e possibilitar novidades.

6. Faça uso das tecnologias

Para manter as coisas em plena ordem, é ideal que você adquira um software online que poderá facilitar no controle das finanças e em demais atividades de gestão, sem falar que você poderá acessar de qualquer lugar do mundo.

Dessa forma você poderá ter total controle do fluxo de trabalho, ter mais facilidade no acesso às informações da sua empresa e assim ter mais tempo para planejar outras atividades do seu negócio.

7. Registre o controle de tudo

Lembre sempre de deixar todos os dados registrados, o setor financeiro de uma empresa requer um controle total.

Assim você poderá tomar decisões com plena segurança e se houver algum problema poderá resolver com mais assertividade.

Conclusão

O planejamento financeiro empresarial é uma das partes mais importantes de qualquer negócio. Afinal, se você não sabe como gastar o seu dinheiro, como irá controlar?

Porém, agora que você sabe como funciona um planejamento financeiro, ponha seu conhecimento em prática e tenha sucesso no seu negócio.