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Gestão Estratégica

Cultura Organizacional: fortaleça o alinhamento de sua equipe

Cultura organizacional

Vamos fazer um exercício mental. Quando pensamos em um determinado país, qual a primeira coisa que vem à nossa cabeça? A resposta para muitos pode variar, é claro. Mas garanto que todas essas respostas possuem uma característica em comum: a cultura.

Quando falamos na Índia, por exemplo, imaginamos logo em grandes festividades hindus e animais transitando nas ruas daquele país, já que para eles, alguns animais são considerados sagrados em sua religião.

Cultura é isso, é o poder de identificação de um grupo social promovendo um senso de coletividade em comum que permite o crescimento da sociedade.

Em uma empresa, isso não é muito diferente, existindo a cultura organizacional que é bastante importante para desenvolvimento da mesma. Por isso, listamos aqui os principais pontos que você deve saber sobre esse conceito no meio empresarial.

Conceito

Fonte: Comunidade Sebrae

De uma maneira geral, a cultura organizacional pode ser definida pelo conjunto de valores, claros e bem estabelecidos, que são compartilhados pelos membros de uma empresa, melhorando o ambiente de trabalho e que caracterizam uma organização frente ao mercado e a sociedade. 

O termo “mundo empresarial” não é dito à toa e possui um grande significado. As empresas, são como um universo próprio e possuem valores, regimentos, crenças, hábitos, rotina atitudes, missões, linguagem, visões e outras características próprias que são difundidas pelos seus participantes com o objetivo de fortalecer os vínculos dos envolvidos e prosperidade da organização.

Tudo isso citado, se enquadra na cultura de uma organização, que por sua vez deve ser bem estabelecida e difundida para que alcance os objetivos desejados 

Um grande exemplo de modelo de cultura organizacional que é bastante conhecido é o da empresa Google. Você já deve ter escutado alguma vez na sua vida alguém falar: “Quero trabalhar na Google”.

Esse desejo é explicado pelo sucesso de sua cultura organizacional, no qual o ambiente de trabalho costuma ser bem descontraído, bem informal e bem divertido, diferente de muitas empresas que são muito formais. Além disso, os membros ganham diversos benefícios, como prêmios e viagens, que reconhecem o valor do trabalhador para o sucesso da empresa.

Essa cultura na Google acaba aumentando as relações pessoais dos funcionários ali presentes e, consequentemente, a prosperidade econômica. 

Fortalecimento de equipe

A principal vantagem da implementação de uma boa cultura na organização é o fortalecimento de equipe. Isso acontece, pois os membros estão submetidos aos mesmos ideais, que são difundidos e seguidos por estes no cotidiano de uma empresa. 

O livro “Sapiens, uma breve história da humanidade” conta a história do surgimento da humanidade com os primeiros seres humanos que habitaram o nosso planeta. Uma característica que chama atenção da nossa espécie pré-histórica, foi a criação do senso de coletividade, que foi criado entre eles, que foram guiados por um objetivo em comum: a sobrevivência.

Para sobreviver naquelas condições de vida, eles precisavam cooperar e a partir daí, foram surgindo as primeiras relações sociais que eram norteadas por meio de histórias e visões em comum, promovendo sucesso na seleção natural de nossa espécie.

Essa história contada justifica bem que valores e ideais compartilhados em um grupo, faz com que os participantes desse meio cooperem e cresçam. Por isso, a criação de uma cultura na organização é essencial para o fortalecimento de equipe e desenvolvimento empresarial

Deve ser praticada 

A frase “Na teoria é uma coisa, mas na prática é outra” caracteriza bem a situação de várias empresas, já que muitas não costumam colocar em prática seus ideais, ficando restrito apenas no papel.

Um exemplo atual que isso acontece é o caso da Petrobrás. No site da empresa, no tópico “Quem somos”, são listados os valores empresariais que deveriam ser aplicados e difundidos no ambiente da corporação. “Ética e transparência” é citado como um valor que em teoria era para ser seguido por esta empresa.

Porém, os grandes casos de corrupção que envolvem a Petrobras mostram o contrário, que seus membros não estão aplicando na prática o que estava regulamentado em seus princípios. 

Para reverter essa problemática, a cultura organizacional deve ser bem clara e bem estabelecida, devendo sempre ser compartilhada pelos membros participantes e ser colocada em prática.  

Identidade Corporativa

Quando pensamos em uma empresa qualquer, além do seu nome, pensamos também em sua logomarca. Mas além disso, vem à mente outras características que representam bem essa corporação no mercado, como: símbolos, cores, valores e práticas comerciais. 

A cultura organizacional engloba todas essas características citadas e é responsável pela identidade corporativa frente ao mercado e aos seus funcionários. Com o tempo, após um processo de consolidação cultural, os membros participantes de uma empresa se identificam com a corporação e se engajam, gerando uma sensação de pertencimento que acarreta bons resultados de crescimento. 

A Netflix é um exemplo de empresa que transparece bem seus valores culturais e, com isso, criou uma identidade corporativa bastante característica.

A relação com cliente que a Netflix criou nas redes sociais, interagindo com seus seguidores, reflete bem a dinâmica do trabalho dos seus funcionários que são guiados por comportamentos e habilidades que compõem os valores da empresa, como por exemplo “comunicação”, que é uma característica que essa empresa busca dos seus participantes. 

Como implementar? 

O primeiro passo para a implementação de uma cultura na organização é reconhecer a importância de uma boa cultura para o bem estar de uma empresa. Em uma pesquisa feita pela revista “Exame”, mais de 90% dos cinco mil empresários entrevistados, reconhecem que a cultura de uma organização é importante para os resultados da empresa. Porém, apenas 15% dizem que sua cultura organizacional vigente é ideal. 

Além disso, uma pesquisa de clima entre seus colaboradores deve ser feita. Analisar o índice de satisfação dos seus funcionários é essencial para a identificação dos problemas e posterior resolução dos mesmos, criando estratégias de sucesso para implementação.  

Quer saber como melhorar ou até mesmo criar uma cultura organizacional forte, que torne a sua equipe bem alinhada com os objetivos da sua empresa? Pois entra em contato com a gente e saiba mais como a FCAP JR., referência no mercado de consultoria, pode te ajudar.

 

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Gestão Financeira

Conheça 5 ferramentas para organização financeira da sua empresa

É de conhecimento comum que gerenciar o setor financeiro da empresa é essencial para o negócio ter lucro e crescer, isto porque uma empresa financeiramente saudável consegue otimizar seus recursos evitando desperdícios e mantendo o negócio funcionando.

Apesar da sua importância, ainda existem muitos empreendimentos que não se dedicam ao controle financeiro da sua empresa. É o que mostra uma pesquisa recente realizada pelo SEBRAE, indicando que a falta de capital é um dos motivos que levam as empresas a fecharem suas portas.

A organização financeira não é apenas uma obrigação formal, mas uma fonte valiosa de informações para o gerenciamento dos negócios, um fator primordial na tomada de melhores decisões operacionais e estratégicas.

Com o desenvolvimento da tecnologia, vários aspectos da vida foram facilitados, inclusive o financeiro. Há dezenas de aplicativos que tem a função de ajudar os usuários e suas respectivas empresas a desenvolverem e manterem um planejamento financeiro.

  • O que é preciso entender antes de planejar a organização financeira de uma empresa?

Embora as ferramentas e softwares focadas na organização financeira tenham suas funcionalidades didáticas, como já citado, tal facilidade deve ser aplicada de modo a somar e contribuir na geração de informações financeiras relevantes durante os momentos de tomada de decisões.

Pensando assim, antes de decidir qual a ferramenta ou software que melhor se adequa a realidade de uma empresa, é fundamental que haja o entendimento de alguns conceitos básicos relativos ao universo financeiro, os quais podem servir de base para medidas futuras.

  • Receitas: abrange todos os valores recebidos pela empresa, provenientes da venda de produtos ou serviços, juros recebidos ou até mesmo da venda de um ativo;
  • Despesas: aqui entram todos os gastos necessários para a empresa manter suas operações, mas que não estão ligados diretamente à atividade fim do negócio. Nesse grupo entram o aluguel, gastos com marketing e venda, por exemplo;
  • Custos: assim como as despesas, também são gastos realizados pela empresa. A diferença é que os custos têm relação direta com a produção ou a aquisição de produtos, ou seja, com a atividade fim da empresa. Se enquadram nessa categoria compra de matéria-prima, de mercadorias para revenda e os salários dos trabalhadores de uma linha de produção, por exemplo;
  • Capital de giro: é o recurso disponível para sustentar as operações do dia a dia da empresa;
  • Demonstração do resultado do exercício (DRE): é um relatório que lista as receitas, despesas e o resultado líquido de um determinado período;
  • Ponto de equilíbrio: é o momento em que as receitas da empresa são iguais às despesas, ou seja, a operação começa a se pagar, mas ainda não há lucro;
  • Balanço patrimonial: mostra a situação financeira da empresa, o que inclui os ativos, passivos e o patrimônio líquido.

 

Melhores ferramentas de organização financeira

Para você que está começando o seu negócio e que está procurando alternativas descomplicadas e baratas para prosseguir, selecionamos 5 ferramentas financeiras simples que auxiliam na organização financeira da empresa.

1. QUICKBOOKS ZEROPAPER

O ZeroPaper é um sistema de controle financeiro fácil de usar. Disponível para iOS e Android, com ele é possível ter fluxo de caixa completo, gerar relatórios financeiros de receitas e despesas, gerenciar agenda de clientes, importar informações bancárias, entre outros.

Essa ferramenta possui uma versão gratuita com recursos limitados e alternativas pagas que permitem realizar controle de estoque e orçamentos personalizados. Os recursos avançados estão disponíveis em versões com assinaturas que começam em R$ 29,90 por mês. Os dados inseridos na ferramenta são protegidos com criptografia SSL, a mesma utilizada por bancos.

2. NIBO

O Nibo é um software online que pode ser utilizado tanto por empresas quanto pelos próprios contadores. Com ele, através de uma mesma plataforma é possível criar e gerir boletos, emitir notas fiscais, fazer o fluxo de caixa e conciliação bancária, organizar contas a pagar e receber além de outras funcionalidades.

Para utilização do software é necessário desembolsar um valor mensal, o qual é bastante atraente, ainda mais porque o sistema dispõe de relatórios bem completos que, além de uma visão geral do negócio, permitem deixar a operação financeira e a contabilidade de sua empresa ainda mais ágil e assertiva.

3. CONTAAZUL

O ContaAzul é um sistema de gestão empresarial e financeira online bastante completo e com muitas funcionalidades, mas simples de usar. Ele tem como foco contribuir com o desenvolvimento do empreendedor, integrando não apenas processos financeiros, mas outras atividades, como gestão de vendas e estoques, por exemplo.

Eleito pela Folha de São Paulo como o melhor sistema de gestão para pequenas empresas e com mensalidades a partir de R$ 89,90, com ele é possível centralizar tudo em um único lugar: contas a pagar e a receber, nota fiscal de produto e serviço, boleto de cobrança, fluxo de caixa diário e mensal, integração bancária, integração contábil, conciliação bancária, DRE gerencial, frente de caixa online e muito mais.

4. BLING

Bling ERP é um sistema gerenciador financeiro online para empresas, o qual agrada, principalmente, quem possui e-commerce. Vem com função para fluxo de caixa, organiza pedidos recebidos, faz ajuste de contas bancárias e consegue automaticamente importar dados de uma loja virtual para a plataforma.

Além disso, tem opção para controlar e organizar estoque de produtos, emite nota fiscal, faz controle de caixa ao registrar vendas, oferecendo também opção para cadastro e gerenciamento de clientes.

O Bling é mais um dos gerenciadores financeiros para empresas que integram mais funções do negócio e, por isso, se classifica como um ERP para micro e pequenas empresas.

É importante salientar que essa ferramenta tem uma versão de teste grátis, mas que, dependendo dos objetivos de quem o contrata, possui pacotes com mensalidade a partir de R$ 25,00.

5. PLANILHAS

Para quem não é familiarizado com aplicativos ou prefere métodos mais tradicionais para gerenciar as finanças, pode apostar nas planilhas. A vantagem dessa opção é a possibilidade de criar um documento personalizado, inserindo apenas categorias que você realmente usa.

Para facilitar o controle de gastos, é importante se lembrar de salvar o arquivo na nuvem. Assim, é possivel acessar o documento de onde estiver, mesmo por meio do celular.

Em relação ao quesito segurança, pode ser importante investir em uma senha para acessar o documento. Ou, então, guardar os dados em um local que seja realmente seguro.

  • Como escolher qual a melhor opção para você ou o seu negócio?

Depois de apresentar algumas das principais e mais conhecidas ferramentas, é importante entender como fazer a escolha da que mais bem se adequa a realidade da organização. Para isso, é importante ter atenção a algumas condições:

  • Análise das principais necessidades da empresa, buscando saber o que é prioritário;
  • Analisar se a ferramenta disponibiliza estrutura inteligente para facilitar a organização de maior volume de dados e informações;
  • Verificar se o sistema oferece maior rapidez e agilidade nos processos e maior autonomia para os usuários;
  • Escolher uma ferramenta que ofereça interface simples, moderna e intuitiva;
  • Verificar se a ferramenta oferece integração com outras interfaces, principalmente aquelas implantadas pelos órgãos governamentais;
  • Fazer um teste gratuitamente, já que as empresas desenvolvedoras oferecem versão para demonstração por um prazo determinado;
  • Analisar se o sistema conta com suporte para atender às necessidades do escritório, podendo atender a qualquer momento.

CONCLUSÃO

Como já foi visto, a gestão financeira é imprescindível para o sucesso da organização. Sendo assim, independentemente da ferramenta escolhida para implementar a organização financeira na sua empresa, é importante que essa prática se torne parte da rotina.

Reserve um tempo hábil para analisar as finanças da sua empresa e saber para onde está indo seu dinheiro. Veja se suas receitas estão superando seus gastos. Caso as despesas estejam altas em determinada categoria do orçamento, busque compensar os gastos em outras áreas.

Fazer um bom planejamento financeiro é outro cuidado importante. Ao saber quanto pode gastar em cada categoria do seu orçamento, é possível evitar armadilhas que podem prejudicar a saúde financeira da organização.

Com a organização financeira na rotina da sua empresa, a realização de novos projetos e o aumento do seu patrimônio líquido ficarão mais próximos do que se imagina.

Agora que você já sabe conhece algumas dicas de ferramentas para melhorar a organização financeira da sua empresa e da sua importância para as tomadas de decisão, analise qual a melhor opção e passe a fazer, cada vez mais, o melhor controle das suas finanças.

Caso surja alguma dúvida, procure a FCap Jr Consultoria através do nosso site ou no instagram @FcapJr.

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Gestão empresarial

Aumente a Eficiência da Empresa Através da Gestão de Processos

           Toda e qualquer empresa, não importando qual o seu tipo de atuação ou em que mercado está inserida, tem uma série de rotinas. São tarefas que ocorrem com repetição constante em maior ou menor velocidade, podendo ser extremamente simples e operacionais ou, até mesmo, complexas e lentas. Mesmo assim, caso elas aconteçam sempre usando os mesmos tipos de recursos e tendo o foco em um mesmo resultado, podem ser entendidas como um processo.

Os principais objetivos da gestão de processos estão voltados a entender exatamente o que ocorre em cada uma destas rotinas, de modo a identificar pontos de melhoria e aprimorar a rotina de maneira, tal que seja cada vez mais eficiente.

Neste contexto, a busca por economia, agilidade, produtividade, segurança e qualidade nunca termina, assim como os ganhos conquistados devem ser sempre incorporados ao dia a dia da operação.

Por que fazer a gestão dos processos?

A partir do momento em que uma empresa decide traçar seus planos, criando, assim, objetivos, metas, além de suas respectivas estratégias, tem-se início a uma jornada, a qual se inicia com a elaboração de ideias abstratas e segue até a produção de resultados concretos. No meio de campo, passa a ser responsabilidade da gestão alocar os recursos e controlar a produção dos resultados.

No que diz respeito aos processos, os interesses se dirigem para a otimização da relação entre entradas (inputs) e saídas (outputs). O que, em outras palavras, significa o objetivo primário da gestão de processos: produzir resultados superiores, consumindo quantidades de recursos inferiores, ocorrendo tudo isso em prazos cada vez mais acelerados.

Em contrapartida, tendo como propósito atingir o estágio de eficiência, os gestores devem se valer cada vez mais de fundamentos concretos. Dessa forma, é imprescindível que haja o acompanhamento do fluxo de trabalho de perto, comparando as etapas e as atividades com os padrões de excelência. Se, no contexto analisado, o que é feito se revela incompatível com os modelos de qualidade, haverá desperdício de recursos ou produtividade aquém do potencial.

            Cientes dessas premissas e visando cada vez mais a excelência em gestão, é importante ter bastante atenção como executar e controlar com eficiência as operações através da gestão de processos, a fim de conquistar os seguintes pontos:

  • Aumentar a produtividade: Empregar técnicas, tecnologia e métodos de organização mais adequados e promover o aprimoramento contínuo das atividades, ampliando os outputs gerados em volume e qualidade.
  • Reduzir custos: Seguir padrões que reduzam o consumo de bens, tempo e capital para produção dos resultados da empresa, quer seja um produto, um serviço ou, até mesmo, uma decisão.
  • Melhorar a gestão do tempo: Produzir em prazos mais curtos, especialmente com o auxílio da tecnologia e das medidas de simplificação de processos.
  • Auxiliar a tomada de decisão: Acompanhar as atividades de perto e reunir informações sobre o funcionamento dos processos, permitindo a tomada de decisões mais aderentes às necessidades da empresa.

Como fazer a gestão dos processos?

Ciente da importância atrelada à boa gestão de processos, surge o questionamento: “O que eu devo fazer para obter tais vantagens?”

1.      Mapeie os processos da empresa

Descreva, de forma esquemática, os processos da cadeia de valor da empresa, identificando relações de causa e efeito entre as partes envolvidas. De maneira objetiva, nada mais é que entender qual é o passo a passo do ingresso de recursos no sistema até a produção dos resultados.

É importante entender que o mapeamento é o ponto de partida para avaliar os padrões utilizados pela organização e diagnosticar deficiências, o que só se justifica pelo que foi  Com base em tudo que foi mapeado, as práticas estabelecidas podem ser confrontadas com as referências do mercado e com as expectativas da empresa.

 

2.      Estabeleça indicadores de desempenho:

Como já citaram Robert Kaplan e David Norton, influentes e renomados quando o assunto é gestão empresarial: “O que não é medido não é gerenciado.” Dessa forma, é imprescindível que se escolha um conjunto de índices e taxas para entender o desempenho dos processos.

Um exemplo simples para ilustrar esta etapa diz respeito a uma mudança no RH, quando o setor passa a coletar dados sobre o retorno do investimento em treinamentos, turnover, produtividade e custo das horas extras.

O sistema de indicadores é fundamental por dois motivos principais: fornecer o conhecimento necessário sobre as práticas atuais e permitir a comparação entre o desempenho presente e o histórico, a partir de futuras medições. Desse modo, monitorar indicadores é essencial para entender se estar no caminho certo.

 

3.      Identifique oportunidades de melhoria

Após o cumprimento das etapas anteriores, ficam visíveis todos os passos dos processos, inclusive em que ponto ele está travando, gerando desperdícios ou ocasionando uma má percepção pelos clientes.

Nesta terceira etapa são feitas as alterações nos processos, somente depois de ver e compreender todo o histórico até a finalização, que é quando se pode analisar quais mudanças podem ser implementadas na rotina, além das suas respectivas influências sobre a percepção do valor agregado.

Para eleição das melhorias mais adequadas, pode ser interessante contar com o auxílio de consultores externos, os quais, além de agregar com o conhecimento técnico e com a habilidade de adequar práticas empresariais aos padrões de excelência, têm experiência e representam uma visão externa à operação.

 

4.      Implemente as melhorias

Sendo elencadas as melhorias, faz-se necessária a criação de um plano de ação para realizar a implementação, o qual deve ser desenvolvido a partir de conversas com os líderes e tomando providências para engajar os colaboradores. O ideal é contar com as sugestões dos próprios envolvidos por meio de entrevistas e pesquisas de campo.

Este plano de implementação deve contar não só com as ações definidas, mas é importante que haja a definição de prazo, responsáveis, como ocorrerá cada uma das etapas e deixar claro qual o objetivo de tais alterações.

É aqui em que são descritas cada uma das tarefas a serem executadas no processo, manualizando as rotinas de trabalho, a fim de que qualquer pessoa possa seguir o passo a passo e executar.

 

5.      Monitore a execução dos processos

Após todas as mudanças, para que se evitem desvios e que seja possível a tomada de medidas corretivas, em caso de inconformidades durante a execução, é necessário que o processo seja monitorado.

Este é outro ponto importante, visto que muitas empresas não possuem um sistema de controle de qualidade em seus processos e acreditam que estão fazendo o certo, mas, gradativamente vão perdendo mercado, pois não conhecem a percepção de seus clientes sobre seu produto ou serviço.

Vale salientar que o monitoramento vai além de ter um reclame aqui em seu site, valendo-se apenas da qualidade percebida pelo cliente. Desse modo, monitorar é estar envolvido com a causa e tentar prever os problemas antes que aconteçam.

CONCLUSÃO

A gestão de processos está além de conhecer a operação e saber as etapas, mas sim envolve agir de forma estratégica a fim de buscar resultados e agregar valor através do monitoramento constante da operação.

Assim sendo, a gestão de processos, quando feita de forma eficiente, possibilita o melhor e maior conhecimento das operações da empresa, dando condições para uma melhor avaliação dos resultados.

Seguindo esta temática e conhecendo os conceitos apresentados, além do potencial que eles podem exercer sobre sua empresa, procure colocá-los em práticas e gerar cada vez mais possibilidades de resultados.

Caso ainda haja alguma dúvida, sinta-se a vontade para deixar um comentário ou falar conosco!

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Gestão Estratégica

Metodologia OKR: o que é, 6 passos para implementar

Você sabe o que as gigantes do Vale do Silício, como Google, Twitter, LinkedIn, Dropbox e GoPro têm em comum?

Todas elas utilizam ou já utilizaram a metodologia OKR na estratégia de suas empresas.

Essa metodologia ficou bastante conhecida por ter acompanhado o crescimento do Google, que na época de sua implementação possuía em torno de 40 funcionários, passando para mais de 60 mil atualmente.

Mas ainda tem dúvidas de como aplicar na prática a metodologia OKR na sua empresa?

Continue lendo e aprenda tudo sobre.

O que é a metodologia OKR?

O OKR é uma metodologia de gestão criada por Andrew Grove,  ex-CEO da Intel, e tem o objetivo de simplificar a forma de entender os chamados objectives and key results.

Ou seja, os objetivos principais de uma empresa e seus resultados-chave.

Os dois principais componentes dessa metodologia são:

  • Objetivos: declaração clara do que a empresa deseja alcançar. Um bom objetivo tem que ser descrito de forma clara para que a empresa saiba o que deve buscar e para que as pessoas fiquem engajadas nessa missão.
  • Resultados-chave: metas com impacto direto no atingimento do objetivo caso seja realizada com sucesso.

De forma geral, metodologia OKR é simples e bastante eficiente para qualquer organização.

Os benefícios gerados pela implementação dos OKRs são principalmente:

  • Facilidade em usar;
  • Engajamento dos funcionários;
  • Transparência;
  • Estimula a alta performance;
  • Faz com que a mensuração de resultados seja mais fácil e eficiente;
  • Trabalha com ciclos curtos.

Como a metodologia OKR funciona?

Ao entender os dois principais pilares da metodologia OKR (Objetivos e Resultados-chave) é preciso que você, junto com a sua equipe, liste os principais objetivos que pretendem atingir.

Depois disso, os desdobrem em metas que irão servir de parâmetro para saber o quão próximo do objetivo a sua empresa se encontra.

Alguns exemplos de objetivos que podem ser utilizados na sua empresa:

  • Objetivo: Aumentar o número de vendas
  • Objetivo: Oferecer uma ótima experiência ao cliente
  • Objetivo: Ter uma equipe eficiente e engajada
  • Objetivo: Tornar-se autoridade no mercado

Desdobrando esses objetivos em Key Results, temos:

Objetivo: Aumentar o número de vendas

  • Dobrar o número de leads gerados por mês;
  • Melhorar a taxa de conversão entre oportunidades e vendas para 30%;
  • Enviar 70% dos leads mais qualificados para o fundo do funil.

Objetivo: Oferecer uma ótima experiência ao cliente

  • Manter o NPS acima de 80%;
  • Aumentar a retenção de clientes para 75%;
  • Ter um tempo médio de resolução de problemas de no máximo 1 dia.

Objetivo: Ter uma equipe eficiente e engajada

Objetivo: Tornar-se autoridade no mercado

  • Aumentar em 40% o número de clientes que conheceram a empresa através do digital;
  • Produzir 4 conteúdos ricos por mês.

Notou que cada objetivo se desdobra em metas claras e mensuráveis?

Lembre-se que é muito importante manter a clareza de onde se quer chegar para manter a equipe engajada e caminhando para o mesmo objetivo!

Como estruturar a metodologia OKR na sua empresa em 6 passos

A metodologia OKR não indica práticas específicas e rígidas do que deve ser feito para que seja implementada nas empresas com sucesso.

Porém, para que a adoção dessa metodologia seja de forma mais acertável, garantindo seu bom funcionamento e aceitação por parte dos colaboradores da empresa, separamos alguns pontos que vão te ajudar a estruturar os OKRs dentro de sua organização ou setor:

1. Estabeleça metas claras e específicas:

Como já enfatizado no durante o texto, é preciso que as metas definidas tenham clareza e sejam específicas para que a organização saiba para onde estar indo. 

Com isso, seus colaboradores ficam mais engajados e motivados a alcançarem o objetivo estabelecido.

2. Divida os objetivos em bottom-up e top-down

Um ponto muito importante da metodologia OKR, é que os objetivos não devem ser definidos apenas pela diretoria e passada para os níveis táticos e operacionais como nos métodos tradicionais.

Ao contrário, apenas 40% dos OKRs são definidos pela diretoria e o restante são definidos pelo restante da equipe.

Isso reforça a participação e envolvimentos de todos os colaboradores da empresa, fazendo com que eles definam seus próprios OKRs e acompanhem o atingimento das metas, tornando o processo útil a todos. 

3. Defina prazos de tempo mais curtos

Outra característica muito marcante da metodologia OKR, é a definição das metas para um período de tempo mais curto, como a cada trimestre.

Isso faz com que seja mais tangível onde você pode chegar ou o que quer alcançar.

Além de ser mais fácil identificar e corrigir um erro rapidamente.

Para quem está começando a usar a metodologia sugiro iniciar com ciclos menores, de 30 a 45 dias, para facilitar o aprendizado e o ciclo de feedback.

5. Deixe os OKRs de forma pública para todos da organização

Para promover o alinhamento da equipe, é necessário que o OKR seja visto como uma metodologia que promove a transparência dos objetivos e metas da empresa.

Os colaboradores precisam saber com clareza as prioridades da empresa, para que não só alcancem os objetivos esperados, como para que também estejam bem informados durante todo o processo.

Algumas ferramentas podem ser utilizadas para facilitar a visualização dos OKRs da organização, como, por exemplo, a Gestão à vista.

Essa ferramenta tem como objetivo mostrar, de forma visual,  a todos da empresa, informações e dados importantes de modo a auxiliar a gestão dos colaboradores.

6. Acompanhe e avalie os resultados periodicamente

Assim como em qualquer metodologia ou ferramenta recém implementada em uma empresa, é necessário acompanhar e avaliar os resultados que estão sendo gerados de forma constante.

Avaliar esses os resultados de forma periódica, como, por exemplo, semanalmente, é muito importante, pois permite ajustes rápidos, fazendo com os resultados sejam mais efetivos.

Conclusão

Esses são os 5 passos que considero fundamentais para a estruturação da metodologia OKR na sua empresa!

Ficou interessado em saber mais sobre essa e outras metodologias que podem te auxiliar na construção do planejamento estratégico da sua empresa?

Clica aqui para conferir outros métodos que vão te ajudar na definição e acompanhamento das metas e resultados da sua organização!