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Gestão empresarial

Aprenda a calcular a capacidade produtiva de sua empresa

Compreender a capacidade produtiva de sua organização é pré-requisito para maiores aspirações de um gestor.

Por esse motivo criamos um conteúdo especial que irá te mostrar os caminhos para calcular a capacidade produtiva da sua empresa da maneira correta.

Quer aprender como? Então continue lendo.

O que é a capacidade produtiva?

Em síntese, consiste num indicador de desempenho na área dos processos da empresa.

Além disso, é primordial para a medição do desempenho em qualquer indústria, mas também é utilizado na produção de serviços.

Numa definição ainda mais objetiva, é a máxima capacidade em que uma empresa produz o produto ‘X’, num intervalo de tempo ‘Y’, com os recursos disponíveis.

Portanto, é válido ressaltar que, não necessariamente, é um dado crescente. Isto é, nem sempre será vantajoso ter uma capacidade produtiva alta, e sim, uma adequada à demanda.

Qual é a importância dessa métrica?

Uma decisão baseada em dado, na prática, é a mais próxima da assertividade.

E a capacidade produtiva é exatamente isso: um dado, que, com suas diversas variáveis, se torna um insumo extremamente relevante no momento de tomada de decisão de qualquer empresa.

Numa organização moderna, as decisões pautadas em indicadores de desempenho é premissa para estar sempre assegurando renovação e modernidade na gestão.

Por isso, é com eles que se garante um monitoramento e controle adequado sobre o desempenho organizacional.

Como calcular a capacidade produtiva

Existem algumas maneiras distintas de calcular a capacidade produtiva, são estas:

Instalada

Considerando sua infraestrutura, a capacidade produtiva instalada avalia o potencial máximo da produção, num cenário onde todos os recursos funcionam com plenitude, sem falhas, perdas ou imprevistos.

Disponível

Similar à capacidade produtiva instalada, a disponível se diferencia quando analisa somente os recursos disponíveis em um determinado momento.

Aqui também não são levadas em conta as perdas, interrupções e falhas.

Efetiva

Consiste no nível produtivo que a empresa possui. Tem sua base na capacidade disponível, mas consideram também as falhas de produção, as perdas e as interrupções.

Também, por serem variáveis previsíveis, estas são incluídas, diferentemente da perda de recursos, queda de energia, etc.

Realizada

Corresponde à capacidade efetiva com a diferença de que considera perdas e interrupções não planejadas.

Queda de energia, perda de materiais são variáveis consideradas na capacidade realizada.

Como otimizar a capacidade produtiva da sua empresa

Da mesma forma que coletar o dado para se ter ciência do panorama da empresa, e monitorar os resultados de maneira cíclica são primordiais, pôr em prática ações preventivas e corretivas é algo no mínimo tão importante quanto.

Por isso, abaixo, elencamos algumas estratégias e ferramentas que podem auxiliar na otimização da capacidade produtiva da sua empresa:

Foque no que importa

É comum em organizações que se tenha uma disfunção da clareza na execução dos processos.

Pois, muitas vezes se tem uma compreensão distorcida daquilo que é realmente primordial para o funcionamento da empresa.

Porém, uma solução para isso é ter todos os processos mapeados, para que se consiga determinar todo o ciclo de vida do produto ou serviço.

Além disso, é importante definir os responsáveis e, consequentemente, ter maior noção de priorizar os processos-chave e agir em cima deles.

7 benefícios garantidos pelo mapeamento de processosPowered by Rock Convert

Faça a gestão á vista

Ferramenta bastante utilizada a nível global, ter uma gestão à vista eficiente e funcional na sua empresa é essencial para disseminar informação de forma eficaz para todos os colaboradores envolvidos.

O Kanban é um exemplo de gestão à vista comumente visto em indústrias, entretanto, não há um modelo específico obrigatório de gestão à vista.

Porém, outras opções para serem expostas na gestão à vista da sua empresa são elementos como:

  • objetivos da organização;
  • quadro de atividades;
  • resultados de um período específico;
  • colaboradores destaque;
  • aniversariantes;
  • acompanhamento de metas e indicadores.

Use a tecnologia

Em meio a uma transformação digital ao redor do mundo, é preciso tornar a tecnologia uma aliada aos negócios.

Por isso, buscar a junção dos recursos tecnológicos com as habilidades humanas é a tendência para o futuro e um caminho promissor para toda organização.

Um mecanismo de análise de dados, automação de processos ou, até mesmo planilhas, podem trazer um retorno benéfico.

Crie um controle de estoque

Um controle de estoque eficiente é importante, pois a essência da capacidade produtiva é a busca pelo equilíbrio.

Então, não é interessante produzir a mais e tampouco a menos. Para isso, além de uma previsão de demanda aliada à uma comunicação constante com o setor comercial da empresa, está o estoque.

Pois, com um estoque abaixo do necessário, a capacidade produtiva também é reduzida.

Já com um estoque acima, a capacidade produtiva ultrapassa os níveis adequados, pois ocasionará em acúmulo desnecessário no inventário, já que não há demanda suficiente para cobrir a produção.

Esta ideia corrobora ainda mais com o raciocínio da ferramenta estratégica que é a capacidade produtiva.

Pessoas certas nos lugares certos

Um dos pilares da capacidade produtiva é o engajamento dos colaboradores.

É uma realidade que a causa raiz da maioria dos problemas nas organizações se volta aos responsáveis.

Porém, uma alternativa para amenizar essa realidade é um enfoque especial na área de gestão de pessoas da empresa.

Portanto, avalie se aquele funcionário é o ideal para estar executando aquela atividade e, mesmo que seja, avalie também se ele não seria melhor em outro setor da organização.

Ter os descritivos de cargo da empresa, realizar avaliações de desempenho, pesquisas de clima organizacional e felicidade no trabalho são algumas saídas para buscar solucionar o problema.

Também, é interessante capacitar ao máximo os colaboradores. Pois, ter as pessoas certas nos lugares certos é essencial, e se elas tiverem no auge de seu potencial, o natural é que deslanchem positivamente.

Diagrama de espaguete

Uma ferramenta ideal para enxergar de maneira simples e objetiva a operação da empresa: o diagrama de espaguete.

Tem esse nome, pois consiste em várias linhas, que representam o deslocamento do funcionário durante o processo produtivo.

diagrama de espaguete
Imagem por Voitto

Com o diagrama é possível observar todos os deslocamentos desnecessários e, deixar explícito os gargalos mais expostos, facilitando suas correções.

Consequentemente, analisar a infraestrutura e layout é outra alternativa que, após analisado todo o deslocamento para a entrega do produto final, pode trazer efeito positivo nos resultados da produtividade.

Pois, uma melhor distribuição de recursos e maquinário tem grande potencial de agir positivamente.

Planejamento 

Após aplicados os planos de ação e ferramentas para melhorias na capacidade produtiva da organização, é necessário que se tenha um planejamento adequado.

Para isso, tenha consciência dos limites de produção, limites dos recursos humanos, dos equipamentos, etc.

Além disso, saiba quando realizar uma manutenção na máquina ‘X’, ter discernimento para decidir o que seria desnecessário para a organização executar e, consequentemente contratar serviços de terceirização.

Ou até mesmo, acrescentar ou reduzir os turnos de funcionamento da operação da empresa. Decisões deste tipo requerem um planejamento prévio e bastante conhecimento do negócio.

Conclusão

A métrica de capacidade produtiva te permitirá entender como otimizar os processos produtivos dentro de sua empresa para te dar mais eficiência.

Por isso, esperamos que esse conteúdo tenha esclarecido como funciona a métrica de capacidade produtiva e que você possa usar ela para alcançar resultados incríveis em sua empresa.

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Marketing e Vendas

Mensure a satisfação dos seus clientes com o NPS

O que você faz quando quer conhecer algum restaurante novo, ou precisa comprar um celular novo? Geralmente eu pergunto aos meus amigos ou familiares por indicações, pesquiso na internet e por aí vai.

 

Esse processo de perguntar por indicações é natural. De acordo com o Relatório Global de Confiança em publicidade da Nielsen, 83% dos entrevistados confiam nas recomendações de familiares e amigos mais do que qualquer outra forma de publicidade. O que esse dado nos diz? Sendo bem pragmático, que você deve proporcionar uma experiència muito boa para seu cliente ou é muito provável que ele não fale sobre sua empresa ou pior, que ele acabe falando mal.

 

Numa pesquisa feita pelo instituto QualiBest, nossa maior influência na compra de um produto vem de amigos e parentes. Ou seja, investir na experiência do cliente é investir em marketing.Muitas empresas hoje em dia levam a experiência do cliente muito a sério, o que mostra isso é o crescimento vertiginoso que a área de Customer Success tem tido nos últimos anos. 

Ter um bom produto hoje não é mais diferencial, as grandes empresas estão cada vez mais investindo na experiência do cliente e em como ele tem sucesso dentro de sua empresa para se diferenciar no mercado.

Você pode ter acesso à pesquisa da QualiBest clicando aqui!

Como mensurar?

 

Usando o NPS (Net Promoter Score), você consegue mensurar a satisfação de seus clientes com um simples questionário. A mensuração é feita a partir de uma simples pergunta:

 

“De 0 a 10 qual a chance de você indicar a minha empresa para um amigo?” E então nós fazemos um cálculo com os resultados que vão nos dar o dado que precisamos: 

 

  • Detratores: Aqueles que não tiveram uma boa experiência e provavelmente vão acabar falando mal da marca. Estes são os que responderam entre 0 e 6.
  • Neutros: Estes não tiveram nem uma experiência boa nem ruim, provavelmente não vão falar da marca. Estão elencados dentre as notas 7 e 8.
  • Promotores: Este são os que ficaram bastante satisfeitos, estes provavelmente vão falar da sua marca e de como foi positiva sua experiência. As notas a serem alcançadas para ter um cliente promotor são 9 e 10.

É muito importante ter esses números e conceitos em mente pois, um cliente satisfeito conta para 3 pessoas sobre a experiência positiva na sua empresa. Da mesma forma que um cliente insatisfeito pode relatar para 11 pessoas sua experiência negativa.

 

Agora que temos os números vamos fazer um simples cálculo:

É só subtrair a porcentagem de detratores, da porcentagem de promotores, então vai ter o número de NPS.

Mas o que fazemos com esse número? Ele é bom? É ruim? Calma que também existe uma métrica para isso, são as chamadas zonas.

Zonas de Classificação

NPS de – 100 a 0 – Zona Crítica

NPS de 1 a 50 – Zona de Aperfeiçoamento;

NPS de 51 a 75 – Zona de Qualidade;

NPS de 76 a 100 – Zona de Excelência. 

  • Zona crítica (-100 a 0)

Como você já deve imaginar, esse não é um bom lugar para se estar. O foco deve ser totalmente voltado para a experiência do cliente e em como melhorá-la. Esse número diz que seus clientes não estão nem um pouco satisfeitos com a experiência que sua empresa proporciona.

  • Zona de aperfeiçoamento (0 a 50)

Aqui você já pode estar identificar que há divergências entre experiências dos clientes. É legal usar as outras perguntas da pesquisa para que possam ser identificados os problemas com mais assiduidade. Pode ser que você tenha um bom produto mas precisa melhorar a experiência, ou vice-versa.

  • Zona de qualidade (51 a 75)

Aqui a maioria dos seus clientes estão satisfeitos, apesar de ainda ter muito trabalho pela frente, você já pode ficar feliz com o que sua empresa está proporcionando dentro do mercado.

  • Zona de excelência (76 a 100)

Se você está aqui, parabéns! A tarefa mais difícil é fazer com que os números de mantenham. É legal também já focar em estratégias de captação dos leads que vêm das indicações para que você consiga captá-los, abaixando assim, o custo de aquisição de clientes.

Por que usar o NPS?

 

  • Quantificação:

Com o NPS você vai conseguir quantificar o quanto seus clientes estão satisfeitos com a experiência que sua empresa fornece o que facilita bastante a visão geral da situação.

 

  • Rápido:

A Aplicação do NPS é rápida e simples, a ideia é que você não tome tanto o tempo do seu cliente e até faça com que ele se sinta recompensado por isso. Algumas empresas como o McDonald’s oferecem promoções para quem responde a pesquisa de satisfação deles.

 

  • Direcionamento:

O mais importante a ser retirado do NPS é o direcionamento que ele dá para sua empresa. Devo investir mais na experiência do meu cliente? Como meus clientes estão vendo minha marca?

 

Boas práticas

O mais importante porém, não é só medir o NPS, mas o que você faz a partir do dado coletado. Algumas empresas usam o número apenas por vaidade e acabam não criando estratégias em cima disso. Uma empresa que se torna exemplo de ações tomadas a partir do feedback dos seus clientes é o Nubank.

 

Certa vez uma senhora pediu seu almoço (um filé a parmegiana) num aplicativo. Seu almoço demorou demais e ela quis pedir o reembolso do pedido que havia pago com seu cartão do Nubank. O que você acha que a Nubank fez? Reembolsou a senhora, claro.

 

Mas não fez só isso, quando foi próximo a hora do jantar, a senhora recebeu um filé a parmegiana com um recado da Nubank “enviamos para você pois sabíamos que você queria um”.São ações como essa que geram uma repercussão enorme, e atrai ainda mais clientes para a marca. São ações como essa que uma empresa preocupada com a experiência do cliente toma.

 

             Agora que você já sabe como e porquê medir o NPS, veja também como fazer para melhorar a experiência do seu cliente desde a venda clicando aqui!

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Gestão Financeira

Fluxo de caixa: o que é e qual sua relevância no mercado?

Muitos empresários perguntam: “O que é fluxo de caixa e por que é tão importante?” De forma objetiva, fluxo de caixa nada mais é que a quantidade de dinheiro que entra em um negócio e a quantidade de dinheiro que sai.

Para melhor entender, é interessante que se pense nisso como um tanque de água: a água entra no topo e escoa para o fundo. Assim sendo, para manter seu tanque em conformidade e, além disso, cheio, tem-se que fazer com que haja mais entrada que saída.

Resolvida a dúvida, certo? Bem, na verdade não. Para melhorar ainda mais a compreensão do conceito de fluxo de caixa e como ele pode impactar nas decisões e nos resultados de uma empresa, é importante conhecer alguns termos, além de seguir algumas dicas.

  • Entrada de caixa

A entrada de caixa é a força vital para qualquer negócio e ele provem de fontes como pagamentos de clientes, recebimento de um empréstimo, infusão monetária de um investidor ou juros de poupança ou investimentos. Sua importância é tal que mais tarde a entrada se torna o pagamento de saídas que fazem o negócio funcionar, tais como os custos de armazenamento de estoque de produto acabado ou matérias-primas, além dos salários de funcionários, aluguel e outras despesas operacionais.

Naturalmente, o fluxo de caixa positivo é o preferido, visto que o saldo positivo significa que a empresa está funcionando sem problemas. Um fluxo de caixa positivo alto é ainda melhor, muito porque permitirá que novos investimentos sejam feitos, como a contratação de novos colaboradores, expansão do espaço físico, aquisição de ferramentas e outros aspectos capazes de ampliar o negócio.

  • Saída de caixa

Ao contrário do que foi supracitado a respeito da entrada de caixa, a saída, como o próprio nome sugere, está relacionada aos montantes que são removidos do caixa. Sua justificativa está atrelada ao pagamento de custos e despesas necessários para a operação do negócio.

Apesar da necessidade de saídas para manter a operação, é importante que haja um controle eficiente, tal que se sai apenas o que é fundamental, não sendo recomendado que o caixa seja diminuído sem um motivo justo e interessante para o negócio.

Sendo assim, como já mencionado, é importante que haja o maior volume de dinheiro em caixa, o que implica dizer que é mais interessante que se haja mais entradas e menos saídas. Caso o excesso de retiradas ocorra, o equilíbrio do caixa pode ser comprometido, podendo chegar a situações de saldo negativo, ou seja, mais saídas que entradas.

  • Planejamento de caixa

Manter o fluxo de caixa com valores positivos é resultado de organização e planejamento. Desse modo, é imprescindível que se faça uma análise da quantidade de dinheiro que se tem em caixa, seja ele oriundo de investimentos, da conta bancária do negócio, recebimentos de clientes ou pela aquisição de empréstimos.

Depois de conhecer a quantidade atual em caixa, é sugerido que se liste e analise todos os gastos e despesas necessários para manter o negócio em operação. Essa análise pode ser feita com dados históricos, como uma espécie de previsão, além de contemplar saídas já programadas.

Durante a seleção dos gastos, é importante que haja atenção aos detalhes, como pagamentos de taxas bancárias, legais e contábeis, licenças e autorizações, segurança, contrato de aluguel, despesas de marketing, além dos suprimentos, materiais de escritório, móveis e equipamentos.

Feita a seleção de saídas, também aproveitando dados históricos e previsões de receitas, é importante a identificação das fontes de caixa. A história não pode prever o futuro, mas pode criar uma imagem decente de como será o futuro e quais mudanças nos negócios precisaram ser feitas.

A coisa mais importante sobre esse processo é ser honesto e objetivo. Se os custos parecerem altos, simplesmente projetar mais vendas quando não tiver a capacidade de fechar essas vendas não encherá esse proverbial tanque de água. Pensando assim, talvez haja um aperto na saída. Logo, o pensamento deve ser: O que pode ser reduzido ou cortado?

  • Ser pago é importante! Como melhorar o fluxo de recebimento?

Conhecer o perfil do cliente é a primeira fase para que os recebimentos ocorram de maneira tranquila e sem grandes adversidades. Assim, mesmo o cliente sendo mais liberal para pagar e retarde os recebimentos planejados, existem algumas dicas para que ser pago não seja uma dificuldade tão grande.

  • Emitir faturas prontamente e acompanhá-las regularmente. Parece simples, mas muitas pessoas adiam ou evitam pagar aos outros simplesmente porque não gostam de se separar do dinheiro;
  • Oferecer um desconto para pagamento antecipado. Se o contrato padrão tiver um prazo de 30 dias, é interessante que seja dado um pequeno desconto para pagamento no prazo de 10 dias;
  • Estruturar o pagamento com um depósito adiantado ou, se for um projeto longo, programar intervalos de pagamento ao longo da vida útil do projeto. Isso garantirá que algum dinheiro seja recebido ao longo do caminho.
  • Pagar de maneira inteligente também faz a diferença, mas como?

A primeira coisa que deve ser entendida quanto ao pagamento de contas, ou seja, saídas de caixa, é que eles devem acontecer, não tem como mudar isto. Sendo assim, fazer o pagamento dentro do prazo estimado, além de evitar juros, multas e outras taxas, fortalece a confiança com os credores.

Apesar de ser algo básico e implícito, existem alguns pontos que merecem ser contemplados a respeito dos pagamentos para que o fluxo de caixa se mantenha positivo:

  • Usar o prazo de pagamento ao máximo: se tiver um prazo de trinta dias em uma fatura, é interessante que se vá em frente e use os trinta dias para acumular o dinheiro. Dessa forma, acontecerá uma melhor noção do comportamento do fluxo de caixa, principalmente quando simplesmente agendar o pagamento para o dia em que a fatura for recebida;
  • Verificar se há descontos para pagar antecipadamente aos fornecedores;
  • Perguntar sobre as condições flexíveis de pagamento ao fazer um acordo com um fornecedor. Nunca se saberá se não perguntar e isso pode ajudar rapidamente. Contudo é recomendável cautela: solicitar condições flexíveis de pagamento antes que um acordo seja feito pode levantar suspeitas.
  • Criar um relacionamento real com os fornecedores. Uma relação de confiança e honestidade pode ajudar bastante a tornar a saúde financeira do negócio mais fácil, principalmente quando se desejar algum benefício ou contrapartida.
  • Mas, então, qual a importância de se manter um fluxo de caixa organizado?

O entendimento do fluxo de caixa já foi apresentado, além de algumas dicas de como mantê-lo organizado e com saldo positivo. Contudo, ainda não foi enfatizado o porquê de se fazer tudo isso. Abaixo seguem 5 motivos para se preocupar com a alimentação e manutenção do fluxo de caixa,

  1. Planejamento à curto prazo:

    O fluxo de caixa é uma ferramenta útil para o gerenciamento da empresa, principalmente para o seu planejamento recente, visto que possibilita a manutenção de uma quantidade mínima de saldo para que os pagamentos sejam feitos, além dar condições de projetar entradas e saídas para um futuro próximo;

  2. Entendimento de como o dinheiro está sendo gasto:

    Existem saídas que não são detalhas no Demonstrativo do Resultado do Exercício, contudo tal detalhamento pode ser percebido através da análise do fluxo de caixa, dando condições para uma melhor compreensão de como a empresa está gastando e, a partir daí, tomar decisões rumo aos melhores resultados;

  3. Geração de excesso de caixa:

    Como já falado, é interessante que o fluxo de caixa esteja o mais positivo possível, visto que o lucro contribui para o acúmulo de dinheiro. Assim esse acúmulo pode ser investido e melhorar o desempenho financeiro da empresa;

  4. Análise do planejamento de caixa:

    A manutenção do fluxo de caixa permite comparar o resultado real com o que foi planejado. A partir disso, a empresa poderá tomar medidas adequadas, como a definição de requisitos de caixa para o futuro;

  5. Conhecimento do nível ideal de saldo em caixa:

    A alimentação e análise do fluxo de caixa permite a empresa conheça como o dinheiro da empresa está se comportando. Assim, poderá determinar um limite mínimo de saldo em caixa e surgirá a possibilidade de investimentos em caso de excedente, ou de medidas de retenção, caso contrário.

  • Conclusão

Manter o fluxo de caixa da empresa atualizado e corretamente alimentado, além de tudo alimentado, permite a possibilidade de geração de dados e informações importantes para tomada de decisão para o futuro da organização.

Além de embasar as tomadas de decisão, o fluxo de caixa em condições adequadas é uma ferramenta importante para delimitar como ocorreram as negociações não só com fornecedores, mas também com clientes.

Então, agora que você já entendeu o que é o fluxo de caixa, aspectos relevantes sobre ele, algumas dicas de como usá-lo e impulsionar o seu negócio, além da sua importância no gerenciamento de empresas, utilize esse conhecimento ao seu favor!

Caso ainda haja alguma dúvida, sinta-se a vontade para deixar um comentário ou fale conosco!

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Gestão Financeira

Entenda como projetar os cenários financeiros do seu negócio

Cada dia mais se busca entender e monitorar os resultados das empresas, para isso a primeira ação é mensurar a situação financeira do negócio, de modo a conhecer o estado atual e a utilizar de tais informações para fazer projeções futuras.

            Quando se fala em projeções futuras, logo vem à tona o conceito de construções de cenários, o que nada mais é que um processo de examinar e averiguar possibilidades futuras, a fim de atingir resultados possíveis.

            Durante a modelagem financeira de empresas, essas previsões são comumente usadas para estimar e se preparar para mudanças no valor do negócio e para entender como o fluxo de caixa pode vir a se comportar, principalmente quando da existência de eventos decisivos, sejam eles potencialmente favoráveis ou com capacidade de impactar negativamente.

            Além das utilidades já explicadas, muitos gestores financeiros projetam cenários para identificar o pior ou melhor deles quando fazem a aquisição de um investimento, seja ele um ativo físico ou até alguma antecipação de capital, ou ainda para se prevenir de possíveis perdas.

      Como gerar os cenários?

A projeção futura é embasada inicialmente com o entendimento da situação corrente, ou seja, antes de se preocupar com a condição futura, é imprescindível que haja conhecimento assertivo quanto ao estado das finanças. Tal conhecimento pode ser obtido através da análise baseada no Fluxo de Caixa e de Demonstrativos de Resultados dos últimos períodos, preferencialmente com um intervalo de pelo menos um ano, podendo variar de acordo com a disponibilidade dos dados da empresa.

Tendo a situação atual conhecida, é importante que haja uma interpretação dos dados coletados, principalmente quando houver eventos pontuais em algum período, como uma perda significativa de produtos avariados, ou em caso de um pico de vendas. Nestes casos, recomenda-se fazer um estudo de causa quanto à natureza dessas ocorrências, haja vista que não são corriqueiras.

Além de conhecer e interpretar os dados relativos à situação financeira, a construção de cenário requer o entendimento quanto ao mercado em que o negócio está inserido. Tal análise de mercado deve contemplar o crescimento ou regressão, surgimento e posicionamento de concorrentes, o advento de produtos/serviços substitutos e até o perfil do público alvo.

 

Sendo a situação da empresa conhecida e analisada, bem como o mercado e possíveis interferências externas, ocorre a construção de três cenários: o primeiro é o chamado realista ou cenário base, a partir dele cria-se uma versão pessimista e outra otimista.

  • Cenário base ou realista: como o próprio nome sugere, esta construção é feita a partir de premissas de gerenciamento, as quais são embasadas pelo cálculo do valor presente líquido, das prováveis taxas de descontos, além da taxa de crescimento de fluxo de caixa ou de impostos e a tendência de crescimento ou regressão do mercado;
  • Cenário pessimista: conhecendo o cenário base, essa construção se vale de resultados mais graves, ou seja, aplicação de maiores taxas de descontos, além de uma menor taxa de crescimento de fluxo de caixa e menos influência positiva advindos do meio externo, como por exemplo regressão do mercado;
  • Cenário otimista: assim como o pessimista, esse se baseia no cenário realista, agora dando maiores influências positivas, tanto do meio interno (menores taxas de desconto e maiores taxas de crescimento de fluxo de caixa), quanto do meio externo. Normalmente, este é o cenário utilizado pelos gestores para gerar maior estímulos para o atingimento dos objetivos e metas.

 

      Como acontece na prática?

Na prática, a construção de cenários nada mais é que, a partir um planejamento base, fazer alterações fundamentadas em variáveis chaves para o modelo de negócio da empresa.

Contundo, mais importante que saber quais são as variáveis corretas, é saber como fazer as perguntas certas de acordo com o real objetivo da projeção de cenários.

  • Perguntas para análise de aquisição de maquinário
  1. Precisaremos contratar mais pessoas?
  2. Precisaremos investir em expansão de espaço?
  3. Temos espaço suficiente para estocar?
  4. Precisaremos adquirir mais algum equipamento ou contratar mais algum?
  5. Temos um fluxo de caixa equilibrado?
  • Perguntas para análise de redução de gastos
  1. Precisaremos demitir algum funcionário?
  2. A redução de gastos pode comprometer o volume de vendas?
  3. Precisaremos nos desfazer de algum equipamento?
  4. Precisaremos realocar algum recurso ou colaborador? Isso implica em algum investimento?
  5. Precisaremos reincidir algum contrato?
  6. Nosso fluxo de caixa está preparado para as alterações?
  • Perguntas para análise de oscilação no cenário econômico-financeiro
  1. Houve alguma alteração na cotação do dólar?
  2. A bolsa de valores sofreu alguma mudança drástica?
  3. Conhecemos o menor valor de aquisição de mercadoria?
  4. Conhecemos o valor do nosso estoque?
  5. Se houver variação nos preços dos nossos fornecedores, temos capital o suficiente para suprir esta mudança?

Quais os benefícios de fazer projeção de cenários?

Como supracitado, existem várias justificativas para que gestores e investidores façam essa projeção de cenários, a principal delas é prever o futuro do negócio, de modo a minimizar riscos e ampliar possibilidades.

Além desse, uma boa projeção de cenários contribui para:

     Planejamento futuro: possibilita uma visão sobre retornos e riscos esperados, principalmente sobre investimentos futuros. Assim, como o objetivo de qualquer empreendimento é ter maiores receitas, calcular os cenários dá subsídio para decisões mais assertivas;

          Minimizar perdas: a construção correta de cenários evita ou reduz a possibilidade de perdas relativas a fatores incontroláveis, agindo de forma preventiva através dos cenários piores (pessimistas), dando condições de analisar eventos ou situações com potencial negativo de resultados;

          Evitar riscos e falhas: um bom planejamento de cenários evita más decisões, já que permite avaliar as perspectivas de investimentos, fazendo uma ponderação entre as melhores e piores possibilidades;

          Projeção de retornos e perdas: por permitir a previsão de ganhos ou perdas potenciais, a projeção de cenários fornece dados mensuráveis para basear abordagens rumo aos melhores resultados.

Conclusão

          Diante de todas as informações apresentadas, você já sabe como entender a situação financeira do seu negócio e como, a partir dela, fazer projeções e entender possibilidades futuras.

Assim é possível se planejar, para analisar e entender os riscos e possibilidades de retornos, além de fazer uma projeção correta, focando em minimizar perdas. Tendo esse conhecimento, você será capaz de evitar riscos e falhas, propiciando condições mais assertivas para o futuro do seu negócio.

Agora que você já sabe o que precisa, entende o que são os cenários otimistas, realistas e pessimistas, conhece algumas dicas de como fazer as perguntas certas, você já pode começar analisando seus dados financeiros e estimar projeções para o futuro da sua empresa.

E claro: caso você deseje que a FCAP JR. Consultoria te ajude a impulsionar o seus resultados, basta clicar aqui e solicitar uma reunião gratuita conosco!