Categorias
Curiosidades

Como Preparar a sua Empresa para os Efeitos da Sazonalidade

A Sazonalidade de mercado pode fazer toda a diferença nos resultados de uma empresa. É comum ouvir falar de casos em que o faturamento de um negócio foi comprometido por esse fator, mas para outros pode ser uma grande oportunidade de negócio. Neste artigo, falaremos um pouco sobre o que é a Sazonalidade e o que você pode fazer para não se prejudicar, ou até mesmo crescer nos períodos em que ela se mostra presente!

Definição

No mundo empresarial, podemos chamar de Sazonalidade o efeito causado por fatores externos que causam flutuações na demanda por um produto ou serviço ao longo de um período. Essas flutuações têm as mais variadas origens, desde alterações climáticas, crises em geral, eventos periódicos como uma Copa do Mundo, datas comemorativas, etc.

Um exemplo prático de como a Sazonalidade pode impactar o faturamento de um negócio é o mercado de chocolates, que tem um grande crescimento em vendas no período próximo à Páscoa ou o mercado de sorvetes, que tem uma

queda nas vendas no período de Inverno.

Mas, como posso lidar com a Sazonalidade?

1- Reconheça o problema e sua dimensão

Antes de tomar qualquer decisão estratégica, é necessário entendermos quais são as principais causas da diminuição nas suas vendas naquele período.

Como devo fazer isso?

Para este fator, não existe segredo ou fórmula mágica. Você, como gestor, já deve ter percebido quais são os períodos em que suas vendas sofrem uma queda ou têm um aumento significativo. Em seguida, basta consultar os números. Observe sua base histórica de resultados e identifique quais são os períodos que apresentam irregularidades e qual o impacto que estão trazendo para sua empresa.

Tendo esses dados em mãos, é interessante que você elabore um planejamento, de preferência no começo do ano, de forma que você consiga prever esses momentos de baixa e tenha planos de contingência para enfrentá-los da melhor forma.

2- Não tome medidas desesperadas

Quando a empresa está num momento de baixa, é muito comum vermos gestores fazendo as mais variadas ofertas com o intuito de atrair clientes para o seu negócio. O problema é que em muitos desses casos essas ofertas são elaboradas sem nenhuma estratégia, podendo ser prejudicial para o seu negócio e fazendo com que ele tenha um prejuízo ainda maior.

A ideia é utilizar descontos como último recurso.

Ao invés disso, crie campanhas com antecedência, garanta que sejam vistas e que sejam muito atrativas. Pois, quando ocorrer a diminuição no fluxo de vendas, você já vai estar preparado.

3- Treine sua equipe

Estar com uma equipe competente, alinhada e treinada para períodos de Sazonalidade é essencial para que os colaboradores não se sintam desmotivados. Dessa forma, você pode garantir um bom desempenho da equipe e evita que a dinâmica de trabalho e suas vendas sejam prejudicadas.

Crie o mindset de que em tempos de dificuldades é que devemos nos desafiar, pensar fora da caixa e inovar na hora de vender.

Uma boa prática é criar formas de reconhecimento e premiação desses colaboradores, sendo um estímulo para que continuem animados e com sede de resultados.

4- Tenha uma reserva de capital

Ter um capital de reserva é um fator muito importante tanto para reforçar o estoque num cenário de Sazonalidade positiva, quanto para se prevenir contra possíveis prejuízos nos momentos de sazonalidade negativa. A desatenção sobre esse ponto é um erro cometido por muitos empresários. É recomendado guardar algo em torno de 30% do lucro mensal obtido na empresa para que os períodos de sazonalidade sejam enfrentados com segurança.

 

 

5- Atente-se a pequenas sazonalidades

Muitos empreendedores se perguntam se vale a pena investir nesses curtos períodos ou não. A resposta é: Depende.

Podemos usar o clássico caso do Açougue numa Sexta-feira Santa. Será que vale a pena para este açougueiro investir na compra de peixes para esse dia específico? Comprar peixes, notificar seus clientes que estará vendendo-os e convencê-los a comprar em seu estabelecimento ao invés de ir a uma peixaria. Provavelmente o investimento não traria um retorno satisfatório e seria mais interessante apenas fechar o açougue naquele dia.

O fato é que, datas comemorativas, estações do ano e feriados sempre irão existir e caso você tenha um produto ou serviço que considere sazonal, haverá duas opções: Correr riscos ou estar preparado.

É necessário entender muito bem sobre o seu ramo de atividade e se planejar com antecedência, de forma que você consiga prever as possíveis oscilações do mercado. Através disso, você poderá traçar estratégias não só para aproveitar os momentos de Sazonalidade positiva, mas também enfrentar com maior tranquilidade os de Sazonalidade negativa.

Categorias
Marketing e Vendas

Branding: Como o Posicionamento da Marca Influencia nas Decisões de Compra

Nos últimos tempos, as interações entre empresas e consumidores sofreram grandes mudanças. As decisões de compra levam em conta fatores que vão muito além de preço. Marcas precisam se aproximar e criar relacionamentos com os consumidores. Por essa razão, é preciso entender de que forma o público se relaciona e se identifica com as diversas marcas do mercado. Na busca por um brand awareness (reconhecimento de marca) cada vez maior, as estratégias de branding surgem como aliadas de empresas que querem fortalecer sua imagem no mercado, atingindo um número maior de pessoas.

Mas, o que é Branding?

É o que chamados de gestão de marca contínua.

Quando falamos em marca, estamos tratando de algo maior que um logotipo, a marca é a percepção dos consumidores sobre uma empresa, incluindo os atributos da mesma (logo, cores, produtos/serviços, etc).

O Branding busca o fortalecimento da marca, algo que só se torna possível quando há uma clareza sobre o que a empresa representa, o propósito deve guiar todos os esforços da Organização.

 

 

Como estruturar estratégias de Branding?

Definir Proposta de Valor

As empresas precisam ter uma identidade clara, que demonstre autenticidade e carisma, refletindo sua proposta de valor, ou seja, aquilo que lhe diferencia das demais Organizações. O propósito deve guiar todos os esforços da Organização.

Posicionamento

É importante entender o posicionamento atual da empresa, como se dá a comunicação e relação com os clientes, qual o tom de voz utilizado, e o nível de proximidade da marca perante os clientes. Existem vários tipos de posicionamento que podem ser abordados, portanto deve haver um estudo minucioso do público-alvo, buscando compreender seus hábitos e suas expectativas para, assim, estabelecer um diálogo com o consumidor. As estratégias de marketing devem ser condizentes com as buyer personas da empresa, utilizando canais de comunicação efetivos.

Coletas

É fundamental que sejam realizadas pesquisas com os principais stakeholders da empresa, procurando coletar as percepções de clientes, funcionários, investidores, etc, para entender de que forma eles se relacionam com a marca, verificando se as impressões sobre a empresa condizem com o que ela se propõe a fazer.A partir daí, é possível traçar estratégias mais direcionadas.

Identidade Visual

A identidade gráfica e visual da marca é a principal responsável por transmitir a essência da empresa. Ela atribui características à marca que fortalecem o propósito da empresa e agregam valor ao produto ou serviço realizado.

Os sentidos humanos (como audição e olfato) são outra vertente que podem ser trabalhados como estratégias, através do branding sensorial. Alguns exemplos de branding sensorial são empresas que possuem assinaturas sonoras, pontos de vendas que possuem uma aroma exclusivo para a loja, ou a utilização da psicologia das cores pelo neuromarketing.

Qual o melhor momento para implementar o branding?

O início do negócio é o momento mais oportuno para definir as estratégias de branding, isso porque essas se tornam mais fáceis e efetivas quando já surgem alinhadas aos valores e propósitos da empresa. Isso não quer dizer que o branding de uma empresa não possa ser reformulado, muito pelo contrário: é essencial que exista o monitoramento de estratégias, para garantir que estas acompanhem as mudanças do mercado, além de conferir se são coerentes com as expectativas dos consumidores sobre a marca.

Conclusão

Agora que você entende a importância das estratégias de branding para a consolidação da sua marca no mercado e sabe por onde começar, só resta colocar em prática! Construir uma marca forte é um ponto essencial para o crescimento da sua empresa!

Categorias
Gestão Estratégica

Compliance: Os 7 Passos para Implementar na sua Empresa

Em tempos de instabilidade política e crises éticas, estímulos às boas práticas de Compliance são fundamentais para a longevidade das organizações. Pois uma das grandes dificuldades encontradas no mercado é encontrar pessoas, tanto físicas quanto jurídicas em que se tenha total estima e confiança.

Baseando-se nas ferramentas de Compliance, uma empresa conseguirá atingir seus objetivos estratégicos de longo prazo, permitindo uma relação mais aberta entre os membros da empresa por meio de uma conscientização geral do quão importante são as práticas de Compliance e o resultado que traz frente a todos os stakeholders envolvidos.

DEFINIÇÃO

“Comply” significa agir de acordo com as regras. Seguindo esta linha, estar em compliance significa estar em conformidade com a legislação interna e externa da empresa. Manter a empresa em conformidade com os órgãos reguladores externos é fundamental para o seu funcionamento. A auditoria interna também se torna imprescindível para a garantia de que os colaboradores estão agindo em sintonia com o regulamento interno da organização.

OS 7 PASSOS DO COMPLIANCE

Para que o sistema ocorra da melhor forma dentro de uma empresa, é fundamental que seus 7 elementos sejam seguidos. São eles:

1. Comprometimento da alta diretoria: “Tone at the top”, parte do princípio de que o exemplo vem de cima. A força do exemplo é fundamental para uma implantação do sistema de Compliance. Diretores comprometidos e éticos com seus funcionários são pilares básicos para a reprodução de um ambiente ético.

2. Criação de políticas padrões, procedimentos, e controle: Para isso, um mapeamento dos processos da empresa e um manual de conduta pode ser fundamental para o controle do Compliance. Tais manuais servem para garantir que os colaboradores têm ciência do código de conduta da empresa e, assim, possam agir dentro das normas.

3. Treinamento efetivo, periódico e comunicação constante: A comunicação deve promover políticas de conformidade em reuniões e documentos. Membros em posição suscetíveis à corrupção devem ser treinados para entender o que caracteriza, os riscos e as melhores práticas.

4. Auditoria e controle: Tudo deve ser monitorado e, se possível, medido. Assim, os colaboradores estarão passando por testes de conformidade. As lições aprendidas com o monitoramento têm de ser incorporadas para que o programa esteja em constante evolução.

5. Aplicação adequada das medidas disciplinares: Além de fazer todo este monitoramento a organização deve se estruturar para tomar as medidas disciplinares necessárias em casos que firam os valores de Compliance. Um sistema de denúncia eficaz é fundamental a fim de encorajar e motivar os funcionários a relatar desvios e possuir sentimento de dono.

6. Cuidado na delegação de responsabilidades: Alguns graus de cargo na empresa, devem ser avaliados com possibilidade de divisão de certas responsabilidades. A delegação não deve ocorrer apenas por capacidade técnica ou emocional, mas principalmente, por postura do colaborador.

7. Melhoria contínua: ao aplicar os 7 elementos acima, a empresa precisa manter uma constante otimização de todas as atividades, a fim de que todo o trabalho executado anteriormente não seja engavetado e siga em contínua utilização.

CONCLUSÃO

No Brasil, ainda não há a obrigatoriedade para a criação da função de Compliance nas empresas, apesar de já haver regulamentação em diversos outros países. Porém, mesmo sem a obrigatoriedade, muitas empresas buscam no compliance uma saída para a mitigação dos seus riscos de exposição no país.

Um sistema de Compliance bem estruturado garante à instituição um fortalecimento em sua imagem perante seus stakeholders, minimizando o risco de descontinuidade dos negócios.

Se você deseja investir nesse sistema em sua empresa, pode começar investindo em um Mapeamento dos Processos. A partir da padronização e otimização dos processos de trabalho, os colaboradores saberão exatamente o que fazer e poderão ser cobrados em cima disso. Assim, é possível garantir a qualidade em toda as etapas das atividades, além de identificar e avaliar os riscos envolvidos aos colaboradores e à empresa.

 

 

 

Categorias
Curiosidades

Scrum: Conheça a Metodologia para um Gerenciamento de Projetos mais Ágil

A FCAP JR. Consultoria sempre prezou pela qualidade e eficiência no gerenciamento de seus projetos. A empresa toma como base duas vertentes de metodologias muito conhecidas que foram adaptadas para a realidade da FCAP JR. Consultoria tornando-as complementares. PMBOK e Scrum, foram usados de esboço o desenvolvimento das metodologias próprias da empresa, MGP (Modelo de Gerenciamento de Projetos) e MGPA (Modelo de Gerenciamento de Projetos Ágil), respectivamente.

Nesta oportunidade é a vez de conhecermos mais a fundo sobre como funciona a metodologia Scrum, um framework bastante conhecido no universo de consultoria, é um método que preza por um gerenciamento mais flexível, contendo três pilares básicos e três práticas fundamentais que se adaptam ao escopo de qualquer serviço, prezando pela otimização do tempo para tornar os processos mais ágeis.

Os 3 Pilares Básicos do SCRUM

Com o intuito de prever e controlar os riscos no decorrer de um projeto, o Scrum preza por seus 3 pilares básicos para se prevenir de possíveis riscos que possa ter futuramente.

1) Transparência: Aspectos significativos e padronizados a fim de que todos os membros da equipe saibam o que está sendo executado de forma macro e tenham total acesso às informações referentes ao projeto. Utilizar uma linguagem comum a todos os participantes de forma clara e direta faz total diferença.

2) Inspeção: É uma forma de assegurar que o acordado junto ao cliente está sendo realizado da maneira correta, inspecionando os artefatos e a evolução do projeto, podendo identificar oscilações indesejadas. OBS: deve-se ter cuidado quanto a periodicidade dessa inspeção, pois o seu excesso pode atrapalhar bastante a execução das atividades.

3) Adaptação: Traz a flexibilidade citada anteriormente, permitindo que sejam feitas alterações necessárias no decorrer do projeto, desde que sejam respeitados os valores e práticas do Scrum.

 

 

Práticas Fundamentais de Scrum 

Além destes pilares o Scrum possui suas Práticas Fundamentais que devem ser seguidas em todos os casos, independentemente do serviço ou área de atuação. é o que mantém o padrão e torna a metodologia funcional. Abaixo vamos destrinchar cada uma das 3 práticas fundamentais.

1) Artefatos: São os elementos característicos do Scrum, bom começar pelo artefatos para um entendimento melhor dos papeis e e dos eventos:

  • Product Backlog: É uma relação de funcionalidades de um determinado produto, literalmente falando, é o que o cliente final espera receber ao término da execução daquele projeto.
  • Sprint Backlog: O projeto é dividido em Sprints, períodos de curta duração (no máximo 4 semanas) sem variar o tempo de cada sprint de um para outro. Este método possui a finalidade de criar uma rotina e minimizar a necessidade de reuniões não previstas pelo Scrum.
  • Incremento/Entrega: Nada mais é do que o desmembramento do backlog em vários sprints, na prática é uma parte do backlog. Ao final de cada sprint é entregue uma parte diferente do backlog para que ao final do projeto ele esteja completo.

2) Papeis: Abaixo estão separados aqueles que compõem os papeis com seus respectivos deveres, vale ressaltar que o Scrum preza bastante pelo equipe, o time em si tem uma importância e valorização maior do que estamos acostumados a ver.

  • Scrum Master: É um especialista na metodologia Scrum, trabalha como um facilitador para que todos da equipe entendam, abracem os princípios e práticas do Scrum. Além disso ajuda a equipe a desenvolver uma abordagem própria da metodologia.
  • Product Owner: É um líder responsável por potencializar o valor do produto, do trabalho e pelos resultados entregues. Define quais recursos e funcionalidades serão utilizados juntamente na ordem em que se dará a execução. Além disso mantém todos os membros da equipe informados dos objetivos do projeto, priorizando os itens do Product Backlog.
  • Dev Team: São as pessoas que vão executar o projeto, elas que decidirão como farão as atividades, preza por uma equipe autogerenciável sem depender de ninguém de fora do time.

3)  Eventos: O Scrum traz um conceito denominado Time-boxing, com a ideia de determinar um tempo para cada tarefa de um projeto, auxiliando o time na gestão do seu tempo. Na prática, cada processo tem um número de horas específico para ele, fazendo com que o trabalho seja mais objetivo.

  • Sprint Planning: Antes do início de cada sprint, existe uma reunião de planejamento, momento em que será criado o backlog, definindo quais funcionalidades podem ser completamente finalizadas naquele sprint e ordenadas em nível de importância ou urgência.
  • Execução Sprint: O backlog será fracionado em partes de acordo com a importância das funcionalidades como foi planejado, cada sprint tem por objetivo entregar uma parte do backlog até que ao final de todos os sprints ele esteja completo.
  • Daily Scrum: É uma reunião diária com duração de 15 minutos em que cada membro do time vai responder a 3 perguntas, são elas: O que fiz ontem para o time bater a meta do sprint? O que vou fazer hoje para o time bater a meta do sprint? Tem algo que impeça o time de bater a meta do sprint?

Revisão Sprint: É uma reunião ao final do sprint, com o objetivo de validar e adaptar o produto que é consumido, verificar se o realizado está de acordo com o planejado.

Retrospectiva Sprint: Também ao final do sprint, tem a finalidade de verificar necessidades de adaptação no projeto, serão levantados todos os pontos positivos e negativos, o que será mantido e o que deixará de ser feito ou sofrerá mudanças para o próximo sprint.

CONCLUSÃO 

O Scrum, de fato está conquistando cada vez mais espaço no mercado por prezar pela agilidade mantendo os padrões de qualidade na execução, algo muito difícil de se englobar em uma metodologia.

No caso da FCAP JR. Consultoria, por exemplo, passamos a utilizar em diversos projetos e o resultado foi extremamente satisfatório decidimos utilizar principalmente nos projetos que necessitam de uma capacidade de inovação um pouco maior.