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Como Obter uma Gestão de Estoque de Qualidade

O que você sabe sobre administração de materiais? Conhece os benefícios que uma boa gestão de estoque pode trazer? Se você deseja aprender mais sobre o assunto e seus benefícios, esse material vai te ajudar.

Para adentrar em como fazer uma gestão de estoque mais efetiva, alguns conhecimentos precisam ser  apresentados anteriormente. Ao ler esse texto, você será capaz de entender melhor o impacto de comprar a quantidade correta de produtos no seu negócio. Também será abordado a importância de priorizar certos produtos, como priorizá-los e como analisar os níveis de estoque. Dito isso, vamos à leitura.

Definir os tipos de compras é importante para que seja possível diferenciá-las e para demonstrar a importância de se comprar corretamente. Podemos definir quatro tipos de compra de material. São eles:

  • Emergência: feita às pressas, acaba sendo mais cara que uma transação tradicional. Não é ideal, uma vez que só ocorre devido a um planejamento de compras deficiente. Como, por exemplo a picanha de uma churrascaria for mais consumida do que o esperado durante a semana e acabar antes da sexta, a churrascaria vai ter que acionar uma compra de emergência para suprir a demanda que virá.
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  • Especulativa: Como o nome sugere, o comprador aposta em altas ou baixas nos preços. Por ser uma “aposta”, os riscos inerentes também persistem. Por exemplo, supermercados compram frutas antecipadamente visando a época de colheita das suas respectivas safras.
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  • Contratada: É aquela que prevê um contrato antecipado para adquirir determinados materiais em épocas específicas. Os supermercados fazem a gestão de estoque dos ovos de páscoa através desse método.
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  • Antecipada: De acordo com um planejamento pré-estabelecido, ela é feita para suprir uma rigorosa previsão de vendas. Levando em consideração a previsão do aumento de vendas de peru no final do ano, o supermercado encomenda com antecedência, a quantidade que suprirá suas previsões.

Como devo comprar?

Uma vez definidos os métodos de compra, passamos para um próximo estágio da Gestão de Estoque: o  quanto deverá ser comprado. O LEC (Lote Econômico de Compra) define o quanto de um material deve ser comprado levando em consideração o preço médio, o consumo do material em quantidade de tempo pré-estabelecida, o custo de emitir um pedido e o custo de mantê-lo em estoque.

O LEC pode ser definido através de alguns métodos específicos:

  • Método prático: Utilizando preferencialmente uma tabela, com todos os custos expostos, se calcula-se o lote econômico de compra ideal através de testes com quantidades pré-determinadas. Também é levado em consideração a redução do preço médio por unidade do material, que tende a diminuir conforme o volume. Os testes podem variar desde quanto é consumido em uma quinzena até quanto é consumido no ano inteiro.
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  • Método analítico: Consiste em um cálculo que se faz através de uma fórmula já pronta. Essa fórmula leva em consideração a demanda atual pelo material, o estoque médio, a taxa de armazenamento, o ponto de pedido e o preço médio unitário. Esse método permite que seja calculado com precisão a quantidade de deve ser comprada de acordo com a situação atual do estoque. Caso queira saber um pouco mais sobre o assunto, clique aqui.
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  • Métodos empíricos: Parte muito da experiência do gestor. Segue um padrão em que o gestor, possuindo conhecimento ou uma ideia do consumo médio, multiplica esse valor pelo intervalo de ressuprimento. Em outras palavras, o gestor consegue um valor aproximado do que deve ser comprado, mas por outro lado, as primeiras compras tendem a ter resultados negativos.
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  • MRP (Materials Requirement Planning): A quantidade comprada depende das necessidades por materiais específicos. Acontece quando definimos quanto queremos produzir e analisamos quanto de material devemos comprar para efetuar a sua produção. Se tivermos 200 unidades em estoque e forem necessários 1000 unidades, compramos 800 unidades.

Quanto devo comprar?

Antes de nos aprofundarmos um pouco mais sobre o LEC, precisamos explicar alguns conceitos que serão utilizados, por exemplo, como estoque mínimo, estoque máximo e consumo médio.

  • O estoque mínimo é uma quantidade de material reservada com o intuito de cobrir a as necessidades da produção em casos de eventual atraso nas entregas.
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  • O estoque máximo, como o nome sugere, é a quantidade de material máxima que o estoque deve ter.
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  • O consumo médio define o quanto é gasto de um material em um determinado período de tempo. Geralmente, se utiliza um mês, mas não é obrigatório.

O Lote econômico de compras deve contemplar o tempo de reposição do material requerido, ou seja, o tempo que o fornecedor leva para efetuar a entrega do material. Em uma situação hipotética e ideal, onde não existiriam atrasos de entrega por parte dos fornecedores, o estoque deveria consistir em estoque mínimo e o consumo médio, atingindo assim, o nível de estoque máximo. 

A otimização desses fatores é de suma importância, visto que eles afetam diretamente a rentabilidade das empresas ao resultarem em um capital de giro maior e mais previsível. Além disso, também deve-se levar em consideração o espaço físico disponível. Quanto maior forem os lotes comprados, maior será o espaço que deverá ser alocado para recepcionar o material adquirido.

Ao otimizar a periodicidade e os tamanhos dos lotes, é possível também reduzir o espaço físico alocado para o estoque. Menos custos, mais eficiência e praticidade.

Classificação de produtos do estoque

Não é incomum que empresas tenham diversos produtos que devam ser gerenciados. Por isso, devemos dar prioridade à produtos de validade curta além de definir, por meio de uma análise de representatividade do faturamento, quais produtos são os mais importantes. 

Curva ABC

A curva ABC é um método de classificação que é baseado no Diagrama de Pareto. Segundo o economista, Vilfredo Pareto, 80% das riquezas produzidas ficam nas mãos de 20% da população. O diagrama de Pareto pode ser aplicado em diversas situações e fornece múltiplas interpretações, como a de Joseph Moses Juran. Sua interpretação diz que 80% dos problemas vem de 20% das causas. Juran, desenvolveu a curva ABC para atribuir às situações, seu grau de importância e definir prioridades. Esse conceito de classificação também pode ser aplicado na gestão de estoque, de modo que definiremos os produtos da seguinte maneira:

  • Produtos “Classe A”: São definidos assim de 10% a 20% dos principais materiais que representam a maior quantia do valor vendido, representando cerca de 70% a 80% do valor total.
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  • Produtos “Classe B”: Constituem de 20% a 30% dos principais materiais após os produtos definidos como “Classe A” e que representam de 15% a 20% do valor total.
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  • Produtos “Classe C”: Representam apenas 5% do valor total vendido e são responsáveis por 60 a 70% dos produtos em estoque.

Classificando de acordo com a criticidade e curva ABC

Após classificarmos os produtos por classes, ainda se faz necessário definir quais produtos “Classe C” são imprescindíveis para o funcionamento da empresa. Essa classificação pode ser feita definindo a criticidade do produtos. A classificação por criticidade define os produtos em: “Z”, “Y” e “X”.

Irão existir produtos em estoque que talvez nem sejam comercializados pela empresa mas são vitais para seu funcionamento. Para visualizar, imagine uma fábrica que produza estruturas de aço para construção civil. Devido às dimensões da fábrica, só existe uma linha de produção. O maquinário comprado é alemão e as peças demoram duas semanas para chegar se um pedido de urgência for emitido. Caso essas peças quebrem e não existam outras em estoque, a produção ficará parada por duas semanas. Portanto, possui essa peça “reserva” é importantíssimo para que se possa ter uma Gestão de Estoque bem estruturada. A esse tipo de produto damos a classificação de “Material Z”.

Materiais “Y” seriam produtos menos críticos. São importantes, mas não chegam a parar a produção da empresa. Esse materiais têm como principal característica serem intercambiáveis, ou seja, podem substituir tanto os produtos “Z” como os “X”, caso não estejam em estoque.

Materiais “X”, são produtos menos importantes, que não fazem muita diferença se estiverem ou não no estoque.

A classificação por criticidade é diferente da curva ABC. As duas classificações podem ser usadas em conjunto ou separadamente. Afinal, esses conceitos são básicos e, portanto, podem e devem ser aprofundados de acordo com as necessidades e portes das empresas que pretendem aplicá-lo.

Conclusão

É inegável que a gestão do estoque é trabalhosa e que a sua fiscalização é crítica. Além disso, a perda de competitividade, o capital de giro volátil e o espaço físico limitado são bons motivos para começar a prestar atenção e desprender tempo para a organização do estoque e, consequentemente, deixar de perder dinheiro.

Em caso de qualquer dúvida sobre o tema, não hesite em falar conosco! Nossos consultores estarão a sua disposição!

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O que os Funcionários Esperam do Chefe?

O que vem na sua mente ao escutar a palavra “chefe”? Quais habilidades você acredita que são cruciais para que uma pessoa possa assumir um cargo de liderança dentro de uma organização? Muito se vem discutindo sobre o assunto e, caso você já ocupe uma posição mais estratégica dentro de alguma empresa ou deseje ocupar futuramente, é preciso estar atento em cada ponto abaixo! Vamos à leitura.

CONTEXTO

Historicamente, a palavra chefe sempre possuiu um peso negativo dentro do ambiente corporativo. O termo provoca lembranças estereotipadas do típico patrão muito exigente com os prazos de entrega e que raramente sabe reconhecer o bom trabalho de seus colaboradores. De fato, esse modelo de liderança existiu e ainda existe em diversas empresas e, por isso, um termo que deveria ser atrelado a alguém que sabe inspirar os seus subordinados permanece como algo negativo.

Por conta disso, e já pensando no futuro do mercado e todas as suas tendências, escrevemos esse conteúdo para que os atuais e futuros chefes saibam quais são os principais pontos que eles precisam se preocupar caso eles queiram construir um ambiente que estimule a produtividade dos funcionários e que contemple todos os stakeholders.

Elencamos 3 tópicos que precisam sempre estar na mente de todo superior.

1. É PREFERÍVEL MOTIVAR À OBRIGAR

Toda organização possui uma série de regras e diretrizes que devem ser seguidas. Isso é – e deve ser – padrão. Porém, existe uma diferença muito clara entre o impacto de uma regra e de um valor geral. Tentemos compreender com uma situação hipotética.

Todos os colaboradores de uma empresa precisam comparecer a um importante evento. Para garantir a presença de todos, o chefe informa que as pessoas que não forem irão receber uma determinada penalidade, de acordo com o tão citado documento de Normas da Empresa.

Essas “Normas da Empresa”, com regras do que deve ser feito e o que ocorrerá caso alguém não cumpra algum dos pontos, possui uma utilidade clara para diversas organizações e isso é inegável. Porém, as empresas que desejam se posicionar bem no mercado atual não precisam de funcionários que conseguem cumprir normas. Precisam de pessoas engajadas com o negócio.

Possuir uma espécie de “sistema de punição” para assegurar que o funcionário se fará presente nos assuntos da empresa se faz completamente desnecessário quando se estrutura um ambiente que engaja os funcionários a quererem estar presentes nos assuntos da organização.

Mudando o contexto do exemplo dado inicialmente, obtemos um cenário em que as pessoas que forem para o evento estarão lá porque desejam, o que irá melhorar o rendimento do próprio encontro. O foco deve ser dado a esse grupo.

Como chefe, é seu papel criar esse tipo de ambiente. Um ambiente com menos autoridade e mais engajamento. Segundo a Gallup, empresa americana responsável por diversas pesquisa de opinião, organizações com indivíduos emocionalmente comprometidos têm 147% mais ganhos por ações do que as demais.

Por isso, é muito importante que as autoridades comecem a perceber formas de fazer com que os seus funcionários abracem a ideia do negócio. Com certeza isso será um grande desafio, mas os resultados à longo prazo são inimagináveis.

2. O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DO FUNCIONÁRIO É DE RESPONSABILIDADE DO CHEFE

Poucos são os chefes que compreendem o poder dessa frase, embora a lógica seja bastante óbvia. Os resultados de toda empresa dependem exclusivamente de pessoas. Até as empresas que lidam diretamente com máquinas e possuem poucos funcionários precisam dar a devida importância a isso.

Uma vez que paramos para refletir e enxergamos toda situação de modo funcional, nos tornamos capazes de compreender o porquê do chefe ter que se preocupar em desenvolver seus liderados.

É pura regra de três. Quanto mais capaz é o funcionário, mais resultado ele é capaz de entregar. Dessa forma, o chefe que apenas passa uma lista de atividades para os seus subordinados, sem se preocupar com a capacitação dos mesmos, precisa mudar essa realidade. E rápido.

Os impactos que ocorrem nas empresas que conseguem estruturar esse relacionamento de ganha-ganha entre autoridade e colaborador são enormes. A visão que a sua empresa passará para o mercado externo, a cultura de aprendizagem que surgirá dentro do ambiente de trabalho, a preferência que as pessoas darão a sua organização quando forem escolher onde trabalhar e tantos outros fatores farão com que se crie um cenário de desenvolvimento mais sustentável para o negócio.

 

3. RECONHECER É IMPORTANTE

Dentro do ambiente corporativo, uma das principais dores sentidas pelos funcionários é a ausência de reconhecimento pelos seus trabalhos por parte das lideranças. Embora seja algo muito simples, muitos chefes não param um momento dos seus dias para elogiar alguma entrega dos seus funcionários e as consequências disso a nível organizacional são enormes.

Acredito que todas as pessoas conhecem a frustração de dar tudo de si em alguma determinada atividade e não ser minimamente reconhecido pela mesma. Por consequência, sentimo-nos desestimulados a realizar entregas com grande qualidade, perdemos os brilhos nos olhos para buscar tarefas de forma proativa e, por fim, quando já não sentimos que somos importantes para a empresa, não queremos permanecer na mesma.

Caso o chefe desejar formar uma equipe engajada, é preciso que ele se desprenda um pouco do seu tempo para encontrar as melhores formas para garantir uma cultura de reconhecimento dentro da organização. Para isso, existem algumas dicas que podem ser úteis:

a) Reconhecimento se dá em público

Quando se trata de feedbacks construtivos, é sempre indicado sentar individualmente com cada um dos subordinados. Porém, quando estamos falando de reconhecimentos, é bom repassá-los em momentos em que várias pessoas da empresa estão presentes. Não só o funcionário se sentirá mais contemplado, como também estimulará os outros a alcançarem maiores resultados.

b) Reconheça na hora

Os reconhecimentos devem ser dados o mais cedo possível. É preciso fazer com que os membros da empresa saibam que os seus trabalhos foram bons para se motivarem a entregar mais resultados. Por isso, garantir o reconhecimento com antecedência é crucial para formar um time engajado dentro da empresa.

Analise como ocorre atualmente na empresa que você faz parte: se o discurso de um reconhecimento começa com “Gostaria de parabenizar Lucas pela sua entrega de 2 semanas atrás” e, antes desse discurso, Lucas nunca soube que a sua entrega havia sido boa, tem algo errado nessa organização.

No fim, tudo gira em torno de garantir os reconhecimentos de todos seus liderados para garantir uma cultura de funcionários que se sintam mais parte da empresa e, consequentemente, possuam maiores desempenhos.

c) Seja específico

Ao dar um reconhecimento, é preciso ser muito específico. Nada de parabenizações vagas: cite o que foi feito e o porquê disso merecer ser parabenizado. Lembre-se que o foco é inspirar os outros funcionários a realizar boas entregas e, por isso, deve-se deixar claro o que é necessário para se receber um reconhecimento das lideranças.

Com todos esses pontos alinhados, obtêm-se um ambiente de trabalho que estimula a produtividade e, consequentemente, os resultados da organização.

CONCLUSÃO

É inegável que o ser humano depende de diversos estímulos para manter-se produtivo e engajado. O chefe precisa, cada vez mais, encontrar formas nítidas de fornecer esses estímulos e formar uma cultura que faça com que os funcionários se sintam felizes em ser parte da empresa.

É muito importante que se crie um relacionamento de confiança entre o time para que todos os pontos citados durante o texto aconteçam em um contexto que estimule e propague cada um deles. Afinal, antes de chefe, é preciso ser líder. São conceitos bem diferentes.

Deixe-nos saber o que você achou do texto! Seu feedback é muito importante para nós. Futuramente, traremos mais conteúdos voltados à liderança. Caso você já deseje ler um pouco mais sobre o tema, indicamos um outro conteúdo nosso chamado “Liderança e Gestão de Conflitos”. Para acessá-lo, basta clicar aqui.

“As melhores empresas para se trabalhar lembram sempre de uma coisa que não muda: as pessoas com quem trabalham sempre serão pessoas” – Robert Levering, co-fundador da Great Places to Work

 

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O que Você Precisa Saber para Crescer no Setor Alimentício

Você possui um negócio no setor alimentício e não sabe como impulsionar os seus resultados? Você que abrir um negócio no setor mas ainda não sabe como? Se você respondeu sim para uma das duas perguntas, esse é o conteúdo certo para você!

CONTEXTO

O setor alimentício é um dos setores que não foram afetados intensamente pela crise econômica pela qual o Brasil passou nos últimos anos. Por isso, é considerado pelos economistas um mercado estável e alvo de muitos empreendedores que querem abrir uma nova empresa ou expandir seus negócios.

Esse mercado é muito competitivo e apresenta um alto nível de crescimento. Dados da Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação) indicam que o segmento food service vem crescendo de forma consistente, com uma taxa média de 14,7% ao ano. Esse dado mostra que mesmo com a crise econômica o mercado não para de crescer e empreendedores não param de investir no segmento.

Observando mais atentamente a cidade do Recife, podemos perceber que a mesma se consolidou ao longo dos anos como o terceiro polo gastronômico do Brasil, dado fornecido pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro. A cidade é considerada um polo não somente pelo número de restaurantes e similares, mas também pelo qualidade dos restaurantes e pela diversidade de culinárias.

QUAIS FATORES DEVE-SE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO?

Por conta de tudo que foi dito, fica evidente de que entrar em um setor altamente competitivo e de alto crescimento como o alimentício não é uma tarefa simples. Saber posicionar sua marca em meio a tantos concorrentes, observar os anseios do seu público-alvo, entender os custos da sua produção e precificar o seu produto de forma correta são pontos extremamente importantes para fazer com que a sua empresa possa competir dentro desse nicho.

Se você está começando o seu negócio agora e deseja crescer cada vez mais no setor alimentício, fique atento nesses próximos pontos!

1) ENTENDA O SEU PÚBLICO-ALVO

Antes de saber a importância, é necessário que você empreendedor entenda o que é público-alvo. Público-alvo é um grupo específico de consumidores que apresentam alguma característica semelhante, seja renda, situação socioeconômica, aspecto cultural, local de moradia ou outras características.

A necessidade de um determinado público pode ser o gatilho para a construção de um negócio no setor alimentício. Por exemplo: alguém um dia raciocinou que um grupo de pessoas que trabalham por um longo período e que não possuem tempo de preparar sua alimentação, mas que tem preferência por comida saudável, estaria a comprar refeições saudáveis congeladas. Hoje, o mercado de refeições prontas se fortalece cada vez mais nas grandes cidades do Brasil.

O público-alvo pode ser também estabelecido de acordo com uma ideia já existente. Dessa forma, pesquisas são necessárias para identificar o perfil do seu público. Caso a ideia já exista e você ainda não possua um ponto comercial, será necessário buscar identificar o melhor local para abrir o seu negócio, levando-se em consideração onde o seu público-alvo reside ou trabalha.

Caso você não tenha uma ideia mas já tenha um ponto comercial, será necessário entender  qual o tipo de negócio se encaixaria com o perfil do público em que o seu ponto se encontra. Serão necessários alguns questionamentos para entender seu público e, com isso, construir o negócio ideal para essa determinada região.

Alguns pontos a serem questionados seriam:

  • Qual a faixa etária de frequentadores da área do seu futuro negócio;
  • Quanto essas pessoas estariam dispostas a pagar por uma refeição;
  • Quais são as características culturais em comum entre elas.

Outro fator a ser destacado é que, caso o seu empreendimento não vier apresentando crescimento ou esteja passando por um momento de estagnação de vendas, talvez deva-se analisar a possibilidade do seu público-alvo ter mudado ou, simplesmente, não se encaixar mais com o modelo proposto por seu estabelecimento ou produto comercializado!

Buscar entender seus consumidores e as alterações que apresentam ao longo do tempo se torna crucial para o crescimento do seu negócio, principalmente no setor alimentício, que é ligado diretamente aos gostos e vontades do público.

A importância do público-alvo se estabelece com os exemplos citados acima, pois através da identificação do seu público, você poderá:

  • Confirmar uma ideia;
  • Pensar em um novo modelo de negócios;
  • Traçar estratégias promocionais;
  • Precificar corretamente seu produto;
  • Estabelecer o produto certo a ser comercializado;
  • Fazer alterações e melhorias nos produtos que você já comercializa.

 

2) POSICIONE A SUA MARCA NO MERCADO

Atualmente, o ato de se alimentar deixou de ser apenas uma necessidade fisiológica e passou a ser algo aliado ao prazer. O livro “O ato de se ‘alimentar’ como uma experiência de lazer no ambiente urbano: fast food versus slow food” traz o seguinte pensamento:

“Comer pode ser atividade lúdica, social, de entretenimento ou de preservação da saúde. Mas também pode ser um modo de ser, um modo de evidência de crenças, um modo de visibilidade da origem de classe e de disposição econômica”.

Dessa forma, os empresários enxergam cada vez mais a possibilidade de inovar de acordo com as necessidades do seu público consumidor, aliando os seus produtos e serviços nesse ramo não só a uma necessidade, mas também a um entretenimento para os seus clientes.

Porém, para inovar em um mercado tão competitivo e utilizar todo o potencial citado acima, é necessário que você observe e analise o pedido do seu consumidor, o que está em alta no mercado e as tendências futuras. Fazer essa análise se torna algo imprescindível para apostar na abertura e expansão de um empreendimento na área de food-service e inovar no mercado alimentício.

Você  não deve se ater apenas ao tipo de alimento que será servido no seu estabelecimento, mas também à experiência que o seu alimento, o seu serviço e o seu estabelecimento trarão ao seu público.

Um plano de marketing se torna altamente necessário no cenário competitivo atual, para entender o perfil do seu público alvo, os seus anseios, o que eles esperam da sua empresa e como atingi-los da melhor forma, proporcionando a experiência que eles desejam. Dessa forma, posicionando sua marca no mercado, torna-se possível gerar valor para o seu negócio e construir um diferencial perante à concorrência.

3) ANALISE OS CUSTOS PARA PRECIFICAR O SEU PRODUTO E O SEU SERVIÇO

Uma análise de custos bem feita possibilita escolher o melhor método para a formação do preço dos produtos a serem comercializados. Segundo o IBRACON (Instituto Brasileiro de Contadores), a definição do preço de venda do produto exerce função essencial para as empresas atuais, pois consiste em um dos fatores primordiais no planejamento empresarial, principalmente em meio a uma economia de contínuas mudanças.

Sem a análise de custos, a sua empresa fica impossibilitada de planejar um futuro com exatidão uma vez que você gestor necessita de dados contábeis para estabelecer metas e, ao mesmo tempo, entender até onde é possível chegar e o que se pode alcançar com o que se está produzindo. Dessa forma, a empresa é capaz de se tornar competitiva mesmo em um mercado tão extenso como o alimentício.

Para Roberto Assef, autor do livro Guia prático de formação de preços, a correta formação de preço é fundamental para a sobrevivência das empresas, bem como seu crescimento, independente do seu porte ou setor que está inserido. Para ele, somente usando uma política correta de formação de preço, as empresas conseguiriam alcançar os objetivos de lucro, suas metas, seu desenvolvimento geral, o desenvolvimento de seus funcionários e outras melhorias.

Contudo, lembre-se: uma política de preços eficiente não está ligada a preços altos ou baixos demais. É necessária uma análise do mercado em que a empresa está inserida, uma análise de custos da empresa, bem como  uma análise do equilíbrio operacional e do retorno esperado pelos empreendedores.

CONCLUSÃO

Se o seu desejo for trazer crescimento para sua empresa dentro do setor alimentício, é necessário observar o desejo do seu consumidor e o que ele espera da sua empresa. Depois de entender e compreender o seu cliente faça um levantamento comparando o preço do seu produto e o valor que o seu consumidor final é capaz de pagar por ele. Essa equação não deverá nunca pesar para um dos lados: o equilíbrio é essencial para se manter vivo nesse setor de alta competitividade.

No final, você só será capaz de crescer dentro do setor alimentício ao entender muito bem essa relação e saber tirar o melhor proveito dela. Em caso de qualquer dúvida, não exite em conversar com os nossos consultores! Eles estarão à sua disposição.